segunda-feira, 27 de maio de 2013

Lei que obriga cirurgia reparadora é sancionada

Quando houver condição técnica, a reconstrução será efetuada no mesmo momento em que for realizada a cirurgia para retirada do câncer
Nova lei que dispõe sobre a obrigatoriedade da cirurgia plástica reparadora da mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer (Lei nº 12.802) foi sancionada pela Presidenta da República, Dilma Rousseff. De acordo com o texto, publicado nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União (DOU), quando houver condição técnica, a reconstrução será efetuada no mesmo momento em que for realizada a cirurgia para retirada do câncer.
No caso de impossibilidade de reconstrução imediata, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia imediatamente após alcançar as condições clínicas requeridas. A nova Lei altera a de nº 9.797, em vigor desde 6 de maio de 1999.
Para o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, a medida reforça o que já vem sendo praticado no SUS, com base em orientações do Ministério da Saúde. “O procedimento de recuperação mamária pós-mastectomia já é oferecido pela rede pública de saúde. Cabe à equipe médica avaliar se é possível realizar os dois procedimentos no mesmo ato cirúrgico. A decisão é tomada com base em diversos fatores, entre eles, a condição da área afetada para evitar infecção ou rejeição da prótese”, explica o secretário.
ATENDIMENTO - O país conta hoje com 181 serviços de saúde credenciados e habilitados pelo Ministério da Saúde para realizar a cirurgia reparadora. Em dois anos, foram habilitados 11 novos serviços. 
Em 2012, foram realizadas pelo SUS 1.394 cirurgias reparadoras de mama, 50 a mais que no ano anterior. O valor investido nesses procedimentos, no período, somou R$ 1.158.937,91.
Nos últimos três anos, os gastos federais com assistência oncológica no país aumentaram 26%, passando de R$ 1,9 bilhão (em 2010) para R$ 2,4 bilhões (em 2012). Os valores aplicados na atenção oncológica englobam cirurgias, radioterapia e quimioterapia. Este aumento de recursos serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe o SUS, sobretudo para os tipos de câncer mais frequentes, como o câncer de mama.
AÇÕES -Em 2011, o governo lançou o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica em todo o país. Até 2014, o Ministério da Saúde vai investir R$ 4,5 bilhões no plano. Ainda no primeiro semestre de 2013 o Ministério da Saúde terá implantado em todo o país um sistema de informação em câncer, que dará um mapa detalhado da necessidade de ampliação dos serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e câncer do colo do útero.
Também faz parte do Plano Nacional, a expansão dos serviços de radioterapia no país, iniciativa que beneficia a população de 58 municípios, em 20 estados, nas cinco regiões do país. A medida aumentará em 32% a assistência aos pacientes com câncer, passando de 149 mil para 197 mil atendimentos por ano. Haverá investimento de R$ 505 milhões. Os recursos também serão aplicados em infraestrutura e na compra de 80 aceleradores lineares, que são equipamentos de alta tecnologia usados em radioterapia, além de outros acessórios.

Por Silvia Cavichioli, da Agência Saúde - Ascom/MS
(61) 3315-6260 / 3580

domingo, 26 de maio de 2013

DICAS PARA ALIVIAR O ESTRESSE

Se sua vida não está como gostaria e o momento atual é muito difícil, talvez você esteja estressado. Como o estresse constante sobrecarrega o corpo, consome energia e pode prejudicar o organismo, sugerimos algumas atitudes para contrapor aos aborrecimentos e angústias:
- Faça uma atividade física (pode ser uma caminhada, movimentar o corpo faz bem!);
- Procure ouvir música (selecione as que lhe agradam e busque as mais suaves);
- Planeje seu tempo e seus pensamentos (não permita que as preocupações ocupem seu pensamento o dia inteiro. Divida seu tempo entre as responsabilidades e os assuntos que surgem);
- Descanse - mesmo que sejam poucos minutos.
- Cultive o bom humor - para isso procure intercalar na sua rotina filmes, programas, textos que lhe deixem de bom humor, lhe faça rir para poder relaxar.
- Tenha uma diversão - resgate aquelas atividades do passado. Ter um hobby faz bem.
- Usufrua dos benefícios da água - bebendo, tomando banhos, colocando os pés de molho.
- Cultive suas amizades - lembre dos seus amigos, resgate antigas amizades, procure conhecer novas pessoas, se comunique.

sábado, 25 de maio de 2013

DIETA PESADA PODE SER UM GATILHO PARA O CÂNCER, INDICA PESQUISA

Por ano, cada brasileiro ingere 25kg de carne vermelha, consome 12kg de pão francês e pouco mais de 4kg de pescado. Nosso estômago processa anualmente 20kg de açúcares, doces e produtos de confeitaria. Os dados são da Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feita em 2008 e 2009. A rotineira alimentação desequilibrada dos brasileiros pode ser gatilho para uma doença silenciosa que tem aumentado a cada ano no país: o câncer de intestino.

Somente para o ano passado, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimou o diagnóstico de 30 mil novos casos da doença no Brasil. O mal é, segundo o Inca, o terceiro câncer mais incidente em brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pulmão e de próstata no público masculino, e de mama e de colo do útero na população feminina. No entanto, a mortalidade por causa da enfermidade é maior. Em 2010, 13,3 mil pessoas morreram vítimas do câncer de colorretal, número maior do que as mortes ocasionadas pelo câncer de mama (12.852), de próstata (12.778) e de colo do útero (4.986) no mesmo ano, no país.

Outra particularidade do câncer de intestino está na prevenção, de acordo com a coloproctologista Sinara Leite, vice-presidente da Sociedade Mineira de Coloproctologia e professora da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. "Uma pessoa pode passar a vida inteira usando protetor solar e ter câncer de pele, por exemplo. Já o câncer do intestino é passível de prevenção”, compara. Isso porque, segundo ela, antes de aparecer tumor no reto ou no cólon, surgem os pólipos, uma espécie de verruga que se aloja no tecido do intestino. "Eles surgem como benignos e, se não retirados, crescem, chegam até 40 milímetros e se transformam em um tumor maligno”, diz.

Fonte: Correio Braziliense

CRIANÇAS QUE FAZEM MUITOS EXAMES DE IMAGEM TÊM RISCO MAIOR DE CÂNCER

Uma pesquisa alerta que as tomografias computadorizadas podem aumentar muito o risco de as crianças desenvolverem câncer. É um exame necessário em alguns casos, mas é preciso ser usado com muita cautela, e só depois que todas as outras alternativas estiverem esgotadas.
A pesquisa, feita na Austrália, analisou o histórico de 11 milhões de crianças e jovens, e descobriu que a incidência de câncer foi maior entre quem passou pelos exames de imagem.

Os resultados mostraram que crianças e adolescentes submetidos a tomografias têm risco 24% maior de ter a doença. A tomografia tem uma radiação tão forte que equivale a 400 exames de raio-x. A radioatividade atinge as células, que podem sofrer mutação e resultar em tumores.

As crianças estão mais vulneráveis, porque o corpo delas ainda está crescendo. "As células, conforme elas estão se desenvolvendo, se dividindo, elas estão mais suscetíveis no seu processo de divisão a ter modificações teciduais”, afirma o radiologista do Instituto da Criança Marcelo Valente.

Por isso, segundo a pediatra Magda Carneiro Sampaio, pais e médicos precisam ter bom senso ao encaminhar crianças e jovens a exames de imagens. "Os pais e os próprios adultos, se forem ao medico e não pedir exame de imagem, não pedir uma série de exames laboratoriais, parece que não foram bem atendidos”, ressalta.

Quando uma tomografia é extremamente necessária para uma criança no Hospital das Clínicas usa-se um aparelho que é mais moderno e pode ser calibrado para o peso da pessoa e área que vai ser analisada. Ele reduz em até 65% a exposição à radiação.

Tiago, com 1 ano de idade, já passa pela sua segunda tomografia. "Toda vez que o médico pede eu sempre pergunto: Tem mesmo que estar fazendo?”, afirma a mãe, Fernanda Alves.

Nos casos em que a radiação não é essencial, a pediatra recomenda que os médicos usem os chamados exames clínicos. "Uma boa ausculta pulmonar, por exemplo, substituiu ou é muito melhor do que um raio-x, ou deve anteceder o raio-x. Só quando existe duvida na ausculta é que a criança ou adulto deve ser submetido a uma radiografia”, afirma.

Os médicos lembram que o uso da radiação ou dos exames de imagem às vezes é necessário para o tratamento ou mesmo para acompanhar o desenvolvimento de uma doença. Mas, quanto menor o uso, melhor.

O Hospital das Clínicas também desenvolveu maneiras de fazer exames tirando o mínimo de sangue possível das crianças. São ações para humanizar o tratamento.

Fonte: Globo

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cirurgia de Angelina Jolie causa polêmica

A cirurgia de retirada das mamas para diminuir o risco de câncer, como a realizada pela atriz Angelina Jolie, é só uma entre as opções para mulheres que descobrem ter alterações genéticas que predispõem à doença.

Jolie, 37, revelou ontem, em artigo publicado no jornal "New York Times" (leia na página ao lado), ter se submetido ao procedimento, que, de acordo com os médicos, tem sido cada vez mais procurado na rede privada.

No entanto, não há um consenso mundial sobre a indicação. Falta evidência científica de que o procedimento seja mais eficaz para a prevenção de mortes em relação a métodos menos radicais, como exames e remédios.


Segundo José Cláudio Casali, oncogeneticista do Hospital Erasto Gaertner, os testes que procuram alterações nos genes BRCA 1 e 2, fortemente ligados ao aparecimento de tumores de mama e ovários e também de pâncreas e peritônio, são indicados principalmente para as mulheres que têm câncer antes dos 45 anos, mesmo que não houver outros casos da doença na família.

"Se você encontra a alteração na pessoa que teve o câncer, então faz o teste na família toda", afirma o médico.

Quando não é possível testar a própria mulher que teve o câncer, as indicações do exame são para quem tem dois ou mais parentes que tiveram a doença antes dos 50 anos de idade.

Foi o caso da curitibana Maria Amélia Busato, 36, cuja irmã morreu em 2011, aos 36 anos, de um câncer de mama. Ela passou pelo exame genético e descobriu a alteração no gene BRCA 1 no fim do ano passado. Cinco meses depois, decidiu que vai passar pela cirurgia preventiva.

"Quando peguei o resultado, era como se tivesse uma bomba relógio dentro de mim. Não é uma decisão fácil. Mas tenho dois filhos e quero que eles tenham mãe por muito tempo."

Apenas 10% dos tumores têm origem genética, e só 0,2% da população carrega mutações nesses dois genes. Cerca de 0,1% tem a mutação em um deles--como Jolie.

O exame genético, que não está disponível na rede pública e deve ser pedido por um especialista, custa em torno de R$ 4.000 a R$ 8.000 e pode ser coberto por planos de saúde. A retirada preventiva das mamas não é realizada pelo SUS, segundo o Ministério da Saúde.

Para o oncologista Max Mano, do Hospital Sírio-Libanês e do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), a investigação do risco genético é pouco explorada no Brasil, mas é preciso ter cuidado com a indicação da cirurgia preventiva.

"Estudos na Europa que acompanharam pacientes com as mutações mostraram que a incidência de câncer não foi tão alta como se pensava", diz ele.

No caso de Angelina, porém, Mano afirma que a indicação foi correta. "Ela tem uma alteração gravíssima. Muitas pessoas não conseguem conviver com o risco, é uma escolha da paciente."

A retirada preventiva não é a única forma de lidar com o risco. Mulheres com essas alterações genéticas podem fazer um rastreamento mais frequente, intercalando a cada seis meses exames de mamografia e ressonância magnética, e em uma idade mais precoce --a partir dos 25 anos.

Também é possível optar pela quimioterapia preventiva. "Cada caso é um caso", diz Maria Isabel Achatz, diretora de oncogenética do Hospital A.C. Camargo.

Ela afirma que, para as mulheres com a mutação genética, retirar os ovários e as trompas é ainda mais prioritário do que a das mamas.

Não há exames preventivos eficazes para diagnosticar precocemente tumores nessa região. "Em geral, os tumores de ovário são descobertos em estágios avançados e o desfecho é ruim", diz ela.

Fonte: Folha de São Paulo

Há uma Luz a nos guiar!

"Não tenha medo, você não está só!
O amor de Deus te envolve e te protege, sempre!
O sol sempre volta a brilhar.
A noite é escura mas, sempre há o amanhecer.
Tudo passa...

e

Ministério diz que não há consenso sobre mastectomia para prevenção do câncer

O Ministério da Saúde alerta que ainda não há consenso científico sobre a eficácia da cirurgia de retirada das mamas (mastectomia) como forma de prevenção do câncer. O assunto ganhou destaque depois que a atriz norte-americana Angelina Jolie anunciou que se submeteu à cirurgia após ter feito um sequenciamento genético que identificou um "defeito” no gene BRCA1. Assim como a mãe, que morreu de câncer aos 56 anos, a atriz tem uma mutação nesse gene que aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário. Segundo a atriz, a mastectomia diminuiu em 85% as chances de ela ter um câncer de mama no futuro.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) não faz nem a mastectomia nem o exame de sequenciamento genético como forma de prevenir a doença. Segundo o Ministério da Saúde, a cirurgia para retirada das mamas só é feita depois da descoberta de um tumor. Alguns hospitais e clínicas particulares fazem o sequenciamento, que pode custar até R$ 7 mil.

"O maior problema que nós enfrentamos não é com relação à cirurgia, mas em se fazer o diagnóstico da mutação. O exame é caro, não está disponível na rede pública e nem todo mundo que teria a indicação para se fazer o exame tem acesso a ele”, disse a médica Maria Del Pilar Estevez Diz, coordenadora da Oncologia Clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), em entrevista à Agência Brasil.

"Uma em cada nove ou dez mulheres vai desenvolver câncer de mama. Ele é muito frequente. É o principal câncer na população feminina. Segundo o Inca [Instituto Nacional do Câncer], são mais de 52 mil novos casos por ano.” Mas, para que a doença seja considerada hereditária,  não basta ter somente um caso registrado na família, como explica Maria Del Pilar. "É preciso ter uma história familiar forte, de múltiplos cânceres, e, além disso, identificar a mutação que é responsável por esse câncer hereditário”, explicou a médica. De acordo com o Ministério da Saúde, a hereditariedade responde por cerca de 10% do total de casos.

A mastectomia só é recomendada pelos médicos como prevenção quando a paciente já fez o sequenciamento genético. "Identificando-se essa paciente de risco, com muita calma, serenidade e certamente após várias consultas, deve-se discutir com ela as possibilidades de redução de risco”, disse Maria Del Pilar.

Nos casos de mulheres com histórico de câncer de mama na família, o Ministério da Saúde recomenda que elas façam acompanhamento médico a partir dos 35 anos para que o profissional avalie, junto com a paciente, os exames e procedimentos mais indicados.

"O SUS oferece gratuitamente exames para o diagnóstico precoce de câncer de mama, além de tratamento e acompanhamento de pessoas com a doença”, diz o ministério, por meio de nota, acrescentando que, no ano passado, 4,4 milhões de exames de mamografia foram feitos no país.

Para este ano, o Ministério da Saúde estimou 52.680 novos casos de câncer de mama. Em balanço de 2010, o mais recente divulgado pelo ministério, 12.852 pessoas morreram por causa da doença, sendo que, desse total, 12.705 eram mulheres.

Fonte: Agência Brasil