sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Como lidar com a depressão no tratamento contra o câncer

Poucas coisas na vida são mais arrasadoras do que um diagnóstico de câncer.
Mas a tristeza natural pode dar lugar a um verdadeiro sabotador do tratamento: a depressão. Especialistas alertam que é preciso monitorar de perto o estado mental dos pacientes, pois os recém-diagnosticados estão mais vulneráveis à depressão clínica e é preciso que esse quadro clínico seja diagnosticado o quanto antes.

"Um estudo recente, feito pela Universidade de Pittsburgh e apresentado em um Congresso Americano de Oncologia revelou que a chance de sobrevida de quem não tinha depressão foi muito maior”, explica o oncologista Fernando Maluf, chefe do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Morais, da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

A psicóloga Lívia Maria Silva, do Hospital do Câncer de Barretos, interior de São Paulo, explica que a depressão pode ser consequência em quem já tem um humor mais deprimido, que são aquelas pessoas naturalmente mais tristes.

"Quando essas pessoas recebem o diagnóstico do câncer o humor deprimido pode se transformar em depressão”, explica. "Uma coisa é a pessoa estar passando por alguma dificuldade, estar com humor deprimido, que é estar triste e desanimada, mas no outro dia tenta se animar. Outra coisa é a depressão, em que os sintomas não passam com facilidade”. Quando a tristeza, apatia e choro persistirem por mais de duas semanas, é necessário buscar ajuda médica.

Lívia ressalta que o atendimento psicológico é fundamental para o paciente obter melhoras. "Às vezes encaminhamos o deprimido para o psiquiatra, para que seja medicado, e o tratamento então é feito em conjunto com a psicologia”, explica.

Outro caso é a depressão naquelas pessoas que estavam vivendo um momento feliz, porém, quando recebem o diagnóstico, o mundo desaba. "Eles pensam que vão morrer. Quando a pessoa entra em contato com a fragilidade da vida, ela se deprime – e isso pode acontecer bruscamente”, explica a especialista. "Pessoas deprimidas têm recursos emocionais precários para lidar com o câncer. A tendência é que eles lidem com a doença de maneira ruim ou até mesmo abandonem o tratamento”.

Segundo Maluf, outro motivo que ainda está sendo investigado, é que a depressão pode gerar uma série de alterações em hormônios e proteínas, que poderia mexer na imunidade e defesas do organismo. "A depressão pode piorar o prognóstico do câncer, e está sendo pesquisado se a depressão pode até mesmo causar o câncer”, explica o oncologista.

Para o oncologista, é importante que o médico pare de prestar atenção somente no câncer, mas que observe mais o doente. "Melhorar a depressão significa melhorar a qualidade de vida”, diz Maluf. "Se a depressão for diagnosticada e controlada, o paciente se sentirá melhor, vai ter motivação e mais aderência ao tratamento contra o câncer. Além disso, o paciente sem depressão tem uma resposta imunológica melhor”.

Lívia conta que às vezes é o próprio paciente que percebe que está deprimido e procura ajuda. "Ele normalmente diz que não era assim antes de receber o diagnóstico do câncer”, explica.

Ajuda da família

A família exerce também um papel muito importante para a identificação da depressão ou no tratamento dela.

"Ela pode identificar que o paciente não consegue mais dormir, fica chorando pelos cantos, não tem vontade de fazer mais nada e procurar um especialista. Se toda vez que tocar no assunto o paciente chora, é preciso procurar ajuda”, explica.

"O papel da família é acolher a angústia do paciente. Em alguns momentos, a família deve ouvi-lo. Em outros, ela precisa ser mais dura, impor algumas coisas, como dizer que não é só tristeza, mas o paciente está melhorando”, conta a psicóloga, ressaltando que o mais importante é que a família não tentar dar conta disso sozinha. É necessário procurar ajuda profissional.

E em alguns casos quem precisa de ajuda é a própria família. "Eles podem não dar conta do sofrimento, não conseguir ver o paciente chorar e passar pelo tratamento. Para esses casos eu também recomendo a psicoterapia”, diz.

O oncologista confirma que a família e amigos são fundamentais. "Eles podem dar todo o suporte, podem acompanhar as consultas e os procedimentos, procurar os melhores serviços de excelência não só oncológicos, mas também psiquiátricos”, afirma.

Tratamento
Maluf explica que os medicamentos para depressão são importantes no tratamento.

"Os antidepressivos raramente interferem no tratamento contra o câncer. Somente alguns tipos podem interferir em alguns hormônios para o tratamento do câncer de mama”, explica o oncologista, ressaltando que é o médico quem vai avaliar e indicar o ideal.

Lívia recomenda sempre uma avaliação psicológica e sessões de terapia semanais. "A depressão pode ser revertida, então é importante procurar ajuda logo no início dos sintomas”, diz.

"O paciente começa a entender que as coisas vão mudar, que ele não é o câncer, mas que a doença é somente um processo. É importante que o paciente entenda que eles continuam desempenhando outros papeis na vida, como pai, mãe, filho ou profissional. A vida dele não gira somente em torno da doença”, encoraja.

Sinais de que a pessoa pode estar deprimida

Se um ou mais destes sinais persistirem por mais de duas semanas, é importante procurar ajuda:

- Mudança brusca do humor

- Apatia e desânimo

- Choro persistente

- Falta de motivação e perda de interesse

- Tristeza

- Insônia

- Angústia

Fonte: IG

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

9 dicas para ajudar a parar de fumar

Nove dicas para ajudar quem você ama a parar de fumar (sem ser chato!)

Encarar o tabagismo como uma doença e ter a abordagem certa são os primeiros passos

POR NATHALIE AYRES - PUBLICADO EM 28/05/2013



Quem não ama alguém que consome um cigarro atrás do outro não consegue imaginar a dimensão da vontade de fazer uma pessoa largar o fumo. Mas a dificuldade em abordar esse assunto é proporcional ao problema, afinal eles nunca querem deixar o hábito. E quando você insiste demais corre o risco de se tornar um... chato! O que pode acabar afastando o fumante ainda mais e levando a solução do problema por água abaixo. 

Existem formas e formas de começar a se abordar esse assunto com um fumante. E culpá-lo por não parar com o cigarro não é a melhor maneira! "É preciso primeiro entender que o tabagismo é uma doença e como tal precisa ser tratada", reforça Jaqueline Issa, cardiologista e coordenadora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP). 

Como no alcoolismo, o apoio da família e dos amigos é fundamental. Muitas vezes, depende deles inclusive o sucesso ou o fracasso do processo. "O familiar pode ajudar não pressionando, nem cobrando; não boicotando; sendo empático, assertivo e afetuoso", resume a psicóloga Ana Carolina Schmidt de Oliveira, do Vida Mental Serviços Médicos e especialista em dependência química. Se você faz parte do time que precisa de lições para saber como ajudar uma pessoa a largar o vício, siga as dicas dos nossos especialistas logo abaixo. 

Você pode ser rígido

No começo, o fumante nunca cogita largar o cigarro. E um dos argumentos mais comuns é o famoso: "oras, eu posso parar quando eu quiser". De acordo com Jaqueline Issa, cardiologista e coordenadora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor, nesse ponto as políticas públicas que impedem o fumo acabam sendo efetivas. "Com isso, ele acaba percebendo a necessidade de fumar em situações inconvenientes, precisando se locomover e às vezes até enfrentar chuva e frio para fumar", explica a médica. E os familiares podem se aproveitar dessa técnica, ao dizer que não querem que a pessoa fume na casa delas. Desculpas não faltam! Dá para alegar que não gostam do cheiro e querem evitar o fumo passivo e de terceira mão, causado por alguns resíduos do cigarro continuam no ambiente e também fazem mal à saúde. No fim, os argumentos não deixam de ser verdadeiros.

Mesmo sem essas proibições, deixar claro que você não gosta é importante. "Se a pessoa não gosta que fiquem lhe dizendo toda hora que pare de fumar, quem convive com o fumante pode expor isso colocando seus limites, mas sempre de forma empática", acredita o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro, do ProMulher, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e diretor do Vida Mental Serviços Médicos. 
Não fique relembrando - Foto: Getty Images

Não precisa relembrar a todo instante

Muitas vezes ser sútil faz toda a diferença. "Você não precisa ficar falando toda hora 'está vendo?' para o fumante. Isso mais atrapalha e existem maneiras indiretas, como deixar uma matéria de revista sobre o tema aberta perto de onde ele passa... Não precisa cutucar toda hora, mas passar a mensagem em doses homeopáticas e com jeito", explica Jaqueline Issa. A especialista já percebeu em seu trabalho que o que faz o fumante mudar de ideia muitas vezes é um clique, e é impossível saber o que moverá cada um para isso. Por isso, ser insistente nem sempre adianta, se você não bater na tecla certa. 
Incentive - Foto: Getty Images

Motivar é preciso

Por se tratar de uma dependência, a dificuldade do fumante não é falta de força de vontade e sim não conseguir combater as mudanças orgânicas que o tabaco causou em seu organismo. Por isso que a motivação é sempre importante, para mostrar que o esforço contra as vontades do próprio corpo vale a pena. "O que vai mudar é a maneira de estimular a motivação da pessoa. Por exemplo, quando ele percebe que precisa parar de fumar, os familiares podem ajudar dando informações, de preferência novas, e se dispondo a ajudar e a facilitar o tratamento", reitera o psiquiatra Hewdy Lobo.

E mesmo no caso de um fumante que nem pensa em parar ainda, motivar também vale a pena. "Nessa fase é necessário verificar o que geraria dúvidas, o que faria o indivíduo pensar que seria mesmo melhor parar de fumar. Muitas vezes não são os prejuízos diretos do cigarro, mas as reclamações da família, ou algum problema que esteja mais em evidência, por exemplo, a dificuldade em manter a ereção na relação sexual", explica a psicóloga Ana Carolina Schmidt de Oliveira, psicóloga do Vida Mental Serviços Médicos e especialista em dependência química.
Relações diferentes, abordagens diversas - Foto: Getty Images

A cada tipo de relação, uma abordagem diferente

Como existem diversas formas de se entrar nesse assunto o tipo de relacionamento que você tem com o fumante influencia. "Os filhos pequenos, por exemplo, convencem os pais muito mais do que os mais velhos. Tenho vários pacientes que vem falando que querem parar porque a criança em idade escolar pediu e está preocupado. Acho que os pais se sentem com mais responsabilidades com eles do que com os outros que já estão criados", acredita a cardiologista Jaqueline.

Para os casais, por exemplo, vale apontar os malefícios estéticos que o parceiro tem por causa do cigarro, como os dentes amarelados ou o cheiro e gosto de cigarro nos beijos. Funciona principalmente com os casais mais novos. Mas tudo com cuidado! "Pense em como você preferiria escutar uma crítica. É importante ser honesto, empático, assertivo, estar disposto a ouvir a opinião do próximo e a propor combinados. Vale sempre estar atento se o contexto é adequado, se não será humilhante para a pessoa, e prestar atenção à linguagem corporal e ao tom de voz", explica o psiquiatra Hewdy Lobo. 
O que não dizer - Foto: Getty Images

O que não se deve dizer

Existem diversas frases que são desmotivadoras, como dizer: "não tem jeito mesmo, ele nunca vai parar de fumar"; "sabia que ele ia recair"; "ele precisa ficar com um câncer para parar de fumar"; "eu não acredito mais nele"; entre diversas outras. E as atitudes também podem atrapalhar o processo. "Alguns comportamentos boicotam o propósito, como o familiar comprar cigarros para a pessoa que quer parar, ou dizer que ele pode fumar aos finais de semana, ou que ele pode fumar um cigarro por dia, ou tentar esconder o cigarro", explica a psicóloga Ana Carolina. 
Quando ele decide parar - Foto: Getty Images

Quando ele decide parar

Quando a decisão é tomada, o primeiro passo, de acordo com Jaqueline Issa, é procurar ajuda específica. "Dentro das especialidades, vários médicos podem ajudar cardiologistas, pneumologistas, psiquiatras... Vale entender se o médico tem experiência nisso. Normalmente nos grandes hospitais existem centros para isso. E é a maneira mais tranquila e rápida de parar", explica a cardiologista, que acredita que incentivar esse fumante a procurar esse tipo de tratamento é o mais importante.

Também é preciso ajudar a evitar situações em que o cigarro será lembrado. Evitar locais que tenham muita gente fumando ou não incentivar hábitos que eram ligados ao tabagismo é importante. "Seria um boicote, por exemplo, insistir em ir a um barzinho, que em geral tem muitas pessoas com cigarro, e ainda por cima, provavelmente o tabagista irá beber, o que muitas vezes dá vontade de fumar", explica o psiquiatra Hewdy Lobo. 
Elogie - Foto: Gettu Images

Preste atenção aos progressos

Perguntar ou não perguntar? Essa parte depende muito da personalidade do indivíduo. "Tenho pacientes que contam a todos a novidade. Alguns outros até me pedem sigilo quando começam a seguir o tratamento, até para não criarem expectativas", separa a cardiologista Jaqueline. No primeiro tipo de estilo pessoal, vale a pena perguntar sim como está indo o progresso dele no tratamento, sem mostrar cara feia quando ele disser que não está indo bem.

Mas para ambos os tipos de personalidade, sempre vale a pena reforçar as qualidades que estão sendo demonstradas com o abandono do cigarro. "Vale elogiar e mostrar satisfação pelas pequenas mudanças que a pessoa que está parando de fumar promove em sua vida, como jogar o cinzeiro fora, e as roupas estarem cheirosas. Reconheça as vitórias que quem está parando de fumar conquista", aconselha a psicóloga Ana Carolina. É uma forma de fazer um reforço sempre positivo sem estar cobrando. 
Abstinência causa brigas - Foto: Getty Images

Abstinência faz parte do jogo

Nessa fase nem tudo são flores... Aliás, o clima fica muito mais cinzento do que um jardim colorido. "Normalmente quem está parando de fumar enfrenta duas fases principais. A primeira, nos 3 primeiros meses, consiste em vencer a abstinência, o que pode ser aliado com medicamentos por exemplo. Já a segunda, que vai dos 3 aos 12 meses seguintes, ele começa a enfrentar as situações em que antes ele recorria ao cigarro", explica a Jaqueline.

No primeiro ato, é normal que o tabagista se torne uma pessoa mais difícil de lidar. "É comum sentir alguns sintomas da síndrome de abstinência, como ansiedade, irritabilidade, humor deprimido, inquietação, insônia, desconcentração, dor de cabeça, muita vontade de fumar, entre outros", enumera Hewdy Lobo. Mas ele mesmo avisa que depois de uma semana, isso tende a passar, portanto nada de desejar que seu fumante querido volte aos antigos hábitos. Muitas vezes, também é comum que o futuro ex-fumante se sinta mais deprimido. "A nicotina tem efeito antidepressivo e algumas pessoas não conseguem uma neuroadaptação a sua ausência, desenvolvendo o problema", explica a cardiologista. 
Recaídas acontecem

Não recaía no erro

"É sempre importante lembrar que a recaída faz parte do processo", salienta a cardiologista Jaqueline. E nessa hora, acusar só pode ser pior, pois até tira o incentivo de a pessoa continuar com o processo. É importante lembrar mais uma vez que o tabagismo é uma doença, e muitas vezes mais de uma tentativa é necessária para que dê certo. Muitas vezes, vale procurar se é necessária outra mudança na estratégia e reavaliar o processo como um todo.

Claro que se a família está incomodada com isso, deve demonstrá-lo, mas de forma sempre empática, sem humilhar o fumante. "É importante ajudar a pessoa a renovar seu compromisso em parar de fumar, levantar a autoestima dele mostrando que ele é capaz, que já teve algumas vitórias, afinal passar mesmo que um dia sem fumar já é uma conquista", ensina a psicóloga Ana Carolina. É um pouco parecido com a abordagem para incentivar a pessoa a querer parar de fumar, e por isso é importante não recair no erro da acusação. 

sábado, 17 de agosto de 2013

Dr. Laurindo Lopes profere palestra para o Grupo Se Toque

Em 17.08.13, no Auditório do Hospital Calixto Midlej , aconteceu a palestra mensal promovida pelo Grupo Se Toque. Veja as fotos:
O palestrante, o pneumologista Dr. Laurindo apresentou o tema e além disso respondeu com explicações detalhadas a todas as perguntas que lhe foram dirigidas pela platéia, inclusive fora do tema.
Dr. Laurindo chamou a atenção dos presentes para a importância da adoção de hábitos saudáveis de vida: atividade física, alimentação, etc.

Na oportunidade apresentou também, para reflexão dos participantes alguns números do Brasil: custos das grandes obras atuais, gastos com a saúde e prioridades de investimentos.


Na palestra houve a participação de pessoas vindas da cidade de Itajuípe - Ba.

Rodrigo faz a entrega do certificado ao palestrante.

Neide, voluntária do Grupo Se Toque entrega o presente ao palestrante.
Beto também trouxe um presente para Dr. Laurindo.




Ao final, os parabéns aos aniversariantes.
Aniversariantes de julho e agosto

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

4 amarrações de lenços by Flavia

4 amarrações de lenços by Flavia

Vídeo criado por paciente para mostrar opções para quem não quer usar peruca.

coragem e paciência

Sábado tem palestra do Grupo Se Toque

Em Itabuna - Bahia - O Grupo Se Toque promove:
Dia 17.08.13 às 10:00hs no Auditório do Hospital Calixto Midlej Filho
Dr. Laurindo Lopes da Silva Neto será o palestrante
Entrada franca!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Cigarro está associado a 26% das mortes por todos os tipos de câncer

O câncer é uma doença que pode ser evitada, tratada e, principalmente, curada - quanto antes for feito o diagnóstico, maior a chance de cura.

Segundo uma pesquisa feita em abril deste ano, 1,7 milhão de casos de câncer serão detectados no Brasil até 2030 e mais de 1 milhão de mortes ocorrerão anualmente - por isso, é importante tomar alguns cuidados de prevenção, como alertaram o cirurgião do aparelho digestivo Fábio Atui e o oncologista Carlos Barrios no Bem Estar desta quarta-feira (14).

O primeiro alerta vai para o estilo de vida – fumar, por exemplo, é um dos principais fatores de risco e está associado a 26% das mortes por todos os tipos de câncer e a 84% das mortes por câncer de pulmão. No entanto, vale lembrar que além do câncer de pulmão, o cigarro também pode aumentar as chances de câncer bucal, laríngeo, faríngeo, esofágico, hepático, pancreático, gástrico, renal, vesical, do colo do útero, intestinal e de mama.

Fora largar o tabagismo, é importante ainda se preocupar com o excesso de peso já que a obesidade está relacionada ao câncer colorretal, renal, da vesícular biliar, de mama e endométrio.

Por isso, manter uma dieta rica em frutas, verduras e fibras e restrita em carnes vermelhas e processadas é um dos fatores essenciais na prevenção. Além disso, é importante manter uma rotina regular de atividade física para manter o peso saudável, fatores associados ao baixo risco de câncer.

Segundo os médicos, vale lembrar a importância de se proteger durante a relação sexual e evitar o compartilhamento de objetos cortantes, como alicates, barbeadores e pinças, hábitos que evitam os vírus HIV e da hepatite C, que podem levar ao câncer.

No caso das mulheres, inclusive, é preciso ter a preocupação com a realização de alguns exames, como a mamografia, que pode rastrear e evitar que o câncer de mama evolua para o óbito, e também com o Papanicolau, que reduz o risco de complicações porque diagnostica precocemente o câncer de útero. O cirurgião Fábio Atui lembra, no entanto, que exames de sangue oculto e colonoscopia também são importantes para evitar que problemas no intestino cheguem a quadros mais graves.

Alguns tratamentos também podem ajudar a prevenir cânceres e complicações causadas por eles, como mostrou a reportagem da Marina Araújo. Por exemplo, a radioterapia consegue impedir que a região do corpo próxima ao tumor seja afetada – segundo o radio-oncologista Robson Ferrigno, esse procedimento aumentou as chances de cura e diminuiu os efeitos colaterais. Porém, no caso da quimioterapia, técnica que utiliza drogas para atacar a célula tumoral, existem alguns efeitos colaterais, como a queda de cabelo, por exemplo.

A reportagem mostrou também a hormonioterapia, que impede que os hormônios cheguem e alimentem o tumor, fazendo com que ele morra "de fome” (veja no vídeo ao lado).

De acordo com o oncologista Fernando Maluf, esse tratamento consegue, em 90% dos casos, diminuir a doença de forma significativa e mantê-la controlada em muitos pacientes por anos. Por último, existe a imunoterapia, que aumenta a potência do sistema imunológico do paciente para que ele se defenda melhor contra o câncer.

No entanto, como lembrou o cirurgião Fábio Atui, existem tratamentos que podem prevenir o câncer, como o feito contra a bactéria H. pylori, associada ao câncer gástrico. Por isso, o remédio contra essa bactéria reduz muito o risco da doença nessas regiões do corpo, assim como o tratamento para hepatites, por exemplo.

Porém, no caso da hepatite B, há ainda a opção de vacina – as hepatites virais são as causas primárias do câncer hepático e, por isso, manter-se vacinado é uma maneira de se proteger.

O mesmo vale para o HPV, que causa câncer do colo do útero, de vagina, vulva, ânus e pênis – nesse caso, a vacina apresenta ótimos resultados de prevenção e, no Brasil, será ofertada gratuitamente para meninas.

Fonte: Globo.com/ Bem Estar
in www.oncoguia.org.br