sexta-feira, 8 de março de 2019

Erro de diagnóstico leva a avanço de câncer colorretal abaixo dos 50 anos

Muitas pessoas com câncer colorretal antes dos 50 anos foram inicialmente mal diagnosticadas, o que levou a doença a um estágio avançado.
Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Colorectal Cancer Alliance, organização norte-americana de apoio a pacientes, divulgado pela American Association for Cancer Research (AACR).
Apesar do declínio da incidência da doença em idosos, houve um crescimento rápido e alarmante da incidência de câncer colorretal entre jovens adultos nas últimas décadas, segundo o principal autor da pesquisa, Ronit Yarden, diretor de assuntos médicos do Colorectal Cancer Alliance.
“Ainda não sabemos a causa do aumento da incidência em pacientes mais jovens e há pouca consciência dessa tendência entre os profissionais de saúde”, afirmou durante coletiva de imprensa divulgada pela AACR.
O AACR ressalta que pesquisas anteriores mostram que pacientes com câncer colorretal abaixo de 50 anos são frequentemente diagnosticados em fases posteriores da doença, o que exige tratamentos mais agressivos e leva a baixas taxas de sobrevivência.
Neste estudo, a Colorectal Cancer Alliance realizou uma pesquisa abrangente sobre as experiências clínicas, psicossociais, financeiras e de qualidade de vida dos pacientes.
Cerca de 70% foi diagnosticado em estágio avançado
Ao todo, o estudo entrevistou 1.195 pessoas. Cerca de 57% delas receberam o diagnóstico entre 40 e 49; 33%, entre 30 e 39 anos e cerca de 10% antes dos 30.
Em torno de 30% relataram história familiar de câncer colorretal e 8% foram diagnosticados com síndrome de Lynch, uma síndrome genética associada a um maior risco de câncer, em geral.
O estudo ainda constatou que 70% dos entrevistados foram diagnosticados no estágio 3 ou 4, os mais avançados da doença, o que contrasta com pacientes acima de 50 anos, significativamente mais propensos a serem diagnosticados nos estágios 1 e 2.
Cerca de 60% dos entrevistados afirmaram que esperaram de 3 a 12 meses para procurar um médico após o início dos sintomas, pois não os reconheciam como sendo de câncer.
Em torno de 77% consultaram pelo menos dois médicos antes de receber o diagnóstico correto, de câncer colorretal. Alguns entrevistados tiveram que ir em até quatro médicos. O pesquisador frisa que muitos desses pacientes foram inicialmente diagnosticados erroneamente, levando a atrasos no tratamento.
Sintomas são confundidos com hemorroida
Yarden afirma que o câncer colorretal pode ser difícil de diagnosticar em qualquer paciente porque os sintomas, que vão desde cólica abdominal e fagida a perda de peso e sangue nas fezes, podem estar associados a diferentes condições.
“Os médicos podem atribuir os sintomas de pacientes jovens a hemorróidas ou síndrome inflamatória do intestino e podem não ter a urgência em encaminhá-los para exames que detectam o câncer colorretal em estágio inicial”, disse.
Ele frisa que é preciso que os jovens estejam cientes de que o câncer colorretal pode acontecer em qualquer idade. “Não é uma doença de pessoas idosas”, afirma. “Todos deveriam escutar seu corpo e, caso não se sintam bem, têm de ir ao médico e fazer exames”.
A recomendação, de maneira geral, é que se iniciem os exames preventivos a partir dos 45 anos. Já pessoas com histórico familiar de câncer colorretal devem realizá-los 10 anos antes da idade que o parente teve o diagnóstico da doença, segundo a AACR.
Fonte: R7 in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/erro-de-diagnostico-leva-a-avanco-de-cancer-colorretal-abaixo-dos-50-anos/12592/7/ acesso em 08.03.19 às 18:29hs

O que é o resultado falso negativo e falso positivo na mamografia?

A mamografia é o principal exame para detecção de câncer de mama. Ela é usada como estratégia de rastreamento para a doença no mundo todo, ou seja, indicada como exame periódico em mulheres que não apresentam sintomas de câncer de mama, para verificar se existem lesões que possam indicar a doença ainda em fase inicial. Mesmo assim, a mamografia, bem como outros exames, pode apresentar falhas eventuais, indicando resultados que não correspondem ao estado real de saúde do paciente. Essas falhas são chamadas de falso positivo ou falso negativo.
Quando falamos em falso positivo estamos nos referindo às situações em que as alterações detectadas no exame são interpretadas como um possível tumor, mas que posteriormente, em um teste confirmatório, se comprova não ser. Isso pode acontecer pela sobreposição de estruturas normais da mama nas imagens ou por haver a presença de outra doença.
Receber um diagnóstico falso positivo não faz com que a paciente seja submetida ao tratamento sem estar doente, pois é realizado um novo exame para obter mais informações e confirmar o câncer, podendo ser outro exame de imagem ou uma biópsia.
A principal consequência de um falso positivo para a paciente é o impacto psicológico. Além da situação de estresse que a pessoa é submetida, um estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA) aponta que ele faz com que a mulher retorne mais frequentemente para fazer a mamografia (em relação às mulheres que tiveram resultados negativos), aumenta a ansiedade da paciente e faz com que elas façam autoexame da mama com mais frequência.
Já o falso negativo ocorre quando o exame é realizado e não é constatada alteração no tecido mamário, mas posteriormente descobre-se que a paciente está com um tumor na mama. Entre os motivos para que isso ocorra estão as próprias características dos tecidos mamários, que, em alguns casos, por serem muito densas, dificultam a diferenciação entre os tecidos saudáveis e o tumor. Sua principal consequência para a paciente é a falsa tranquilidade e o início mais tardio do tratamento.
Não existe uma maneira de evitar o resultado falso negativo, mas algumas medidas colaboram para que o câncer seja diagnosticado o mais rápido possível. A primeira é a mulher estar atenta ao seu corpo, mesmo após a realização de exames que indiquem que estão saudáveis. É importante que ela observe suas mamas e busque um médico imediatamente se perceber qualquer alteração. Além disso, é necessário escolher com cuidado - quando há essa possibilidade - o local onde vai realizar o exame, dando preferência aos laboratórios com rígidos padrões de qualidade. Já que os resultados falsos, tanto positivos quanto negativos, também podem ocorrer devido a problemas no aparelho, erros na condução do exame, erros na interpretação e baixa qualidade das imagens. Para contribuir com a garantia de qualidade dos exames, o Ministério da Saúde aplica o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM) para avaliar os serviços de mamografia em todo o País.
Independentemente dos resultados falso positivos e falso negativos, a mamografia continua sendo a melhor opção para a detecção precoce do câncer de mama e deve ser realizada periodicamente pelas mulheres acima dos 40 anos. Em casos de pacientes que apresentam sintomas ou que tenham risco mais elevado para a doença, ela pode ser combinada com outros exames, se essa for a avaliação médica.
  • Imagem: Freepik

DIA DA MULHER - FEMINICÍDIO

FEMINICÍDIO
"O feminicídio é a instância última de controle da mulher pelo homem: o controle da vida e da morte. Ele se expressa como afirmação irrestrita de posse, igualando a mulher a um objeto, quando cometido por parceiro ou ex-parceiro; como subjugação da intimidade e da sexualidade da mulher, por meio da violência sexual associada ao assassinato; como destruição da identidade da mulher, pela mutilação ou desfiguração de seu corpo; como aviltamento da dignidade da mulher, submetendo-a a tortura ou a tratamento cruel ou degradante.”,
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre Violência contra a Mulher (Relatório Final, CPMI-VCM, 2013)

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais usuais são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres, comuns em sociedades marcadas pela associação de papéis discriminatórios ao feminino, como é o caso brasileiro.

Feminicídio: O que diz a lei brasileira

O crime de feminicídio íntimo está previsto na legislação desde a entrada em vigor da Lei nº 13.104/2015, que alterou o art. 121 do Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940), para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio. Assim, o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino, isto é, quando o crime envolve: “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.
Os parâmetros que definem a violência doméstica contra a mulher, por sua vez, estão estabelecidos pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) desde 2006: qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, no âmbito da unidade doméstica, da família ou em qualquer relação íntima de afeto, independentemente de orientação sexual.
A Lei de Feminicídio foi criada a partir de uma recomendação da CPMI que investigou a violência contra as mulheresnos Estados brasileiros, de março de 2012 a julho de 2013.  

É importante lembrar que, ao incluir no Código Penal o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, o feminicídio foi adicionado ao rol dos crimes hediondos (Lei nº 8.072/1990), tal qual o estupro, genocídio e latrocínio, entre outros. A pena prevista para o homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos.
Fonte: https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/violencia/violencias/feminicidio/ acesso em 08.03.19 às 15:05 hs 

08 de março - Dia Internacional da Mulher

Dia da Mulher: respeito não é presente, é direito. Por Nathalí Macedo

Imploramos pelo mínimo todos os dias do ano:  parem de nos matar. Tirem seus rosários de nossos ovários. Parem de desfigurar nossos rostos, de nos queimar vivas, de nos atirar do alto de prédios, de nos culpar quando somos estupradas, parem de ver nossos corpos como parques de diversão ou espólios de guerra.
Nossos apelos parecem trilha sonora para as barbaridades que continuam sendo noticiadas todos os dias. Só este ano, mais de dez mil mulheres foram estupradas no Brasil – fora as que não denunciam por medo, ou são desencorajadas por um judiciário canalha. Também este ano, os registros de feminicídios aumentaram, apesar de terem diminuído os registros de homicídios.
A impressão que tenho é de que nossos esforços didáticos são inúteis diante de uma sociedade que ainda não consegue nos oferecer o mínimo: escuta.
Quando dizemos “nesse oito de março, não dê flores, dê respeito!, parece que precisamos de um dia especial para cordialmente solicitarmos o que é nosso por direito. Respeito não é presente: é direito de todas as mulheres e dever de todo ser humano decente.
Presente é convidá-la para jantar o seu prato preferido. Passar o dia com ela numa praia de azul tão infinito quanto a sua força. Aprender a tocar aquela música que ela adora. Comprar-lhe uma roupa nova, um vinho, ingressos pro cinema.
Aliás, pode dar flores no oito de março, sim. Não está proibido, que eu saiba. Mas em todos os outros dias do ano, trate-nos como seres humanos.
Temos solicitado cordialmente há décadas isso que ninguém deveria hesitar em nos oferecer: o direito de existirmos, de permanecermos vivas e inteiras. Se, para nós, nada vem de graça – a não ser os buquês do nosso dia internacional – levantamos e vamos buscar.
Exigimos, quando necessário. Tomamos à força.
Respeitar ou não respeitar mulheres não é mais uma questão de escolha: nós somos o futuro, e não há outro caminho. Mais do que maioria numérica, somos a potência vital do universo. Nossos ventres guardam a vida, e ninguém pode chegar a este planeta a não ser dentro de uma de nós.
E sabe o melhor?
A gente se deu conta disso.
E foi quando entendemos que não precisamos implorar pelo óbvio que vocês passaram a nos verem em todos os espaços (e aviso que continuaremos ocupando-os).
Toda vez que matarem, estuprarem, vandalizarem uma de nós, brotarão outras centenas de milhares, fazendo um escândalo. Toda vez que tentarem culpar uma mulher pelo mau-caratismo de um homem adúltero, estaremos lá para dizer que a culpa da traição é de quem trai. Cuspiremos em todas as manchetes que tentarem nos culpar quando formos vítimas e continuaremos em marcha até que todas sejamos livres.
O respeito que queremos não será solicitado no dia oito de março ou em qualquer outro dia: exigiremos.
Não há de ser fácil, mas um dia eles vão aprender.
Nem que seja na marra.
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/dia-da-mulher-respeito-nao-e-presente-e-direito-por-nathali-macedo/ acesso em 08.03.19 às 14:52hs

terça-feira, 5 de março de 2019

Diagnóstico do câncer fragiliza o paciente e pode levar à ansiedade ou depressão

O diagnóstico de câncer continua sendo um momento particularmente difícil e gerador de intensa angústia na vida de uma pessoa, em função de uma série de aspectos que são mobilizados. A ruptura na forma habitual de vida, a incerteza e a insegurança de futuro, o caminho de um tratamento incerto, por vezes, doloroso e prolongado, associada ao estigma de uma época em que não havia tratamento disponível e a possibilidade da morte era iminente. Estes são aspectos determinantes na configuração de um estado de crise em que a fragilidade emocional torna-se uma esperada consequência.
Apesar dos importantes avanços na área da oncologia, particularmente no que se refere às possibilidades terapêuticas, o câncer ainda continua sendo uma doença bastante estigmatizada, carregada de preconceitos e mistérios e estimuladora de fantasias irracionais, abalando a integridade psicológica dos pacientes, tornando-os fragilizados e vulneráveis, fazendo com que o paciente se volte para si mesmo ou utilize mecanismos psicológicos de defesa.
Tais mecanismos de defesa têm dupla finalidade: lutar contra a angústia desencadeada diante da ameaça da doença e estabelecer uma nova maneira de relacionamento da pessoa doente com o meio e consigo mesma. Sendo que, estas formas de relacionamentos são as mais variadas possíveis, como agressividade, recusa ao tratamento, baixa autoestima e etc., dificultando assim a relação do paciente com sua família e equipe de saúde.
O impacto do diagnóstico pode definir diversos sentimentos de difícil elaboração que variam de acordo com os recursos de cada paciente: idade, dinâmica familiar, insegurança na relação médico-paciente, tipo de câncer, do momento de vida, de experiências anteriores e de informações que recebeu no convívio familiar, social e cultural que nasceu e desenvolveu.

Hábitos saudáveis podem evitar 60 mil mortes por câncer no Brasil

O estilo de vida não saudável relacionado ao tabagismo, consumo exagerado de álcool, excesso de peso, falta de atividade física e má alimentação causa mais de 100 mil casos e 60 mil mortes por câncer no Brasil. Foi o que apontou um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina (FM) da USP. O estudo, intitulado Proporção de casos de câncer e mortes atribuíveis a fatores de risco no estilo de vida todo ano no Brasil, ganhou destaque internacional. O Jornal USP no Ar conversou com Leandro Rezende, pesquisador do departamento, para maiores esclarecimentos sobre o estilo de vida saudável versus a prevenção do câncer.
O estudo surgiu durante o doutorado de Rezende, entre 2014 e 2018, motivado pelo consenso já estabelecido na literatura de que hábitos saudáveis estão relacionados à redução de, pelo menos, 20 tipos de cânceres. Agora, o objetivo é compreender como esses fatores de risco afetam a realidade do brasileiro. Além de relacionar a incidência e mortalidade de câncer por sexo, também foi possível dimensionar que hábitos estão ligados à incidência da doença, a fim de preveni-la.
Foi constatado que 29% de todos os casos de câncer em homens derivam do tabagismo, contra 24% em mulheres. O índice de massa corporal elevado, a falta de exercício físico e o consumo de álcool são os principais fatores de risco para as mulheres. Isso não quer dizer, no entanto, que a população feminina apresente maior taxa de massa corporal, ou consuma mais álcool, que a masculina. Existem cânceres, como os de ovário e mama, associados apenas às mulheres, que são mais suscetíveis a esses fatores de riscos.
Os dados preliminares para a pesquisa, relativos à prevalência dos fatores de risco na população brasileira, foram obtidos através de duas pesquisas conduzidas pelo IBGE. A literatura sobre o tema foi amplamente visitada, além de dados coletados da Agência Nacional de Pesquisa em Câncer, responsável por fornecer o número de casos e mortes que ocorrem por ano no Brasil.
Leandro Rezende reforça a importância do estudo como um primeiro passo na busca de hábitos mais saudáveis. Para o pesquisador, a construção de um ambiente saudável é fundamental. No caso da alimentação, fica o alerta para o consumo exacerbado de carne vermelha, associado ao aumento do risco de câncer de colo retal, mas, principalmente, o consumo de alimentos ultraprocessados. Outra preocupação é o avanço da indústria do tabaco, com cigarros eletrônicos e produtos mais lúdicos, que estão atraindo consumidores mais jovens. A saída para essa questão é a criação de novas políticas públicas e uma regulação mais vigorosa, finaliza o pesquisador.
Fonte: Jornal da USP in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/habitos-saudaveis-podem-evitar-60-mil-mortes-por-cancer-no-brasil/12589/7/ acesso em 05.03.19

domingo, 3 de março de 2019

Anvisa aprova novo medicamento para Leucemia Mieloide Aguda (LMA), para pacientes não elegíveis para quimioterapia intensiva

A ANVISA aprovou o uso de Venetoclax para tratamento de  pacientes recém diagnosticados com Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e que são inelegíveis para quimioterapia intensiva. A aprovação se baseia em dados de dois estudos clínicos M14-358 e M14-387. 
A Leucemia Mieloide Aguda é um dos tipos mais comuns de leucemia em adultos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, a estimativa de novos casos em 2018 é de 5,94 para cada 100 mil homens e 4,56 para cada 100 mil mulheres. Acomete principalmente pessoas mais velhas e é a forma mais comum de leucemia aguda em adultos, na qual a medula óssea produz formas anormais e imaturas de células brancas, células vermelhas ou plaqueta. Se não tratado, progride rapidamente.

Muitos dos pacientes com Leucemia Mioloide Aguda não têm indicação para tratamento intensivo da doença, que exige medicamentos quimioterápicos em doses elevadas e causa períodos prolongados de imunossupressão. Esta limitação é ainda mais preocupante porque a incidência da LMA aumenta com a idade, e muitos pacientes mais idosos são portadores de outras doenças crônicas. Somente uma minoria dos pacientes com LMA acima de 60 anos consegue tolerar a quimioterapia padrão necessária para obtenção de resultados ótimos”, afirmou Dr. Eduardo Rego, Professor Titular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. "Contar com um novo medicamento para tratar LMA é encorajador para os pacientes e suas famílias.”
"LMA é um tipo de câncer no sangue extremamente agressivo e debilitante e, para os pacientes sem indicação para quimioterapia intensiva, o prognóstico é bastante pessimista”,  afirmou Karina Fontão, Diretora Médica da AbbVie no Brasil.
O estudo clínico M14-358 indicou que Venetoclax em combinação com azacitidina ou decitabina resultou na remissão completa de 40,5% e remissão completa com recuperação incompleta do sangue em 23,8%. Já o estudo clínico M14-387 mostrou também que os pacientes que receberam venetoclax em combinação com baixa dose de citarabina apresentaram taxa de remissão completa/remissão incompleta de 25,6% e 20,7% respectivamente. 
Aproximadamente 27% de pacientes com LMA terão sobrevida de cinco anos ou mais. A doença reaparece para a maioria dos pacientes com LMA dentro de três anos do diagnóstico.
Venetoclax é o primeiro medicamento de uma nova classe, que seletivamente inibe a proteína BCL-2, que impede o processo natural de morte das células do câncer, ou processo de autodestruição chamado de apoptose. Venetoclax tem como alvo a proteína BCL-2 e age para restaurar o processo de apoptose. Venetoclax está aprovado em mais de 50 países, incluindo Estados Unidos e Brasil. 
Fonte: Assessoria de Imprensa SPMJ Comunicação in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-leucemia-mieloide-aguda-lma-para-pacientes-nao-elegiveis-para-quimioterapia-intensiva/12582/7/ acesso em 03.03.19 às 16>16hs