segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Sintomas de câncer de orofaringe que você deve conhecer: muito importante!

O câncer de orofaringe não se associa apenas ao hábito do tabaco. Esta doença localizada na boca, língua, palato e faringe está relacionada também com os raios solares e com o vírus do papiloma humano (VPH).

Cabe dizer que, apesar de que este tipo de câncer não tem uma alta incidência, aparece sobre tudo a partir dos 50 anos.

À medida que aumenta a expectativa de vida também se eleva a aparição desta enfermidade que, de maneira geral, é mais comum nos homens.

É importante conhecer seus sintomas iniciais, em especial porque podem ser confundidos com simples herpes, aftas ou uma infecção bucal, coisas que todos já tivemos alguma vez.

O problema se complica mais nos não fumantes. Quando falamos do câncer de orofaringe, muita gente logo o associa apenas a pessoas fumantes.

Entretanto, fumantes ou não, todos nós temos probabilidade de sofrer com essa doença.

É então vital dispormos de adequada informação para nos advertirmos de seus sintomas na fase mais inicial.

Sintomas do câncer de orofaringe

A grande maioria dos cânceres de orofaringe  iniciam na forma de carcinomas.

Os carcinomas são um tipo muito específico de células em formato de escamas pequenas e planas. Não são apenas simples feridas, simples aftas.

É habitual que as pessoas com um sistema imunológico debilitado, acostumadas a terem infecções bucais, feridas ou sangramentos de gengiva, por exemplo, não percebam essa sintomatologia previa associada a esta enfermidade.

Entretanto, se o médico fizer uma exploração adequada dessa área da língua ou da faringe, pode diagnosticar. 

Em seguida, é através de uma biopsia que se determina e confirma a presença deste tipo de doença oncológica.

Vejamos agora os principais sintomas.

Mudanças físicas na boca


O sintoma mais inicial do câncer de orofaringe é o desenvolvimento de pequenas feridas que nunca se curam.

Por sua vez, também é habitual a aparição de manchas vermelhas ou brancas tanto na área da língua, na gengiva ou, inclusive, nos cantos dos lábios.

É importante estar consciente de que qualquer mudança não habitual que não melhore com o passar dos dias, um médico deve ser consultado.

Pequenas moléstias que se agravam com o tempo

Outra das características mais habituais do câncer de orofaringe é a dor ao mastigar ou tragar. As pessoas que possuem dentadura postiça notam que, de um dia para o outro, suas próteses machucam, causam sangramentos e dor.

Até falar pode ser algo doloroso.

Mover a língua ou, inclusive, só com um toque na mandíbula aparece a dor, a moléstia persistente.
A dor pode se irradiar até os ouvidos.

A sensação de ter "um nódulo” na garganta

Essa dificuldade para engolir, a sensação de ter sempre esse ardor tão habitual nas amígdalas ou, inclusive, chegar a tossir sangue em alguns casos, é algo que jamais deve ser descartado.

Cabe dizer, não obstante, que muitas vezes estas moléstias podem acontecer devido a algo sem importância e, inclusive, que esse tumor que se desenvolveu na área da faringe seja benigno.

O mais importante é encontrar um diagnóstico cedo e, para isso, é preciso estar atento a essas mudanças.

Perda de peso inexplicável

A maioria das enfermidades oncológicas inicia com perda de peso. No caso do câncer de orofaringe, é comum que a pessoa deixe de ter fome e, inclusive, não consiga mastigar de maneira normal.

Além disso, o sistema imunológico sempre está com as defesas baixas e isso fará, sem dúvidas, que se vá perdendo peso pouco a pouco.

Podemos prevenir o câncer de orofaringe?

Como geralmente comentamos muitas vezes em nosso espaço, nenhuma enfermidade pode ser prevenida em 100%.

Podemos, isso sim, controlar seus desencadeantes para reduzir assim sua aparição, na medida do possível.

Este tipo de câncer associa-se a diversos fatores:

  • O tabaco
  • O álcool
  • O vírus do papiloma humano (VPH). O tipo associado com o câncer de garganta (incluindo o câncer de orofaringe) é o VPH16.
  • A luz ultravioleta. O câncer de lábios, por exemplo, é mais comum nas pessoas que trabalham ao ar livre e que, portanto, estão mais expostos a luz solar.
  • Má alimentação e sistema imunológico debilitado.
  • Enfermidades genéticas como a Anemia de Fanconi.

Conhecendo seus desencadeantes, seria interessante que, sem obsessões, nos limitássemos a cuidar dos nossos hábitos de vida.

Deixar de fumar, comer de forma variada e equilibrada, assim como utilizar protetores solares para a pele e para os lábios, nunca será demais.

Para concluir, o mais importante nestes casos é não ter medo. Não temer, por exemplo, e manter a consulta com o médico para que ele faça uma simples exploração.

Vale a pena ser uma pessoa precavida e lembrar sempre de que a nossa saúde nunca deve ficar em segundo plano.

Fonte: Melhor com saúde
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sintomas-de-cancer-de-orofaringe-que-voce-deve-conhecer-muito-importante/10238/7/

domingo, 8 de janeiro de 2017

INCA - SELEÇÃO PARA BOLSAS DE PESQUISA ONCOLÓGICA

INCA abre processo seletivo para bolsas de Pesquisa Oncológica

    Está disponível o edital de abertura de processo seletivo para bolsas de formação em Pesquisa Oncológica no INCA. As modalidades para novas bolsas são Aperfeiçoamento (nível I e II), Pós-Doutorado e Especialização Pós-Residência (EPR). Para renovação, há bolsas em Iniciação Científica, Aperfeiçoamento (nível I e II) e Pós-Doutorado. Segundo o edital, só poderão ser contemplados projetos de pesquisa primariamente desenvolvidos no INCA e que tenham pesquisadores do INCA como orientador principal.
    As inscrições podem ser feitas do dia 23 de janeiro até o dia 3 de fevereiro, das 9h30 às 16h, na Secretaria de Pós-Graduação Stricto Sensu, na rua André Cavalcanti, 37 (1º andar), no centro do Rio de Janeiro.
    Confira a ficha de inscrição e o edital do programa com mais informações.
    Fonte: INCA

    Temperos Saudáveis

    Além de cebola, alho, folha de louro, cebolinha, salsinha são muito importantes na alimentação. Mas há outros produtos saudáveis para inclusão nos nossos pratos.

    Outras sugestão de temperos para combinar em casa:

    Açafrão da terra ou cúrcuma -  É uma planta da mesma família do gengibre. É utilizada em comidas principalmente na região de Goiás. Participa da composição de currys e do molho de mostarda.

    Coentro (Coriandrum sativum) - Pode ser usado tanto a folha, que possui um sabor e cheiro mais acentuado, quanto a semente que possui um aroma mais delicado. Pode ser utilizado em preparações como peixes assados, frangos, churrascos e sopas.

    Gengibre (Zimgiber officinalle) - É uma raiz, tem um sabor bem forte e pode ser utilizada em bebidas quentes (quentão), biscoitos, pães e carnes.

    Orégano (Origanum vulgare) - É uma erva rasteira, com aroma bem forte. Pode ser usada para enfeitar, condimentar e aromatizar. Muito utilizada em molhos, bifes, pão, pizzas e também para temperar queijos. 

    Páprica - É um pó vermelho que é extraído do pimentão. Existem dois tipos: a apimentada e a doce, mais suave. Utilizada em ensopados, patês, saladas, carnes e aves.

    Fonte: Na Cozinha frutas, legumes e verduras 

    http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52187-10-dicas-pratica-para-ter-habitos-alimentares-mais-saudaveis-jan-2017

    quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

    EM 2016 GRUPO SE TOQUE PROPORCIONOU SEIS MIL ATENDIMENTOS



    Em 2016 o Grupo Se Toque cumpriu mais uma vez seu objetivo principal que é amenizar os impactos do diagnóstico de câncer em pacientes de Itabuna e cidades circunvizinhas. Através do voluntariado e da cooperação entre seus membros foi possível encaminhar este ano 200 pacientes para realização de mamografia gratuita, orientar 1200 pessoas sobre autoexame e beneficiar 2.640 pessoas com o Café com Amor, realizado semanalmente entre pacientes e acompanhantes.
    O grupo, que realiza um trabalho de apoio aos pacientes, unido pelo sentimento de amor fraterno proporcionou ainda, durante a campanha Outubro Rosa 2016, atividades de orientação para pacientes, palestras, rodas de conversa, oficinas da mama e de nutrição. O objetivo é sensibilizar para a importância da detecção precoce e tratamento do câncer de mama. O grupo reforçou o trabalho em escolas, unidades de saúde, empresas, igrejas, priorizando espaços onde há menor acesso à informação.
    Por meio de parcerias o Se Toque garantiu que pacientes com baixa renda tivessem acesso a diversos serviços de saúde a exemplo de: aferição de pressão arterial - 150 pessoas; teste de glicemia - 155 pessoas; oficina da mama - 300 pessoas; rodas de conversa - 150 pessoas; palestras - 700 pessoas; oficina de autoestima - 35 pessoas. Ainda realizaram auxílio Fraterno, que este ano garantiu 30 visitas a pacientes acamados, 305 pacientes atendidas com amparo emocional, 80 pacientes com apoio nutricional e 15 com suporte em medicamentos. Para abordar o tema da campanha Outubro Rosa 2016, “Vida Saudável”, foram consideradas as diversas dimensões que envolvem o assunto: amor, alimentação, atividade física, paz, trabalho, saneamento, educação, transporte, segurança e lazer.
    Numa perspectiva do relacionamento com Deus, com si próprio, com o outro e com o mundo. Nesse sentido, foram realizadas palestras sobre voluntariado, autoestima, objeto perdido, perda auditiva em pacientes oncológicos e câncer de mama. Além disso, o grupo esteve presente em eventos como: Mutirão de Saúde da Mulher, no Bairro Santo Antônio; 12ª Semana de Enfermagem da Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC; I Mutirão de Serviços e Bem Estar, do Dia da Responsabilidade Social da FTC; e Feira de Saúde do curso de Enfermagem da FTC.
    Também participou da Audiência Pública da Mulher Outubro Rosa/Novembro Azul, do Núcleo Regional de Saúde Sul. O trabalho é extenso, mas o Grupo Se Toque não dispõe de recursos próprios e suas atividades dependem sempre do voluntariado, doações e do auxílio de pessoas e empresas. “Pessoas anônimas, simples, tornam possíveis muitas de nossas ações”, afirma a coordenadora do grupo Sueli Dias. Eles realizam suas reuniões semanalmente para pacientes, acompanhantes e voluntários, sempre às sextas-feiras. Para 2017, Sueli espera agregar novos voluntários, sensibilizar corações para ampliar a assistência a pacientes, além de manter o trabalho de conscientização da população sobre a adoção de hábitos saudáveis de vida.
    Ela afirma que “a palavra mais forte para o ‘Se Toque’ é ‘esperança’. Cremos que sempre há uma possibilidade, um caminho. Que a união, a compaixão, a fé podem transformar o olhar e promover novas atitudes. Que o amor constrói pontes e abre portas e janelas”, comentou como um desejo para o ano que chega. Sueli completa “é preciso vencer a falta de conhecimento, o medo e a falta de recursos, entraves para uma maior chance de cura no tratamento do câncer. A campanha Outubro Rosa termina, mas o trabalho continua”, concluiu. Quem quiser ajudar o Grupo Se Toque pode entrar em contato com Sueli Dias, pelo telefone (73) 98819-1344.
    Fonte: http://www.ipolitica.blog.br/?limit=12&start=60

    CAMPANHA JANEIRO BRANCO

    Uma campanha de conscientização da saúde mental para a qualidade de vida

    O “Janeiro Branco” é uma campanha de conscientização em favor da saúde mental, criada em 2014, em Minas Gerais, por psicólogos e psiquiatras, e que hoje cresce em todo o País. A exemplo de outras campanhas, como o “Novembro Azul” e o “Dezembro Laranja”,  a iniciativa pretende introduzir uma nova temática na agenda nacional, destacando a saúde mental como condição necessária à vida moderna.
    Em sua terceira edição, a campanha deste ano tem como tema “Quem cuida da mente, cuida da vida”. O objetivo dos idealizadores, é debater e difundir o conceito de saúde mental com a sociedade brasileira, apresentando-a como uma condição necessária para o bem-estar, o trabalho e a convivência social. Um assunto pouco abordado em saúde pública, mas que afeta a qualidade de vida de todos nós.
    O “Janeiro Branco” propõe a realização de uma série de iniciativas, em caráter colaborativo, como palestras, fóruns, debates, caminhadas e exposições pela sociedade organizada, cidadãos e poder público, para mostrar a importância do tema para o bem-estar integral do ser humano e a defesa de políticas públicas.

    A importância da campanha

    Os transtornos mentais são um problema atual que afetam pessoas de todas as idades, culturas e perfis socioeconômicos. Estudos apontam que cerca de 20% da população mundial terá um problema ou distúrbio mental, em algum momento da vida. A depressão, por exemplo, já é considerada o mal do século e o segundo maior problema de saúde pública, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
    No Brasil, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) calcula que mais de 40 milhões de pessoas têm algum distúrbio mental. A previsão é de que nos próximos anos, 10% das mulheres e 6% dos homens terão algum episódio depressivo. Além da depressão, outras doenças psiquiátricas também tornaram-se conhecidas dos brasileiros, como os transtornos de ansiedade, a bipolaridade e a síndrome do pânico.

    Saúde mental e qualidade de vida

    Na capital paulista, por exemplo, uma pesquisa realizada em 2011, pelo Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas, apontou que 30% dos paulistanos sofrem com algum tipo de transtorno mental, como hiperatividade, ansiedade, transtornos de conduta, ataque de raiva, déficit de atenção e depressão.
    A pesquisa ouviu mais de cinco mil pessoas, entre 2004 e 2009, na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e confirmou dados da OMS, que apontam a depressão, por exemplo, como um problema grave de saúde pública, além da primeira primeira causa de incapacitação no trabalho e também de morte precoce.

    Em defesa da saúde mental

    Cuidar da saúde mental é essencial ao bem-estar integral do indivíduo, pois afeta diretamente a vida, os relacionamentos, as atividades e o convívio social. Portanto, colocar a saúde mental em debate no País, é uma iniciativa não apenas louvável, mas absolutamente necessária, que conta com o apoio do ExamineJá.
    Falar de saúde mental é falar também de qualidade de vida, e não há como negar os efeitos negativos da violência, do estresse e de outros problemas atuais, como o alcoolismo, o preconceito, a escalada crescente das drogas, bem como a discriminação e a intolerância religiosa ou de gênero, em nossas vidas.
    A vida moderna, com suas múltiplas jornadas, também podem desencadear problemas psicológicos e sociais, principalmente às mulheres. Cada vez mais presentes e atuantes, as mulheres são mais sensíveis, do ponto de vista emocional, do que os homens, e por isto mesmo, mais propensas a desenvolver transtornos e fobias.

    Mente sadia em um corpo sadio

    Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria dos transtornos mentais aparecem na infância: 50% antes dos 14 anos e 75% dos casos, antes dos 24 anos, e se não tratados podem evoluir até a idade adulta. A prevenção na área de saúde mental também é vital para o bem-estar e a qualidade de vida futura.
    Mais do que nunca, vale a máxima: “mente sadia em um corpo sadio”. Não há como cuidar da saúde física e abrir mão da saúde mental. É um contrassenso. São dimensões que se completam e harmonizam. Se houver algum problema, mesmo o mais leve, é necessário buscar assistência para prevenir complicações futuras.

    Cuide de você por inteiro

    O que vale dizer: como anda a sua saúde mental? Seus sonhos, projetos e emoções estão em equilíbrio? Sente ansiedade, desconforto, confusão mental ou conflito interior com frequência? São perguntas simples que fazem parte da vida e que também precisam de resposta, de atenção, de tratamento especializado.
    Tenha você também um olhar diferente para a vida. Cuide do seu interior, das suas emoções, da sua saúde mental. O ExamineJá possui um cadastro de psicólogos e psiquiatras que podem ajudar você a encontrar respostas para essas e outras perguntas. O importante é você estar bem. Por inteiro.
    Referências: Site da campanha “Janeiro Branco” (Institucional)
    Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)
    Portal G1, Globo, Ciência e Saúde
    Folha de S. Paulo Online
    http://blog.examineja.com.br/janeiro-branco-a-saude-mental-em-equilibrio/

    QUANDO O CIÚME É UMA DOENÇA

    • Cuidado! O ciúme patológico é um transtorno mental. Ao falar sobre o ciúme patológico já não se fala mais sobre um pequeno formigamento que nos faz sentir inseguros sobre o amor de nosso parceiro, aqui falamos sobre o ciúme em outro nível, em um nível patológico e disfuncional. Este transtorno é um tormento para quem sofre e ameaça destruir não só o casamento e a família, mas também as vidas daqueles ao redor da pessoa. O que é o ciúme patológico? Quais são os sintomas? É possível curar essa doença?
    • Definição da patologia

      De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM IV 297.1 e o CIE-10 F22 o ciúme patológico é um subtipo de transtorno delirante ou delírios. Este transtorno era comumente conhecido como paranóia.
      Para o Dr. Roque Duran del Rivero, renomado psiquiatra espanhol, o indivíduo preserva muitos aspectos normais de sua personalidade, mas sua vida é gradualmente afetada pela intensidade e intromissão de delírios.
      A ilusão pode ser definida como uma ideia errada ou equivocada que é mantida pelo paciente de maneira inabalável.
    • Os sintomas ou características do transtorno

      • A pessoa mantém a ilusão com convicção absoluta.
      • Embora a evidência e a lógica mostrem o contrário, a pessoa em causa, permanecerá imutável em sua ideia. No caso do ciúme patológico, é a ideia de que ela está sendo enganada por seu parceiro.
      • O conteúdo dos delírios é improvável e, por vezes, chegam ao extremo de ser fantasiosos.
      • A pessoa pode experimentar sintomas depressivos intermitentes, ou até mesmo um quadro completo de depressão.
      • Neste distúrbio, uma lesão cerebral ou um transtorno psicótico, devido ao consumo de substâncias psicoativas é descartado.
      • A pessoa pode experimentar intolerância, irritabilidade extrema, agressividade e confrontação que não é limitada ao seu cônjuge, nem a sua família, mas se extende ao seu círculo social.
    • Como esse distúrbio afeta quem sofre dele e sua família?

      Qualquer esclarecimento aqui parece óbvio. No entanto, é importante mencionar o quão debilitante pode ser para uma pessoa que sofre desta doença. As ideias persistentes e fora de controle de uma traição ou infidelidade podem ofuscar a razão do indivíduo com resultados fatais. A pessoa permanece sem paz e tira a de sua família também; principalmente a do cônjuge, a quem perseguem, ameaçam e agridem física e emocionalmente.
    • É possível curar esta doença?

      A resposta é sim, mas você deve recorrer a um profissional de saúde mental.
      Para começar, é necessário um diagnóstico inicial para determinar o grau de evolução da patologia. É importante documentar-se tentando estabelecer as diferenças entre o ciúme, que até certo ponto é normal, e o ciúme patológico. Se você definitivamente se identificar com as características ou sintomas mencionados, é melhor não esperar e procurar ajuda profissional. Sem ajuda é impossível controlá-lo. Em alguns casos, a medicação é necessária para neutralizar a ansiedade e outras manifestações emocionais.
    • Cuidado com o consumo de bebidas alcoólicas e drogas psicoativas

      É bem provável que a predisposição para a doença se agrave e alcance grandes níveis de caos sob a influência de álcool ou drogas psicoativas. É importante notar que a desordem pode permanecer oculta e a pessoa pode ocultar seus delírios durante algum tempo. Isto é especialmente verdade quando se engaja um contato com o dito distúrbio. Conforme você ganha confiança na relação afetiva, sua patologia vai se transbordando até se tornar evidente.
    • Se você ou seus filhos estão expostos

      Não se deixe levar pelo sentimento afetivo. Na maioria das vezes o que acontece é que, quando a pessoa que sofre de ciúme patológico estoura, pode inclusive agredir fisicamente e depois disso ela irá experimentar um grau de tranquilidade interior ao desabafar sua fúria. Então virá o momento em que irá pedir desculpas e prometer mudar. O próprio amor por essa pessoa é o que deve motivar a procura de ajuda profissional, tentando salvar a vida e a integridade de seu parceiro, a sua e a de seus filhos.
      O ciúme patológico não é uma expressão de amor, é uma doença e precisa de um tratamento terapêutico para ser superada.
    • https://familia.com.br/8530/ciume-patologico-ciume-doentio-que-ira-destruir-o-seu-casamento

    EXCESSO NO CONSUMO DE CARNE AUMENTA O RISCO DE CÂNCER

    Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, de autoria de Aline Martins de Carvalho, indica que o preparo de carnes vermelhas em altas temperaturas está associado ao risco de surgimento de câncer e outras doenças. Os resultados estão apresentados na tese de doutorado Consumo de carnes e aminas heterocíclicas como fatores de risco para câncer, que verifica em humanos uma associação que já era bem estabelecida em pesquisas com animais.

    Já durante seu estudo de mestrado, que também investigava a relação entre o consumo de carne e doenças, a pesquisadora notou que mais de 75% da população da cidade de São Paulo consumia em excesso carne vermelha e processada (hambúrgueres, salsicha, nuggets, entre outras) – muito acima do limite de 500 gramas por semana recomendado pelo World Cancer Research Fund, órgão norte-americano para prevenção do câncer. Diante disso, ela decidiu se aprofundar na ligação entre o consumo de carne vermelha e o desenvolvimento da doença.

    Aline explica que o risco está associado principalmente às carnes "bem passadas”. Isso porque, durante o preparo a altas temperaturas, são formados compostos carcinogênicos (indutores das mutações que causam o câncer) nas partes mais escuras da carne, os pontos onde ela esquenta até quase queimar. Tais substâncias são compostos orgânicos nitrogenados chamados aminas heterocíclicas. "Quanto mais bem passada a carne, maior o teor delas”, afirma a pesquisadora.

    Estresse oxidativo

    A metabolização dessas substâncias – as aminas heterocíclicas – pelo fígado gera espécies reativas, mais conhecidas do público como radicais livres, que podem dar origem ao estresse oxidativo. De acordo com a nutricionista, trata-se de um processo que acontece em nosso corpo toda vez que a quantidade gerada desses radicais é maior que a nossa capacidade de neutralizá-los. "As espécies reativas em excesso podem gerar danos a proteínas, lipídeos e ao nosso DNA. Quando não há reparação desses danos, pode-se aumentar o risco de doenças”, diz.

    Pesquisa semelhantes, que mostram in vitro ou em modelos animais a relação entre o consumo destes compostos, o estresse oxidativo e o desenvolvimento de tumores já haviam sido feitas. Os estudos em humanos, porém, ainda são raros. Para sua realização, foram utilizados dados de um inquérito de saúde com amostras de 560 pessoas da cidade de São Paulo. Dados de ingestão alimentar foram obtidos a partir de diários alimentares e questionários de frequência alimentar. Após extraídas amostras de DNA do sangue coletado, análises avaliaram a exposição ao câncer a partir da presença de marcadores que permitiram estimar o estresse oxidativo e o dano ao DNA.

    Prevenção

    A recomendação é que deve-se consumir a carne cozida ou, antes de levar ao fogo, mariná-la no limão, alho e cebola. Colocá-la no microondas por três minutos também pode ajudar. Aline explica que "marinar a carne no limão, alho e cebola previne a formação destes compostos, possivelmente em função dos compostos bioativos presentes no limão, no alho e na cebola”. Aquecer no microondas também reduz a formação das aminas heterocíclicas, pois a pessoa tende a deixar a carne menos tempo no fogo.


    É importante ressaltar que apesar da carne bem passada aumentar o risco de doenças, não se recomenda o consumo de carne mal passada, pois esta também está associada ao surgimento de doenças, em especial as parasitoses. "O ideal é reduzir o consumo de carne total, uma vez que ele é muito elevado em São Paulo e no Brasil. Quando for consumir, optar pela carne cozida (por exemplo: feita na panela de pressão que não forma as crostas pretas) ou utilizar as técnicas recomendadas para reduzir a formação destes compostos”, recomenda Aline.

    A tese de doutorado Consumo de carnes e aminas heterocíclicas como fatores de risco para câncer teve orientação da professora Dirce Maria Lobo Marchioni e foi defendida na FSP em outubro de 2016.

    Fonte: Jornal da USP