sábado, 29 de agosto de 2020

Comemoração do Dia do Nutricionista

 O Dia do Nutricionista – 31 de agosto – é comemorado nessa data, em virtude da criação da Associação Brasileira de Nutricionistas – ABN, que ocorreu no mesmo dia, no ano de 1949. Essa Associação foi substituída pela Federação Brasileira de Nutricionistas e atualmente, pela Associação Brasileira de Nutrição – ASBRAN. Desde essa data que o Sistema Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas – CFN/CRN comemora o Dia do Nutricionista com diversas atividades nos Estados.

Um pouco da história da Nutrição no Brasil

Em 24 de outubro de 1939, foi criado o primeiro curso de Nutrição do Brasil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, com duração de um ano, ministrado em tempo integral, dividido em quatro períodos. Em 1966, o período para a conclusão passou para três anos.

 Em 1972, o Ministério da Educação estabeleceu que tais cursos teriam a duração de quatro anos, divididos em oito semestres. A Lei nº 5.276, de 24 de abril de 1967, regulamentou a profissão do nutricionista. Em 20 de outubro de 1978, foi sancionada a Lei nº 6.583, que criou os Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas com a finalidade de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício profissional. A instalação dos Regionais foi feita a partir de 1980.

 A criação do primeiro Programa Nacional de Alimentação e Nutrição, em 1972, impulsionou a criação dos cursos de Nutrição e o mercado de trabalho para os nutricionistas. Consequentemente, a profissão se expandiu dos hospitais e Serviços de Alimentação da Previdência Social (SAPS) para efetivamente assumir as escolas, os restaurantes de trabalhadores, docência, indústria, marketing, nutrição em esportes, saúde suplementar, núcleos de assistência à saúde da família. Esta ampliação de áreas se mantém até hoje.

A formação e o desenvolvimento das habilidades profissionais devem ser alvo de constante luta das instituições que representam os interesses da sociedade, para assegurar uma saúde de qualidade e universal.

Fonte: www.cfn.org.br in http://www.fsp.usp.br/crnutri/index.php/2016/09/01/comemoracao-do-dia-do-nutricionista/#:~:text=O%20Dia%20do%20Nutricionista%20%E2%80%93%2031,Associa%C3%A7%C3%A3o%20Brasileira%20de%20Nutri%C3%A7%C3%A3o%20%E2%80%93%20ASBRAN. acesso em 29.08.20 às 21:41hs

Dia Nacional de Combate ao Fumo

 O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. Criado em 1986 pela Lei Federal 7.488, a data inaugura a normatização voltada para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva.

Fonte: https://www.inca.gov.br/campanhas/dia-nacional-de-combate-ao-fumo acesso em 29.08.20 às 21:13hs

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Agosto Branco: câncer de pulmão é o segundo tipo de tumor mais comum entre homens e mulheres

 Agosto é o mês reservado para campanha e conscientização acerca do câncer de pulmão, o terceiro tipo de câncer mais frequente entre homens e o quinto mais comum entre as mulheres, a nível global. No Brasil, é o segundo tipo de câncer mais comum, com número estimado de novos casos neste ano de 30.200, sendo 17.760 entre homens e 12.440 mulheres. Por isso, faz-se necessário a disseminação de informações que mostrem a importância dessa doença.

O câncer de pulmão pode ser classificado em dois tipos, sendo estes: câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), que se desenvolve a partir das células epiteliais e representa 85% do total de casos de tumores pulmonares; câncer de pulmão de pequenas células (CPPC), que tende a crescer e se disseminar mais rápido, representando 15% dos casos.

Diante desse cenário, a detecção precoce é um ponto chave para ampliar as chances de um tratamento efetivo. Para a oncologista Ana Caroline Gelatti, vice-presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica, "sintomas como tosse e rouquidão persistentes, sangramento pelas vias respiratórias, dor no peito e dificuldade de respirar, devem ser investigados". Ela ainda explica que "ainda que estes não signifiquem necessariamente o câncer de pulmão, é imprescindível ter uma orientação médica, para então, posteriormente, iniciar o processo de investigação, com exames clínicos adequados a cada caso".

Uma vez feito o diagnóstico inicia-se o tratamento, que, preferencialmente, deve ser personalizado. Além da quimioterapia e radioterapia, hoje o paciente pode contar com as terapias-alvo e a imunoterapia, que podem ser utilizados sozinhos ou combinados, de acordo com a avaliação médica, condição de saúde do paciente e o tipo de mutação do tumor.

A especialista conta ainda que "é importante falarmos de mutação, uma vez que o tabaco não é o único causador do câncer de pulmão, apesar de sua forte relação. Contudo, aqueles que nunca fumaram também podem vir a ter a doença e, por tanto, todos precisamos ficar atentos aos exames de rastreio". Desta forma, a conscientização torna-se uma grande aliada na prevenção.

Cabe pontuar que fumantes passivos também fazem parte dos casos diagnosticados, uma vez que inalam a fumaça de substâncias tóxicas produzida pelo tabaco. Além disso, a exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, bronquite crônica, fatores genéticos e histórico familiar da doença também contribuem no desenvolvimento desse tipo de câncer.

Alerta 

Campanha #RespireAgosto, tem o objetivo de reforçar a importância de um diagnóstico rápido mas também alertar a população de que o câncer de pulmão ainda figura como uma das doenças mais presentes no Brasil e no mundo.

Fonte: Folha Vitória IN http://www.oncoguia.org.br/conteudo/agosto-branco-cancer-de-pulmao-e-o-segundo-tipo-de-tumor-mais-comum-entre-homens-e-mulheres/13823/7/ ACESSO EM 28.08.20 ÀS 10:44HS

PETIÇÃO PÚBLICA PEDE MANUTENÇÃO DE RECURSOS PARA O SUS

 Estamos vivendo um contexto de calamidade pública negligenciado e desconsiderado pelo governo federal. A Covid-19 já matou dezenas de milhares de pessoas no Brasil e continua gerando a maior crise sanitária da história do país. Em 2021, a regra do orçamento emergencial para enfrentamento à pandemia não existirá mais, ou seja, voltaremos ao sufocamento da Emenda Constitucional 95/2016, que congelou investimentos em saúde e demais áreas sociais até 2036. A petição “Você vai deixar o SUS perder mais R$ 35 bilhões em 2021?” é uma iniciativa do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Assine a petição

Isso significa dizer que o Sistema Único de Saúde (SUS) perderá R$ 35 bilhões em comparação aos recursos do Ministério da Saúde em 2020, de acordo com a Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento do CNS. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2021 da União, enviado ao Congresso Nacional, tem a proposta de retomada das regras da EC 95/2016, o que não podemos permitir, pois aprofundam o desfinanciamento progressivo do direito à saúde garantido na Constituição Federal de 1988.

A inoperância ou inércia federal desrespeita a Constituição de 1988, as resoluções e recomendações do CNS e o processo de planejamento ascendente do SUS, estabelecido pela Lei Complementar 141/2012. Isso está em desacordo com a Lei 8.142/90, que define a participação da comunidade na gestão SUS. É mais uma vez o enfraquecimento do pacto social de bem-estar e proteção social assinado na Constituição, com a naturalização da barbárie e sem ouvir o clamor do controle social do SUS.

Além disso, até 29 de julho de 2019, somente R$ 18,7 bilhões do orçamento para enfrentamento à pandemia (ou 47,8%) foram efetivamente usados pela Saúde em aplicações diretas e em transferências para estados e municípios. Ou seja, o governo não tem cumprido sua função de coordenação nacional diante do que estamos vivendo, relegando estados e municípios à própria sorte diante da emergência em saúde.

Assine a petição

Nesse grave contexto, o governo demorou na alocação adicional de recursos no orçamento do Ministério da Saúde, foi lento na execução das despesas federais, principalmente na modalidade de “aplicação direta”, para aquisição de testes, insumos, equipamentos de suporte avançado de vida, de EPIs e transferências financeiras para as unidades da federação, que objetivavam uma maior oferta, por exemplo, de leitos de cuidados intensivos. Foi moroso com o auxílio emergencial de R$ 600 por três meses e mais resistente ainda em prorrogar por mais dois meses o mesmo valor.

O CNS já demonstrou que houve perda de R$ 22,5 bilhões a partir de 2018, quando as novas regras de cálculo do piso da EC 95/2016 passaram a valer. Os efeitos negativos da EC 95/2016 estão presentes no gasto em Saúde por pessoa, que caiu de R$ 594,00 (em 2017) para R$ 583,00 (em 2019). O cálculo em porcentagem da receita corrente líquida também caiu de 15,77% para 13,54%, e só estamos no terceiro ano posterior à aprovação deste deletério dispositivo.

É grave a situação que se projeta para 2021 com a volta da regra da EC 95/2016, estabelecida pelo governo no PLDO 2021. Para o próximo ano, o SUS precisa lidar com o contexto de pós-pandemia sem uma vacina estabelecida e aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E, mesmo diante desta inovação, o SUS precisará ter orçamento para a aquisição deste insumo e atenuar a demanda reprimida de 2020 decorrente do adiamento de cirurgias eletivas e exames de maior complexidade, bem como das consequências da interrupção do tratamento de doenças crônicas que estão sendo noticiadas. Não podemos permitir uma redução ainda maior no orçamento da Saúde. Assim, precisamos:

  1. Garantir que o PLDO 2021 contemple para o Ministério da Saúde um piso emergencial enquanto um orçamento mínimo no valor de R$ 168,7 bilhões (correspondente ao montante da Lei Orçamentária Anual [LOA] 2020 adicionados os créditos extraordinários e as variações anuais do IPCA, de 2,13%, e da população idosa, de 3,8%).
  2. Revogar a EC 95/2016 para implementar uma outra regra de controle das contas públicas que não fragilize as políticas sociais e traga prejuízos para a população, principalmente para a saúde pública.

Sem Saúde não há economia. O SUS garantiu o 2020 e merece mais em 2021!

FONTE:http://www.conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/1297-peticao-publica-voce-vai-deixar-o-sus-perder-mais-r-35-bilhoes-em-2021 ACESSO EM 28.08.20 ÀS 10:39HS

Dia Nacional do Voluntariado

 Ser voluntário é uma das funções mais difíceis para humanidade, principalmente pelo fato de ter de dedicar parte da vida a serviço dos necessitados. Portanto, o 28 de agosto é motivo de comemorações pelo fato de se tratar do Dia Nacional do Voluntariado.

A data foi instituída por meio da Lei nº 7.352, sancionada pelo então presidente da República, José Sarney. Já em 1995, a socióloga Ruth Cardoso fundou a Comunidade Solidária que, por meio do Programa Voluntários, fortaleceu as ações sociais no País, estimulando a criação de mais de 40 Centros de Voluntários nas principais cidades brasileiras.

O Grupo Se Toque é um grupo de apoio para pacientes de câncer que atua através de voluntários. Toda sua ação é realizada através de voluntários que doam seu tempo e seus saberes em prol de quem precisa de amparo.

A todos a nossa gratidão e reconhecimento!

sábado, 18 de julho de 2020

TRAVESSIA - Uma letra que se encaixa em muitas vidas

Milton Nascimento

"Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto
Muito tenho pra falar
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar
Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver
Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar
Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver"

domingo, 12 de julho de 2020

O CÂNCER NÃO ESPERA, CUIDE-SE JÁ!

Campanha nacional em todas as redes sociais. Faça parte você também!

A situação dos pacientes de câncer em muitas localidades é preocupante não só pelo medo de comparecer aos serviços para o tratamento. Mas, há casos de pacientes que estavam com cirurgia para retirada de tumor marcada e foi desmarcada pelo próprio hospital. Há serviços de quimioterapia que adiou sessões por conta da pandemia. Há pacientes que se encontram em cidades cujo transporte foi suspenso e a pessoa não teve condições de deslocar-se até a cidade onde fazia tratamento.
São muitas situações que impactam negativamente o tratamento ou até mesmo ofechamento do diagnóstico.

Carta Aberta

A pandemia da COVID-19 forçou o mundo a mudar. Se, como indivíduos, temos evoluído para um olhar mais racional sobre os processos econômicos e sociais, sob a ótica da saúde, estamos diante de um sensível abalo estrutural.
Uma crise desta magnitude é capaz de alterar protocolos de atendimento que vão muito além das implicações diretas que o coronavírus promove. Mas há doenças que não dão trégua, não podem esperar o  sonhado fim deste capítulo para serem tratadas.
É o caso do câncer, que afeta atualmente ao menos 1,3 milhão de brasileiros que, na maioria dos casos, dependem de tratamento ativo. Para 2020, são esperados ainda 625 mil novos diagnósticos da doença.
Diante deste cenário, a nossa maior arma no combate ao câncer ainda é a detecção precoce  —  que aumenta, e muito, as chances de cura. No entanto, diante da pandemia, estimativas das Sociedades Brasileiras de Patologia e de Cirurgia Oncológica (SBP e SBCO, respectivamente) indicam que, desde a chegada do novo vírus no País, ao menos 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer e, considerando apenas o mês de abril, cerca de 70% das cirurgias oncológicas foram adiadas.
Os números são resultantes dos cancelamentos de procedimentos não urgentes, como exames, consultas e operações, além da recusa de pacientes com a doença ou sintomas em procurar um hospital ou clínica, por medo de contrair a Covid-19.
E é justamente neste momento, de profunda reflexão sobre o futuro que nos aguarda, que se torna mais imperativo reforçarmos a mensagem: não deixe de realizar seus exames, siga as orientações do seu médico e não adie nem interrompa seu tratamento.
O sentimento de medo não pode ser maior que a vontade de lutar contra o câncer.
Afinal, a vida te espera.