sexta-feira, 9 de setembro de 2016
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Câncer de colo do útero: saiba como identificar e prevenir a doença
Os dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) impressionam: com cerca de 5 mil mortes por ano, uma a cada 90 minutos, o câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais comum da doença entre as brasileiras. Com um alcance tão grande e sendo tão perigoso, parece improvável que o mal seja ignorado pelas mulheres. Mas, novamente, as estatísticas surpreendem – e preocupam. Em abril, uma pesquisa encomendada ao Instituto Datafolha pela empresa farmacêutica Roche divulgou que 73% da população não conhece ninguém que sofra ou tenha sofrido da doença. Dentre as mulheres entrevistadas, menos de um terço (29%) disse conhecer os sintomas do problema, indicando que desinformação e risco caminham lado a lado.
O estudo inspirou médicos e organizações da área da saúde a idealizar, em parceria com a Roche, o Movimento #ForçaAmiga. Lançada em agosto, a campanha busca apoiar dentro e fora da internet as mulheres que enfrentam o câncer, chamando a atenção da sociedade para o problema. A iniciativa aposta no conhecimento como forma de controlar a doença, que, segundo o Inca, deve registrar mais de 16 mil novos casos neste ano.
– A maioria das pessoas não sabe que ela é causada por um vírus sexualmente transmissível – diz Samantha Cabral, oncologista clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).
O câncer decorre de uma infecção crônica pelo papilomavírus humano (HPV), que ataca a porção mais baixa do útero. Geralmente, o vírus é transmitido pelo contato direto com a mucosa infectada, seja da vagina, seja da boca ou do ânus. Com mais de 150 subtipos, o HPV é bastante comum entre a população, e na sua versão benigna, provoca verrugas genitais. A maioria das mulheres contrai o vírus ainda na adolescência e não chega a desenvolver problemas, eliminando-o naturalmente no período de um ano. Porém, quando o corpo não reage a ele, a infecção persiste e provoca lesões no colo uterino. Sem o tratamento adequado, as lesões evoluem para o câncer e podem se estender para a vagina e outros pontos da região pélvica.
O desenvolvimento da doença é lento e os primeiros sintomas, como sangramentos e dores abdominais, podem surgir até 20 anos após o contágio pelo HPV. Normalmente, esse prazo alcança as mulheres na faixa dos 40 anos, levando à morte prematura. Mulheres de baixa renda, que tenham problemas no sistema imunológico, sejam fumantes ou façam uso da pílula estão entre os grupos de risco para o surgimento do problema.
Diagnóstico e tratamento
As chances de cura e o sucesso do tratamento dependem do estágio em que o câncer é diagnosticado. Como a evolução da doença é discreta, detectá-la no início nem sempre é fácil. No Brasil, mais de 70% das pacientes chegam ao consultório quando o câncer já está avançado.
– A falta de conhecimento, a vergonha e a dificuldade de acesso aos exames preventivos são fatores que atrasam o diagnóstico – resume Alvaro Machado, integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), uma das apoiadoras do #ForçaAmiga.
A saúde do colo uterino é monitorada pelo exame de Papanicolaou, que deve ser feito anualmente por todas as mulheres sexualmente ativas. O teste coleta material para análise em laboratório e, caso haja alterações, encaminha a paciente para uma biópsia (colposcopia).
– O rastreamento não só detecta a lesão antes de ela virar câncer, como também diminui a mortalidade na paciente que é diagnosticada – explica Samantha.
Nos estágios iniciais da doença, a mulher é operada para remover as lesões pré-cancerígenas. Quando o quadro é mais avançado, o tratamento utiliza a radioterapia com quimioterapia associada, além de medicamentos para melhorar a qualidade de vida. Samantha observa que cerca de 60% dos casos mais graves têm boas chances de recuperação, mas a alta demanda nos serviços públicos de saúde ainda deixa muitas pacientes sem a assistência médica necessária.
Prevenção
Ao contrário de outros tipos de câncer, o de colo do útero pode ser evitado. Confira algumas atitudes simples que fazem a diferença no combate à doença:
• Vacinar as meninas contra o HPV: a medida protege contra quatro subtipos do vírus, inclusive os que mais comumente geram câncer. A vacina é aplicada em duas doses e está disponível na rede pública para meninas de 9 a 13 anos. O recorte etário busca imunizá-las antes que sejam expostas ao HPV com o início da vida sexual.
Desde 2014, as campanhas de vacinação no país esbarram na resistência de muitas famílias a levar suas meninas aos postos de saúde:
– Apesar de ser segura do ponto de vista médico e eficaz no seu propósito, a vacina precisa vencer uma barreira cultural: o argumento de que ao imunizar as meninas, estamos liberando o sexo para elas – explica Machado.
O médico conta que na Austrália, onde a vacina é aplicada há dez anos, já foi registrada uma queda de 90% nas infecções pelo HPV e de 50% nos casos de câncer de colo do útero.
Fonte: Revista Donna
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cancer-de-colo-do-utero-saiba-como-identificar-e-prevenir-a-doenca/9812/7/
O estudo inspirou médicos e organizações da área da saúde a idealizar, em parceria com a Roche, o Movimento #ForçaAmiga. Lançada em agosto, a campanha busca apoiar dentro e fora da internet as mulheres que enfrentam o câncer, chamando a atenção da sociedade para o problema. A iniciativa aposta no conhecimento como forma de controlar a doença, que, segundo o Inca, deve registrar mais de 16 mil novos casos neste ano.
– A maioria das pessoas não sabe que ela é causada por um vírus sexualmente transmissível – diz Samantha Cabral, oncologista clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).
O câncer decorre de uma infecção crônica pelo papilomavírus humano (HPV), que ataca a porção mais baixa do útero. Geralmente, o vírus é transmitido pelo contato direto com a mucosa infectada, seja da vagina, seja da boca ou do ânus. Com mais de 150 subtipos, o HPV é bastante comum entre a população, e na sua versão benigna, provoca verrugas genitais. A maioria das mulheres contrai o vírus ainda na adolescência e não chega a desenvolver problemas, eliminando-o naturalmente no período de um ano. Porém, quando o corpo não reage a ele, a infecção persiste e provoca lesões no colo uterino. Sem o tratamento adequado, as lesões evoluem para o câncer e podem se estender para a vagina e outros pontos da região pélvica.
O desenvolvimento da doença é lento e os primeiros sintomas, como sangramentos e dores abdominais, podem surgir até 20 anos após o contágio pelo HPV. Normalmente, esse prazo alcança as mulheres na faixa dos 40 anos, levando à morte prematura. Mulheres de baixa renda, que tenham problemas no sistema imunológico, sejam fumantes ou façam uso da pílula estão entre os grupos de risco para o surgimento do problema.
Diagnóstico e tratamento
As chances de cura e o sucesso do tratamento dependem do estágio em que o câncer é diagnosticado. Como a evolução da doença é discreta, detectá-la no início nem sempre é fácil. No Brasil, mais de 70% das pacientes chegam ao consultório quando o câncer já está avançado.
– A falta de conhecimento, a vergonha e a dificuldade de acesso aos exames preventivos são fatores que atrasam o diagnóstico – resume Alvaro Machado, integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), uma das apoiadoras do #ForçaAmiga.
A saúde do colo uterino é monitorada pelo exame de Papanicolaou, que deve ser feito anualmente por todas as mulheres sexualmente ativas. O teste coleta material para análise em laboratório e, caso haja alterações, encaminha a paciente para uma biópsia (colposcopia).
– O rastreamento não só detecta a lesão antes de ela virar câncer, como também diminui a mortalidade na paciente que é diagnosticada – explica Samantha.
Nos estágios iniciais da doença, a mulher é operada para remover as lesões pré-cancerígenas. Quando o quadro é mais avançado, o tratamento utiliza a radioterapia com quimioterapia associada, além de medicamentos para melhorar a qualidade de vida. Samantha observa que cerca de 60% dos casos mais graves têm boas chances de recuperação, mas a alta demanda nos serviços públicos de saúde ainda deixa muitas pacientes sem a assistência médica necessária.
Prevenção
Ao contrário de outros tipos de câncer, o de colo do útero pode ser evitado. Confira algumas atitudes simples que fazem a diferença no combate à doença:
• Vacinar as meninas contra o HPV: a medida protege contra quatro subtipos do vírus, inclusive os que mais comumente geram câncer. A vacina é aplicada em duas doses e está disponível na rede pública para meninas de 9 a 13 anos. O recorte etário busca imunizá-las antes que sejam expostas ao HPV com o início da vida sexual.
Desde 2014, as campanhas de vacinação no país esbarram na resistência de muitas famílias a levar suas meninas aos postos de saúde:
– Apesar de ser segura do ponto de vista médico e eficaz no seu propósito, a vacina precisa vencer uma barreira cultural: o argumento de que ao imunizar as meninas, estamos liberando o sexo para elas – explica Machado.
O médico conta que na Austrália, onde a vacina é aplicada há dez anos, já foi registrada uma queda de 90% nas infecções pelo HPV e de 50% nos casos de câncer de colo do útero.
- Consultar o ginecologista regularmente: fazer todos os anos o exame de Papanicolaou ou o teste de HPV é fundamental para evitar o desenvolvimento da doença;
- Usar camisinha: o preservativo serve como barreira física à infecção pelo HPV. O risco de contrair o vírus aumenta em mulheres que iniciaram a vida sexual cedo ou têm múltiplos parceiros;
- Atentar para possíveis sintomas: sangramentos anormais (fora do período menstrual, após o sexo ou durante a menopausa, por exemplo) são um importante sinal de alerta para a doença. Em fases mais avançadas, o câncer também causa dores na região pélvica e abdominal e secreções vaginais com mau cheiro.
Fonte: Revista Donna
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cancer-de-colo-do-utero-saiba-como-identificar-e-prevenir-a-doenca/9812/7/
Aplicativo de doação de sangue auxilia milhares de doadores no país
Os amigos Thiago Azevedo e Thiago Luccas, doadores de sangue há mais de 10 anos, sempre tiveram vontade de ajudar a aumentar o número de voluntários. Por isso, eles idealizaram um aplicativo para ajudar os Hemocentros do Rio Grande do Norte (RN) a controlar demandas de estoque e os doadores de sangue a controlar o registro de doações.
Depois de pronta, a ideia precisava sair do papel. Foi ai que Arlindo Rodrigues e Fred Castro, analistas de sistemas, se uniram aos amigos doadores para dar vida ao aplicativo. “Quando o Thiago (Azevedo) trouxe a ideia, a gente não sabia como fazer e também não tinha dinheiro, então chamamos os dois como parceiros”, lembra Thiago Luccas, que se diferencia do colega pelo sobrenome.
Assim, em abril de 2014, nasceu o Hemoliga. Hoje, dois anos depois da criação, mais de 50 mil pessoas estão conectadas ao aplicativo em sete estados brasileiros: Rio Grande no Norte (RN), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Pará (PA), Paraíba (PB).
Com o Hemoliga, através da tela do celular ou do computador, você pode: registrar suas doações e consultar seu histórico, verificar informações atualizadas sobre quais sangues estão em falta nos bancos da sua região, e ainda recebe notificações sobre campanhas em curso e em qual data você pode realizar sua próxima doação.
Desde 2014 já foram registrados mais de 10 mil doações de sangue no aplicativo. Luccas comemora: “Se você parar para pensar que uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, e que tudo isso partiu de uma ideia simples, são muitas vidas salvas. Isso é maravilhoso”.
As redes sociais da Hemoliga também são portas para as pessoas interagirem. “Às vezes compartilhamos alguma campanha no facebook ou no instagram e em questão de minutos conseguimos os doadores. É algo muito incrível”, comemora Luccas.
A Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados, do Ministério da Saúde, considera que os aplicativos de incentivo à doação de sangue para celulares podem aproximar os doadores de sangue dos hemocentros, auxiliando inclusive na fidelização desses doadores. Desde que os princípios da voluntariedade e altruísmo da doação de sangue sejam respeitados, a ferramenta pode ser muito útil no fortalecimento da doação de sangue no país.
Para baixar o aplicativo no celular, ou criar o cadastro na web, basta entrar no site www.hemoliga.com.br. Também é possível curtir as páginas do projeto no facebook e no instagram.
Aline Czezacki, para o Blog da Saúde
terça-feira, 6 de setembro de 2016
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
INTOLERÂNCIA À LACTOSE
Intolerância à lactose: sintomas, tratamentos e causas
O que é Intolerância à lactose?
Sinônimos: deficiência de lactase
A intolerância à lactose, também conhecida como deficiência de lactase, é a incapacidade que o corpo tem de digerir lactose - um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos.
Tipos
Existem três tipos de intolerância à lactose. Conheça:
- Intolerância à lactose primária, resultado do envelhecimento. É comum em pessoas de idade mais avançada
- Intolerância à lactose secundária, resultado de alguma doença ou ferimento
- Intolerância à lactose congênita, quando a pessoa já nasceu com o problema.
Causas
A intolerância à lactose acontece como consequência de um outro problema: a deficiência de lactase. Ela ocorre quando o intestino delgado deixa de produzir a quantidade necessária de da enzima lactase, cuja função é quebrar as moléculas de lactose e convertê-las em glucose e galactose.
A presença de lactose no organismo se dá por meio da ingestão de leite e seus derivados.
As causas para a intolerância à lactose variam de acordo com o seu tipo:
Intolerância à lactose primária
Durante a infância, o corpo produz muita enzima lactase, pois o leite é a fonte primária de nutrição após o nascimento. Geralmente, o corpo diminui a quantidade de lactase produzida conforme a pessoa vai envelhecendo e sua dieta variando, com o acréscimo de novos tipos de alimentos. Com o tempo, esse declínio na produção de lactase pode levar a um quadro de intolerância à lactose.
Intolerância à lactose secundária
Este tipo de intolerância ocorre quando o intestino delgado deixa de produzir a quantidade normal de lactase por causa de alguma doença, cirurgia ou injúria. Algumas condições que podem levar a um quadro de intolerância à lactose secundária são adoença celíaca, gastroenterite e a doença de Crohn, por exemplo. O tratamento da condição intrínseca a esse tipo de intolerância pode resolver o problema.
Intolerância à lactose congênita
É possível, embora raro, que bebês nasçam com intolerância à lactose por causa da deficiência total de lactase no organismo. Essa é conhecida como herança autossômica recessiva e é passada de geração em geração. Isso significa que tanto o pai quanto a mãe precisam transmitir o gene da intolerância à lactose para o filho para que ele apresente o problema.
Fatores de risco
Alguns fatores são considerados de risco para a intolerância à lactose. Confira:
- Idade: conforme os anos vão passando, as chances de se desenvolver intolerância à lactose aumenta
- Etnia: intolerância à lactose é mais comum em negros, asiáticos, hispânicos e indígenas
- Nascimento prematuro: bebês que nasceram prematuramente apresentam menos lactase no organismo, porque a produção desta enzima aumenta somente no final do terceiro trimestre da gravidez
- Doenças: algumas condições que afetam o intestino delgado podem afetar a produção da enzima lactase, levando à intolerância à lactose, como a doença de Crohn
Sintomas de Intolerância à lactose
Os sintomas de intolerância à lactose geralmente começam de trinta minutos a duas horas depois de a pessoa ingerir alimentos ou bebidas que contenham lactose. Entre os sintomas estão:
- Diarreia
- Náusea e às vezes vômito
- Dores abdominais
- Inchaço
A intensidade dos sintomas varia de acordo com a ocasião, mas eles costumam ser amenos.
Buscando ajuda médica
Caso perceba os sintomas acima e suspeitar que eles estejam ligados à ingestão de lactose, procure um médico e explique a situação.
A consulta costuma ser rápida, por isso é importante que você agilize e leve os seus sintomas anotados, para descrevê-los ao médico. Aproveite também para tirar todas as suas dúvidas.
O especialista também deverá lhe fazer algumas perguntas. Veja exemplos:
- Você ingeriu algum alimento ou bebida que contenha leite?
- Quando os sintomas começaram?
- Os sintomas são frequentes ou ocasionais?
Diagnóstico de Intolerância à lactose
Para ter certeza de que é realmente a intolerância à lactose que está causando esses sintomas, o médico deverá solicitar alguns exames, como:
- Exame de tolerância à lactose, em que o paciente ingere um líquido rico em lactose para, depois, realizar um exame de sangue e verificar a quantidade de glucose na corrente sanguínea.
- Exame de hidrogênio expirado, em que o paciente também ingere um líquido com altas quantidades de lactose para que o médico, depois, analise a quantidade de hidrogênio expelido pelo hálito do paciente.
- Medidor de ácidos. A lactose não ingerida produz ácido láctico no organismo, que consegue ser identificado por meio de um medidor de ácidos.
Tratamento de Intolerância à lactose
Não existem tratamentos para a intolerância à lactose. Mas você pode adicionar enzimas lactase ao leite normal ou tomá-las em forma de cápsulas e comprimidos mastigáveis.
Pessoas com esse problema geralmente evitam alimentar-se ou ingerir produtos que contenham lactose.
Geralmente, a diminuição ou a remoção de produtos lácteos da dieta melhora os sintomas da intolerância à lactose.
A maioria das pessoas com baixos níveis de lactase pode tolerar de 55 a 115 gramas de leite de uma só vez (até meia xícara) sem ter sintomas. Porções maiores (225 gramas) podem causar problemas para pessoas com deficiência de lactase.
Esses produtos lácteos podem ser mais fáceis de digerir:
- Manteiga e queijos (eles têm menos lactose do que o leite)
- Produtos lácteos fermentados, como iogurte
- Leite de cabra (deve ser ingerido juntamente com as refeições e suplementado com - aminoácidos essenciais e vitaminas se for oferecido a crianças)
- Sorvete, milk-shakes e queijos envelhecidos ou duros
- Leite e produtos lácteos sem lactose
- Leite de vaca tratado com lactase para crianças maiores e adultos
- Fórmulas de soja para crianças com menos de dois anos
Leia os rótulos dos alimentos. A lactose também é encontrada em alguns produtos não lácteos, inclusive em algumas cervejas.
Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/intolerancia-a-lactose?utm_source=news_mv&utm_medium=saude&utm_campaign=3993136
Terapia fotodinâmica é eficiente na prevenção de câncer de colo uterino
O projeto Inovações para Prevenção do Câncer de Colo de Útero, desenvolvido pelo Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, foi um dos vencedores da última edição do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia. A proposta da pesquisadora Natalia Inada foi usar a Terapia Fotodinâmica para tratar as lesões causadas pelo vírus HPV no colo do útero de mulheres infectadas. Não invasiva, a Terapia Fotodinâmica já era utilizada com sucesso para o tratamento de doenças dermatológicas. Agora, o método pode ser usado para tratar lesões uterinas, prevenindo sua possível evolução para um tumor maligno.
Até recentemente, essas neoplasias eram tratadas apenas por métodos cirúrgicos, o que causava grande desgaste à saúde da mulher, além de gerar altos custos para o governo com operações e internações. Por outro lado, quando não tratadas de maneira rápida e adequada, as Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NICs) de baixo e alto graus podem progredir para o câncer. A alta incidência desse tipo de tumor no Brasil e em outros países da América Latina motivou Natalia a principiar o desenvolvimento do projeto, em 2011, quando conseguiu o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Sob a coordenação do professor Vanderlei Salvador Bagnato, Natalia elaborou um protótipo posto à aprovação de médicos, que realizariam testes clínicos com o mesmo. A pesquisadora fez então uma triagem de pacientes portadoras de NICs para realização de tratamento e acompanhamento das mesmas, a fim de testar a eficácia da técnica. Após o tratamento das primeiras pacientes que possuíam NICs de baixo grau, foram alcançados resultados positivos nas cerca de 70 participantes, todas entre 14 e 58 anos de idade. Desde então, Natalia realiza o acompanhamento dessas mulheres – que já dura quatro anos.
Tratamento clínico e premiação
Em 2014, houve a entrada de Fernanda Mansano Carbinatto no projeto, que iniciou o seu pós-doutorado com a pesquisa intitulada Terapia fotodinâmica no diagnóstico e tratamento da Neoplasia Intraepitelial Cervical graus II e III. Fernanda colaborou para o avanço das pesquisas ao realizar o tratamento clínico de pacientes portadoras de NIC de alto grau, em parceria com Wellington Lombardi, do Ambulatório Saúde da Mulher (Araraquara), e Renata Belotto, do Hospital Pérola Byington (São Paulo). Além do tratamento e acompanhamento das pacientes, Fernanda também auxilia no aperfeiçoamento do sistema de detecção das lesões de colo do útero por fluorescência.
Natalia Inada já apresentou os resultados do seu trabalho em publicações e congressos pelo Brasil. Em 2015, o projeto foi inscrito no Prêmio Mercosul de Tecnologia, que é organizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Brasil. Com o apoio institucional da Unesco e patrocínio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o prêmio tem como objetivo reconhecer trabalhos que contribuem para o desenvolvimento científico e para a integração dos países membros e associados do bloco econômico.
Com o tema "Inovação e Empreendedorismo”, a edição de 2015 teve a participação de linhas de pesquisa que cobrem temas como inovação tecnológica, geração de startups e gestão da informação. O projeto Inovações para Prevenção do Câncer de Colo de Útero foi vencedor da categoria "Integração”, com anúncio em maio deste ano.
Cabe ressaltar que a participação de empresas como a MM Optics e a PDT Pharma, como parceiras no desenvolvimento do projeto, comprovam o interesse empresarial em criar canais de disponibilização de iniciativas como essa à população do Brasil e do mundo.
Para Natália, "este reconhecimento público reflete a importância desta iniciativa que traz a possibilidade de evitar novos casos de câncer de colo uterino, doença que, a longo prazo, poderá sair das estatísticas de tipos de câncer que mais matam no nosso país”. "A premiação do projeto”, complementa Fernanda, "abre portas para novas pesquisas clínicas voltadas à melhora da saúde da população brasileira”.
Fonte: Jornal da USP in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/terapia-fotodinamica-e-eficiente-na-prevencao-de-cancer-de-colo-uterino/9809/7/
Até recentemente, essas neoplasias eram tratadas apenas por métodos cirúrgicos, o que causava grande desgaste à saúde da mulher, além de gerar altos custos para o governo com operações e internações. Por outro lado, quando não tratadas de maneira rápida e adequada, as Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NICs) de baixo e alto graus podem progredir para o câncer. A alta incidência desse tipo de tumor no Brasil e em outros países da América Latina motivou Natalia a principiar o desenvolvimento do projeto, em 2011, quando conseguiu o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Sob a coordenação do professor Vanderlei Salvador Bagnato, Natalia elaborou um protótipo posto à aprovação de médicos, que realizariam testes clínicos com o mesmo. A pesquisadora fez então uma triagem de pacientes portadoras de NICs para realização de tratamento e acompanhamento das mesmas, a fim de testar a eficácia da técnica. Após o tratamento das primeiras pacientes que possuíam NICs de baixo grau, foram alcançados resultados positivos nas cerca de 70 participantes, todas entre 14 e 58 anos de idade. Desde então, Natalia realiza o acompanhamento dessas mulheres – que já dura quatro anos.
Tratamento clínico e premiação
Em 2014, houve a entrada de Fernanda Mansano Carbinatto no projeto, que iniciou o seu pós-doutorado com a pesquisa intitulada Terapia fotodinâmica no diagnóstico e tratamento da Neoplasia Intraepitelial Cervical graus II e III. Fernanda colaborou para o avanço das pesquisas ao realizar o tratamento clínico de pacientes portadoras de NIC de alto grau, em parceria com Wellington Lombardi, do Ambulatório Saúde da Mulher (Araraquara), e Renata Belotto, do Hospital Pérola Byington (São Paulo). Além do tratamento e acompanhamento das pacientes, Fernanda também auxilia no aperfeiçoamento do sistema de detecção das lesões de colo do útero por fluorescência.
Natalia Inada já apresentou os resultados do seu trabalho em publicações e congressos pelo Brasil. Em 2015, o projeto foi inscrito no Prêmio Mercosul de Tecnologia, que é organizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Brasil. Com o apoio institucional da Unesco e patrocínio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o prêmio tem como objetivo reconhecer trabalhos que contribuem para o desenvolvimento científico e para a integração dos países membros e associados do bloco econômico.
Com o tema "Inovação e Empreendedorismo”, a edição de 2015 teve a participação de linhas de pesquisa que cobrem temas como inovação tecnológica, geração de startups e gestão da informação. O projeto Inovações para Prevenção do Câncer de Colo de Útero foi vencedor da categoria "Integração”, com anúncio em maio deste ano.
Cabe ressaltar que a participação de empresas como a MM Optics e a PDT Pharma, como parceiras no desenvolvimento do projeto, comprovam o interesse empresarial em criar canais de disponibilização de iniciativas como essa à população do Brasil e do mundo.
Para Natália, "este reconhecimento público reflete a importância desta iniciativa que traz a possibilidade de evitar novos casos de câncer de colo uterino, doença que, a longo prazo, poderá sair das estatísticas de tipos de câncer que mais matam no nosso país”. "A premiação do projeto”, complementa Fernanda, "abre portas para novas pesquisas clínicas voltadas à melhora da saúde da população brasileira”.
Fonte: Jornal da USP in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/terapia-fotodinamica-e-eficiente-na-prevencao-de-cancer-de-colo-uterino/9809/7/
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