segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Não Tenha Medo - Prof Menegatti

Não tenha medo...
Shakespeare já dizia: “nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." Então, quais os efeitos do medo sobre nossas vidas?
1.      Medos infundados: veja alguns exemplos de que nem sempre aquilo de que temos medo acontece. Se você tem medo de avião, saiba que as chances de um avião cair são menores que a possibilidade de você morrer engasgado com um alimento. Se você tem medo de morrer num assalto, as chances de morrer praticando um esporte são duas vezes maiores. 
2.      Medo consome energia: gastamos nossa energia ao pensar em possíveis soluções para prováveis problemas que surjam em nossas vidas. Muitas vezes eles nem aparecem, mas nossa energia se vai da mesma forma. Diz que um homem pulou de um penhasco por causa de uma cobra. Ao ficar sabendo que ela não era venenosa disse: elas não precisam ser venenosas para me fazerem pular de um penhasco. Fica claro que o problema do homem era o medo e não a cobra. 
Não deixe que o medo se transforme em pavor e paralise suas ações e seu crescimento. Lembre-se que a única forma de se vencer o medo é fazer justamente aquilo que tememos.
Fonte: http://palestrante.srv.br/index.php/artigos/artigos-motivacionais/2034-nao-tenha-medo

domingo, 18 de setembro de 2016

Saúde Emocional

Para melhorar nossa saúde emocional temos alguns desafios a superar:
Sofrer por antecipação
Cobrar demais de si mesmo
Querer mudar os outros

sábado, 17 de setembro de 2016

Mel: o alimento aliado do intestino

Este adoçante natural também ajuda a aliviar dor de garganta e melhora a qualidade do sono

O mel é um produto natural obtido a partir do néctar das flores e de excreções da abelha. Além de ser um ótimo adoçante natural, este alimento é cheio de benefícios porque conta com ação antimicrobiana, capaz de impedir o crescimento ou destruir micro-organismos e assim proteger contra doenças.
O mel também conta com ação antioxidante e prebiótica, esta última modifica o balanço da microbiana intestinal, estimulando o crescimento e/ou atividade de micro-organismos benéficos. Por ser rico em carboidratos e açúcar o mel é ótima fonte de energia.
O mel também conta com ação antioxidante e prebiótica, esta última modifica o balanço da microbiana intestinal, estimulando o crescimento e/ou atividade de micro-organismos benéficos. Por ser rico em carboidratos e açúcar o mel é ótima fonte de energia.
O alimento também conta com potássio, magnésio, sódio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, cobalto, cobre e alguns outros minerais. Entre estes nutrientes, o potássio é o que está mais presente no mel e é interessante para o equilíbrio da pressão arterial.
Os tipos de mel 
O sabor, aroma e cor do mel irão variar de acordo com as floradas, definidas a partir do tipo de flor que a abelha coleta o néctar para produzir este doce. Alguns benefícios do mel podem ser mais fortes em determinados tipos do que em outros. Confira os principais tipos de mel consumidos no Brasil:
Mel silvestre: Este é o mais ingerido no Brasil e é proveniente de diversas flores. É considerado interessante para a pele, vias respiratórias, tem efeito antioxidante e propriedades calmantes.
Mel de flor de eucalipto: Possui um sabor mais forte e coloração escura. É interessante para o tratamento auxiliar e alivio de infecções intestinais, vias urinárias e doenças respiratórias.
Mel de assa-peixe: Possui aroma e sabor agradáveis e possui efeito calmante e expectorante. 
Mel de flor de laranjeira: Conta com sabor suave e regula a função intestinal e tem efeito calmante. 
Mel de cipó-uva: possui ação antioxidante, especialmente no fígado, por isso pode ajudar a diminuir os efeitos do álcool.

Principais nutrientes do mel

O mel conta com boas quantidades de açúcar e carboidratos e por isso ele é uma ótima fonte rápida de energia. Ele também possui alguns ácidos orgânicos, sendo que um deles, o ácido glucônico, contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso antibactericida. O ferro e o cobre presentes no mel contribuem para a ação antimicrobiana.
O ácido glucônico também tem forte ação antioxidante. O mel ainda conta com grande número de compostos que proporcionam este mesmo benefício. Os ácidos fenólicos, os flavonoides, certas enzimas, como a glicose oxidase, catalase e peroxidase, ácido ascórbico, hidroximetilfurfuraldeído e carotenoides. Todas as substâncias contribuem para combater os danos causados por agentes oxidantes, presentes nos alimentos e no corpo humano, e assim prevenir o envelhecimento e doenças como o Alzheimer, cardiovasculares, entre outras.
O mel conta com carboidratos não digeríveis e oligossacarídeos que são prebióticos. Isto significa que eles contribuem para a manutenção da microbiota intestinal e assim estimulam o trânsito intestinal, cooperam com a consistência normal das fezes, previnem diarreia e constipação.
Este adoçante natural possui potássio, interessante para o equilíbrio da pressão arterial, cálcio, importante para a saúde dos ossos, ferro, necessário para a prevenção da anemia, e outros minerais.
NutrientesMel - 25 gramas
Calorias77.25 kcal
Carboidratos21 g
Cálcio2.5 mg
Magnésio1.5 mg
Ferro0.075 mg
Potássio24.75 mg
Fósforo1 mg
Fonte: Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos / Taco - versão 2, UNICAMP 
Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada, 25 gramas (uma colher de sopa), de mel carrega:
  • 7% de carboidratos
  • 0,5% de ferro
  • 0,25% de cálcio.

Benefícios do mel

Bom para dor de garganta: Sua avó estava certa! Como o mel possui ação antimicrobiana, capaz de impedir o crescimento ou destruir micro-organismos, ele é interessante para aliviar a dor de garganta momentaneamente. Mas é importante ressaltar que não há nenhum estudo científico comprovando que o mel trate as causas desse sintoma, como uma faringite por exemplo, e nem a evolução da doença relacionada a uma dor de garganta.

As característica do mel que fazem com que ele tenha esta ação antibiótica são: o baixo ph, proporcionando um ambiente ácido que pode inibir o desenvolvimento de muito micro-organismos, pouca quantidade de água, que não proporciona condições favoráveis para o crescimento das bactérias. Além disso, o mel possui o ácido glucônico que contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso antibactericida.

Bom para problemas respiratórios: Pesquisas mostraram que bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses micro-organismos estão a Haemophilus influenzae, responsável por infecções respiratória e sinusites, Mycobacterium tuberculosis, que leva a tuberculose, Klebsiella pneumoniae eStreptococcus pneumoniae, que causa a pneumonia. Nesse caso, vale a mesma ressalva em relação à dor de garganta. O mel pode ajudar aliviando os sintomas e o desconforto, mas não promove a cura da doença em si. O tratamento dessas doenças, portanto, deve ser indicado por um especialista.

Bom para o intestino: O mel pode ser um importante aliado na manutenção da microbiota intestinal (conhecida como flora intestinal), que são bactérias benéficas que carregamos ali. Contribuindo assim para um melhor trânsito intestinal, a consistência normal das fezes, prevenção de diarreia e constipação.

Com a microbiota boa, quando a pessoa consumir fibras as bactérias do bem transformam as fibras em ácidos graxos de cadeia curta, que impedem que os micro-organismos ruins do intestino invadam a corrente sanguínea e se espalhem pelo nosso corpo, criando uma defesa indireta.

Todos estes benefícios ocorrem porque o mel possui carboidratos não digeríveis e oligossacarídeos que são prebióticos, ou seja, contribuem para a manutenção da microbiota intestinal. Além disso, pesquisas mostraram que bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses microrganismos estão: Escherichia coli, causadora de diarreia e infecções urinárias eSalmonella species, que pode levar a diarreia.

Bom para pele: O mel é rico em antioxidantes, como ácidos fenólicos, os flavonoides e os carotenoides. Por isso, o alimento contribui para a diminuição dos radicais livres e assim previne o envelhecimento precoce e contribui para a pele mais bonita e saudável. O mel pode ser ingerido ou utilizado em cosméticos como sabonetes e cremes.

Ao ser passado na pele algumas pesquisas, entre elas uma da Universidade de Ouagadougou de Burkina Faso, observaram que o mel pode agir como cicatrizante de feridas e em casos de úlceras, queimaduras e abscessos na pele. Os micro-organismostaphylococcus aureus e salmonela typhimurium, ambos causadores de infecções em ferimentos, são sensíveis a ação antibacteriana do mel.

Ação antioxidante: Isto faz com que o mel ajude a diminuir os radicais livres e assim contribua para evitar o envelhecimento celular, proporcionando uma pele mais bonita e saudável e prevenindo doenças como o Alzheimer, cardiovasculares, entres outras.

As substâncias presentes no alimento que proporcionam este benefício são: ácido glucônico, os ácidos fenólicos, os flavonoides, certas enzimas, como a glicose oxidase, catalase e peroxidase, ácido ascórbico, hidroximetilfurfuraldeído e carotenoides.

Diminui os riscos de infecção urinária: Alguns estudos apontaram que bactérias causadoras de certas doenças são sensíveis a ação antibacteriana do mel. Entre esses microrganismos estão a streptococcus faecalis, proteus species e pseudomonas aeruginosa, todas elas podem causar a infecção urinária.

Melhora o sono e ajuda a relaxar: O mel estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. O alimento é um carboidrato fonte de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que é o hormônio responsável por baixar os níveis de estresse do organismo, melhorando o bem-estar. O mel tem uma função importante como regenerador da microbiota intestinal, quando combinado aos lactobacilos presentes no intestino. Sabe-se que mais de 90% da serotonina é produzida no intestino, portanto o mel ajuda a manter a integridade intestinal colaborando com uma melhor regulação neuro-endócrina, com mais serotonina e mais disposição e sensação de prazer.

Quantidade recomendada de mel

O quanto consumir de mel por dia pode variar entre uma colher de chá, cerca de 10 gramas, a uma colher de sopa, aproximadamente 25 gramas. É importante ressaltar que este alimento deve ser inserido em uma dieta saudável.

Como consumir o mel

O mel pode ser utilizado como uma substituição saudável ao açúcar refinado na preparação de bolos, tortas, biscoitos, entre outros doces. Também é interessante consumi-lo com torradas, frutas, iogurtes, sucos e até mesmo na receita de carnes.
Evite o aquecimento em excesso do mel, pois isto pode reduzir a acidez e a umidade do alimento e causar a perda de algumas enzimas, fazendo com que o alimento deixe de ter parte de suas propriedades benéficas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária orienta aquecer o alimento até no máximo 70 graus.
Mel cristalizado: Por ser uma solução rica em açúcar, quando armazenado em temperaturas abaixo da média da colmeia, que é entre 34 e 35 graus, o mel pode cristalizar. Para que ele volte ao estado líquido sem perder as propriedades nutricionais a orientação é colocar a quantidade a ser utilizada de mel em um pote em banho-maria a 45 graus durante cinco minutos. Deixe a água esfriar com o pote dentro.
Cuidados com a origem do mel: É importante ficar atento para a procedência do mel. Opte sempre pelo produto que tem as informações do fabricante e o selo do Serviço de Inspeção Federal (S.I.F). O S.I.F pertence ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal que tem por objetivo normatizar e autorizar a produção e comercialização de todos os alimentos de origem animal no Brasil.

Comparando o mel com outros alimentos

NutrientesMel - 25 gramasMelado - 25 gramasAçúcar refinado - 50 gramasAçúcar mascavo - 50 gramas
Calorias77.25 kcal74 kcal193.5 kcal184.5 kcal
Carboidratos21 g19.15 g49.75 g47.25 g
Cálcio2.5 mg25.5 mg2 mg63.5 mg
Magnésio1.5 mg28.75 mg0.5 mg40 mg
Ferro0.075 mg1.35 mg0.05 mg4.15 mg
Potássio24.75 mg98.75 mg3 mg261 mg
Fósforo1 mg18.5 mg0 mg19 mg
Fonte: Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos / Taco - versão 2, UNICAMP. 
*Comparação baseada nas quantidades diárias recomendadas de cada alimento. Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas. 
O mel é muito mais saudável para a alimentação do que o açúcar refinado. Enquanto o primeiro possui uma série de substâncias que proporcionam benefícios para o organismo, o segundo é somente fonte de calorias, sem outros nutrientes interessante.
Já o açúcar mascavo não passa pelo processo de refinamento e por isso preserva nutrientes em sua composição. Ele conta com boas quantidades de ferro, importante para evitar a anemia, e potássio, nutriente que participa do processo de equilíbrio da pressão arterial. Além disso, o alimento possui magnésio, fósforo e cálcio. Porém, o alimento não possui as propriedades antioxidantes, antibacterianas e prebióticas do mel.
O melado, que assim como o açúcar refinado e mascavo é derivado da cana de açúcar, é uma outra opção para adoçar, pois não passa pelo refinamento. Assim, ele possui boas quantidades de nutrientes semelhantes aos do mascavo, como o ferro e o potássio. Alguns estudos apontam que o melado é interessante para a prisão de ventre. Contudo, ele também não possui as propriedades antioxidantes, antibacterianas e prebióticas do mel.

Combinando o mel

Mel + cereais: O mel possui ação prebiótica que melhora a microbiota intestinal e os cereais, como aveia, são ricos em fibras. Com a microbiota boa, quando a pessoa consumir fibras as bactérias do bem transformam as fibras em ácidos graxos de cadeia curta, que impedem que os micro-organismos ruins do intestino invadam a corrente sanguínea e se espalhem pelo nosso corpo, criando uma defesa indireta.
Mel com leite é uma ótima combinação para o sono - Foto: Getty Images
Mel com leite é uma ótima combinação para o sono
Mel + leite: A combinação pode ser ótima para melhorar a qualidade do sono, principalmente para quem tem mais dificuldade de desligar o cérebro antes de dormir. A temperatura morna do leite é reconfortante, ajudando o corpo a relaxar. Além disso, o alimento é fonte de triptofano, aminoácido que melhora o bem-estar e prepara para o sono. Já o mel, além de também ser fonte de triptofano, é uma fonte de carboidrato simples, que também ajuda no sono, pois facilita a absorção do triptofano.

Contraindicações

O mel não deve ser consumido por crianças menores de um ano. Isto porque o alimento pode ter clostridium botulunum, bactéria causadora do botulismo. A doença pode causar problemas de saúde sérios como visão dupla e embaçada, fotofobia, tonturas, boca seca, constipação, comprometimento do sistema nervoso (dificuldades para engolir, falar, se mover) e comprometimento dos músculos respiratórios. Esta quantidade de bactéria presente no mel pode ser prejudicial para crianças com menos de um ano porque elas não possuem a microbiota completamente formada. Para os adultos saudáveis esta quantidade de clostridium botulunum não é prejudicial.
Além disso, o mel não é recomendado para pessoas que possuem diabetes. Isto porque este alimento rico em açúcar pode levar a picos de glicemia no organismo. Grávidas também devem ficar atentas ao mel e procurar incluí-lo em uma dieta saudável, a fim de evitar o risco de diabetes gestacional.

Riscos do consumo excessivo

Como o mel é muito calórico e rico em açúcar o consumo em excesso pode causar o ganho de peso. Além disso, grandes quantidades de mel, assim como o açúcar, podem elevar os níveis de glicose no sangue rapidamente, fazendo com que os níveis de insulina aumentem e consequentemente a longo prazo isso pode levar a resistência à insulina que favorece o diabetes tipo 2.


Fontes consultadas: Nutrólogo Roberto Navarro (CRM SP 78.392) 
Nutricionista Karina Valentim da PB Consultoria em Nutrição
http://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/17132-mel-o-alimento-aliado-do-intestino?utm_source=news_mv&utm_medium=hoje_no_mv&utm_campaign=4080724

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Câncer de intestino: Setembro Verde alerta para o segundo tipo de câncer que mais mata

Setembro Verde 

O câncer de colo de intestino é o segundo tipo de câncer que mais mata no mundo e em frequência fica atrás dos tumores de próstata ou mama. Nos últimos anos, a incidência da doença vem aumentando e, consequentemente, a sua mortalidade também. Quanto antes o câncer foi identificado maiores são as chances de cura, por isso, a prevenção é fundamental. O Setembro Verde é uma campanha criada para reforçar os métodos preventivos a serem realizados em relação à doença e para que a sociedade tenha consciência dos riscos da patologia.

De acordo com o médico gastroenterologista do Hospital Unimed Criciúma, Josue Ferreira, a doença acomete mais pessoas acima dos 50 anos, indivíduos que possuem histórico de câncer no intestino na família, além de fumantes e pessoas acima do peso. "A recomendação é que todos que tenham acima dos 50 anos procure um médico para fazer o exame, mesmo que não tenha nenhum sintoma”, alerta o especialista.

Um em cada sete casos de câncer de intestino ocorre em pacientes jovens, os casos não são frequentes, mas existem. No entanto, quanto maior a idade, maiores são as chances de câncer intestinal. "Por volta dos 70 anos quase 10% da população vai sofrer alguma lesão no intestino”, salienta Ferreira. Se o paciente possui menos que 50 anos e apresenta os seguintes sintomas de alerta: sangue nas fezes, emagrecimento e alteração do ritmo intestinal – tanto diarreia quanto a ausência da evacuação – ele também deve procurar um médico.

Em relação à prevenção alguns métodos devem ser praticados, sendo que o mais simples seria a pesquisa de sangue oculto nas fezes. Caso o sangue na evacuação se confirme, o paciente será encaminhado para o exame de colonoscopia. "A pesquisa oculta nas fezes, além de simples é a forma mais barata a nível de população, deve ser feito anualmente para que se obtenha benefícios. Este procedimento pode ser realizado em laboratório”, comenta o especialista. Porém, segundo Ferreira, a colonoscopia, um procedimento realizado no Hospital Unimed Criciúma, é a forma mais eficiente de identificar a doença.

Para a realização da colonoscopia é preciso fazer uma limpeza intestinal. "O paciente tem que seguir uma dieta leve e tomar relaxativos. Este processo ocorre de um a dois dias antes do procedimento, que é realizado com sedação e possui uma duração média entre 20 e 30 minutos”. Ainda segundo Ferreira, existe um pouco de preconceito ou constrangimento em relação ao câncer de intestino. "As pessoas ficam com vergonha de relatar seus problemas com o intestino, é mais uma barreira para adiar o tratamento, que, dependendo do seu estágio, pode estar agravado”.

O especialista ressalta que os países em desenvolvimento, como o Brasil, ainda não atuam em formas de prevenção, o que vai causar um impacto de câncer no intestino nos próximos 15 ou 20 anos. "Os Estados Unidos, por exemplo, é um país que atua na prevenção do câncer de intestino há 25 anos e, de lá para cá, houve uma redução na mortalidade da população”, compara.

Fonte: Forquilha Notícias
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Médico alerta para perigos do câncer de estomago

O estômago é um órgão que faz parte do sistema digestivo e tem a função de processar os alimentos ingeridos, extraindo deles vários nutrientes. Essencial para a boa qualidade de vida, este órgão pode sofrer com o crescimento de células anormais e consequentemente com o Câncer de Estômago. Para falar mais sobre o assunto o especialista em cirurgia geral e do aparelho digestivo da Unimed Vale do São Francisco, Thiago Jardim Pereira, comenta a respeito das causas e tratamentos desta doença.

"O câncer de estomago é um tumor maligno que surge no estômago e decorre de uma replicação exagerada e descontrolada de células do próprio organismo. No Brasil, o câncer de estômago é o quarto mais incidente na população masculina e sexto na feminina”, ressalta o médico.

Segundo Pereira, os principais fatores de risco para câncer gástrico são "Familiares próximos que tenham tido essa doença, tabagismo, idade maior do que 50 anos, infecção do estomago pela bactéria Helicobacter pilory, dieta rica em alimentos defumados e em conserva, obesidade, cirurgia gástrica previa, sangue tipo A, anemia perniciosa, gastropatia hipertrófica, e algumas síndromes hereditárias, como Peutz-Jeguers”, pontua o especialista.

Para prevenir é preciso evitar os fatores de risco, e principalmente com acompanhamento médico. Recomenda-se endoscopia digestiva alta para pacientes de risco.

O melhor exame para diagnóstico do câncer gástrico é a endoscopia digestiva alta com biopsia. "Este exame deve ser realizado em todos os pacientes com fatores de risco, especialmente próximos dos 50 anos” comenta Pereira.

"O único tratamento curativo é a cirurgia, chamada gastrectomia (retirada do estômago). Pode ser necessária a retirada total ou parcial do estômago, a depender da localização do tumor. Muitas vezes também são necessárias a radioterapia e a quimioterapia”, alerta o cirurgião.

Fonte: O Diário da Região in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/medico-alerta-para-perigos-do-cancer-de-estomago/9833/7/

sábado, 10 de setembro de 2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Setembro Dourado: cura do câncer infantil chega a 70% dos casos com diagnóstico



O câncer infantil figura atualmente como a segunda causa de morte na faixa etária entre 1 e 19 anos, perdendo apenas para causas externas, como acidentes e violência. Apesar disso, o índice de cura pode chegar a 70% dos casos se houver diagnóstico precoce. O alerta é da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica e da Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer que promove a campanha Setembro Dourado no intuito de ampliar a conscientização em prol da causa.
De acordo com as entidades, no Brasil, a taxa de cura do câncer infantil gira em torno de 50% dos casos – índice bastante distante de países como os Estados Unidos, onde a taxa é de 80%. A campanha destaca que o tratamento, nestes casos especificamente, vai muito além do papel exercido por hospitais e defende o empenho de diversos setores na luta contra a doença.
Câncer em crianças X câncer em adultos
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam 12 mil novos diagnósticos de câncer infantil no Brasil a cada ano, com pico de incidência na faixa de 4 a 5 anos e um segundo pico entre 16 e 18 anos.
Os tipos mais comuns de câncer entre adultos são os carcinomas (como câncer de pulmão e câncer de mama), provocados, em parte, por fatores ambientais e estilos de vida. Já em crianças, os tipos mais comuns são leucemia, tumores no sistema nervoso central e linfomas (câncer dos gânglios linfáticos), geralmente com origem em células que se desenvolveram em estágios iniciais da gestação.
Câncer infantil é doença familiar
A campanha defende ainda que o profissional de saúde que atende uma criança com câncer deve estender o tratamento a toda a família do paciente, uma vez que o câncer infantil é visto por especialistas como uma espécie de câncer familiar e não de um único indivíduo apenas.
A proposta é que a sociedade civil organizada exerça papel fundamental de dar apoio psicológico, principalmente aos que estão em outra cidade para o tratamento e o acolhimento da família e da criança.
“A luta pelo câncer infantojuvenil é de todos – governantes de todas as esferas, pais, educadores, profissionais da saúde, voluntários, cidadãos. Assim, quanto mais informações sobre a doença forem disseminadas na sociedade e cada um assumir o papel de promoção pela cura, alcançaremos a meta, pois não há prêmio melhor do que uma criança curada.”
Sinais a serem investigados
Os principais sinais de investigação em relação ao câncer infantil são:
- vômitos associados a dores de cabeça (sem náusea)
- desequilíbrio ao andar
- dificuldade na visão
- dores ósseas ou nas articulações
- movimentos limitados
- palidez insistente
- febre persistente
- emagrecimento
- fraqueza
- irritabilidade
- sudorese excessiva
- manchas roxas no corpo ou em pálpebras
- sangramento em geral
- diarreias crônicas
- dores frequentes nos dentes, não associadas a cáries
- dores abdominais prolongadas
- ínguas, gânglios ou nódulos indolores, com rápido crescimento, principalmente no pescoço, axila ou virilhas
- nódulos ou pintas na pele, que crescem ou mudam de cor
- secreção crônica drenada pelo ouvido
- desenvolvimento precoce de caracteres sexuais
- na região dos olhos, pupila branca ou totalmente dilatada, protrusão do globo ocular.
Edição: Maria Claudia in http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-09/setembro-dourado-cura-do-cancer-infantil-chega-70-dos-casos-com-diagnostico