quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

CÂNCER DE MAMA - TRATAMENTOS ATUAIS SÃO MAIS FAVORÁVEIS

As campanhas e o entendimento de que a detecção precoce do câncer de mama são muito importantes e a evolução dos tratamentos, tem permitido salvar vidas, aumentando o grupo das mulheres que passaram por essa fase e sobreviveram.
Há a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e a hormonioterapia. Havendo a cada ano a incorporação de novas drogas específicas para determinados tipos de tumores. Até tecnologia para minimizar a queda do cabelo já existe!
Entretanto não podemos deixar de registrar que a detecção em estágio inicial facilita o tratamento.
Há também que se registrar que nem todos conseguem ter acesso ao que há de mais moderno disponível. Mas, cada pessoa é um ser único, que reage de diferentes formas ao diagnóstico e enfrentamento da doença. E uma atitude positiva faz muita diferença!
Hoje sabemos que a paciente deve ser tratada como um todo, globalmente.
Em relação às mulheres que retiraram a mama (mastectomia) temos alguns aspectos muito importantes a observar:

  • a marca deixada pela mutilação;
  • a aparência, pois a reconstrução mamária nem sempre é possível;
  • a estética, a limitação nas atividades da vida diária após a cirurgia;
  • a inclusão na sua vida das revisões e exames médicos periódicos com a expectativa até a análise dos resultados pelo médico;
  • e as complicações eventuais pós cirurgia.
Aliada às questões acima, temos ainda as eventuais questões emocionais, conflitos pessoais e situações de vida mal resolvidas pré-existentes, que ganham um maior peso com o diagnóstico e tratamento do câncer. 
Assim, podemos afirmar que as consequências do câncer estendem-se também aos familiares, amigos e afetam muitas vezes também o ambiente de trabalho.
Dentro do contexto do tratamento atual faz-se necessário incluir uma abordagem multidisciplinar onde sejam observados os aspectos físicos e emocionais dessa paciente. Fundamental o acompanhamento psicológico, fisioterápico, nutricional, sempre buscando a melhora da qualidade de vida. E o entendimento dessa necessidade deve ser compreendido pela pessoa que vivencia a doença, por seus parentes e pela sociedade. Afinal estamos todos interligados. Criar um ambiente favorável à integralidade é muito importante e é papel de todos nós!
Há sempre um desafio a enfrentar e uma esperança cintila a nos guiar.

Sueli Dias

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Tirar os sapatos para entrar em casa protege contra doenças?

Tirar os sapatos para entrar em casa, como fazem os japoneses, nos protegem mais do que o hábito ocidental de usar sapato em casa? Não há como negar que o costume evita trazer mais sujeira da rua, concordam os especialistas entrevistados pelo UOL. No entanto, pelo menos para adultos, a diferença em relação ao risco de pegar doenças infecciosas é zero.
O infectologista Gustavo Johanson, do Hospital Albert Einstein, argumenta que o risco de infecção por bactérias, vírus e fungos presentes nos sapatos é o mesmo dentro e fora de casa.
"A gente vive em mundo que tem microrganismos aos bilhões", diz. "Ficamos expostos ao risco de infecção de uma forma contínua. A bactéria, o vírus ou o protozoário não sabem se a pessoa está no trabalho ou em casa."
O médico lembra que temos mecanismos para nos proteger de bactérias, vírus e fungos presentes nos sapatos e o principal deles é a pele. "Apesar de o risco ser contínuo, ele é baixo."

Cuidado com crianças

Jean Gorinchteyn, infectologista do Hospital Emílio Ribas, comenta que o hábito pode ajudar no caso de crianças que estão em fase de engatinhar, pois elas colocam a mão na boca frequentemente.
Elas podem levar à boca dejetos de animais como pombos, cães e gatos que se aderem aos sapatos e pegar parasitoses como toxoplasmose e infecções diarreicas."
Jean Gorinchteyn, infectologista
Nos adultos, ressalta, a contaminação não é uma realidade, pois não existe o risco de contaminações por essa via.
O mesmo ocorre na praia, onde as crianças correm mais risco de contaminação justamente por colocar areia na boca, não por pisar no chão. "O chão está contaminado, mas vai ficar ali", afirma Johanson. "No hospital e em casa, não se deve acondicionar nada no chão", diz.
Ninguém nega o conforto psicológico e a facilidade de limpeza de se tirar os sapatos antes de entrar em casa. "Mas é questão de limpeza, higiene, não é de infecção", diz Gorinchteyn.

Nem no hospital

Mesmo nos hospitais, o protetor para os sapatos, o chamado propé, não é usado para proteger os pacientes, mas sim os médicos, enfermeiros e auxiliares, segundo cartilha da Anvisa.
"O uso do propé tem sido controverso, pois não diminui o risco de infecção hospitalar. Muitos hospitais estão abolindo essa prática porque é um custo que não traz benefício", diz Johanson. "Não há contestação que o sapato esteja contaminado, o que se contesta é que essa contaminação aumenta o risco de infecção hospitalar."
O maior risco de infecção nos hospitais é a transmissão pelas mãos de um profissional que está tratando um paciente e toca em outro paciente sem fazer uma higienização correta.
Esse toque pode estar contaminado com sangue e materiais biológicos potencialmente contaminantes (urina, vômito, fezes, etc), explica Plínio Trabasso, infectologista da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Outra fonte de infecção é a água que fica nos respiradores e qualquer intervenção que seja feita furando a barreira da pele, que é a maior proteção contra microrganismos. "A bactéria não voa, ela é transmitida por contato", enfatiza Johanson.

E para quem é alérgico?

Trabasso defende que a entrada de alérgenos, ou seja, desencadeadores de doenças respiratórias alérgicas, como a poeira, pode ajudar a desencadear asma, rinite, etc.
Já Johanson, do Einstein, argumenta que os sapatos não influenciam nas alergias. "Alergias são desencadeadas pelos ácaros e eles gostam de superfícies quentes como as camas, sofás e carpetes", diz Johanson.  Gorinchteyn, do Emílio Ribas, concorda que não há influência e que a poeira trazida pelos sapatos não é suficiente para desencadear reações alérgicas.

E roupa "da rua" na cama?

O risco de se contaminar com roupas também é muito pequeno. Para Gorinchteyn, a roupa usada no transporte público ou sentar em espaços públicos está mais relacionada à contaminação com exoparasitas (pulgas e carrapatos) do que por infecções. "O ideal é que as pessoas cheguem em casa e deixem as roupas que usaram nas conduções na área de serviço, arejando, lavem as mãos", diz.
Segundo Trabasso, raramente poderemos atribuir uma doença infecciosa a este tipo de contágio. "Alguns patógenos podem permanecer viáveis por algum tempo nesses tecidos, mas nada que a lavagem usual, corriqueira, doméstica, não seja capaz de eliminar", diz.
https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2017/02/17/tirar-os-sapatos-para-entrar-em-casa-protege-contra-doencas.htm acesso em 19/02/17 às 10:34hs

Lavar a cabeça diariamente causa caspa? Veja mitos e verdades

Coceira, irritação no couro cabeludo e descamação são os sintomas mais comuns da dermatite seborreica, mais conhecida como caspa. O problema pode se agravar com o clima seco, estresse, disfunção hormonal, uso de água muito quente, bebida alcoólica e até alimentação rica em açúcares e gorduras.
"A caspa nada mais é que uma inflamação das células do couro cabeludo provocada pela alteração da velocidade com que a pessoa troca essa célula", explicou o dermatologista Cláudio Wulkan, da Sociedade Brasiliera de Dermatologia.
Apesar de ainda não ter cura, a caspa não é contagiosa e pode afetar homens e mulheres de todas as idades. Todos os dias, as células do couro cabeludo são renovadas, mas o aumento dessa renovação pode irritar o couro cabeludo formando os "flocos brancos" que caracterizam a caspa. Entretanto, a mudança de alguns hábitos contribui para uma melhora significativa do quadro.
"Para ela aparecer, além do fator genético, precisamos de fatores predisponentes como clima seco, estresse, disfunção hormonal, uso de água muito quente e até alimentação rica em açúcares e gorduras", comenta a dermatologista Pietra Martini.
Para esclarecer o que é realmente verdade sobre o problema e seu tratamento, o UOL listou algumas dúvidas. Confira as respostas dos especialistas.
Mitos e verdades sobre a caspa
  • Fabiano Cerchiari/UOL
    Compartilhar o pente pode dar caspa?
    Mito. A caspa é uma característica individual. Não é contagiosa. É uma alteração da velocidade com que a pessoa troca a célula do couro cabeludo
  • Thinkstock
    Lavar a cabeça diariamente causa caspa?
    Mito. O tratamento da caspa consiste em lavar a cabeça diariamente com água morna (mais para fria) para que o excesso de células seja removido e para que os ativos dos xampus possam agir no couro cabeludo e tratá-lo
  • Getty Images
    Água quente piora a caspa?
    Verdade. Banhos muito quentes e demorados podem irritar o couro cabeludo e piorar a caspa, em alguns casos. A água quente aumenta a oleosidade do couro cabeludo possibilitando o aumento da proliferação de fungos associados ao aparecimento da dermatite seborreica
  • Getty Images
    Ficar nervoso causa caspa?
    Parcialmente verdade. O estresse é um dos fatores que pioram a caspa, assim como o clima seco, disfunção hormonal, uso de água muito quente e até alimentação rica em açúcares e gorduras
  • Fabiano Cerchiari/UOL
    Xampus para caspa realmente funcionam?
    Parcialmente verdade. Os xampus anticaspa vendidos em supermercados melhoram a caspa leve. A caspa moderada responde bem ao tratamento com xampus receitados por dermatologistas. Já a caspa severa só é controlada com remédios prescritos pelos dermatologistas
  • Reprodução/Expozero
    Usar boné provoca caspa?
    Parcialmente verdade. Tudo o que atrapalha a respiração do couro cabeludo pode piorar a caspa. Não causa, mas pode piorar. ?O uso de bonés ou chapéus pode agravar o quadro de caspa, pois faz com que o couro cabeludo fique abafado, quente e úmido. Isso facilita a proliferação de fungos na região?, explicou Pietra
  • Eder Chiodetto/Folhapress
    Caspa provoca queda de cabelo?
    Mito. A dermatite seborreica é uma inflamação das células do couro cabeludo e não do folículo piloso. Porém, as caspas moderadas e severas não tratadas podem aumentar a queda de cabelo
  • https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/09/14/lavar-a-cabeca-diariamente-causa-caspa-veja-mitos-e-verdades.htm acesso em 19/02/17 às 10:26hs

Pílula do câncer será importada legalmente, mas venda é proibida no Brasil

A fosfoetanolamina, mais conhecida como 'pílula do câncer' começará a ser vendida online como suplemento alimentar e os brasileiros poderão comprar legalmente. Pesquisadores estão produzindo a substância na Flórida, Estados Unidos, e prometem vender para o mundo todo a partir de 16 de março.

Mesmo com a produção e venda da pílula suspensas no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou em nota ao UOL que "a importação de produtos de interesse à saúde dispensa a autorização da autoridade".

Porém, a importação em grande escala está vetada. Só não será necessária a autorização prévia da agência em casos de importação para uso próprio, "com quantidade e frequência de compra compatível com a duração e finalidade do tratamento, ou que não caracterize comércio ou prestação de serviços a terceiros".

Também não será possível comercializar a substância no país, de acordo com a Anvisa. O órgão disse que a fosfoetanolamina não possui comprovação segura como suplemento alimentar e, portanto, sua venda em território nacional está proibida.

A propaganda no e-commerce não relaciona a fosfoetanolamina ao combate ao câncer, pelo que ficou conhecida no Brasil. Isso porque se prometesse tratar a doença, a 'pílula do câncer' teria que se enquadrar na regulamentação de medicamentos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), da qual está fora por não ter confirmações científicas da sua eficácia.
Os responsáveis pelo novo produto no Brasil são o biotecnólogo Marcos Vinícius de Almeida e o médico Renato Meneguelo, que colaboraram com o químico Gilberto Chierice no desenvolvimento inicial da fosfoetanolamina sintética, no Instituto de Química da USP em São Carlos, mas recentemente se separaram do professor - considerado o "pai" da substância.

A produção e comercialização da fosfoetanolamina sintética como droga anticâncer chegou a ser autorizada no Brasil, em abril de 2016, por um projeto de lei aprovado no Congresso e sancionado pela então presidente Dilma Rousseff, sob forte pressão política e popular.

Mas a lei foi suspensa no mês seguinte por uma decisão do STF (Superior Tribunal Federal), por falta de evidências científicas da sua eficácia. Estudos realizados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação indicam que a fosfo não é tóxica, mas não encontraram nenhum efeito antitumoral na substância.

Fonte: Uol in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/pilula-do-cancer-sera-importada-legalmente-mas-venda-e-proibida-no-brasil/10377/7/ acesso em 19/02/17 às 10;07hs

sábado, 18 de fevereiro de 2017

VISITE A SEDE DO GRUPO SE TOQUE! APOIO PARA PACIENTES E FAMILIARES

Se você está em tratamento de câncer, visite o Grupo Se Toque!
Lá você encontrará outras pessoas que já enfrentaram a doença, poderá receber um lenço, receber uma peruca por empréstimo, receber orientações e dicas sobre alimentação e bem estar.
Além de receber apoio psicológico ou participar de terapia de grupo.
Sede: Rua Monsenhor Moisés, 181 - Pontalzinho - Itabuna-Bahia.

Imunoterapia: o maior avanço do ano contra o câncer

Se 2016 não foi um ano bom sob vários aspecto, para os tratamentos contra o câncer esteve entre os mais frutíferos. A FDA (agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos) aprovou oito novas terapias contra a doença e 12 novos usos para outras já existentes.

Nessa avalanche de novidades, destaca-se a imunoterapia, considerada a mais promissora em 2016 pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, na sigla em inglês). Em resumo, trata-se de um grupo de drogas que, ao invés de mirar o câncer, ajuda as nossas defesas a detectá-lo e agredi-lo.

Curiosamente, os primeiros estudos sobre o tema foram feitos há mais de um século: em 1881, cientistas usaram bactérias para impulsionar a resposta do sistema imunológico contra tumores malignos. Mas só em 1980 que uma medicação que se vale dessa lógica foi aprovada — e era bastante agressiva.

Hoje, as drogas imunoterápicas agem de diferentes maneiras —  a principal envolve os chamados inibidores de pontos de verificação imunológicos. Esses "pontos” na verdade são moléculas especializadas que agem como freios no sistema imune, assegurando que as células de proteção sejam utilizadas apenas quando necessário. O mecanismo é extremamente importante, porque tropas de defesa descontroladas, que entram em cena sem a presença de um inimigo, podem causar inflamações e doenças autoimunes.

O problema é que as células cancerosas conseguem enganar esses pontos de verificação. Nesse contexto, o sistema imunológico não percebe a doença como uma ameaça e a deixa evoluir. E é aí que entra a imunoterapia: ao bloquear esse sistema, ela faz o próprio corpo consegue combater o tumor.

O que anima a comunidade científica é que, só no ano passado, foram descobertos cinco novos usos para os inibidores de pontos de verificação imunológicos. São eles: câncer de cabeça e pescoço, bexiga e pulmão e linfoma de Hodgkin. Aliás, esse é o primeiro tratamento que surge contra nódulos malignos originados na bexiga em três décadas.

Apesar disso, não são todas as pessoas com esses tumores que se beneficiam dos medicamentos. Os estudos estão focados justamente em identificar quem pode tirar mais proveito da imunoterapia, poupando os pacientes dos custos altos e dos efeitos colaterais. Mas isso não é motivo para desanimar: a Asco liberou um relatório com várias terapias que ganharam destaque em 2016. Você pode fazer o download do arquivo (em inglês) aqui.

Fonte: Saúde in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/imunoterapia-o-maior-avanco-do-ano-contra-o-cancer/10382/7/ acesso em 18/02/17 às 10:55hs

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

PARTICIPE DO GRUPO SE TOQUE

Grupo de Apoio para pacientes de câncer, sediado em Itabuna, Bahia:
- com reuniões para pacientes e acompanhantes todas as sextas-feiras pela manhã, a partir das 9 horas.
- Café com Amor no serviço de Quimioterapia do SUS toda terça-feira às 08:30 hs;
- Atividades de educação em saúde nas comunidades.

Venha conhecer, venha fazer parte!

Rua Monsenhor Moisés, 181 - Pontalzinho - Itabuna-BAHIA