quarta-feira, 4 de julho de 2012

POR QUE MULHERES NÃO CONSEGUEM LARGAR PARCEIROS DESTRUTIVOS?

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Cenas de novela que reproduzem situações da vida real são muito comuns. No provedor UOL na coluna de comportamento, publicada dia 02.07., traz um relato sobre relacionamentos tóxicos. Leia:

Quem acompanha as emoções da turma do Divino em “Avenida Brasil” sabe que Max (Marcello Novaes) vem tratando Ivana (Leticia Isnard) cada vez pior. Se no início da novela o vilão inventava cansaço ou colocava remédio no copo de água da mulher para não ter de transar com ela, agora, já não disfarça sua impaciência: faz críticas pesadas, debocha de sua aparência e até já a humilhou em público. Ivana, por sua vez, até derrama umas lágrimas, mas costuma varrer o sofrimento para baixo do tapete e perdoa as mancadas de Max.


Segundo a especialista em comportamento humano Sandra Maia, autora de "Eu Faço Tudo por Você: Histórias e Relacionamentos Codependentes" (Editora Celebris), a personagem tem uma visão distorcida do amor e suporta tudo o que Max apronta por se sentir grata a ele. Afinal, Max surgiu quando ela já não tinha mais esperanças de arrumar um companheiro. "Ivana acredita que, em um casamento, a mulher tem de aguentar o temperamento do marido, que isso faz parte do que é amar. Tanto que, quando a família intervém e censura os modos de Max, ela o defende", diz.

Assim como Ivana, no mundo da não-ficção muitas mulheres simplesmente não conseguem se desvencilhar de relacionamentos destrutivos e abusivos. Tudo começa quando se envolvem com homens manipuladores e espertos, que de cara percebem seus pontos fracos. "São mulheres com baixa autoestima, inseguras, dotadas de pouco autoconhecimento e que tendem a se desqualificar. Elas depositam no parceiro todos os seus desejos e anseios de aceitação", afirma a psicóloga Sandra Samaritano, que explica ainda que, nesse tipo de relação doentia, um alimenta o vício do outro. "O homem precisa da mulher submissa porque se apoia no controle que exerce sobre ela. E ela necessita dessa manipulação para se sentir amada", diz.

A vítima que se mantém em um relacionamento abusivo traz complicações psicológicas comumente desenvolvidas na infância, ou por ter sido abusada ou por presenciar abuso emocional no ambiente familiar. "É como se a pessoa acreditasse intimamente que merece esse tipo de tratamento ruim ou que não vai conseguir nada melhor", diz a educadora e mediadora de conflitos Suely Buriasco, autora de "Mediando Conflitos no Relacionamento a Dois" (Novo Século Editora). "Em casos como o que presenciamos na novela, fica claro que a vítima acredita que não terá forças para viver sem o amor do agressor. Ela aceita a situação porque prefere viver assim a não estar mais com ele", afirma.

Ivana (Letícia Isnard) mudou o visual para elevar a autoestima depois de ser humilhada pelo marido

Na maioria das vezes, o relacionamento não se desfaz porque a mulher insiste em acreditar que, com amor, carinho, complacência e tolerância, haverá uma grande transformação na personalidade do parceiro e ele passará a ser o homem ideal. É essa esperança que sustenta o ciclo vicioso de brigar, chorar, perdoar.

Para encerrá-lo, o primeiro passo é entender que isso não vai acontecer, pois dificilmente pessoas que apresentam características agressivas mudam por si só. A sugestão é que a mulher modifique suas próprias atitudes. "Mas não como a Ivana, que alterou o visual na tentativa de chamar a atenção de Max. Ela fez isso por ele, não por ela, o que só mostra o quanto vem se anulando", diz Sandra Maia.

O ideal é que a mulher analise o que a faz se sentir tão dependente nos relacionamentos, já que a tendência é que tal comportamento se repita, mesmo que o parceiro seja outro. Tentar elevar a autoestima fazendo uma lista das próprias qualidades também é um bom exercício, assim como enumerar tudo o que espera de uma relação amorosa. Ao confrontar essas informações com a realidade, a mulher será capaz de avaliar se o romance será ou não benéfico para sua vida. As especialistas recomendam ajuda profissional para os casos mais extremos, em que há dificuldade de encarar o relacionamento como ele realmente é.
Naquela página há um teste para que a pessoa identifique se se encontra em um relacionamento saudável.


http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/07/02/por-que-mulheres-como-ivana-nao-conseguem-largar-parceiros-destrutivos-como-max.htm

O QUE VAMOS COMER? ALIMENTE-SE BEM!

"Que teu alimento seja teu remédio e teu remédio o teu alimento" . Hipócrates
Na base da pirâmide está também a água que é fundamental para o corpo!

DIREITOS DO PACIENTE COM CÂNCER

Entrevista publicada em 2010 no site http://www.oncoguia.com.br/


O Oncoguia conversou com a advogada, escritora e ex-paciente de câncer, Dra Antonieta Barbosa. Confira a segunda parte da entrevista.


A senhora acredita que a população está mais consciente dos seus direitos?

A partir da Constituição de 88, do Código de Defesa do Consumidor de 90, as pessoas começaram a se conscientizar mais sobre os seus direitos, mas às vezes, a legislação é tão complexa que mesmo os profissionais do direito se confundem por não ter noção da abrangência.
Não existe uma legislação especifica para o paciente com câncer, você tem que fazer uma interpretação da legislação voltada para o paciente. É uma área muito nova e muito específica.

Quais são as principais informações que o paciente oncológico deve saber para dar entrada ao Auxilio Doença?

O Auxílio Doença é um direito, do segurado do INSS, que inclusive pode ser solicitado pela internet. No próprio site da Previdência tem uma opção. Será agendada uma perícia e o paciente deverá comparecer, levando uma série de documentos como: laudos médicos e exames já realizados. Se a junta médica concluir que o paciente não tem capacidade de desenvolver seu trabalho normalmente, de realizar sua rotina de atividades, ele pode exigir o Auxilio-doença, que poderá ser convertido em aposentadoria por invalidez se a incapacidade se tornar definitiva.
Inclusive, é muito importante ressaltar que, mesmo o desempregado pode solicitar o Auxilio-doença. O desempregado não perde o vinculo com a previdência nos primeiros 12 meses após o desligamento da empresa, ou nos 24 meses, se tiver mais de 10 anos de trabalho, ou 36 meses, se além de 10 anos de trabalho, provar que ficou desempregado involuntariamente.

E para a aposentadoria por invalidez?

Caso o paciente seja considerado incapacitado em caráter permanente, ou seja, ele não consegue realizar mais o seu trabalho, pode solicitar a aposentadoria por invalidez. Ex: Lembro de uma senhora costureira que teve câncer de mama e, por causa da doença, teve que extrair os gânglios linfáticos da axila e por isso, não conseguia mais desenvolver a sua atividade, o seu trabalho de costurar. Ela entrou com o pedido de aposentadoria por invalidez, que foi negado, mas em grau de recurso o benefício foi concedido. É importante dizer que quando o INSS nega, não quer dizer que o paciente não tenha direito. Ai é que começa o direito da pessoa de acionar a justiça.

Existe alguma lei que ampare o marido ou esposa do paciente oncológico?

Existe sim! Se um marido tiver um câncer de próstata, por exemplo, ele pode sacar o próprio FGTS e a esposa também pode sacar o FGTS dela para o tratamento dele. O saque pode ser recíproco e simultâneo. No caso de falecimento, existe a pensão por morte que beneficia o cônjuge e os filhos menores ou inválidos.

Como o paciente deve fazer para solicitar a carterinha especial que libera o pagamento da passagem de ônibus e metrô? Além de São Paulo, há este beneficio em mais algum estado?

Essas leis geralmente são locais, cada prefeitura tem a sua, mas não são todas as cidades que disponibilizam esse beneficio. A pessoa tem que se dirigir a prefeitura da sua cidade para saber se tem o direito ou não.

Eu estou em tratamento de quimioterapia. Estou passando muito mal com náuseas e vômitos. Meu médico receitou um medicamento extremamente caro para diminuir essa sensação de mal estar. O meu convênio é obrigado a pagar?

Geralmente, o convênio só cobre medicamentos que são de uso hospitalar, ou seja, que você irá tomar dentro do hospital. Às vezes os médicos, já sabendo disso, prescrevem para o paciente tomar no hospital, mas, existe uma norma da ANS que diz o seguinte: O convênio é obrigado a pagar todo medicamento antineoplásico, oral ou não, de uso domiciliar ou hospitalar. Porém isso não é uma coisa que os convênios aceitem pacificamente. Em geral, as pessoas precisam entrar com liminares na justiça.

E se ela tiver de se tratar em um grande centro, distante da cidade onde mora, a ajuda para hospedagem e alimentação é possível? Quem pode ajudar?

Existe uma portaria do ministério da saúde que fala sobre o TFD - Tratamento Fora Domicílio. A pessoa tem direito a transporte, pousada e alimentação para o tratamento fora do domicílio se a cidade onde a pessoa reside se encontra fora do perímetro urbano – distante mais de 50km da cidade onde o paciente faz o tratamento. Se morar, em regiões metropolitanas ela tem direito ao transporte urbano, que depende de regulamentação municipal. É preciso procurar a prefeitura para saber se ela tem ou não esse direito.
Como o paciente deve fazer para solicitar a liberação do rodízio. No site do CET existe um formulário para deficientes físicos. O paciente oncológico se encaixa nessa categoria?
Quando eu estava fazendo o livro, liguei várias vezes para o DSV de São Paulo para me informar sobre esse direito. E realmente, o paciente oncológico pode solicitar a liberação do rodízio. O paciente oncológico se enquadra no mesmo critério do deficiente físico, já que são pacientes que não têm condições de utilizar o transporte público para realizar o seu tratamento, assim como o paciente que tem problemas nos rins. Existe algumas informações disponíveis no site da SPtrans

Qualquer paciente com câncer tem direito aos descontos no IPVA, IPI, ICMS na compra de um carro?

Não, apenas o paciente que ficar com sequela, alguma deficiência nos membros superiores ou inferiores. Somente nesse caso é que se tem direito a às isenções de impostos na compra de veículo, independentemente de ter câncer ou não.
O que acontece é que, a mulher que tem câncer de mama, muitas vezes, precisa retirar os gânglios linfáticos da axila, comprometendo assim os movimentos dos braços, podendo ser enquadrada como deficiente físico. Enganam-se aqueles que acham que somente o câncer de mama dá direito aos às isenções. O que fundamenta o direito nesses casos são as seqüelas e não o tipo de câncer.

Que procedimentos o paciente deve tomar para conseguir realizar a retirada do Fundo de Garantia, PIS e PASEP?

Em geral, o paciente tem que levar os seguintes documentos:

- Carteira de trabalho;
- Documento de identificação;
- Atestado médico fornecido pelo médico que acompanha o tratamento do doente (com assinatura do primeiro, reconhecida em cartório), com as seguintes informações:
- diagnóstico expresso da doença;
- estágio clínico atual da doença e do doente;
- CID (Classificação Internacional da Doença);
- menção à Resolução 01/96, de 15/10/1996, do Conselho Diretor do Fundo de Participação PIS-PASEP;
- carimbo que identifique o nome/CRM do médico;
- cópia do exame histopatológico ou anatomopatológico que comprove o diagnóstico;
- comprovação da condição de dependência do doente, quando for o caso.
Para saber mais informações o paciente pode acessar o site da Caixa Econômica:

http://www.oncoguia.com.br/site/interna.php?cat=55&id=781&menu=2


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RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA

Reconstrução Mamária: Palavra do Médico


(Dr. Gilberto Luiz Gonzalez Monteiro)


É o nome dado a um grupo de cirurgias que visa a reparação de uma mama, total ou parcialmente.

A necessidade da reconstrução de mama pode ser decorrente de:
1-) má formação congênita

2-) deficiências de crescimento mamário por fatores traumáticos

3-) seqüelas de mastectomia total, parcial (quadrantectomias) ou de tumorectomias

4-) seqüelas de queimaduras

5-) necrose por infecção (por exemplo, em casos de mastite puerperal)

6-) outros

Na prática clínica, temos a reconstrução decorrente de mastectomias (totais ou parciais) em torno de 90% dos casos.

Este ramo da cirurgia plástica foi o que mais se desenvolveu nos últimos dez anos, proporcionalmente ao aumento da incidência do câncer de mama e na diminuição da faixa etária da população atingida.

Graças ao avanço médico-tecnológico, dos exames diagnósticos, e da conscientização da população da necessidade de sua prevenção, hoje consegue- se um número de diagnósticos precoces muito grande, o que resultou em diminuição da quantidade de mastectomias totais, e aumento das quadrantectomias. Acima de tudo, obteve-se o mais importante: a cura.

Todos estes fatores citados, juntamente com a percepção que o sentir- se “inteiro” eram benéficos para as pacientes no aspecto emocional, e que este, em equilíbrio, favorece o tratamento, optou-se por oferecer a reconstrução mamária mais precocemente (após a mastectomia) ou ainda imediata (junto com a mastectomia), de acordo com o caso.
Reconstrução de Mama com Expansor e Prótese de Silicone


Várias são as técnicas que podem ser utilizadas, independente da opção imediata ou tardia, e que são:



1-) reconstrução mamária com expansores teciduais, seguido do uso de prótese

2-) reconstrução mamária com retalhos miocutâneos de músculo grande dorsal e prótese

3-) reconstrução mamária com retalho miocutâneo de músculos abdominais

4-) reconstrução mamária com retalhos micro-cirúrgicos

5-) reconstrução mamária com retalhos dermogordurosos de vizinhança e prótese

A escolha da técnica a ser utilizada vai depender principalmente:
1-) das condições locais de pele e músculos (área que vai receber o expansor ou retalhos)

2-) condições das áreas doadoras (costas, abdome, locais que cederão retalhos)

3-) biótipo (características físicas de quem necessita da cirurgia)

4-) forma e volume da mama oposta

5-) forma do tórax

6-) peso


Estes dados serão analisados pelo cirurgião a partir de sua própria experiência.

Obedecidos estes fatores, consegue-se obter bons resultados, e devolve-se assim à paciente melhores condições de saúde, bem estar e integração social e profissional.

O pós operatório é normalmente tranqüilo e os fatores limitantes variam de acordo com o porte da cirurgia, como por exemplo nos casos das próteses e expansores, geralmente 01 dia de internação e restrição mínima, e no caso do retalho abdominal, uma grande cirurgia, com 03 dias de internação em média, e uma grande restrição de esforço físico, e boa recuperação em torno de 30 dias.

Os riscos são inerentes às condições de cada paciente, e aumentam proporcionalmente ao aumento do porte da cirurgia.

Algumas destas cirurgias são feitas em um só tempo, e em outras 2 ou 3 tempos podem ser necessários.

Em boas condições, a reconstrução mamária imediata permite a continuidade do tratamento (quimioterapia e radioterapia) sem prejuízo à paciente.

Em conclusão, a reconstrução mamária é um procedimento seguro, cada vez mais adotado devido à sua importância, e capaz de devolver à mulher o bem estar, a auto estima e a vontade de viver, traduzido pela qualidade de vida recuperada e pela eliminação da sensação de mutilação.

Dr. Gilberto Luiz Gonzalez Monteiro
Formado pela Faculdade de Medicina de Petrópolis/RJ – em 1987
Especialização em cirurgia geral, no Serviço de Cirurgia de Ribeirão Preto/SP, e em cirurgia plástica no Serviço de Cirurgia Plástica do mesmo hospital.
Membro Especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Cirurgião Plástico voluntário por 8 anos no Hospital Guilherme Álvaro de Santos (hospital estadual), onde desenvolveu o Departamento de Reconstrução Mamária, no Grupo de Mama do Serviço de Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas de Santos.

Conheça mais sobre a sua cirurgia de Reconstrução Mamária

Você vai, ao decidir fazer a reconstrução de sua mama, dar um passo muito importante em direção a um procedimento que, com certeza, lhe deixará de bem com sua aparência, alavancará sua auto estima e, porque não dizer, a deixará muito mais segura quando à sua estética.

De resultados físicos e psicológicos reconhecidos, você também pode optar por ela desde que converse com seu mastologista ou oncologista (eles a ajudarão a decidir a hora aconselhável para realiza-la), e com muito critério escolha um cirurgião plástico experiente no assunto, para que isso não seja um fator complicador no seu resultado cirúrgico. Sei que existem excelentes médicos dentro da Cirurgia Plástica, mas é bom sempre lembrar que a reconstrução mamária é um procedimento específico e direcionado a uma mulher que passará ou já passou por uma experiência por vezes traumatizante como a mastectomia, e por esse motivo tão importante, deve ser poupada da inexperiência de alguns profissionais.

Existem casos onde, com muita ética, os cirurgiões plásticos consultados reconhecem isso e indicam colegas experientes nesse tipo de cirurgia. Comigo aconteceu assim, e agradeci pela honestidade e profissionalismo de um querido médico conhecido em colocar sua impossibilidade de realiza-la de modo perfeito, dando-me a chance de conhecer um médico de gabarito, assim como acontecerá com você. Pode ser que haja na própria equipe de atendimento, um cirurgião plástico de confiança de seu médico, o que com certeza facilitará o contato e seu médico, já conhecedor dos resultados de outras pacientes, o indicará com segurança.

Não esqueça de levar ao cirurgião plástico cópia de seu exame anátomo patológico, além do encaminhamento do médico que a operou anteriormente.

Este, minha amiga, é mais um passo cuidadoso em direção ao seu restabelecimento, e mais uma vez você deverá pensar bem, ouvir indicações e procurar os resultados daquele que a ajudará a resgatar sua imagem, principalmente perante si própria.

Não esqueça de algo importante: seus documentos, guias de internação, autorizações, enfim, verifique ou peça a alguém que faça isso por você. Nada mais desagradável que ser surpreendida no ato da internação. Lembre-se que, atualmente, os convênios assim como o SUS, custeiam as despesas da cirurgia, mas por favor, veja tudo com antecedência.

Os cuidados pré operatórios são os mesmos de outras cirurgias, assim como as camisolas e pijamas que serão levados para o hospital, que devem seguir o mesmo critério de sua internação para realização da mastectomia: tudo fácil de vestir e de calçar, abertura na frente, roupas folgadas.

Você vai ficar mais bonita e elegante depois de toda essa trajetória, por isso mesmo poupe-se um pouco de detalhes quando estiver internada, facilite as coisas durante a sua recuperação.

Reconstrução com Expansor Tecidual
Esta é a técnica mais recente, mas nem por causa disso pode ser a melhor para o seu caso. Lembre-se que a avaliação médica vai constatar qual recurso será utilizado com mais sucesso em você, e a confiança no médico é fundamental em mais essa etapa de seu tratamento.

É importante dizer que nem todos os convênios pagam pelo expansor, e você deve se informar com antecedência sobre essa possibilidade, e talvez até, sobre o preço dos expansores e próteses.

Em geral utilizada em pacientes com mamas menores e estrutura física que não seja grande.

É colocado, durante a mastectomia ou em uma outra data posterior, o expansor tecidual, que tem a aparência de uma prótese vazia. Ele vai receber injeções de soro fisiológico semanalmente, a critério médico, até que seja cheio de modo gradual e vai ser hiperexpandido, pois ao ser retirado para a colocação da prótese de silicone, há uma retração local que é normal.

Essas injeções de soro são ministradas em uma válvula que o expansor possui, que fica debaixo de sua pele, num local onde seu médico facilmente a identificará. São praticamente indolores.

Você deverá deixar de dormir de bruços enquanto estiver usando o expansor, mesmo porque ele mesmo dificultará essa posição, que pode ser a sua preferida. Mas se este é seu caso, lembre-se: você vai ficar muito bem depois de finalizado o tratamento, e este pequeno incômodo para dormir valerá a pena...

Ainda no pré operatório a tricotomia axilar deve ser deixada para que as funcionárias da enfermagem a realizem. Você poderá estar ansiosa, ou até mesmo nervosa, e o local não pode ser machucado, lembra-se ?
No pós operatório seu curativo será trocado no dia seguinte, e seu banho poderá ser parcial por 2 dias, dependendo da orientação do seu médico. Os movimentos de seu braço poderão ficar um pouco limitados, mas por pouco tempo. Pouco tempo também é o de internação: somente 1 dia, em média.

Se nesta cirurgia não for feita a aréola e mamilo, ou mesmo se a simetria das mamas não esteja ideal, pode ser necessário mais um tempo cirúrgico. Por este e outros motivos o diálogo com seu médico deve ser franco, aberto, esclarecedor, para que você vá para a cirurgia ciente do que acontecerá, e principalmente, de tudo que pode esperar.

Reconstrução com Retalhos do Músculo Grande Dorsal

Com cuidados pré operatórios iguais aos acima detalhados, esta técnica faz com que você fique com o dreno no pós operatório na frente e nas costas, durante aproximadamente 10 dias, dependendo de cada caso.

Pode ser necessário mais um tempo cirúrgico para simetria das mamas e colocação de aréola e mamilo. É muito importante lembrar que o volume mamário, após a 1a. etapa da reconstrução, pode ser modificado para um efeito estético melhor, em outra cirurgia.

Os movimentos do braço ficam parcialmente limitados, mas também por pouco tempo. O banho pode ser parcial por 2 dias, à critério médico, e o tempo de internação é de 3 dias em média.

O dreno voltará a ser seu companheiro no pós operatório de 7 a 10 dias, você vai cuidar dele como quando foi operada para retirada do câncer. Desta vez será mais fácil, afinal você está definitivamente se recuperando

Reconstrução com Retalhos de Musculatura Abdominal

Nos casos de reconstrução com uso de retalho reto abdominal, seu médico provavelmente indicará alguns exercícios específicos para que você os faça nos 20 a 30 dias anteriores à cirurgia. Esses exercícios são para garantir um bom reposicionamento dos órgãos internos, e devem ser realizados de acordo com a orientação médica. Nem pense em deixar de faze-los, pois a única prejudicada será você mesma, no resultado que verá em seu próprio corpo.

A tricotomia será axilar, pubiana e talvez abdominal, dependendo da indicação médica. Deixe-a também a cargo da enfermagem.

Um retalho (como se fosse uma faixa) de tecido abdominal localizado abaixo do umbigo é retirado com a função de utilizá-lo para preencher o volume mamário. Internamente, o músculo abdominal é levado até o local onde será fixado, definindo assim a reconstrução. É uma cirurgia de grande porte, com tempo maior de internação (3 dias, aproximadamente), você ficará com um dreno pubiano e outro na região da mama, que acompanharão você por até 10 dias (sempre dependendo do caso).

Pode ocorrer uma necessidade de curvar-se para frente ao levantar e andar, e isso será correspondente ao volume retirado e disponibilidade de pele na região doadora. Esse incômodo é passageiro, e você deve lembrar-se que, ao reconstruir sua mama com essa técnica, perderá parte ou toda a barriguinha indesejável que possui, será muito bom !!!

Você terá pontos a serem retirados no abdome e mama, e assim como nos outros casos, poderá necessitar de mais tempos cirúrgicos. Além do mais, o volume resultante dessa 1a. etapa cirúrgica pode ser modificado numa 2a. cirurgia, não é definitivo (aliás, em todos os casos isso pode acontecer). A aréola e mamilo também serão colocados em outra oportunidade.

Converse muito com seu médico. Você agora estará caminhando mais depressa ao encontro de algo que a deixará mais satisfeita com seu corpo, mas deixe claro que deseja saber quais serão os resultados da cirurgia, pois muitas mulheres colocam uma imensa expectativa na reconstrução, enquanto que seu maior problema é psicológico.

A reconstrução, como já foi amplamente falado, ajuda muito, mas não deve ser considerada e tratada como sua tábua de salvação. Você tem que estar bem para recebe-la, valorizar seu resultado, o empenho do cirurgião plástico, e reconhecer que mais uma vez algo maravilhoso foi feito visando reintegrá-la ainda mais ao seu mundo social e pessoal, principalmente.


mastectomia


http://www.cancerdemama.com.br/cui/cuirec0.htm#Reconstrução Mamária: Palavra do Médico





TERAPIA DO SORRISO


O Dr. Madan Kataria, fundou na Índia, o “Clube do Riso”. Iniciou uma revolução de risos e gargalhadas que está a difundir-se em todo o mundo. Este médico sempre sorrindo definiu o seu método: “Em suma, o yoga do riso é uma combinação de auto-indução de riso, os exercícios de yoga, respiração e exercícios de alongamento. Com um pouco de diversão se transformam em riso verdadeiro. O nosso corpo produz uma resposta semelhante à que temos de riso espontâneo”.


Em 1995, estando a escrever um artigo para uma revista sobre a saúde, lembrou-se da expressão que o “riso era o melhor remédio” de Reades’s Digest. Então, pensou, porque não fundar um clube do riso? 0 seu pequeno grupo cresceu e hoje existem centenas de Clubes do Riso em todo o mundo.

A alegria é um sentimento verdadeiro, que deve ser estimulado, mas nem sempre foi assim.

“O homem é o único animal que ri”, exprimiu Aristóteles. Mas rir era um acto medíocre, próprio das pessoas desprovidas da razão, segundo o pensamento platónico.

A Igreja, foi mais longe quanto à censura do riso. O riso estaria associado ao escárnio e ao pecado, enquanto a tristeza expressava o arrependimento e nos aproximava mais de Deus.

Jesus era visto como um modelo a seguir, ora nos quatro evangelhos não aparece uma única vez que Jesus tenha sorrido, pelo contrário, no evangelho de João o Mestre chora amargamente, pranteado a morte do amigo Lázaro. Por isso, convinha ver Jesus como um exemplo: não sorrir.

O debate alongou-se durante o período medieval, os defensores do sorriso, diziam que mesmo assim, os evangelhos não diziam que o Mestre não sorrisse.

Eça de Queiroz descreveu a decadência do riso que já se notava no seu tempo; lamentava-se de já não ouvir as gargalhadas que se davam na sua infância. Segundo ele: “a antiga gargalhada”, era “genuína, livre, franca, ressoante, cristalina!” No seu “século sério” segundo ele “perdemos o dom divino do riso. Já ninguém ri! Quase que já ninguém sorri”.

Rir tornou-se sinónimo de escárnio, falta de educação e de postura. Os pais corrigem os filhos na sua espontaneidade: “Não te rias que parece mal”; “Que risada é essa? Tem juízo”. Lembro-me de ouvir, desde a minha infância dos adultos sisudos repetirem a seguinte máxima: “Muito riso, pouco siso”.

Apareceu-me uma jovem que não sorria. Dizia que não tinha motivos para isso. Na sua casa dominava a tristeza, ninguém sorria. A sua mãe enviuvava pela segunda vez, deixando um bebé órfão. Tinha perdido o namorado, sentia-se só, no emprego achavam-na azeda e mal encarada.

Com alguma descrença e dúvida, começou a praticar a terapia do sorriso. Como dizia Fernando Pessoa: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Começou a fazer exercícios em frente do espelho, notou que ao princípio os músculos da boca (devido à falta de prática), doíam-lhe quando os contraia. Habituou-se a sorrir. Com o tempo a sua vida transformou-se, deixou de ser uma rapariga triste e sisuda e passou a ser uma jovem alegre e simpática. Compreendeu que o problema não estava nos outros, mas em si própria.

Os benefícios psicológicos do humor e do sorriso são surpreendentes, já não há qualquer dúvida entre os médicos e os profissionais de saúde. Geralmente, as pessoas guardam emoções negativas tais como raiva, tristeza e medo, ao invés de expressá-las. O riso possibilita uma maneira destas emoções serem liberadas inofensivamente. A risada funciona como catarse. Por isso algumas pessoas tristes ou stressadas vão ao cinema ou ao teatro para assistir a uma comédia, para que elas possam rir até mandar as emoções negativas embora (estas emoções, quando guardadas, podem causar mudanças bioquímicas que afectam o nosso organismo). Ao sorrir, o fluxo de serotinina é enviada para o cérebro, proporcionando assim uma mudança agradável no seu estado de espírito.

Procure fazer uma lista de coisas agradáveis: acumule filmes e livros cómicos interessantes que lhe poderão proporcionar horas deleitáveis. Nas suas viagens e deslocações poderá ler alguns livros divertidos, não tenha constrangimento se eles são demasiado infantis para a sua idade e muito menos tenha vergonha de rir.


Publicado em Maio de 2011, na Revista Boa Estrela pelo
PROF. KIBER SITHERC

http://professorkibersitherc.blogs.sapo.pt/77157.html