quarta-feira, 24 de maio de 2017

Brasileiros criam substância a partir do extrato de henna para combater câncer de mama

Professores e pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Fundação Oswaldo Cruz da Bahia (Fiocruz-BA) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) desenvolveram uma substância a partir da folha de henna, que inibe o crescimento de tumores, especialmente o câncer de mama, um dos que mais matam no Brasil e no mundo, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O extrato da folha de henna, usado na pintura de cabelos, pele e unhas tem conseguido melhorar o quadro clínico e a qualidade de vida dos pacientes.

A pesquisa que gerou a nova substância, denominada CNFD, começou em 2013. Além dos testes em células tumorais, foram feitos testes em camundongos, que revelaram redução significativa do crescimento e do peso do tumor sem efeitos aparentes de toxicidade nos animais.

O pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da UFF, Vitor Francisco Ferreira, explicou que o novo fármaco pode substituir ou complementar os medicamentos que se tornaram resistentes à doença. "O trabalho conjunto dos professores e pesquisadores traz mais do que uma nova substância. É a esperança de muitas mulheres”, disse.

O fármaco está sendo patenteado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e, caso seja aprovado nos testes subsequentes e haja interesse da indústria no seu desenvolvimento, poderá chegar ao mercado em larga escala daqui a cinco anos.

"Combater células cancerígenas não é uma tarefa fácil, pois elas se parecem muito com as células sadias”, disse um dos integrantes da pesquisa, o professor da UFF Fernando de Carvalho da Silva. "Esta descoberta, além dos benefícios em si, pode representar o primeiro medicamento sintético genuinamente brasileiro nas prateleiras das farmácias."

Os testes comprovaram que o CNFD foi mais eficaz em células tumorais, preservando as normais, diminuindo os efeitos adversos decorrentes da terapia.

O pesquisador da Ufam Emerson Silva Lima lembrou que, se comparado com o que há hoje no mercado, a nova droga tem baixo custo de produção e pode ser alternativa acessível para muitos pacientes. "Esperamos que o governo e/ou empresas privadas tenham interesse na tecnologia, para que um dia ela possa chegar ao mercado”, ressaltou.

De acordo com o Inca, a cada ano, o câncer de mama corresponde a 28% de novos casos da doença em mulheres.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/brasileiros-criam-substancia-a-partir-do-extrato-de-henna-para-combater-cancer-de-mama/10754/7/ acesso em 24/05/17 às 12:20h

terça-feira, 23 de maio de 2017

Diagnóstico precoce do câncer de ovário aumenta em 80% as chances de cura

O mês de maio é, tradicionalmente, o período em que ganha força a campanha de combate ao câncer de ovário, doença que acomete, geralmente, mulheres com mais de 40 anos, e se desenvolve de forma silenciosa. Por isso, é de extrema importância que mulheres na faixa etária de risco, e que tenham histórico na família, busquem acompanhamento com um especialista, facilitando o acesso ao diagnóstico precoce. Ele pode aumentar em até 80% as chances de cura no estágio inicial da doença. A dica é do diretor-presidente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), cirurgião oncológico Marco Antônio Ricci.

Segundo a projeção mais recente do Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde (MS), o câncer de ovário é a 7ª neoplasias malignas, tanto no Brasil quanto no Amazonas, em número de casos entre a população feminina. São estimados 6,15 mil novos diagnósticos para este ano no País e 70 no Estado.

Apesar de acometer, em maior proporção, mulheres na fase da pós-menopausa, pois está diretamente relacionada ao envelhecimento da população feminina, a doença também tem aparecido em mulheres jovens, com idade inferior a 40 anos, mas de forma esporádica. O tipo histológico mais frequente, com 90% dos casos, é o adenocarcinoma (tumor derivado de células glandulares epiteliais secretoras).

Marco Ricci explica que a neoplasia de ovário é o segundo tipo de câncer ginecológico com maior índice de mortalidade no mundo. Isso se deve, principalmente, ao diagnóstico tardio, pois a maioria das pacientes só procura um especialista na fase sintomática da doença, quando ela já se alastrou para outros órgãos. Os sintomas mais comuns nesse estágio são: dores pélvicas, azia e má digestão em alguns casos específicos e infecções urinárias frequentes, em curto espaço de tempo.

Fator hereditário

Ele chama a atenção, especialmente, para pessoas com histórico na família, que têm três vezes mais probabilidade de desenvolver a doença, por conta do fator hereditário. "Trata-se de uma doença que está diretamente ligada a falhas genéticas e, sendo assim, não tem prevenção. Mas, existem exames de rastreamento que devem ser feitos uma vez ao ano, a partir dos 40 anos, como a ultrassonografia transvaginal, o exame clínico ginecológico e o marcador tumoral CA 125 – este último para casos de massas pélvicas suspeitas previamente constatadas em exames de imagem”, frisou.

Mulheres que não engravidaram, também passam a ter mais chances de desenvolver a doença, pois os ovários, que têm como principal função a liberação de óvulos, não ‘amadureceram’ como deveriam. "Por isso, a nuliparidade acaba sendo um fator de risco, apesar de menos relevante. As portadoras de algumas síndromes, como a Lynch 2, que associa diversos tipos de câncer em uma única pessoa, também devem ter atenção redobrada e precisam de acompanhamento de um especialista em ginecologia, mesmo após concluir o tratamento oncológico”, alertou.

Os tratamentos do câncer de ovário se resumem a cirurgias, como as histerectomias, que consistem na retirada do útero, ovários e trompas, dependendo do estadiamento da doença (extensão da lesão); e quimioterapia. Ambas as modalidades são ofertadas pela FCecon, unidade considerada referência em cancerologia na Amazônia Ocidental.

Fonte: A Crítica
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/diagnostico-precoce-do-cancer-de-ovario-aumenta-em-80-as-chances-de-cura/10750/7/ acesso em 23/05/17 às 16:32h

Risco de câncer de mama cresce com apenas uma dose de bebida alcoólica por dia, diz instituto dos EUA

Um copo de vinho todos os dias, ou de qualquer outra bebida com mais de 10 gramas de álcool, aumenta o risco de ter câncer de mama pré e pós-menopausa em 5% e 9%, respectivamente, de acordo com relatório do Instituto Americano para Pesquisas do Câncer (AICR) e do Fundo Mundial de Pesquisas do Câncer (WCRF).

A revisão informou que o exercício de alta intensidade, como correr ou andar de bicicleta com uma velocidade alta, diminui o risco do câncer de mama pré-menopausa em 17% e em 10% no pós.

"Com este relatório abrangente e atualizado, a evidência é clara: ter um estilo de vida fisicamente ativo, manter um peso saudável e limitar o álcool são passos que as mulheres devem tomar para reduzir o risco do câncer", disse Anne McTiernan, autora principal do relatório.

O texto analisou 119 estudos, somando dados de 12 milhões de mulheres e 260 mil casos da câncer de mama. Veja outros fatores apontados pelo levantamento como risco para o câncer de mama:

  • Estar acima do peso aumenta o risco de ter câncer de mama pós-menopausa, tipo mais comum
  • Mães que amamentaram têm menos risco de contrair o tumor no seio
  • Maior ganho de peso durante a vida adulta aumenta a chance de câncer
  • O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, com mais de 252 mil casos por ano. O instituto americano afirma que um em cada três casos poderiam ser evitados com limitação do uso de álcool, atividades físicas e peso saudável.

Fonte: Bem Estar
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/risco-de-cancer-de-mama-cresce-com-apenas-uma-dose-de-bebida-alcoolica-por-dia-diz-instituto-dos-eua/10748/7/ acesso em 23/05/17 às 16:28h

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O câncer de Marcelo Rezende: otimismo ajuda em dura batalha

No domingo, o apresentador Marcelo Rezende revelou em entrevista para o Domingo Espetacular, da TV Record, que está com câncer no pâncreas e no fígado. Rezende relatou que os sintomas apareceram há apenas um mês, quando começou a sentir cansaço e falta de apetite. Depois de uma bateria de exames, veio o diagnóstico: um tumor no pâncreas que se espalhou para o fígado.

Além de iniciar um tratamento, o apresentador decidiu fazer um retiro espiritual de sete dias para se fortalecer emocionalmente. A decisão veio após a alta na quimioterapia. Na mesma postagem, Rezende diz já se sentir curado, graças à fé. "O importante é que estou aqui orando firme e tenho certeza de que já estou curado”, afirmou em vídeo publicado no Instagram.

Otimismo ajuda


Especialistas acreditam que o otimismo, de fato, ajuda no tratamento. "Embora não signifique que a pessoa vai se curar ou não,  é muito nítida, na prática clínica do tratamento de doenças graves, a influência positiva do otimismo na evolução do prognóstico”, diz Ben-Hur Ferraz Neto, cirurgião de fígado e aparelho digestivo e professor livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP).

Para Felipe José Fernández Coimbra, cirurgião oncologista e diretor do Departamento de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo Cancer Center, "quando qualquer pessoa é diagnosticada com uma doença grave, existem várias formas de enfrentar a situação: negação, pessimismo, otimismo, racionalização. Embora não existam estudos sobre o assunto, na prática a gente vê que ser positivo é sempre bom. Essa atitude facilita a exposição ao tratamento, que não é fácil e ajuda na hora da internação hospitalar, por exemplo.”

Tumor agressivo

No entanto, também é necessário ter cautela. O câncer de pâncreas é considerado um tumor agressivo. Segundo o Inca, no Brasil, o tumor é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes pela doença. A taxa de sobrevida geral é de 5% a 10%.  A localização do órgão, as características do tumor — sua estrutura em estroma (células e proteínas que ‘protegem’  as células tumorais dos remédios) e a predominância do diagnóstico tardio dificultam o tratamento. 

O pâncreas é um órgão localizado na parte de trás da região do abdômen. Ao seu redor, estão várias estruturas importantes, como vasos que levam e trazem sangue para o intestino, fígado e estômago. Suas funções principais são produção de insulina — hormônio que controla a glicose do sangue — e de enzimas que ajudam na digestão dos alimentos.

O câncer de pâncreas costuma ser dividido em dois grupos: os tumores exócrinos, que crescem nos dutos responsáveis pela produção de enzimas que ajudam na digestão, e os endócrinos, que se formam em células especializadas na produção de hormônios, como a insulina. Entre os exócrinos, está o adenocarcinoma, tipo responsável por cerca de 90% dos casos de câncer de pâncreas no mundo. Isso acontece por dois motivos: as células cancerígenas tendem a se multiplicar de maneira rápida e não há exames preventivos para a detecção precoce do tumor.

No grupo dos endócrinos, está o carcinoma neuroendócrino, tipo que atingiu Steve Jobs, fundador da Apple.  Esse tipo de tumor costuma ter um desenvolvimento mais lento, o que acaba aumentando a sobrevida do paciente. Como tem origem nas células especializadas do órgão, ele pode interferir diretamente na produção de hormônios como a insulina e o glucagon (ambos relacionados ao diabetes).

Um dos agravantes da doença é o alto risco de metástase, mesmo nos estágios iniciais da doença, principalmente nos gânglios ao redor do pâncreas, peritônio e fígado. Rezende teve metástase no fígado. Segundo Coimbra, o órgão é o lugar mais comum de metástase porque uma de suas muitas funções é filtrar o sangue que vem do abdômen. Isso faz com que ele receba células oriundas de outros órgãos, como pâncreas.

Segundo Ferraz Neto, quando há metástase em adenocarcinomas, há pouca chance de sucesso. "Mas, se houver diagnóstico precoce, que é incomum, é possível. Existe a possibilidade de cura”.

Por outro lado, se o tumor for um carcinoma neuroendócrino, a possibilidade de cura ou de vida em longo prazo é grande, mesmo quando há metástase.

Fatores de risco e sintomas

Os principais sintomas da doença são: emagrecimento, perda de apetite, aparecimento ou piora do diabetes, icterícia (pele e mucosa amareladas), dor abdominal em faixa, dor nas costas, vômitos, dores de cabeça, sudorese e mal-estar. Esses sintomas, comuns a várias condições, contribuem para a alta incidência de diagnóstico tardio, já que os pacientes demoram a procurar o médico ou se consultam com médicos de outras especialidades, que demoram para identificar o tumor.

Os fatores de risco para a doença são tabagismo, diabetes, pancreatites e histórico familiar. "O segredo do diagnóstico e o segredo do tratamento é fazer exame sempre. Qualquer pessoa que se submete a um check-up frequente tem chance de receber um diagnóstico precoce”, ressalta Ferraz Neto.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos são registrados quase 145.000 novos casos de câncer de pâncreas e cerca de 139.000 mortes. Sem um diagnóstico precoce eficiente, a doença chega a vitimar, em até cinco anos, 85% dos pacientes que desenvolvem o tumor. A incidência é mais comum após os 50 anos de idade e quase duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres – e de duas a três vezes mais frequente entre fumantes.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por meio da avaliação dos sintomas, seguida de exames como tomografia, ressonância e eco-endoscopia, além de análises mais específicas como marcadores no sangue e biópsia.

As opções de tratamento dependem diretamente do grau do tumor. "Hoje em dia, o tratamento é personalizado. Então, para cada situação, tem um tratamento mais indicado. De maneira geral, cada tratamento tem um objetivo. A cirurgia trata a doença localizada, fazendo uma limpeza na região. A quimioterapia circula no corpo todo e atinge todos os pontos de tumor ao mesmo tempo. A radioterapia também tem uma função de tratamento localizado. Mas, normalmente, todos esses são tratamentos complementares”, explica Coimbra.

Quando o tumor é localizado, as opções são: começar pela quimioterapia, que atinge o tumor e as células circulantes. Em seguida, a cirurgia, para retirar o que sobrou do tumor. Esse tratamento pode ser seguido de mais quimioterapia ou radioterapia, dependendo da necessidade do paciente.

Se o tumor já tiver se espalhado (metastático), a prioridade é combater todos os pontos ao mesmo tempo. Neste caso, começa-se pela quimioterapia e, dependendo da resposta (o tumor pode regredir, estabilizar ou o tratamento pode não apresentar efeito), são avaliadas outras opções.

Segundo Coimbra, atualmente, quando é feita a cirurgia e os tratamentos combinados, a sobrevida sobe para 20% a 30% e mesmo em casos avançados existe a possibilidade de sobrevida grande ou controle da doença em longo prazo.

No entanto, um tratamento tem duração média inicial de dois a três meses, com reavaliação ou outro tratamento na sequência. Já para dizer se uma pessoa está "curada”, são necessários pelo menos cinco anos desde o início do tratamento.

Entre os cuidados que o paciente deve ter, então, estão manter-se bem orientado, buscar informação com profissionais especializados, se manter bem nutrido, seguir atividade física leve e procurar contar com o apoio da família e dos amigos.

Fonte: Veja 
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/o-cancer-de-marcelo-rezende-otimismo-ajuda-em-dura-batalha/10738/7/ acesso em 22/05/17 às 18:24h

Quase 5 mil pessoas já fizeram o exame preventivo de câncer bucal

Ir ao dentista regularmente e fazer avaliação da Saúde Bucal faz a diferença. É com este objetivo que as unidades de Saúde de São Carlos, além da vacinação contra a gripe, estão realizando também a Campanha de Prevenção e Diagnóstico Precoce do Câncer de Boca.

O atendimento é feito para pessoas a partir dos 20 anos de idade em todas as unidades de saúde, onde as equipes fazem orientação em relação ao autoexame, higiene bucal e das próteses, avaliação de lesões e, se necessário, encaminhamento para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) para diagnóstico definitivo.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde 4.813 pessoas já realizaram o exame preventivo de câncer bucal em São Carlos desde o início desse ano. Do total de pacientes examinados, 249 apresentaram lesões potencialmente malignas e foram encaminhados para retriagem nas unidades de saúde. Outros 30 pacientes foram encaminhados para o CEO para biopsia.

Além do autoexame, realizado gratuitamente, também é entregue para a população o Guia do Autoexame Bucal com orientações de como se prevenir, quais são os principais riscos e como fazer a higienização das próteses (dentaduras e pontes móveis). O paciente leva para casa também, um kit contendo escova dental, protetor labial para prevenir a exposição solar e escova para higienizar as próteses.

É importante lembrar que nem toda alteração é câncer, mas a consulta com o dentista é importante para o diagnóstico correto e precoce. A população vai poder conhecer, por exemplo, que entre os fatores de risco estão o fumo, o álcool, a exposição solar excessiva, a hereditariedade (câncer na família) e doenças sistêmicas como a cirrose hepática, diabetes, sífilis, pacientes transplantados, anemia crônica, entre outras.

Com o autoexame a população vai aprender a sentir como é a boca com saúde, para detectar facilmente o aparecimento de qualquer lesão ou alteração no futuro. Ele é rápido, não dói e deve ser feito a cada 6 meses incluindo quem não tem dentes ou usa prótese (dentaduras ou pontes). Se o paciente encontrar alguma ferida, mancha (branca, vermelha, castanha, preta ou roxa), algum sangramento, caroço, verruga, aftas que não cicatrizem entre 10 a 15 dias (doendo ou não) ou mesmo se há dificuldade de engolir, falar ou movimentar a língua deve procurar um dentista na Unidade Básica de Saúde ou Unidade de Saúde da Família mais próxima de sua residência, para ser avaliado.

A cirurgiã dentista Milvia Marrara diz quais são os fatores de risco mais conhecidos para o desenvolvimento do câncer bucal. "O tabaco (de acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas), o etilismo (o consumo regular de bebidas alcoólicas aumenta o risco de desenvolver câncer de boca) e a associação entre cigarro e bebidas alcoólicas aumenta 38 vezes o risco para câncer de boca”.

Outra novidade é o vírus HPV como fator de risco. Pesquisas comprovam que o vírus HPV está relacionado a alguns casos de câncer de boca e também a radiação solar, porque a exposição ao sol sem proteção representa um risco para o câncer de lábios.

"A orientação é que se faça o exame porque quanto mais cedo se faz a prevenção pode se iniciar os cuidados necessários e evitar evolução das lesões, porque no câncer de boca a mutilação é muito grande e a qualidade de vida do paciente fica muito prejudicada. Nós cirurgiões dentistas quando detectamos uma lesão inicial ou avançada, que tem chance de ser um câncer bucal, encaminhamos para o Centro de

Especialidades Odontológicas, lá tem o especialista que vai examinar, fazer a biópsia e caso positivo já é feito o encaminhado para o oncológico”, disse Milvia Marrara.

Fonte: A Cidade On
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/quase-5-mil-pessoas-ja-fizeram-o-exame-preventivo-de-cancer-bucal/10729/7/ acesso em 22/05/17 às 18:12h

Exames menos dolorosos e mais precisos contra o câncer de mama

Atuante no segmento de mamografia desde o início dos anos 1990, a GE Healthcare, gigante da área de soluções médicas, acaba de lançar dois equipamentos no Brasil. Eles foram desenvolvidos para evitar que o medo, o desconforto e a necessidade de refazer exames por causa da má qualidade da imagem gerada continuem incentivando mulheres a adiarem consultas relacionadas à detecção do câncer de mama.

O primeiro, batizado de Senographe Pristina, permite que a paciente controle, por meio de um dispositivo remoto, a intensidade da compressão no seio, já previamente posicionado por um profissional. Mas isso não poderia prejudicar a qualidade da imagem? Um teste realizado no Centre de Sénologie et d’Echographie, na França, sugere que, com esse aparelho, as mulheres tendem a imprimir uma força até 25% maior do que a necessária para flagrar nódulos pequenos, que passam despercebidos no autoexame.

Segundo o levantamento, a técnica ainda culminou em menor exposição à radiação. Ainda assim, cabe reforçar a importância de respeitar os pedidos do técnico, porque um mínimo de pressão é necessário para que qualquer mamografia disponível no momento seja satisfatória.

"80% das usuárias classificaram o Senographe Pristina como mais agradável do que o exame tradicional”, conta Luiz Verzegnassi, diretor Brasil da GE Healthcare, de São Paulo.

A segunda novidade atende pelo nome de Invenia ABUS. Trata-se, em suma, de uma ultrassonografia automatizada especializada em mamas. Complementar à mamografia, é indicada especialmente para mulheres cujos seios são classificados como densos, por terem mais tecido mamário do que gordura.

"Nesses casos, a visualização de nódulos na mamografia é prejudicada e o risco de desenvolver o problema é de quatro a cinco vezes maior”, ressalta Silvia Sabino, coordenadora médica do Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia do Hospital do Câncer de Barretos (SP). Daí a importância de uma tecnologia específica.

Ambos os equipamentos já estão sendo comercializados para clínicas particulares brasileiras, mas não há previsão para a chegada à rede pública de saúde. E que fique claro: as técnicas mais acessíveis já são adequadas para detectar o câncer de mama. Uma das maiores barreiras no diagnóstico precoce no nosso país, hoje, é a não realização de exames preventivos, conforme a orientação dos profissionais.

Fonte: Saúde
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/exames-menos-dolorosos-e-mais-precisos-contra-o-cancer-de-mama/10728/7/ acesso em 22/05/17 às 18:07h

Dez sinais de câncer frequentemente ignorados

Uma pesquisa da organização Cancer Research UK listou dez sintomas de câncer que muitas vezes são ignorados pelos cidadãos britânicos. A ONG diz que isso pode atrasar possíveis diagnósticos da doença.

Veja abaixo os sintomas e a que tipo de câncer eles podem estar relacionados:

  • Tosse e rouquidão (câncer de pulmão)
  • Aparição de caroços pelo corpo (dependendo da região do corpo, pode indicar câncer)
  • Mudança na rotina intestinal (câncer no intestino)
  • Alteração no hábito de urinar (câncer na bexiga)
  • Perda de peso inexplicável (pode estar ligada a diversas variações da doença)
  • Dor inexplicável (pode indicar vários tipos de câncer)
  • Sangramento inexplicável (pode estar ligado a cânceres no intestino, na medula ou na vulva)
  • Ferida que não cicatriza (por estar ligada a diversas variações da doença)
  • Dificuldade de engolir (câncer no esôfago)
  • Mudança na aparência de uma verruga (câncer de pele)
  • De acordo com a Cancer Research UK, muitas pessoas tendem a achar que sintomas como esses são triviais e, por isso, não procuram seus médicos.
  • Outro fator que motivaria os britânicos a não procurar ajuda seria o receio de "desperdiçar" o tempo dos médicos com esse tipo de suspeitas.

Os pesquisadores da entidade entrevistaram 1.700 pessoas com mais de 50 anos de idade. Mais da metade (52%) afirmou ter sentido ao menos um dos sintomas nos três meses anteriores à pesquisa.

Em um estudo qualitativo mais aprofundado, a Cancer Research UK se concentrou no caso de 50 das pessoas que tiveram os sintomas. Foi constatado que 45% delas não procuraram ajuda médica após senti-los.

Uma das pacientes relatou não ter ido fazer exames após sentir dores abdominais. "Algumas vezes eu pensei que era grave... mas depois, quando a dor melhorou, você sabe, pareceu não valer a pena investigar", disse ela.

Um homem, que percebeu mudanças na rotina na hora de urinar, disse aos pesquisadores: "Você só tem que seguir em frente. Ir muito ao médico pode ser visto como um sinal de fraqueza e podem pensar que você não é forte o suficiente para lidar com seus problemas".

A pesquisadora Katrina Whitaker, ligada à University College London, afirmou: "Muitas das pessoas que entrevistamos tinham os sintomas que dão o alerta vermelho, mas elas pensavam que os sintomas eram triviais e por isso não precisavam de assistência médica, especialmente se não sentiam dor ou se ela era intermitente."

Segundo ela, outros disseram que não queriam criar caso ou desperdiçar recursos do sistema de saúde público. O autocontrole e o estoicismo dos britânicos contribuem para esse tipo de atitude, e a persistência dos sintomas fazem com que as pessoas passem a considerá-los normais, de acordo com a pesquisadora.

Ela disse ainda que muitos pacientes só procuraram médicos depois que tiveram contato com campanhas de conscientização ou receberam conselhos de amigos ou de familiares.

Segundo o médico Richard Roope, na dúvida, é sempre melhor procurar um médico. Ele disse que muitos desses sintomas não são causados pelo câncer - mas se forem, o rápido diagnóstico aumenta as chances do paciente no tratamento da doença.
Ele afirmou que atualmente cerca da metade dos pacientes diagnosticados conseguiriam sobreviver por mais de dez anos.

Alarme falso

Uma outra pesquisa, também financiada pela Cancer Research UK, constatou que um "alarme falso" pode desestimular os britânicos a continuarem investigando possíveis sintomas da doença.

Para essa pesquisa, a University College London analisou 19 estudos científicos pré-existentes.

A pesquisa constatou que cerca de 80% das pessoas que são submetidas a exames para checar a existência do câncer após a manifestação de sintomas descobrem que não sofrem da doença.

Esse grupo tenderia a ficar desestimulado a voltar a investigar eventuais novos sintomas. Entre as principais razões para isso, segundo a organização, estariam a falta de orientação recebida dos médicos durante os exames anteriores e o temor de ser visto como "hipocondríaco".

"Pacientes que vão a seus médicos com os sintomas obviamente ficam aliviados ao saber que não têm câncer. Mas como nosso levantamento mostra, é importante que eles não sintam uma falsa sensação de segurança e entendam que ainda devem procurar ajuda se perceberem sintomas novos ou recorrentes", afirmou Cristina Renzi, uma das pesquisadoras envolvidas no estudo.

Fonte: BBC Brasil
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/dez-sinais-de-cancer-frequentemente-ignorados/10725/7/ acesso em 22/05/17 às 18:03h