quinta-feira, 2 de março de 2017

Curso de Atualização a Distância: O Elétron na Radioterapia

Objetivo: Atualizar conhecimentos para execução dos procedimentos de dosimetria dos feixes de elétrons e dos respectivos testes de controle de qualidade com eficácia e segurança.

Ementa: Definições e história da descoberta do elétron; processo de produção de feixes de elétrons; tratamentos associados às diversas patologias oncológicas; instrumentação de dosimetria para uso em feixes de elétrons; calibração da câmara de placas paralelas; caracterização da energia dos feixes de elétrons; calibração do feixe de elétrons; teste de controle de qualidade, acidentes em radioterapia.

Público-alvo: Físicos médicos ou especializandos em física médica na área de radioterapia.

Carga horária total: 40 horas

Coordenação: Roberto Salomon de Souza e Anna Maria Campos de Araújo

Mais informações:
Secretaria Acadêmica / SECAD - Rua Marquês de Pombal, 125 - 3º andar - CEP:20230-240 - Centro - Rio de Janeiro- RJ
Atendimento ao público: 9h às 16h

E-mail: secad@inca.gov.br

Período de realização: De 03 de abril a 03 de junho de 2017

Duração: 2 meses

Modalidade: A distância

Caracterização das aulas: Teórico-práticas

Regime de aulas: 5 (cinco) horas por semana - com tutoria e material didático

Local: Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)

Avaliação: Será informada no 1º dia de aula

Critério(s) para certificação: Farão jus ao certificado de conclusão do curso os discentes que cumprirem os critérios de avaliação (entrega de todas as atividades e aproveitamento maior ou igual a 70%).
Fonte: https://inscricaoonline.inca.gov.br/ie_eventos/eventos_hotsite.asp?id=4283&id_idioma=1&id_conteudo=7745 acesso em 02/03/17 às 14:32

Curso de Atualização em Mamografia para Técnicos em Radiologia

Objetivo: Atualizar os conhecimentos para realização da mamografia com a melhor qualidade possível, seguindo as normas técnicas, padrões e condutas recomendados.

Ementa: Anatomia, Fisiologia e Doenças da Mama. O Câncer da Mama. A Mamografia na Prática Clínica. O Papel do Técnico em Mamografia. Técnica de Realização da Mamografia. Controle de Qualidade em Mamografia. Proteção Radiológica.

Público-alvo: Técnicos em Radiologia ou Tecnólogos em Radiologia

Carga horária total: 60 horas

Coordenadora: Sonia Maria da Silva Sabino

Mais informações:
Secretaria Acadêmica / SECAD - Rua Marquês de Pombal, 125 - 3º andar - CEP:20230-240 - Centro - Rio de Janeiro- RJ
Atendimento ao público: 9h às 16h
E-mail: secad@inca.gov.br

Fonte: https://inscricaoonline.inca.gov.br/ie_eventos/eventos_hotsite.asp?id=4263&id_idioma=1
acesso em 02/03/17 às 14:28hs

Alongamento faz bem para a saúde

Você já deve ter escutado que exercícios são importantes para a saúde, e que uma parte importante dessa atividade é o alongamento. Mas como saber qual é a melhor maneira de realizar a prática? Em que momento o alongamento é importante e quais os benefícios que trazem para o nosso corpo? Para tirar todas essas dúvidas, o Blog da Saúde conversou com o professor de Educação Física da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) de São Paulo, e o fisiologista do exercício, Gilberto Coelho. Confira:
Blog da Saúde: O que o alongamento faz com o corpo e qual a importância?
Gilberto Coelho: O alongamento tem como objetivo principal melhorar a elasticidade da musculatura e a flexibilidade articular com o passar do tempo. Outro objetivo de você fazer os alongamentos é a melhora da postura, porque muitas vezes um desvio postural está associado com encurtamento de grupos musculares, então o alongamento ajuda a melhorar. Vai depender muito de qual músculo estamos falando.
O ideal é aliar o alongamento com atividade aeróbia, e um trabalho de fortalecimento para que melhore a força muscular. Ou seja, é um complemento dessas outras variáveis. O alongamento é uma preparação.
Blog da Saúde: E como saber se estou fazendo o alongamento corretamente?
Gilberto Coelho: A primeira dica é procurar um profissional da Educação Física. Mas se a pessoa está no parque, em uma academia do prédio, ou fazendo sozinho em casa, por exemplo, há aqueles desenhos de alongamento. Você pode dar uma olhadinha para ver a postura correta no momento do alongamento, e na hora que você estiver alongando. Se você estiver alongando corretamente, vai ter aquela sensação de estiramento do músculo, e quando você sentir que a intensidade está aumentando, deve parar de alongar para não romper a fibra muscular.
Blog da Saúde: Tem algum alongamento que pode ser feito diariamente e que pode ajudar?
Gilberto Coelho: O alongamento vai ajudar muito se alongar os grandes grupos musculares, como a musculatura da perna, pescoço, ou da região lombar, por exemplo, sempre com algum encarte que de para visualizar a postura do alongamento.
Para quem fica sentado, é muito bom alongar a região do peitoral ou região superior das costas. Isso vai ajudar a minimizar a sensação de dor muscular, principalmente para quem fica na mesma posição o dia inteiro.
Blog da Saúde: O ideal é fazer o alongamento antes ou depois da atividade física?
Gilberto Coelho: O ideal é que você faça o alongamento antes da prática de alguma modalidade física ou prática esportiva, com o objetivo de preparar a musculatura para o esforço que vem pela frente. Alongue com algum aquecimento prévio, como uma caminhada de 5 minutos, para sentir que houve um aquecimento, elevou a temperatura do corpo, e que você vai ter mais sangue chegando na musculatura.
Após esse esforço, o objetivo é você fazer alongamento em uma intensidade menor, porque nesse caso o objetivo é relaxar a musculatura. Até mesmo porque se você fez corretamente o esforço, moderado para intenso, está com a musculatura fadigada.
Blog da Saúde: Qualquer pessoa pode fazer alongamento?
Gilberto Coelho: Sim. Exceto em casos onde há alguma lesão na coluna, hérnia de disco, lesão articular, ou alguma lesão mais séria que cause alguma limitação na mobilidade da articulação envolvida. A ideia é sempre seguir as orientações do médico ou professor de Educação Física. E se a pessoa não tem histórico de lesão ela pode fazer alongamento e não há nenhuma contraindicação.
Blog da Saúde: E há alguma contraindicação relacionada à quantidade de vezes e frequência do alongamento?
Gilberto Coelho: Existem diversos tipos de alongamento, mas o ideal é que você determine o músculo que quer alongar, se posicione corretamente para fazer o alongamento, e segure por 30 segundos no limite daquela sensação de estiramento, como eu falei anteriormente. Alterne entre fazer 30 segundos, e descansar 30 segundos, até completar três séries com intervalos. Isso seria o mais recomendado inicialmente para que a pessoa sinta os efeitos do alongamento.
Aline Czezacki, para o Blog da Saúde
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52387-faqms-alongamento-faz-bem-para-a-saude acesso em 02/03/17 às 14:10hs

quarta-feira, 1 de março de 2017

Noni: entenda por que esse fruto é polêmico

O noni, cujo nome científico é Morinda citrofolia Linn, é o fruto de uma árvore de médio porte originário da Ásia e Polinésia, que se adaptou bem ao clima brasileiro de forma a produzir frutos durante todo o ano.
No Sudeste Asiático o noni é utilizado na medicina popular para o tratamento de diversas enfermidades. Nas últimas décadas, houve um aumento significativo no consumo do fruto e seus derivados no Brasil.
Contudo, o consumo de noni é polêmico no país devido à falta de estudos conclusivos sobre o fruto e seus derivados. Sendo que muitas pesquisas mostraram a toxidade dos sucos e preparações com noni. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA, proibiu a comercialização de qualquer alimento contendo o noni como um dos ingredientes.
A composição nutricional do noni ainda não está completamente concluída. Alguns estudos afirmam que os compostos fenólicos representam o maior grupo de substâncias funcionais presentes neste fruto.
O noni também conta com boas quantidades de vitamina C. De acordo com um estudo divulgado na Revista Brasileira de Tecnologia Agroindustrial em 2014, a análise físico-química da fruta madura apresentou uma quantidade média de 243,16mg de vitamina C em 100 gramas de polpa. Assim, 100 gramas de noni possui 270% da quantidade recomendada de vitamina C em um dia.

Benefícios em estudo do noni

Os estudos disponíveis sobre o noni ainda são inconclusivos em relação aos seus efeitos benéficos ou nocivos à saúde. Por conter substâncias com ação antioxidante existe a possibilidade do noni proteger as células contra a ação nociva dos radicais livres.
O noni hoje tem sido apontado como benéfico para diversos aspectos, como ajuda na produção da melatonina, alívio da dor crônica, redução de fadiga e até mesmo para ajudar na hipertensão. No entanto, não há estudos definitivos sobre o tema.
Não é possível saber se o noni ajuda na perda de peso ou não. Isto porque não existem estudos que foram capazes de comprovar este benefício.
É importante ressaltar que para emagrecer com saúde basta ter uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais e carnes magras, reduzir as gorduras, sal e açúcar, ingerir menos calorias e praticar atividades físicas.

Quantidade recomendada de noni

Não há uma recomendação específica estabelecida para o consumo de noni até o momento.
O noni é polêmico devido à falta de estudos conclusivos sobre seus malefícios ou benefícios. De acordo com a ANVISA, os produtos contendo noni não podem ser comercializados como alimentos no Brasil, pois até o momento não apresentaram comprovação de segurança de uso.
A ANVISA proibiu a venda de derivados de noni - Foto: Getty Images
A ANVISA proibiu a venda de derivados de noni
Diversos relatos de casos publicados em revistas científicas indexadas sugerem que o consumo de suco noni está associado a casos de toxicidade hepática. Além disso, um trabalho experimental apresentado no XV Congresso Brasileiro de Toxicologia investigou os possíveis efeitos adversos do extrato aquoso do fruto de noni (Morinda citrifolia) sobre a prenhez e parturição de ratas progenitoras. Os autores concluíram que a exposição ao extrato seco do fruto de noni pode provocar efeitos adversos na gestação desses animais.
Alguns estudos sugerem que as substâncias responsáveis pelos efeitos tóxicos seriam as antraquinonas. A caracterização completa do noni e de seu suco ainda não foi concluída, inclusive em relação às antraquinonas, que anteriormente acreditava-se estar presente apenas em raízes e folhas desta planta.

Noni: consumir ou não?

Como os estudos disponíveis sobre o noni até o momento são inconclusivos, ainda não estão claros os benefícios provenientes de seus antioxidantes e os efeitos nocivos relacionados à sua toxicidade. Por isso, é importante muita cautela ao consumir o noni. Lembrando que os produtos derivados do fruto tem o consumo proibido no Brasil pela ANVISA.

Combinando o noni

O noni possui um sabor e odor bastante intensos, por isso, tem sido consumido com frutas, como a uva, goiaba, limão e maracujá, com a única finalidade de torná-lo mais agradável.

Fontes consultadas:

Nutricionista Carina Tomida Shaletich membro do Conselho Regional de Nutricionistas 3ª Região 
Químico industrial Edy Brito, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical. 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Além disso, o noni contém bromelina, uma enzima que ajuda na digestão e também é presente no abacaxi. Isso, aliado a seus bioflavonoides e antraquinonas (substâncias antioxidantes e estimulantes digestivos) o tornam interessante para digestão.
http://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/18234-noni-entenda-por-que-esse-fruto-e-polemico acesso em 01/03/17 às 11:17hs


Super exposição solar causa lesões permanentes à pele

Quantos verões você já viveu? O corpo acumula os efeitos da exposição solar ao longo da vida e eles refletem na pele causando queimaduras, manchas e até o câncer de pele. A dermatologista Márcia Senra, do Hospital Federal de Ipanema, explica que a proteção deve ser intensificada no verão: “os cuidados devem começar na infância e permanecer ao longo da vida para ter uma pele saudável. Essa atenção é mais que estética, estamos falando da prevenção do câncer de pele. Cerca de 30% dos cânceres no Brasil são dermatológicos. Por isso, no verão temos que ter atenção até com o mormaço, pois ele também queima a pele”.

Lívia de Oliveira, 21 anos, descobriu o impacto do excesso de sol em janeiro. A recepcionista passou cerca de 30 horas na piscina, ao longo de três dias, e teve queimaduras de segundo grau. A jovem utilizou protetor solar apenas no primeiro dia e teve todo o corpo queimado, além de edemas nas articulações. Atualmente passa por tratamento para recuperar a pele e reduzir os efeitos das queimaduras.

“No primeiro dia eu passei protetor uma vez, caprichei na parte da tatuagem. No segundo, eu fiquei com a pele vermelha e não usei. Ao final do terceiro dia, apareceram bolhas e tive um inchaço nas pernas. Tive que procurar ajuda médica. Tomei soro, remédios e estou passando pomadas”. A experiência ajudou Lívia a rever os cuidados com a pele. Hoje ela afirma ter mais atenção ao sol: “Nunca mais vou ficar no sol assim”, desabafou.
Marcia Senra lembrou que uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia mostrou que somente 23% de brasileiros usam o protetor diariamente. Segundo a especialista os hábitos dos brasileiros precisam ser modificados: “É preciso ter cuidado com a saúde da pele”.
A dermatologista orienta como devemos proteger o nosso corpo do excesso de sol:
  • Horário da exposição solar: o adequado é entre 7 e 11 horas e no final da tarde, depois das 16 horas. Crianças devem aproveitar o sol bem cedo, entre 7 e 9 horas e no fim da tarde, pois têm uma pele mais sensível. Os pais devem seguir a orientação dos médicos sobre o tempo de exposição dos bebês, pois cada criança tem um tipo de pele. Além do horário, eles devem atentar para a quantidade de vezes que expõem os pequenos ao sol.
  • Barreiras físicas: a proteção do corpo com roupas, óculos e chapéus é essencial em todas as idades. Buscar abrigo quando estiver na praia ou piscina também é importante. A areia da praia reflete a luz solar e também queima a pele, sobretudo quando há o mormaço. As roupas com tecidos de proteção dos raios solares devem ser usadas por todos, principalmente pelas crianças. Os idosos devem ter uma atenção maior à cabeça, pois muitos ficam com o couro cabeludo sem proteção. O uso de chapéus, bonés e boinas protege a cabeça, orelhas e nariz.
  • Proteção solar: usar protetores durante o dia, repondo a cada duas horas na superfície exposta. Há uma variedade de produtos e é necessário escolher o que for mais conveniente para uma rotina diária de aplicação. Os produtos com maior índice de proteção devem ser priorizados. As crianças podem usar protetor solar a partir dos seis meses de vida.    
  • Bronzeamento: não é recomendável o bronzeamento artificial. Hoje há cosméticos que potencializam o bronzeado, os autobronzeadores. Eles foram criados com fator de proteção e devem ser passados com uniformidade na pele. As receitas caseiras de bronzeamento devem ser evitadas. O suco com frutas e legumes com betacaroteno (laranja, cenoura e beterraba ) devem ser ingeridos e não aplicados na pele.
  • Pós – sol: a hidratação após a exposição solar diminui o ressecamento e ajuda a reestruturar as barreiras de proteção do tecido. As pastas d´água devem ser evitadas, pois elas ressecam a pele. Um hidratante eficiente é a ureia. Ela deve ser aplicada em uma camada generosa na pele. O óxido de zinco, presente em produtos como o Hipogloss, também protege áreas mais expostas ao contato direto com o sol, além de hidratar as pequenas áreas.  
  • Queimaduras e remédios: Há queimaduras decorrentes do contato de frutas cítricas com a pele, a chamada fitofotodermatose.  Quando as pessoas preparam bebidas e sucos, com laranja e limão, e manipulam essas frutas, essa lesão pode ocorrer. Há medicamentos que não devem ser passados durante a exposição solar, pois podem lesionar a pele, a exemplo de medicamentos com ácidos na fórmula. Converse com o seu médico sobre a aplicação dos remédios no verão e leia a bula.
  • Hidratação: a ingestão de líquidos (água, água de coco e sucos naturais) hidrata o organismo e diminui o impacto do calor. Os idosos devem receber uma atenção especial, pois podem esquecer de ingerir esses líquidos e podem ter quedas de pressão.  
Por Pâmela Pinto, Ministério da Saúde - Assessoria de Comunicação Social - RJ
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52366-super-exposicao-solar-causa-lesoes-permanentes-a-pele acesso em 01/03/17 às 10:29hs

Dúvidas sobre o câncer infanto-juvenil

O Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA), e o Ministério da Saúde (MS) lançaram na semana passada a publicação Incidência, Mortalidade e Morbidade Hospitalar por Câncer em Crianças, Adolescentes e Adultos jovens no Brasil: Informações dos registros de câncer e do sistema de mortalidade. É a primeira vez que um panorama do câncer em adolescentes e adultos jovens, na faixa etária entre 15 e 29 anos, é traçado no Brasil.
Os dados da publicação mostram que o câncer foi a principal causa de morte por doença entre 2009 e 2013, perdendo apenas para “causas externas”, como acidentes ou mortes violentas. Foram 17.527 mortes por câncer. O trabalho do INCA/MS indica que a taxa média de mortalidade por câncer de adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos) foi de 67 por 1 milhão, no período de 2009 a 2013. Uma boa notícia é que essa taxa está estável nos últimos anos.
Para ajudar a tirar dúvidas a respeito do tema, e orientar adolescentes e jovens a respeito dos mais diversos tipos de câncer, o Blog da Saúde conversou com o oncologista clínico do INCA, Dr. Gélcio Mendes. Confira a seguir:
Blog da Saúde: Quais tipos de câncer atingem mais a faixa etária entre 15 e 29 anos (adolescentes e jovens)?
Dr. Gélcio: Essa é uma faixa etária muito interessante, porque é pouco discutida. Normalmente, pensa-se no câncer infantil e depois nos cânceres do adulto e do idoso. Mas existe essa faixa etária, que vai dos 15 aos 29 anos, em que o desenvolvimento de um câncer é uma situação inesperada e ainda é pouco abordada nos diversos meios.
Nessa faixa etária, os tumores não são mais aqueles tumores típicos das crianças. São tumores mais comuns entre adultos. Câncer do colo do útero, na tireoide, e da mama. Os chamados tumores germinativos (tumor dos testículos e dos ovários) e o melanoma, têm uma representação bem importante nessa faixa. O câncer do colo do útero também tem uma incidência grande, e entre os linfomas, o linfoma de Hodkin também aparece muito nessa faixa etária.
Blog da Saúde: Mas os carcinomas no trato geniturinário (conjunto dos aparelhos genital e urinário) são os principais tumores nessa faixa etária? 
Dr. Gélcio: Os cânceres do aparelho geniturinário são, nessa faixa etária, principalmente, do colo do útero e os tumores germinativos. Apesar de ser típico de mulheres na faixa em torno de 50, 60 anos, observamos tumores acontecendo nas pacientes jovens na faixa dos 20 anos. É o tumor que está associado à infecção pelo HPV (Papiloma Vírus Humano). A boa notícia é que hoje temos, dentro do Programa Nacional de Imunização (PNI), a vacina contra HPV, que espera que reduza a frequência e incidência dessa doença.
Outros tumores geniturinários que têm muita importância nessa faixa etária são os de células germinativas: o câncer do testículo e do ovário. São tumores bastante agressivos, mas a notícia boa é que estão entre os tumores com maior probabilidade de cura, mesmo em pacientes com doença avançada. Então, apesar de serem tumores muito graves, são doenças com taxa de cura muito elevada. Esses são os dois grupos de doença dos tumores geniturinários frequentes nessa faixa do adolescente e adulto jovem.
Blog da Saúde: Por que o câncer é a segunda principal causa de morte entre esta faixa etária, perdendo apenas para causas externas?
Dr. Gélcio: A primeira coisa que é importante estar claro é que apesar de ser a segunda principal causa de morte, depois das causas externas, o câncer nessa faixa de 15 a 29 anos é uma doença muito rara. Essa é uma faixa etária que ainda tem a causa externa como a principal causa de mortalidade, especialmente entre os homens. Mas também é uma idade em que as doenças infecciosas não têm tanto impacto, e as doenças relacionadas ao envelhecimento (as crônico-degenerativas) têm menor efeito sobre a mortalidade.
Blog da Saúde: Como os pais, familiares ou os próprios adolescentes e jovens podem ficar atentos aos sinais e sintomas?
Dr. Gélcio: A primeira questão é quando você começa a observar sinais e sintomas que são típicos de um tumor em qualquer idade: emagrecimento sem explicação, surgimento de alguma dor que se mantém persistente durante mais de duas ou três semanas, sangramentos por traumas mínimos e febre por mais de três ou quatro semanas. Esses são sintomas que devem alertar o indivíduo a procurar o médico.
O profissional de saúde precisa estar atento e informado sobre o câncer nessa faixa de idade. A partir do momento em que ele suspeita, começa a buscar o diagnóstico, seja através de um exame radiológico, exame laboratorial, solicitação de uma consulta com especialista, clínico, gastroenterologista, ginecologista, urologista, ou mesmo em um serviço de Oncologia.
Blog da Saúde: Em caso de suspeita de algum tipo de câncer, onde o indivíduo pode recorrer?
Dr. Gélcio: A porta de entrada é pela Atenção Básica. O paciente vai ao posto de saúde e o médico, enfermeiro ou profissional que o atender, uma vez suspeitando dessa condição, deve encaminhar, pelo sistema de referência, para centros especializados, onde possa ser feito o diagnóstico adequado. Caso o diagnóstico seja confirmado, vai passar por um protocolo, a partir de exames de imagem, exames laboratoriais, e avaliação de especialistas. 
 
Blog da Saúde: O que o SUS oferece em termos de suporte e tratamento hoje em dia?
Dr. Gélcio: Para todos esses tumores, pelo SUS, é oferecida atenção oncológica nas chamadas Unidades de Atendimento Oncológico (UNACON) ou nos Centros de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), que estão distribuídos pelo Brasil todo. Esses são tumores que, na maioria das vezes, dispõe de plena capacidade de atendimento, seja cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Toda a questão do cuidado paliativo, e investigação e tratamento é disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Tudo é contemplado dentro da Rede de Atenção à Saúde e à Política Nacional de Atenção Oncológica.
Blog da Saúde: Há algum tipo de adolescente ou jovem que seja considerado grupo de risco?
Dr. Gélcio: Alguns tumores familiares e hereditários começam a surgir com maior frequência em pacientes mais jovens. São tumores raros, mas há casos de câncer de mama familiar, por exemplo. Pacientes que têm esse histórico familiar, marcado por vários casos, devem ter um segmento desde uma faixa etária mais jovem. Na maioria dos casos, os tumores que acontecem nessa faixa de idade não têm uma causa muito bem definida. De modo geral, não há um grupo específico que deva ser observado uma forma diferenciada.
Blog da Saúde: Como os hábitos podem ajudar a evitar o câncer?
Dr. Gélcio: Na lista dos tumores mais frequentes, temos o câncer do colo de útero. A prevenção primária deste câncer está relacionada à redução do contágio pelo papilomavírus humano (HPV), que ocorre por via sexual. A prática sexual desprotegida (sem o uso de preservativos) é um fator de risco importante para transmissão do HPV, e consequentemente de risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero*. O primeiro comportamento fundamental é fornecer informação aos jovens sobre a prática do sexo seguro e a utilização de preservativos. Esse é um dos grandes focos de prevenção que devemos deve recomendar.
Como medida de saúde pública, recomendamos a atividade física regular, manutenção do peso adequado, a limitação do uso de alimentos ultraprocessados, que são alimentos que aumentam o risco de obesidade. Outro fator de risco evitável é a exposição solar, que está associada ao desenvolvimento do melanoma, tipo de câncer de pele mais grave. Estimular a prática de atividade ao ar livre sempre com chapéus e roupas compridas e com o uso adequado do protetor solar são comportamentos que devem ser estimulados. Fazer atividades ao ar livre no início da manhã ou no final da tarde para limitar o risco de queimaduras são algumas das medidas muito importantes.
Evidentemente, o tabagismo está relacionado a vários tipos de câncer (pulmão, cavidade oral, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo do útero e leucemias). Não há limite seguro para o uso do tabaco.
*O Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, oferta a vacina contra o HPV gratuitamente para meninas entre 9 e 14 anos, e meninos de 12 e 13 anos.  Saiba mais sobre a vacina contra HPV aqui.
Aline Czezacki, para o Blog da Saúde
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/perguntas-e-respostas/52371-faqms-duvidas-sobre-o-cancer-infanto-juvenil acesso em 01/03/17 às 10:26hs

PrEP está disponível para consulta pública na Conitec

A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV, também conhecida como “PrEP”, estará em consulta pública entre 23 de fevereiro e 14 de março no portal da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Os interessados podem enviar sugestões e comentários sobre o relatório técnico e o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para PrEP (PCDT – PrEP) disponíveis ao público.
A Consulta Pública é um mecanismo de publicidade e transparência utilizado pelos governos para obter contribuições da sociedade a respeito de determinado tema. Esse mecanismo tem o objetivo de ampliar a discussão sobre o assunto e embasar as decisões sobre formulação e definição de políticas públicas.

A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV tem o objetivo de prevenir a infecção pelo HIV e promover uma vida sexual mais saudável para pessoas que possam estar sob maior risco de se infectar pelo vírus, com o uso de medicamentos.
As contribuições devem ser inseridas no formulário eletrônico disponível no portal da Conitec (http://conitec.gov.br/consultas-publicas).
Assessoria de Comunicação
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
Conheça também a página do DIAHV no Facebook:
https://www.facebook.com/ISTAidsHV
 http://www.blog.saude.gov.br/index.php/servicos/52377-prep-esta-disponivel-para-consulta-publica-na-conitec acesso em 01/03/16 às 10:01 hs