segunda-feira, 4 de junho de 2018

QUIMIOTERAPIA - CATETERES

Os cateteres venosos centrais (CVC) também denominados dispositivos de acesso venoso central são usados para a administração de medicamentos, nutrientes ou líquidos diretamente na corrente sanguínea. Também podem ser usados para a coleta de sangue para realização de exames.

Existem diferentes tipos de CVC. Os dois tipos mais comuns são o port-a-cath e o cateter venoso central de inserção periférica (PICC). 

Quando usar um Cateter Venoso Central


A maioria dos medicamentos quimioterápicos é administrada diretamente na corrente sanguínea. Entretanto, a punção repetida de agulhas nas veias dos braços ou mãos pode provocar desgaste e cicatrizes nas mesmas, além de com o tempo dificultar a obtenção do acesso intravenoso e, às vezes, sendo necessárias várias tentativas até se conseguir o acesso.

Para evitar esse desconforto, citamos algumas vantagens para o uso de um cateter:

  • Administração de vários medicamentos simultaneamente.
  • Administração de quimioterapia de infusão contínua (24 horas ou mais).
  • Administração de alimentação parenteral.
  • Administração frequentes de tratamentos.
  • Administração de tratamento em casa.
  • Administração de tratamentos de longo prazo.
  • Evita punções frequentes.
  • Conforto e mobilidade.
  • Maior eficácia do tratamento, uma vez que não ocorrem episódios frequentes de flebites, trombose venosa e necrose por extravasamento do medicamento.

Muitos pacientes discutem com seus médicos sobre as opções de inserir um cateter venoso central antes de iniciar o tratamento quimioterápico. Outros percebem durante o tratamento que precisam de um cateter porque suas veias não aguentarão todo o tratamento programado.

O tipo de cateter venoso central a ser implantado varia de paciente para paciente dependendo de alguns fatores como:

  • Tempo de duração do tratamento.
  • Tempo de infusão de cada dose de medicamento.
  • Quantos medicamentos são administrados em cada ciclo.
  • Preferências individuais do paciente.
  • Preferências do médico.
  • Cuidados necessários para manutenção do cateter.
  • Custo.
  • Outros problemas clínicos, por exemplo problemas de coagulação ou linfedema.

Cateter Venoso Central

O cateter venoso central (CVC) é um cateter maior e mais longo que é colocado em uma grande veia no tórax ou na parte superior do braço, permanecendo no local durante todo o tempo do tratamento. Alguns tipos de cateteres podem permanecer no local semanas, meses ou até anos.

Antes de decidir pela colocação de um cateter, converse com seu médico sobre o tipo que ele recomenda para o seu caso.

Alguns tipos de cateteres podem restringir determinadas atividades, e a sua segurança deve ser levada em consideração. Cada tipo de cateter tem seus cuidados específicos e possíveis problemas e complicações.

Port-a-cath

O port é um tipo de cateter venoso central totalmente implantado. Consiste de um pequeno reservatório de plástico ou metal com um cateter inserido numa grande veia, que são colocados sob a pele do tórax ou braço durante um procedimento cirúrgico .
O port pode permanecer no local por muitos anos. Não requer nenhum cuidado especial quando não há agulha. Quando a área ao redor estiver cicatrizada, o paciente pode tomar banho normalmente e até mesmo nadar.

Quando não estiver em uso para quimioterapia, precisará ser heparinizá-lo (ou salinizá-lo) uma vez por mês.

Cateter Venoso Central de Inserção Periférica

O cateter venoso central de inserção periférica (PICC) é um cateter especial para infusão intravenosa, colocado em uma das veias perto da dobra do cotovelo ou na parte superior do braço.
O PICC pode permanecer no local por muitas semanas ou meses. Entretanto o PICC e o curativo não podem ser molhados, é preciso ser coberto ao tomar banho.

O cateter e a pele ao redor do mesmo precisarão de cuidados regulares.

Cateter de Linha Mediana


O cateter de linha mediana é muito semelhante ao cateter PICC, mas de menor comprimento, sendo  introduzido até chegar a uma veia grande na  parte superior do braço. Nenhuma cirurgia é necessária para sua colocação. Mas, é necessário heparinizá-lo (ou salinizá-lo) uma vez por mês.

Cateter Venosos Central Tunelado


É um tipo de cateter venoso central com vários tubos separados, denominados lúmens. O cateter é colocado sob a pele, mas as aberturas para os lumens saem da pele do tórax conforme imagem abaixo. Este cateter pode permanecer no local por alguns anos. O cateter externo e a pele ao redor precisarão de cuidados especiais regulares.
Problemas relacionados a inserção do Cateter

  • O paciente pode sentir dor quando o cateter é inserido ou no local onde está colocado sob a pele.
  • A agulha ou o cateter colocado no vaso sanguíneo pode causar danos no mesmo, provocando hematomas ou hemorragia no local da punção ou infecção.
  • Serão realizados exames antes da inserção do cateter para garantir ausência de coágulos sanguíneos. Mesmo quando coagula normalmente, o sangue pode extravasar e provocar hematomas, pressão sobre outros vasos sanguíneos ou órgãos. Na maioria dos casos, a hemorragia é pequena e se autolimita.
  • Às vezes, pode ocorrer um pneumotórax durante a colocação do cateter na região do tórax ou pescoço. Isso acontece quando um pulmão é perfurado e o ar é externo se aloja no tórax. Entretanto, a colocação do cateter guiada por ultrassom ou fluoroscopia diminui esse risco.
  • Os batimentos cardíacos podem sofrer alterações com a colocação do cateter. Esse efeito é apenas temporário e o ritmo normal retorna quando o cateter é reposicionado.
  • Em casos raros, o cateter atinge uma artéria em vez de uma veia. Se isso acontecer, o cateter será retirado. Se não houver outras complicações, a artéria geralmente cicatriza sozinha.
  • Se desenvolver uma área de infecção na região da pele onde foi inserida o cateter, siga todas as instruções sobre como cuidar da pele ao redor do cateter durante a cicatrização.

Conversando com seu Médico


Você receberá instruções sobre os potenciais problemas que deverá comunicar imediatamente a seu médico, como:

  • Dor, vermelhidão, vazamento, ou calor local.
  • Hemorragia.
  • Problemas respiratórios ou falta de ar.
  • Problemas cardíacos.
  • Tontura.
  • Febre.

Possíveis Riscos


  • Infecção. A infecção na pele pode começar onde o cateter ou o port entra no corpo, mas infecções importantes na corrente sanguínea também podem ocorrer. A chance de ocorrer uma infecção pode ser evitada se você ou qualquer pessoa que manuseia o cateter sempre lavar as mãos antes de manuseá-lo, seja para trocar o curativo ou verificar a pele ao redor do mesmo, além de técnicas de limpeza cuidadosa e estéril ao usar o cateter. Entre em contato com seu médico, imediatamente, se notar qualquer alteração na aparência da pele ao redor do cateter. Informe também se você tiver febre ou arrepios. Estes podem ser sinais de uma infecção no sangue.
  • O cateter pode se deslocar, mover-se ou se torcer dentro da veia. Se isso acontecer, pode ser necessário reposicioná-lo ou removê-lo.
  • Qualquer tipo de cateter pode entupir em função de sangue coagulado. Você pode minimizar esse risco lavando-o cuidadosamente. O cateter também pode ser desbloqueado pela injeção de determinados medicamentos, mas, às vezes, pode ser necessário removê-lo ou substituí-lo.
  • Alguns tipos de cateteres podem se mover ou serem puxados para fora se não estiverem bem presos na pele. Se o cateter for puxado ou estiver saindo de sua pele, entre em contato, imediatamente, com seu médico.
  • Alguns cateteres precisam ser fixados quando não estão em uso e as tampas devem ser apertadas firmemente para evitar que entre ar.
  • Às vezes, um coágulo de sangue pode se formar ao redor do cateter, provocando inchaço no braço, ombro, pescoço ou cabeça. Entre em contato, imediatamente, com seu médico se você perceber qualquer inchaço. O coágulo pode ser tratado com anticoagulantes, mas em alguns casos, o cateter deverá ser removido.

Cuidados Especiais com o Cateter

Alguns cuidados devem ser tomados para manter o cateter em segurança e higienizado:

  • Lave sempre as mãos antes de mexer em seu cateter.
  • Mantenha sempre o curativo seco para prevenir infecções. Ao tomar banho, cubra o local com material à prova d'água.
  • Mantenha o tubo coberto em seu corpo para evitar que prenda em alguma coisa. Não dobre nem prenda o cateter.
  • Saiba o que você precisa e mantenha suprimentos suficientes à mão para cuidar do seu cateter. Certifique-se sempre de ter kits de troca de curativos extras para o caso do curativo molhar ou sair do lugar.

Fonte: American Cancer Society (11/02/2016) IN http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cateteres-venosos-centrais/246/593/ acesso em 04.06.18 às 19:06hs

domingo, 3 de junho de 2018

O TRABALHO DO GRUPO SE TOQUE

A atuação do Grupo Se Toque na cidade de Itabuna, Bahia, é voltada para atender pacientes, familiares e acompanhantes que veem à cidade em busca do tratamento do câncer.
A informação, a orientação é na maioria das vezes a primeira necessidade das pessoas.
Além disso há o acolhimento, a troca de afeto, o oferecimento do ombro amigo diante de uma situação nova e inesperada. É a oportunidade que as voluntárias dispõem para dizer ao paciente, "calma", "eu também já vivi essa situação e superei, você também pode conseguir".
É o encontro de pessoas que partilham experiências, desafios, numa relação de confiança, de fortalecimento diante dos desafios que a vida oferece.
Dizer a quem acabou de receber um diagnóstico, que essa pessoa não está sozinha, e mostrar a ela outras pessoas que também passaram pela mesma situação, é uma forma de encorajamento.
Proporcionar ao paciente e a seus familiares um espaço de diálogo onde se possa falar abertamente sobre as dúvidas, medos, sonhos e dificuldades, sem o receio de assustar a quem ouve, é a proposta do Grupo de Apoio.
A base desse trabalho é a empatia, o respeito ao outro e o sigilo.
Venha fazer parte!

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Dia Mundial Sem Tabaco: Cigarro mata 3 milhões por doença cardiovascular a cada ano, diz OMS

O tabaco mata 3 milhões de pessoas todos os anos só por doença cardiovascular, alerta a Organização Mundial de Saúde em relatório divulgado nesta quarta-feira (30), véspera do Dia Mundial Sem Tabaco. As doenças cardiovasculares incluem uma série de condições associadas à circulação do sangue e não só aquelas que afetam diretamente o coração - eventos como o Acidente Vascular Cerebral (o derrame) estão nesse grupo.
"Neste Dia Mundial Sem Tabaco, a OMS está chamando a atenção para o fato de que o tabaco não causa apenas câncer, mas literalmente quebra corações." - Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS
A OMS lembra também que o uso do tabaco diminuiu significativamente desde os anos 2000, principalmente após a adoção de leis antifumo (no Brasil, a lei foi aprovada em 2011): 27% da população mundial fumava em 2000, número que caiu para 20% 2016.
Essa queda deve ser analisada com cuidado, diz a entidade, porque há vários fatores a serem considerados quando se sai do panorama global: um deles é que o número de fumantes cresce em países de baixa renda.
Outro ponto é que o número de tabagistas permanece igual, apesar das menores taxas de prevalência: eram 1,1 bilhão de fumantes em 2000, quantidade que se mantém nos dias atuais. A OMS explica esse dado pelo crescimento populacional.
Relatório da OMS também aponta que o tabaco contribui para muitas mortes -- 7 milhões anuais por variadas causas -- sendo o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, os "assassinos do mundo", como comentou o diretor-geral da OMS:
"A maioria das pessoas sabe que o uso do tabaco causa câncer e doenças pulmonares, mas muitos ainda não sabem que o tabaco também provoca doenças cardíacas e derrames - os principais assassinos do mundo" -- Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O alerta da OMS destaca que as evidências apontam para uma séria falta de conhecimento dos múltiplos riscos à saúde associados ao tabaco -- a maioria das pessoas lembra apenas o câncer de pulmão.
Na China, mais de 60% da população não sabe que fumar pode causar infartos, de acordo com a Global Adult Tobacco Survey. Na Índia e na Indonésia, mais da metade dos adultos não sabe que fumar pode causar AVC.

Metas de redução

Países-membros da OMS têm o compromisso de redução de 30% do consumo de tabaco até 2025 em pessoas com 15 anos ou mais. A entidade diz, contudo, que apenas um em cada oito membros atingirá a meta de redução de 30% até 2025.
A entidade faz um alerta, com bases nos dados globais de redução. "Se a tendência continuar na trajetória atual, o mundo só alcançará uma redução de 22% até 2025", diz o relatório.

Crianças fumantes e gênero

Em todo o mundo, 24 milhões de crianças entre 13 e 15 anos fumam cigarros (17 milhões de meninos e 7 milhões de meninas), diz a OMS.
Ainda, cerca de 4% das crianças de 13 a 15 anos (13 milhões) usam produtos de tabaco sem fumaça (como o cigarro eletrônico e narguilé).
A OMS também mostra uma queda entre o uso do cigarro entre todos os gêneros. Em 2000, 43% dos homens fumavam tabaco; contra 34% em 2015, diz a OMS.
Em relação às mulheres, 11% fumavam em 2000, comparado a 6% em 2015.
Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/dia-mundial-sem-tabaco-cigarro-mata-3-milhoes-por-doenca-cardiovascular-a-cada-ano-diz-oms.ghtml acesso em 30.05.18

31 de Maio - DIA MUNDIAL SEM TABACO

Dia Mundial Sem Tabaco: 900 mil fumantes passivos morrem por ano
Mais de 7 milhões de pessoas morrem todo o ano em decorrência do tabaco, conforme estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Pior do que esse total é o número de fumantes passivos que também morrem: 900 mil. Para conter esses índices, a OMS chama a atenção da população, todo dia 31 de maio, para o Dia Mundial sem Tabaco. Na campanha deste ano, o foco da entidade são as doenças cardiovasculares provocadas pelo tabaco. Conforme a chefe do serviço de Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento, Carisi Polanczyk, quem fuma tem risco entre 25% a 30% maior de morrer de doenças cardíacas.  
— Do ponto de vista cardiovascular, está bem documentado que o cigarro acelera a inflamação dos vasos, levando à aterosclerose. O sangue também fica mais grosso, levando a eventos embólicos e à trombose. Também há um efeito deletério nos níveis de colesterol — enumera a médica. 
De acordo com Roberto Sacilotto, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), essa aterosclerose não se limita às coronárias. Ao fumar, pode-se afetar as carótidas e também causar o estreitamento das artérias das pernas. 
— Isso provoca a claudicação intermitente, que é quando o indivíduo caminha 100 metros e precisa parar em função de dores na panturrilha. Quando ele para, melhora. Ao retomar a caminhada, a dor volta — explica Sacilotto. 
Fora isso, as substâncias presentes no cigarro ainda têm um efeito de envelhecimento precoce dos vasos. Pessoas que começaram a fumar aos 15 anos, por exemplo, aos 30, terão vasos de indivíduos 15 ou 20 anos mais velhos, explica Carisi. 
Além dos problemas relacionados ao coração, o tabaco está relacionado a uma infinidade de doenças pulmonares, como enfisema, e cânceres, como de pulmão, boca, língua e estômago. 

Fumantes passivos 

Para Carisi, além da importância de aumentar o número de ex-fumantes, é preciso conscientizar as pessoas para que não iniciem esse mau hábito, especialmente os jovens. 
A medida teria reflexo tanto na saúde dos fumantes em si quanto na dos chamados fumantes passivos, aqueles que inalam as substâncias tóxicas em função da convivência com tabagistas, no trabalho ou em casa. 
— As pessoas com exposição continuada são as que mais desenvolvem problemas — diz a cardiologista. 
Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2018/05/dia-mundial-sem-tabaco-900-mil-fumantes-passivos-morrem-por-ano-cjht3y047096701paly2b9qke.html acesso em 30.05.18 em 20:58 hs

quarta-feira, 23 de maio de 2018

GRUPO SE TOQUE PEDE APOIO PARA SEU BANCO DE EMPRÉSTIMO DE PERUCAS

Nem toda mulher está preparada para assumir sua careca durante a quimioterapia.
Da necessidade de oferecer à paciente uma peruca por empréstimo foi que surgiu o Banco de Empréstimo de Perucas.
O estoque foi formado a partir de doações da comunidade.
Mas ainda é pequeno.
Precisamos ampliar a variedade de perucas!
Por isso apelamos para aqueles que possuem em casa uma peruca e que não precisa usá-la para que nos faça uma doação!
Venha conhecer nosso espaço!
Rua Monsenhor Moisés, 181 - Pontalzinho - Itabuna-Ba.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Saiba quais vacinas o paciente oncológico não pode tomar

Quando uma pessoa é diagnosticada com câncer, a prioridade é o tratamento da doença e durante esse período o paciente pode ter dúvidas sobre o que pode e o que não pode fazer. Tomar ou não uma vacina é uma delas.
As chamadas vacinas atenuadas (contra sarampo, rubéola, varicela, febre amarela, herpes zoster, poliomielite, rotavírus e BCG) devem ser evitadas. “Como o paciente com câncer é um paciente no qual o sistema imunológico está “fraco”, devido a presença do câncer que debilita as energias do organismo, o uso de vacinas atenuadas pode implicar em risco de desenvolvimento de doença. Assim, toda vacina atenuada não deve ser aplicada em pacientes com câncer”, explica o oncologista Fernando Maluf, fundador do Instituto Vencer o Câncer.
Já as vacinas feitas de micorganismos mortos, toxinas de microrganismos ou proteínas (hepatite A, hepatite B, HPV, alguns subtipos de influenza, pneumonia) podem ser tomadas desde que o paciente não esteja fazendo quimioterapia. Se ele estiver em tratamento quimioterápico, não poderá toma-las. “É preciso lembrar que pacientes em quimioterapia a imunidade pode ficar muito baixa, suscetíveis a infecções fatais por microrganismos que vivem em nosso próprio corpo, incapazes de formar uma reposta ou memória imunológicas. Por isso, em pacientes fazendo quimioterapia, não devemos aplicar qualquer vacina”, enfatiza o oncologista.
Quando há aumento de casos de doenças como a febre amarela, o paciente oncológico deve se proteger não indo às áreas de risco e usando repelente. É extremamente importante que ele sempre esclareça suas dúvidas com o médico responsável pelo seu tratamento.
A seguir, você lê a entrevista completa do oncologista Fernando Maluf.
– Quais vacinas o paciente em tratamento de câncer pode tomar?
As vacinas são preparados biológicos que tem por função estimular no hospedeiro imunidade adquirida contra certo agente causador de alguma doença específica. O princípio por trás da vacina é o de expor o indivíduo a uma substância que se assemelha a um microrganismo causador de certa doença.
Essa exposição é feita com inoculação de formas enfraquecidas ou mortas do micróbio, das suas toxinas ou de uma das suas proteínas de superfície. O contato do sistema imunológico com essas substâncias estimula a formação de resposta imunológica de longo prazo, protegendo o indivíduo da enfermidade real caso entre em contato com o agente causador de uma doença específica.
As vacinas fabricadas com formas enfraquecidas ou atenuadas do agente etiológico de certa patologia têm o potencial de causar a doença a qual foram designadas a proteger, se o organismo no qual forem inoculadas também estiver enfraquecido. Ou seja, se o sistema imunológico do receptor da vacina não estiver forte o suficiente para formar uma resposta e memória imunológicas há o risco de desenvolver a doença a qual deveriam proteger. Dessa forma, como o paciente com câncer é um paciente no qual o sistema imunológico está “fraco”, devido a presença do câncer que debilita as energias do organismo, o uso de vacinas atenuadas pode implicar em risco de desenvolvimento de doença. Assim, toda vacina atenuada não deve ser aplicada em pacientes com câncer.
As vacinas atenuadas são: sarampo, caxumba, rubéola, varicela, febre amarela, herpes zoster, poliomielite oral (Sabin), rotavírus e BCG. Essas vacinas não devem ser usadas em pacientes com câncer. É preciso lembrar que pacientes em quimioterapia a imunidade pode ficar muito baixa, suscetíveis a infecções fatais por microrganismos que vivem em nosso próprio corpo, incapazes de formar uma reposta ou memória imunológicas. Por isso, em pacientes fazendo quimioterapia, não devemos aplicar qualquer vacina. Tanto o risco de desenvolvimento de doença quanto o fato da vacina não provocar resposta e memoria imunológicas são argumentos para a proscrição de vacinas durante quimioterapia.
As vacinas que podem ser usadas em pacientes com câncer, mas que não estejam em quimioterapia ou qualquer terapia imunossupressora, são as feitas com microrganismos mortos ou toxinas de microrganismos ou proteínas de sua composição: vacinas pertussis de células inteiras ou a acelular; vacinas inativada poliomielite; tétano; difteria; alguns subtipos de influenza; hepatite A; hepatite B; HPV; pneumococo e meningococo.
– Por que ele não pode tomar a vacina contra a febre amarela? Se o paciente morar em área de risco, ele não pode tomar mesmo assim?
A vacina de febre amarela é feita a partir de vírus vivo atenuado. Em pessoas com imunidade comprometida, como é o caso de pacientes com câncer, o uso dessas vacinas pode acarretar no aparecimento de febre amarela vacinal, ou seja, causada pela cepa de vírus que constitui a vacina. Assim, seu uso é proscrito nesses pacientes mesmo em áreas de risco. A chance de se desenvolver a doença por meio do vírus da própria vacina acaba sendo maior do que o risco do contágio ambiental.
– Se o paciente oncológico sofrer um ferimento e necessitar tomar, por exemplo, a vacina antitetânica, ele pode?
A vacina antitetânica é feita a partir de da toxina liberada pela bactéria que causa o tétano. Assim, o paciente com câncer que se acidentou e necessita de aplicação da vacina antitetânica poderá fazê-lo. Não devemos usar a vacina contra o tétano em casos de reação alérgica grave (por exemplo, anafilaxia) após uma dose anterior ou a um componente de vacina; ou se o paciente apresentar uma condição chamada encefalopatia (por exemplo, coma, diminuição do nível de consciência ou convulsões prolongadas) não atribuível a outra causa identificável dentro de sete dias após a administração de uma dose anterior da vacina. Se o paciente com câncer estiver muito debilitado em consequência da doença, também não é recomendável a aplicação da vacina contra o tétano nesses pacientes.
– E a vacina contra o H1N1, é recomendada?
A vacina contra a infecção do H1N1 é feita a partir de vírus mortos e pode ser usada em pessoas com câncer. Inclusive, estudos da literatura médica mostram que pacientes com câncer hematológico boa capacidade de gerar resposta imunológica satisfatória contra o vírus do H1N1 quando comparados aos que não receberam vacina.
– É importante que os parentes do paciente oncológico estejam com a carteira de vacinação em dia?
Sim. Existe um conceito chamado de imunização de rebanho que nos mostra que em uma dada população, se alcançarmos um número certo de pessoas imunes a certa doença, toda a população estará protegida. Nesse conceito, o número de pessoas vacinadas é inferior ao número total de indivíduos da população. Portanto, se conseguirmos vacinar o maior número possível de pessoas em uma certa população, maiores nossas chances de tornar toda aquela população imune, mesmo que nem todos os indivíduos tenham recebido a vacina. Assim, se as pessoas próximas a um paciente com câncer estiverem vacinadas e imunes a certa doença, a chance dessa mesma doença acometer o paciente é muito pequena.
Devemos lembrar que os parentes de pacientes em quimioterapia, ao tomarem vacinas de microrganismos atenuados, podem transmitir esse agente etiológico atenuado para outras pessoas. Devem, dessa forma, evitar contato com a pessoa em quimioterapia pelo risco de a contaminarem com o microrganismo atenuado da vacina. O contato pode representar um risco de doença real para quem faz quimioterapia.
Fonte: https://www.vencerocancer.org.br/cancer/noticias/saiba-quais-vacinas-o-paciente-oncologico-nao-pode-tomar/ acesso em 22.05.18 às 22:07hs

quarta-feira, 2 de maio de 2018

GRUPO SE TOQUE É PARA VOCÊ!

Somos um grupo de apoio:

  •  Apoio para pacientes em tratamento de câncer. 
  • Apoio para familiares do paciente.

Somos um grupo de voluntários. Pessoas que decidem colocar seus dons à disposição do outro.
Venha fazer parte!