quinta-feira, 4 de abril de 2019

07 de Abril - Dia Mundial da Saúde

O Dia Mundial da Saúde é comemorado em 07 de abrilporque essa data coincide com a data de criação daOrganização Mundial da Saúde (OMS) em 1948.
Em 1946, a Constituição da OMS reconheceu que "o gozo do mais alto padrão possível de saúde é um dos direitos fundamentais de todo ser humano, sem distinção de raça, religião, crença política ou condição econômica ou social".  
Nas Américas, 20 das 35 constituições dos Estados Membros da OPAS consagram o direito à saúde.  
Atualmente, a maioria dos países da América Latina aprovou leis que reconhecem a saúde como um direito social e usam esse marco formal para promover o acesso universal aos serviços integrais de saúde.  
O direito à saúde implica igualdade de acesso aos serviços necessários para a mesma necessidade.
Barreiras
Um terço da população das Américas ainda enfrenta barreiras para acessar os serviços de saúde dos quais precisam. As principais barreiras são geográficas, econômicas, burocráticas ou relacionadas à aceitação sociocultural, enquanto outras têm a ver com atitudes às vezes adotadas pelas equipes de saúde no momento do atendimento.
Barreiras físicas ou geográficas
O lugar onde as pessoas vivem muitas vezes determina seu acesso aos cuidados de saúde. Aqueles que vivem em áreas rurais ou remotas enfrentam uma maior dificuldade em controlar sua saúde, obter informações sobre prevenção de doenças, receber tratamento ou realizar consultas com profissionais de várias especialidades.
As barreiras físicas ou geográficas dizem respeito à disponibilidade de bons serviços de saúde, razoavelmente completos, em diferentes partes de um país, oferecendo horários de atendimento adequados e outras conveniências que permitam aos usuários obter os serviços quando precisam.
Quanto mais distantes dos estabelecimentos de saúde das cidades ou das zonas urbanas, maior a escassez de pessoal competente e de insumos, o que piora o acesso à saúde e aumenta as inequidades.
Aceitação sociocultural e barreiras institucionais
Entre as barreiras socioculturais e institucionais aos cuidados de saúde estão a má qualidade e falta de sensibilidade na prestação de serviços, salas de espera superlotadas, pouca ou nenhuma informação fornecida, longos tempos de espera para cirurgias e outros procedimentos ou tratamentos, horários que não são adaptados às preferências e necessidades dos usuários, problemas de idioma e recusa em cuidar ou tratar pacientes que não podem pagar.
Isso é agravado pelo cancelamento de compromissos de rotina devido ao absenteísmo ou à falta de equipe profissional, mau funcionamento do equipamento de diagnóstico e tratamento, falta de suprimentos e medicamentos essenciais e de manutenção de facilidades auxiliares em muitos centros de saúde (por exemplo, banheiros sem água e sabão, sujos ou em más condições ou a falta geral de materiais básicos e assentos limitados em áreas de espera).
Os cuidados de má qualidade (com base em modelos inadequados às necessidades de saúde e às prioridades da população) também prejudicam a equidade em saúde.
Barreiras econômicas e financeiras
As barreiras financeiras para o acesso à saúde dizem respeito à disponibilidade financeira que afeta a capacidade de uma pessoa de usar os serviços. São não apenas honorários médicos, mas também custos indiretos, como os gastos com transporte para chegar até um centro de saúde.
O pagamento nos pontos de entrada do serviço de saúde é a principal barreira para o acesso ao cuidado, o que pode levar pessoas e famílias à pobreza.
Segundo as recomendações da OMS, as despesas para acessar os serviços de saúde não devem ser superiores a 20% dos gastos totais em saúde. Em muitos países, no entanto, essa porcentagem é muito maior, colocando as pessoas em risco de cair na pobreza.
As despesas que saem do próprio bolso do usuário do serviço de saúde são uma barreira direta que afeta não só as famílias de baixa renda, mas também os lares de média renda. Esses gastos de saúde “do próprio bolso” dependem, em grande parte, da capacidade do sistema público de saúde de prestar serviços e prover medicamentos, além da contratação de planos de saúde complementares.
Na prática, pode assumir várias formas, como o pagamento direto para a aquisição de remédios, co-participação e outros gastos. Também pode envolver pagamentos formais ou oficiais, pagamentos informais ou "ilegais", ou ambos ao mesmo tempo. O aumento dos custos com medicamentos (e a falta de proteção econômica para cobri-los) pode restringir o acesso das pessoas aos serviços, o que afeta a sustentabilidade dos sistemas de saúde e a capacidade de alcançar a saúde universal.
Estigma e discriminação  
Outra barreira para o acesso à saúde é o estigma e a discriminação nos serviços. Isso ocorre quando as pessoas percebem que os serviços de saúde são ineficientes ou quando o provedor de serviços parece impedir as pessoas de buscar cuidados com base em idioma, idade, sexo, orientação sexual, origem étnica ou religião.  
Outros fatores que dificultam o acesso aos serviços de saúde em áreas remotas são o estigma social ou o medo de que a privacidade não seja respeitada, a falta de conhecimento sobre saúde, a superlotação das unidades de saúde, a impossibilidade de se ausentar do trabalho e falta de opções distintas às tradicionais para cuidar dos filhos.  
O que Você pode fazer?
Todos têm um papel a desempenhar, participando de conversas e contribuindo para o diálogo sobre políticas que podem ajudar seu país a alcançar e manter a saúde universal.  
Dados recentes sugerem que será difícil atingir os ODS para 2030 sem ações específicas planejadas e destinadas a aumentar o espaço fiscal para a saúde. De fato, se mantivermos a mesma taxa de aumento nas despesas de saúde pública dos últimos 20 anos, precisaremos, em média, de mais 80 anos para atingir esses objetivos.  
Para estimular o aumento do espaço fiscal, precisamos nos envolver em um diálogo social mais amplo com todos os atores. Com isso em mente, a OPAS criou um movimento regional para buscar formas inovadoras de acelerar os esforços dos países rumo à saúde universal.  
Para melhorar a cobertura dos serviços de saúde, precisamos analisar e selecionar medidas destinadas a quebrar as barreiras que impedem o acesso. As comunidades que desejam alcançar a saúde universal devem ter serviços fisicamente acessíveis, economicamente acessíveis e aceitáveis para as pessoas do ponto de vista sociocultural.  
Tomadores de decisão podem:  
  • Participar em conversas estruturadas com várias partes interessadas da comunidade, ambas afetadas e essenciais para garantir a saúde universal.
  • Ouvir as demandas, opiniões e expectativas da população em relação à saúde universal, a fim de melhorar as respostas políticas. A população pode ser consultada por diálogo presencial, pesquisas ou referendo, entre outros métodos.
  • Colaborar com organizações de base e defensoras da saúde universal para explorar soluções viáveis.  
Profissionais de saúde podem:  
  • Discutir políticas intersetoriais para garantir a disponibilidade, acessibilidade, relevância e competência dos recursos humanos para a saúde universal.
  • Discutir as necessidades de equipes interprofissionais qualificadas e motivadas, que são essenciais para atender as necessidades de saúde das pessoas, onde quer que vivam.
  • Lutar para que os profissionais de saúde possam desfrutar de emprego estável e decente, pois isso fortalece o sistema de saúde e o desenvolvimento social e econômico do país.
  • Criar movimentos que promovam acordos de alto nível entre os setores educacional e de saúde, a fim de alcançar padrões de qualidade na formação de profissionais de saúde, com base em necessidades específicas da comunidade.
  • Defender a perspectiva de gênero e incorporá-la em novos modelos organizacionais e contratação nos serviços de saúde.  
Pessoas e comunidades podem:  
  • Levantar suas vozes para exercer seu direito à saúde.
  • Organizar movimentos nacionais em direção à saúde universal.
  • Comunicar suas necessidades, opiniões e expectativas aos responsáveis pela formulação de políticas locais, políticos, ministros e outros representantes públicos.
  • Fazer-se ouvir através das mídias sociais para garantir que as necessidades de saúde da comunidade – entre outras – sejam levadas em consideração e priorizadas a nível local.
  • Convidar organizações da sociedade civil para ajudar a mostrar as necessidades de sua comunidade aos tomadores de decisão. Compartilhar suas histórias, com comunidades e pessoas afetadas, com a mídia.
  • Organizar atividades como fóruns de discussão, debates políticos, shows, marchas e entrevistas para proporcionar às pessoas a oportunidade de interagir com seus representantes sobre o tema em meios de comunicação social e mídias sociais.
  • Advogar para que os governos implementem estratégias para motivar as equipes de saúde, usando incentivos econômicos, desenvolvimento profissional e medidas de qualidade de vida para incentivar esses profissionais a permanecerem em áreas remotas e negligenciadas.  
O que a mídia pode fazer:  
  • Destacar iniciativas e intervenções que ajudem a melhorar o acesso a serviços de qualidade e proteção financeira para pessoas e comunidades.
  • Mostrar o que acontece quando as pessoas não conseguem obter os serviços dos quais necessitam.
  • Insistir na responsabilidade dos formuladores de políticas e dos políticos – por exemplo, por meio de documentários sobre os compromissos assumidos com a saúde universal, focados em pontos fortes, fracos e novos desafios a serem abordados (por exemplo, o aumento das doenças crônicas não-transmissíveis ou envelhecimento populacional).
  • Criar plataformas para o diálogo entre beneficiários, comunidades, seus representantes políticos e tomadores de decisão, como por meio de debates e entrevistas.  

quinta-feira, 28 de março de 2019

29.03.19 - PALESTRA GRATUITA NO GRUPO SE TOQUE

TEMA: Autoestima
PALESTRANTE: Psicóloga Leonei Martins
DATA: 29.03.19
HORÁRIO: 09 horas
LOCAL: Sede do Grupo Se Toque - Rua Monswnhor Moisés, 181 - Pontalzinho - Itabuna-Ba.

ATENDIMENTO PSICOLÓGICO GRATUITO NO GRUPO SE TOQUE

Pacientes de câncer e seus familiares podem usufruir do atendimento gratuito com psicólogo na sede do Grupo Se Toque em Itabuna.
O serviço é oferecido em razão da doaçao de horas de profissionais que  atuam como voluntários.
São pessoas generosas a quem declaramos a nossa gratidão!

Sueli

quarta-feira, 27 de março de 2019

Um câncer de sangue que se confunde com outras doenças

O mieloma múltiplo não é um câncer comum – estima-se que ele afeta sete a cada 100 mil pessoas. Mas isso não é motivo para negligenciar essa doença ou seus sintomas, até porque o diagnóstico precoce aumenta o tempo de vida e evita suas consequências mais graves.
O problema: os sinais que dão pistas de sua presença não raro são confundidos com doenças como a osteoporose ou até como manifestações típicas do envelhecimento. Não à toa, 44% dos 200 pacientes entrevistados para uma pesquisa da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) demoraram mais de três meses para procurar um médico depois de apresentarem os primeiros sintomas – 26% deixaram passar mais de um ano.
Só que essa história não termina aí. No levantamento da Abrale (que envolveu pessoas atendidas nas redes pública e privada), 45% esperaram ao menos seis meses para de fato serem diagnosticados com o mieloma múltiplo. E, após a confirmação do quadro, 82% ainda esperaram mais de um mês para iniciarem o tratamento.
“Ninguém sai de casa dizendo que vai fazer uma consulta preventiva com o hematologista, o médico mais acostumado a diagnosticar e tratar esse câncer”, afirma Breno Gusmão, hematologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. “Precisamos conscientizar a sociedade e até os outros especialistas que sintomas como dor recorrente nas costas merecem uma investigação aprofundada”, arremata.
O que é o mieloma múltiplo e quais seus sintomas
Em resumo, estamos falando de um câncer que surge na medula óssea – a fábrica de sangue que se localiza no interior dos ossos. No caso, a doença acomete especificamente os plasmócitos, células de defesa que participam do combate a infecções.
“Em cerca de 90% dos pacientes diagnosticados, há presença de dor óssea”, alerta Gusmão. Esse incômodo geralmente dá as caras na coluna ou nas costelas, surge do nada e piora com o movimento.
Fora isso, ele tende a se intensificar com o tempo, o que inclusive culmina em abuso de analgésicos.
Com o tempo, a degeneração óssea decorrente do mieloma múltiplo enfraquece o esqueleto, disparando uma espécie de osteoporose. Daí porque não são poucos os pacientes com fraturas.
Vamos, então, listar os sintomas de sua presença:
• Dor óssea frequente, principalmente nas costas
• Fraturas
• Anemia
• Cansaço
• Infecções repetidas
• Urina com espuma
• Perda de apetite
• Sede exagerada
Além da osteoporose, tem gente que confunde esses sinais com a deficiência de ferro ou mesmo como consequências da maturidade, até porque o mieloma múltiplo é mais comum depois dos 60 anos. “Com exames de sangue e de imagem, conseguimos firmar o diagnóstico”, diz Gusmão.
O diagnóstico precoce e o tratamento
Infelizmente, o mieloma múltiplo não tem cura. “Mas, hoje, possuímos um arsenal de remédios que prolonga a expectativa de vida e diminui o risco de complicações”, avisa Gusmão. O Brasil, aliás, foi o primeiro país no mundo a aprovar – no sistema privado – um medicamento inovador contra essa doença, o daratumumabe.
De acordo com o médico, não é raro ver pacientes vivendo mais de uma década depois do diagnóstico, o que é animador, em especial se você considerar que essa enfermidade costuma dar as caras dos 60 anos de vida em diante. “Muitos vão morrer de outras causas”, completa o médico.
Entretanto, para realmente se beneficiar dos remédios e afastar as dores, as fraturas e por aí vai, é essencial detectar esse câncer nos seus primeiros passos. E aí voltamos à importância de ficar atento aos sintomas que mencionamos antes.
“Fazer exames de checkup em toda a população para caçar essa doença não é efetivo, porque ela é pouco comum”, esclarece Gusmão. Sem contar que, na maioria das vezes, uma dor nas costas ou uma anemia indicam outros problemas que não o mieloma múltiplo.
O recado – para essa e outras encrencas – é nunca tratar com normalidade sintomas que aparecem sem motivo aparente e que não cessam poucos dias depois.
Fonte: Saúde É Vital in 
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/um-cancer-de-sangue-que-se-confunde-com-outras-doencas/12624/7/ acesso em 27.03.19 às 20:35hs

No Brasil, mudança de hábitos poderia evitar 63 mil mortes por câncer todo ano

Estilo de vida não saudável causa mais de 100 mil casos e 60 mil mortes por câncer todo ano no Brasil. Foi o que apontou uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina  da USP (FMUSP) e a Harvard University. Segundo o estudo, estima-se que, por ano, 114 mil casos de câncer (27% do total) e 63 mil mortes pela doença (34% do total) no Brasil poderiam ser evitados com a redução de cinco fatores de risco relacionados ao estilo de vida: tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação não saudável e falta de atividade física. O assunto é tema de artigo publicado na revista Cancer Epidemiology em fevereiro de 2019.
Segundo um dos pesquisadores e um dos autores do artigo, Leandro Fórnias Machado de Rezende, da FM,  já havia  um consenso na literatura científica de que o estilo de vida não saudável (tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, falta de atividade física e alimentação não saudável – baixo consumo de frutas, verduras, fibras e cálcio e consumo de carne vermelha e processada) estaria associado ao aumento no risco de 20 tipos de câncer:  o de laringe, de pulmão, esôfago, orofaringe, cólon e reto, cavidade oral, bexiga, fígado, estômago, colo e corpo do útero, rim, vesícula biliar, mama, pâncreas, leucemia mieloide, mieloma múltiplo, tireoide, ovário e próstata. “A novidade da pesquisa foi estimar a proporção de casos e de mortes por câncer que poderiam ser potencialmente evitados  pela eliminação ou redução dos fatores de risco no estilo de vida dos brasileiros”, afirma Rezende. 
Segundo dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), esses tipos de câncer correspondem a aproximadamente 80% de todos os casos de câncer (excluindo o câncer de pele não melanoma), diagnosticados no Brasil. Neste contexto, a pesquisa foi baseada em dados da distribuição (prevalência) dos fatores de risco relacionados ao estilo de vida de duas pesquisas representativas da população brasileira:  a Pesquisa de Orçamentos Familiares (2008/2009) e a Pesquisa Nacional de Saúde (2013). Foram utilizadas ainda, estimativas de casos e mortes por câncer publicadas pela IARC e o risco relativo desses tipos de câncer associados a cada um dos fatores de risco.
A partir da análise dessas informações, foi constatada que a redução dos fatores de risco relacionados ao estilo de vida poderia prevenir até 114 mil casos (27% do total) e 63 mil mortes (34% do total) por câncer por ano no Brasil. No caso da incidência de câncer de pulmão, de laringe, orofaringe, esôfago e colón e reto, seria reduzida pela metade. Já a mortalidade de 13 dos 20 tipos de câncer analisados se reduziria em 20%.  A eliminação/redução do tabagismo (67 mil casos e 40 mil mortes), seguido da de excesso de peso (21 mil casos e 13 mil mortes) e do consumo de álcool (16 mil casos e 9 mil mortes) teriam maior impacto na prevenção de casos e mortes por câncer no Brasil.
Uma discussão que poderia ser feita a partir da divulgação desses dados seria sobre a eficácia das “políticas públicas brasileiras que ainda estão voltadas à realização de exames para detecção precoce do câncer, como é o caso  da mamografia, para o câncer de mama nas mulheres, e o antígeno prostático específico (PSA), para o câncer de próstata nos homens.  As novas descobertas sugerem que as políticas devem ser focadas na  mudança de estilo de vida das pessoas”, conclui.

sábado, 23 de março de 2019

A QUEM PROCURAR, COM QUEM FALAR AO RECEBER UM DIAGNÓSTICO DE CÂNCER

No momento em que recebemos uma notícia tão inesperada, como um dagnóstico de câncer, causa no minímo algum temor, ou mesmo um choque. Nem sempren queremos falar com as pessoas que amamos. Muitas veses os nossos entes-queridos preferimos poupar. O que fazer então?
Para nós do Grupo Se Toque, entendemos que um psicólogo será muito importante nesse momento.
Mas um grupo de apoio para pacientes também é significativo buscar. Neles haverá o encontro com pessoas que já passaram por essa situação, que já superaram o impacto do primeiro momento e que podem ouvir o que o paciente pensa sob a ótica de quem pode se colocar no lugar do outro. 

quinta-feira, 21 de março de 2019

DIA MUNDIAL DA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO ALERTA SOBRE A INCIDÊNCIA ENTRE OS JOVENS

O mês da mulher é marcado também pelo Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero (26 de março). De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), este tipo de tumor é o terceiro mais incidente na população feminina brasileira, sem contar com os casos de câncer de pele não melanoma. Devido aos altos índices, a doença é atualmente uma das prioridades da agenda de Saúde do país e a Fundação do Câncer integra diversas políticas públicas na área.
Especialista da área de Projetos da instituição, a bióloga epidemiologista Rejane Reis comenta sobre as causas e fatores de risco da doença, as estratégias que estão sendo desenvolvidas e reforça a importância de levar o tema para os adolescentes. Confira a entrevista:
Quais são as principais causas/ fatores de risco do câncer de colo do útero?O fator de risco mais importante para o desenvolvimento do câncer de colo do útero é a infecção pelo vírus HPV (papilomavirus humano), que provoca uma lesão no colo do útero e, se não diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar ao desenvolvimento do câncer. Por ser transmitido sexualmente, quanto mais cedo o início da atividade sexual da mulher, maior a exposição e risco de infecção. Além do HPV, outros fatores também contribuem para o desenvolvimento da doença, como tabagismo, ter muitos filhos e usar contraceptivos orais por muito tempo. 
É verdade que o câncer de colo de útero em estágio inicial não costuma apresentar sintomas? Como detectar a doença?Geralmente, o aparecimento dos sinais e sintomas do câncer de colo do útero já indica que a doença está em um estágio mais avançado. Por isso, a importância de que a mulher, ao iniciar a vida sexual, faça o exame ginecológico preventivo, também chamado de exame Papanicolaou. Vale ressaltar que, se diagnosticado em seus estágios iniciais e tratado oportunamente, tem grande possibilidade de cura. No mundo, a sobrevida em cinco anos por esse câncer está entre 50% e 70%.
É possível prevenir? A partir de quando as mulheres devem iniciar os exames de rotina?Sim, o câncer de colo do útero é um dos tipos que tem maior chance de prevenção. A história natural da doença propicia uma intervenção curativa em seus estágios iniciais. De acordo com o Ministério da Saúde, é recomendado o exame Papanicolaou em mulheres que não apresentam sintomas com idade entre 25 e 64 anos de idade, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos normais. Entretanto, é importante ressaltar que, se a mulher já tiver iniciado atividade sexual antes dessa faixa etária, o protocolo deve ser iniciado. Além disso, outra forma de prevenção é a vacinação contra o vírus HPV. Já está disponível, desde 2014, no calendário vacinal da rede pública, a vacina tetravalente para meninas de 9 a 14 anos; e, a partir de 2017, também foram incluídos os meninos com idade entre 11 e 13 anos, além das mulheres vivendo com HIV na faixa etária de 9 a 26 anos.
Que recado daria aos pais e aos jovens?É muito importante, além da adesão às campanhas de vacinação, a orientação sexual, principalmente de adolescentes. Sabemos que, no Brasil, o início da atividade sexual acontece muitas vezes bem antes da faixa etária recomendada para o exame Papanicolau. É verdade que, em mulheres antes dos 25 anos, a incidência é rara, porém existe. Em um recente estudo em adolescentes e adultas jovens (15 a 29 anos) no Brasil, observou-se que, a cada 100 mil mulheres, quatro foram diagnosticadas com a neoplasia. Com isso, o tema precisa ser abordado entre essa população adolescente, e enfatizada cada vez mais a importância da prevenção com a vacinação e o exame.
Fonte: https://www.cancer.org.br/dia-mundial-da-prevencao-do-cancer-de-colo-do-utero-alerta-sobre-a-incidencia-entre-os-jovens/ acesso em 21.03.19 às 21:48hs