sábado, 12 de setembro de 2020

SETEMBRO VERDE - PESSOA COM DEFICIÊNCIA

 

Governo do Estado promove Setembro Verde com o tema “Bem-estar e Acesso a Direitos das Pessoas com Deficiência”

Setembro é o mês para mobilização, reflexão e busca de novos caminhos para garantir os direitos das Pessoas com Deficiência (PcD´s) em todo o país, um segmento que ainda enfrenta obstáculos sociais, educacionais e profissionais. É pensando nisso que a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), por meio da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coede-BA), promovem o evento Setembro Verde, em alusão ao Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado no dia 21 de setembro.

Este ano, com o tema “Bem-estar e Acesso a Direitos das pessoas com Deficiência”, diversas atividades com as temáticas relacionadas a PcD estão previstas para acontecer online, respeitando as regras das autoridades de saúde no momento atual. 

A partir desta quinta-feira (03), a programação começa com uma capacitação de Acessibilidade Digital, com participação dos palestrantes Edilson Sacramento, jornalista e consultor em áudio descrição, graduando em produção cultural na UFBA e membro da rede PCD/Bahia; e Talita Barbosa, engenheira de Software no Itaú, ex-aluna da Reprograma e entusiasta da acessibilidade na web. A capacitação ocorrerá remotamente, das 17h30 às 19h30, através da plataforma Microsoft Teams.

“O dia 21 de setembro foi oficializado através da Lei Federal nº 11.133, de 14 de julho de 2005. Esta data é comemorada e lembrada todos os anos, desde então, em todos os estados, e se constitui em momento para reflexão e busca de novos caminhos para as nossas lutas. É também um momento para divulgar as ações pensadas e construídas para a PcD e promover mais inclusão social”, declarou Alexandre Baroni, superintendente dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SJDHDS.

"Este ano vamos potencializar as ações digitais com o objetivo de garantir a proteção das pessoas com deficiência diante dessa pandemia, mas realizando uma série de eventos para marcar o mês e reforçar a importância do engajamento de toda a sociedade na luta por uma sociedade cada vez mais inclusiva", explicou o secretário da SJDHDS, Carlos Martins.

Confira a programação completa:

03/09/2020 – Capacitação de Acessibilidade/Acessibilidade Digital, com participação dos palestrantes Edilson Sacramento, Jornalista e consultor em áudio descrição, graduando em produção cultural na UFBA e membro da rede PCD/Bahia e Tania Barbosa, Engenheira de Software no Itaú, ex-aluna da Reprograma e entusiasta da acessibilidade na web.  Na plataforma Microsoft Teams, das 17h30 às 18h30.

08/09/2020 – Ato de abertura do Setembro Verde - Live com a participação do secretário da SJDHDS, Carlos Martins, Senador Jaques Wagner, e Jorge Amaro, pesquisador e doutor em Políticas Públicas. Das 15h às 16h, no Facebook da SJDHDS (@justicasocialba).

10 e 11/09/2020 – Apoio através da CILBA e participação do Superintendente Alexandre Baroni no Encontro Nacional de Pessoas com Deficiência, Família, Estado e Sociedade, que será realizado pela REDE PCD. A participação será por meio de inscrição e ocorrerá no Google Meet.

15/09/2020 – Live “O Protagonismo da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho”, com a presença de Sidney Reis – FLEM, Iasmin Laissa Pereira Cruz Sousa – Programa Primeiro Emprego Bahia, e Tânia Regina Quinteiro Portela - Chefe da 94ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. Será das 15h às 16h, no Facebook da SJDHDS (justicasocialba).
 
21/09/2020 – Evento do COEDE com a participação da SUDEF – Passeio Virtual com a temática “Novo Normal da Pessoa com Deficiência pós-pandemia”, das 14h às 17h, no Facebook do COEDE.

22/09/2020 – Reunião Itinerante Virtual no Município de Paulo Afonso com tema "Novo Normal da Pessoa com Deficiência pós-pandemia", das 14h às 17h (plataforma a definir).

23/09/2020 -  Live Especial -  COEDE e Você: retrospectiva do que foi discutido nas lives anteriores do Coede. Das 15h às 17h, Facebook do COEDE.

24/09/2020 – Reunião Itinerante Virtual no Município Porto Seguro com o tema "Novo Normal da Pessoa com Deficiência pós-pandemia" das 14h às 17h (plataforma a definir).

25/09/2020 – Reunião Itinerante Virtual no Município de Irecê, sobre o tema "Novo Normal da Pessoa com Deficiência pós-pandemia", das 14h às 17h (plataforma a definir).

28/09/2020 – Comemoração do Dia Nacional do SURDO, das 15h às 16h30, no Facebook da CILBA. 

29/09/2020 – Encerramento do Setembro Verde (COEDE e SUDEF) – Atividades Culturais apresentadas virtualmente, das 14h às 17h no Facebook do COEDE e da SJDHDS.

Acompanhe a SJDHDS nas redes: Facebook, Twitter, Flickr, Instagram e YouTube.
Fonte: http://www.justicasocial.ba.gov.br/2020/09/3783/Governo-do-Estado-promove-Setembro-Verde-com-o-tema-Bem-estar-e-Acesso-a-Direitos-das-Pessoas-com-Deficiencia.html acesso em 12.09.20 às 16:08hs

sábado, 5 de setembro de 2020

Setembro Lilás: conscientiza população sobre o Alzheimer

 Setembro é um mês especial, dedicado à conscientização de questões que precisam ser debatidas pelo bem da saúde mundial. Uma delas é a campanha Setembro Lilás, criada para divulgar e promover cuidados com a saúde em relação à Doença de Alzheimer. O mês foi escolhido, pois o Dia Mundial da Prevenção ao Alzheimer é no dia 21. A doença é a causa mais comum de perda de memória e acomete cerca de 60% da população mundial.

Fonte: https://londrinando.com/post/1314/setembro-lilas-instituto-londrinense-conscientiza-populacao-sobre-o-alzheimer-com-atividades-gratuitas acesso em 05.09.2020 às 18:35hs

Setembro é o mês para lembrar da doença de Alzheimer

Lembrado como o Mês Mundial da Doença de Alzheimer, setembro começou trazendo boas perspectivas no sentido de aumentar a conscientização sobre a demência e diminuir o estigma ainda associado a essa condição. A partir de uma iniciativa do médico geriatra Leandro Minozzo, professor do curso de Medicina da Universidade Feevale, estão sendo discutidas, em âmbito municipal, estadual e nacional, políticas públicas para o enfrentamento da doença.

Ao atender pacientes com Alzheimer e suas famílias, Minozzo percebeu, ao longo dos anos, a falta de uma articulação pública para dar conta de tantos problemas. “Hoje, no Brasil, temos uma dificuldade muito grande em fazer o diagnóstico de demência e de Alzheimer. A estimativa é que o país tenha 700 mil pessoas com demência, que sequer tiveram diagnóstico da doença”, afirma.

O livro mais recente de Minozzo – Como enfrentar o Alzheimer e outras demências - a necessidade urgente de construção de políticas públicas no Brasil – traz à tona o assunto. A obra mostra o que está sendo feito internacionalmente, como o plano global da Organização Mundial de Saúde (OMS), que dá rumos para a construção de políticas para Alzheimer, e também aborda temas como o Sistema Único de Saúde (SUS) e os recursos que podem ser aproveitados para tal fim.

Em 2018, quando o livro começou a ser escrito, Minozzo procurou políticos, para que eles apresentassem projetos de lei, visando à construção de um plano nacional de enfrentamento da doença, para que, assim, a realidade das pessoas com Alzheimer pudesse ser transformada. Nos últimos dias, um projeto de lei foi aprovado em primeiro turno na Câmara Municipal de Novo Hamburgo, a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado deu parecer favorável a uma proposta e, no Senado, também houve a apresentação de um projeto.

Minozzo diz que é com alegria que vê o conhecimento acadêmico se materializar, ainda mais no mês em que se busca, por meio de um movimento mundial, aumentar a conscientização sobre a demência e o Alzheimer, diminuindo o estigma ainda associado a essa condição.

 

É possível que tenhamos políticas públicas e isso me deixa muito feliz e esperançoso de que as pessoas consigam, nos próximos anos, ter um tratamento mais digno”, destaca.

A partir de sua iniciativa, estão em tramitação os seguintes projetos de lei:


Câmara Municipal de Novo Hamburgo - O Legislativo hamburguense aprovou, no dia 31 de agosto, projeto de lei que cria uma política municipal de enfrentamento à doença de Alzheimer e outras demências. De autoria do vereador Enio Brizola, o projeto ainda será submetido a uma segunda votação. “É uma lei que não vai envolver custos, somente esforços na unificação das ações, com transversalidade por meio de encontros dos profissionais e de monitoramento na rede pública de saúde”, diz o vereador.


Assembleia Legislativa - Está tramitando um projeto de lei de autoria do deputado Issur Koch, que institui, no Rio Grande do Sul, a política de enfrentamento à doença de Alzheimer e outras demências. No dia 22 de agosto, a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia deu parecer favorável à proposta. “Essa enfermidade precisa de uma atenção especial do poder público por atingir não apenas o paciente, mas a família como um todo. O Rio Grande do Sul, em virtude de sua qualidade de vida e da elevada faixa etária, apresenta uma das mais altas incidências da doença”, afirma o deputado, acrescentando que a proposição é para que haja uma política com legislação efetiva e, principalmente, capaz de atuar na busca por ações e soluções para esses pacientes e familiares.


Senado Federal - O senador Paulo Paim apresentou projeto de lei que cria a política nacional de enfrentamento à doença de Alzheimer e outras demências. O texto determina que o Ministério da Saúde desenvolva campanhas de orientação e conscientização e também prevê apoio do SUS à pesquisa e ao desenvolvimento de tratamento e medicamentos para essas doenças. “Entidades internacionais apontam que, em 2030, a prevalência na população total aumentará cerca de 50% nos países de renda alta, e cerca de 80% nos países de renda baixa e média. Até 2050, se nenhum novo tratamento tiver sucesso em retardar essa evolução, mais de 130 milhões poderão sofrer de alguma forma de demência e entre 60% e 70% desses pacientes terão Alzheimer”, alerta o senador.

Fonte: https://www.feevale.br/acontece/noticias/setembro-e-o-mes-para-lembrar-da-doenca-de-alzheimer acesso em 05.09.20 às 18:46hs


Setembro Roxo e a Fibrose Cística

 

Setembro Roxo e a Fibrose Cística

Publicado: Sexta, 04 de Setembro de 2020, 20h46 | Última atualização em Sexta, 04 de Setembro de 2020, 23h34

Mês de conscientização e divulgação da Doença  do Beijo Salgado

O mês de setembro é marcado por dois dias, que juntos enaltecem a importância do Setembro Roxo - Mês Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística (FC). A primeira data, 5 de setembro, foi instituída pela Lei nº 12.136/2009 - o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da doença, e a segunda se deve à publicação da descoberta do gene causador na Revista Science, feita em 8 de setembro de 1989 - Dia Mundial da Fibrose Cística.

Conhecendo a doença

A fibrose cística (FC), também conhecida como Doença do Beijo Salgado ou Mucoviscidose, é uma doença genética que afeta principalmente o pulmão e o sistema gastrointestinal. É uma patologia hereditária em que o defeito genético dá origem a uma proteína anormal chamada CFTR (reguladora da condutância transmembrana da fibrose cística, do inglêss "Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator") a qual leva a formação de secreções muito espessas e desidratadas em diversos órgãos incluindo, além do pulmão, o pâncreas, intestino, fígado e sistema reprodutor.

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Clique na imagem para ampliar. Fonte: CFSource e Gfycat

  


A FC é distúrbio genético autossômico recessivo, isto quer dizer que uma criança para ter a doença apresenta dois genes da FC, um gene da FC herdado do pai e outro da mãe. Os pais são portadores, mas não apresentam nenhum sintoma da doença.  

 

fibrose cistica

Clique na imagem para ampliar. Fonte: CFSource

 Sintomas

fibroseOs sintomas da doença costumam surgir nos primeiros meses de vida, mas o quadro clínico e a gravidade variam entre os pacientes. No sistema gastrointestinal, o pâncreas perde a sua função por conta do muco espesso e desidratado, levando a insuficiência pancreática. O pâncreas deixa de produzir as enzimas necessárias para digestão dos alimentos, levando a má absorção de gorduras e proteínas. Os primeiros sintomas da doença, em geral, são da insuficiência pancreática com fezes volumosas, muito fétidas e oleosas (esteatorreia) dando um aspecto brilhante às fezes, várias evacuações ao dia, diarreia, dores abdominais, dificuldade de ganhar peso e desnutrição.

As manifestações pulmonares são as responsáveis pelas principais complicações e mortalidade nessa doença. Geralmente, iniciam nos primeiros meses de vida com chiado recorrente, tosse produtiva, infecções pulmonares frequentes, como broncopneumonia e bronquite. Com o aumento da idade e progressão da doença aparecem outras complicações como diabetes relacionada a FC e acometimento do fígado.

 

Diagnóstico - Triagem Neonatal

É importante esclarecer que o “teste do pezinho” não é diagnóstico, mas somente uma suspeita, e a doença deve ser confirmada com o teste do suor.

A Doença do Beijo Salgado foi incluída no programa de triagem neonatal, conhecido como “teste do pezinho”.

Um diagnóstico precoce previne e retarda vários problemas sérios, melhora o crescimento, a qualidade e a expectativa de vida.  O principal exame diagnostico é o teste do suor, com a dosagem da concentração do cloreto [Cl-]. O valor do cloreto no suor deve ser maior ou igual a 60 mmol/L na fibrose cística. O teste genético também pode ser realizado para confirmar o tipo de mutação que está causando a doença em um paciente.

 

Assistência Multidisciplinar no tratamento

O tratamento e o acompanhamento dos pacientes devem ser feitos em centros de referência em FC. O adoção terapêutica varia entre os pacientes, de acordo com a gravidade dos sintomas apresentados. A doença não tem cura, mas com a intervenção medicamentosa adequada o  assistido apresenta melhora dos sintomas e tem uma qualidade de vida melhor. A assistência deve ser prestada de forma multidisciplinar, com envolvimento de médicos especialistas, como pneumopediatras, gastropediatras e, outros profissionais como fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos.

Nos últimos anos, o crescimento de centros especializados, a triagem neonatal, equipes multidisciplinares, tratamento agressivo da doença pulmonar, medidas para manutenção de uma nutrição adequada além de novas terapias, tem contribuído para o aumento da sobrevida, e hoje muitos pacientes chegam à vida adulta.

Na parte respiratória incluem medidas de limpeza das vias aéreas, uso de medicamentos inalatórios, que deixam as secreções respiratórias mais fluída (mucoliticos e hidratantes) e antibióticos inalatórios. A fisioterapia respiratória diária é essencial para remoção das secreções do pulmão. A prática de exercícios físicos deve ser estimulada e exercícios respiratórios para auxiliar na eliminação do muco dos pulmões. No estágio avançado da doença, o transplante de pulmão pode ser considerado.

Novos tratamentos, chamados de moduladores da CFTR, estão sendo desenvolvidos. Eles agem no defeito genético da doença, mas não curam, e são específicos para determinadas mutações. No Brasil duas das drogas, Orkambi (lumacaftor/ivacaftor) e Kalydeco (ivacaftor), já foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são considerados de altíssimo custo e ainda não estão incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Cuidados nutricionais

O cuidado com o estado nutricional do paciente é fundamental. A melhora da função pulmonar está relacionada diretamente com a recuperação nutricional. Os diagnosticados com a enfermidade têm necessidades calóricas mais elevadas devido ao maior gasto calórico, assim devem receber uma dieta hipercalórica. A maioria dos fibrocísticos são insuficientes pancreáticos, fazem uso de enzimas que devem ser tomadas em todas as refeições, suplementos alimentares e de vitaminas (A,D,E, K).

 

 

soniaPor Sonia Mayumi Chiba

Professora adjunta do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp). Médica aposentada do Setor de Pneumologia Pediátrica da Disciplina de Especialidades Pediátricas, Departamento de Pediatria (EPM/Unifesp). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1982), Residência Médica em Pediatria (1983-1985) no INAMPS. Obteve o título de especialista em Pediatria (TEP) em 1985,  especialização em Pneumologia Pediatrica (1986-1989), Doutorado em Ciências - especialidade: Pediatria, (2002-2005), pela EPM/Unifesp.

 Fonte: https://sp.unifesp.br/epm/ultimas-noticias/setembro-roxo acesso em 05.09.20 \ás 17:17hs

Setembro Dourado: SBP publica nota especial sobre câncer infantojuvenil

 Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam a estimativa de 8.460 novos casos de câncer infanto-juvenil para o ano de 2020 no Brasil. Para alertar sobre o problema e chamar a atenção para as medidas de prevenção, diagnóstico e melhor tratamento do câncer infantojuvenil, o Departamento Científico de Oncologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou o documento “Setembro Dourado: a SBP é parceira nesta causa”, em alusão ao mês dedicado ao tema.

No mundo, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) estima que 215 mil casos novos ao ano são diagnosticados em crianças menores de 15 anos, e cerca de 85 mil em adolescentes entre 15 e 19 anos. Além disso, assim, como nos países desenvolvidos, no Brasil o câncer representa a primeira causa de óbito por doença (8% do total), entre as crianças e adolescentes de um a 19 anos de idade. Segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) o número de mortes por câncer foi de 2.565 no ano de 2018, sendo 1.412 para o sexo masculino e 1.153 para o sexo feminino.

“Infelizmente, com base nos dados dos registros de câncer atualmente consolidados, muitos pacientes em nosso País ainda são encaminhados aos centros de tratamento com a doença avançada. Neste contexto, é importante reduzir as desigualdades no acesso ao diagnóstico e na qualidade do tratamento e, assim, melhorar os resultados terapêuticos para todas as crianças, especialmente aquelas que vivem em países com recursos limitados”, enfatizam os especialistas do DC de Oncologia da SBP.

Segundo explicam os especialistas, o papel do pediatra é fundamental. “Seja na suspeita diagnóstica do câncer ou no encaminhamento precoce para os centros de referência oncológicos pediátricos, somos fundamentais neste processo. Por isso conclamo os colegas da especialidade a estarem alertas para darmos melhor chance de cura, de sobrevida e de qualidade de vida aos nossos pacientes”, enfatiza a presidente da SBP, dra. Luciana Rodrigues Silva.

Para ela, é de suma importância que o especialista saiba sobre os sinais e sintomas do câncer infanto-juvenil, uma vez que são, geralmente, inespecíficos e que não raras vezes, a criança ou o adolescente podem ter o seu estado geral de saúde ainda não comprometido no início da doença.

Entre sinais e sintomas de alerta estão, a leucocoria; estrabismo, nistagmos que surgem repentinamente; fraturas, sem trauma; dor abdominal/massa abdominal; hematúria, hipertensão arterial inexplicadas por outras causas; hepatoesplenomegalia; sangramento vaginal; tosse seca e persistente, edema de face e turgência da jugular inexplicadas; entre outros.

TIPOS E RISCOS – Conforme explica o documento, as neoplasias malignas na criança tendem a apresentar menores períodos de latência, crescem quase sempre rapidamente, são geralmente invasivas e respondem melhor à quimioterapia. Os tipos histológicos mais frequentes na criança e no adolescente são as leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas.

Em relação ao que aumenta o risco de câncer infantojuvenil, até o momento não há evidências científicas que mostrem que fatores de risco relacionados ao estilo de vida (ambientais) tenham associação com a doença. Além disso, alterações genéticas que propiciem ao desenvolvimento de um determinado tipo de câncer na criança são muito raras.

Apesar da prevenção do câncer pediátrico raramente ser possível, a orientação em relação aos fatores de risco para a ocorrência do câncer na vida adulta pode e deve ser realizada pelo pediatra. “Em relação à orientação alimentar, o aleitamento materno é a primeira ação de alimentação saudável, protegendo as mães contra o câncer de mama e as crianças contra obesidade infantil”, diz trecho do texto.

Além disso, o câncer na faixa etária pediátrica é raramente hereditário e na maioria dos casos não apresenta história familiar e/ou associações com alterações genéticas ou congênitas. Contudo, o retinoblastoma (tumor maligno intra-ocular) em 40% dos casos pode ser de origem genética, sendo, neste caso, importante o aconselhamento genético.

TRATAMENTO – Conforme explica a nota, o diagnóstico definitivo do câncer é fornecido pelo exame citológico ou histopatológico de uma amostra lesional ou tumoral obtida por meio de diversos procedimentos. O tratamento é iniciado após o diagnóstico correto.

“Neste contexto, é fundamental que o diagnóstico e tratamento sejam realizados em centro especializado em oncologia pediátrica, por equipe multiprofissional e individualizado para cada tipo histológico específico e de acordo com o estadiamento clínico da doença. Compreendem diversas modalidades terapêuticas, como quimioterapia, radioterapia, cirurgia, imunoterapia, transplante de medula óssea ou de órgãos”, destacam os especialistas do Departamento de Oncologia da SBP.  

Fonte: https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/setembro-dourado-sbp-publica-nota-especial-sobre-cancer-infanto-juvenil/ acesso em 05.09.20 às 17:10hs

DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE LINFOMAS

15 de setembro – Dia Mundial de Conscientização sobre Linfoma. O termo Linfoma se refere ao câncer que surge nos tecidos linfáticos, tais como os linfonodos, fígado, baço e medula óssea.

Diferentemente de outros tipos de cânceres, parece que o linfoma não há como prevenir

Por Natália Mancini

Em 15 de setembro é comemorado o Dia Mundial da Conscientização sobre os Linfomas. Esse câncer acomete mais de 12 mil pessoas por ano no Brasil e diagnosticá-lo precocemente é fundamental! Por este motivo, a Abrale criou a campanha #SeToque, que objetiva levar informação sobre os principais sintomas da doença para toda a população.

Evitar os fatores de risco para uma doença é o ponto principal da prevenção. Mas como se prevenir quando a doença não apresenta fatores de risco bem definidos? Isso é justamente o que parece acontecer no caso dos linfomas!

Quando o assunto é este tipo de câncer do sistema linfático, é muito comum ouvirmos que não se sabe exatamente o porquê ele acontece. Não existem recomendações de prevenção específicas como no caso do câncer de pulmão, que pode ser evitado ao não fumar, por exemplo.

Por que não se fala muito sobre os fatores de risco no linfoma?

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Segundo o Dr. Ricardo Bigni, chefe da Seção de Hematologia do Instituto Nacional de Câncer (INCA), apesar de não ser possível explicar o porquê de não ter uma relação direta, existe um perfil de pessoas com maior predisposição. Esse perfil leva em conta: idade, histórico familiar, exposição a produtos químicos, deficiência no sistema imunológico, doenças autoimunes, infecções e implantes mamários.

Idade e o sexo são fatores de risco para linfoma?

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Sabe-se que abaixo dos 20/30 anos, os linfomas agressivos são mais frequentes, diz o Dr. Schmidt. Por exemplo, o linfoma de Burkitt é comum durante a infância e tem um comportamento mais agressivo.

“Já acima dos 55, vemos um aumento da incidência dos linfomas indolentes. Normalmente, esse é um perfil de doenças mais crônico, cujo objetivo é apenas tratá-lo”, continua o Dr. Schmidt.

A relação do sexo da pessoa com o linfoma também vai depender muito do tipo e subtipo da doença. O linfoma de células do manto, por exemplo, pode acometer até quatro homens para uma mulher. Nesse caso, o Dr. Bingi explica que essa predisposição pode ter relação com os homens estarem mais expostos a agentes químicos e infecções por micro-organismos. Enquanto que em outros tipos de linfoma, a diferença é um pouco menor.

O histórico familiar parece também influenciar. Ou seja, ter um parente de primeiro grau (pai, filho, irmão) com linfoma pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença.

Quais produtos químicos são fatores de risco?

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A exposição ao benzeno, na visão do Dr. Schmidt, é um dos poucos hábitos que podem ser considerados realmente como fator de risco. Isso porque seria algo que a pessoa teria como evitar.

Pessoas que trabalhem em postos de gasolina, produção de tinta, plástico, couro e borracha ou que trabalhem no setor de siderurgia devem ficar atentas ao aparecimento dos sintomas, pois estão em constante contato com este produto químico.

Por que o HIV e o HTLV são considerados fatores de risco?

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Ambos são considerados retrovírus e têm uma característica de infectar os linfócitos T. “Na medida que a pessoa tem essa infecção crônica nas células de defesa, os linfócitos T, há um aumento na chance de ter uma modificação genética. Consequentemente, há uma maior probabilidade de surgir uma célula cancerosa dando origem ao linfoma”, explica o Dr.  Schmidt.

Pacientes já diagnosticados com HTLV ou HIV estão dentro do grupo de risco e devem ser monitorados frequentemente. Assim, é possível rastrear o aparecimento dos sintomas do linfoma e intervir precocemente em termos de diagnóstico.

O Dr. Bigni ressalta que “apenas 2% das pessoas que têm o vírus HTLV vem a desenvolver esta doença. Geralmente, a infecção é transmitida de mãe para filho e leva décadas até que possa apresentar sinais clínicos”.

Quais outras deficiências no sistema imunológico são consideradas fatores de risco?

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Para o transplante de órgãos ou medula óssea, é comum que a pessoa tome remédios imunossupressores para evitar a rejeição do novo órgão. O Dr. Schmidt diz que “essas medicações imunossupressoras atuam sobre os linfócitos. Por isso, esses pacientes também entram em um grupo de risco para o desenvolvimento do linfoma”.

O mesmo acontece com pessoas que possuem síndromes genéticas, como a ataxia-telangiectasia. Nessa síndrome, as crianças nascem com o sistema imunológico deficiente, deixando-as com um risco maior de desenvolver linfoma não-Hodgkin. Assim como essas síndromes, as doenças autoimunes também têm sido associadas com o aumento da incidência do linfoma não-Hodgkin. Por exemplo, a artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e doença celíaca.

As infecções podem causar um linfoma?

O Dr. Bigni fala que “alguns tipos de infecções podem aumentar o risco de linfoma não-Hodgkin. Como as infecções que afetam diretamente o DNA dos linfócitos, as que debilitam o sistema imunológico e as crônicas”.

O Dr. Schmidt exemplifica citando as infecções crônicas pelo vírus EBV, responsável pela mononucleose infecciosa. Além também da H. pylori e Chlamydia psittaci, que podem levar ao desenvolvimento de um linfoma de mucosa. Por exemplo, linfoma malt no estômago.

“A estimulação de defesa crônica que esse agente tem na mucosa do estômago, pode modificar os linfócitos nesse local. Consequentemente, desencadeando o linfoma malt”, continua o especialista.

Implantes mamários são fatores de risco?

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Veja mais informação sobre esse linfoma aqui.

Países ricos têm mais casos de linfoma. Isso tem a ver com os fatores de risco?

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Ou seja, não é uma questão de ter mais casos, mas que existem melhores condições para realizar o diagnóstico. Por isso, os índices de casos de linfoma nos países desenvolvidos são mais altos.

O Dr. Bigni lembra que muitos dos fatores de risco estão, na verdade, mais presentes nos países em desenvolvimento.

“Acontece que alguns dos fatores que as pessoas podem estar expostas são mais comuns em faixas economicamente menos privilegiada. Tais como exposição ao vírus HIV, a agentes químicos tóxicos. Isso tudo somado ao diagnóstico tardio por dificuldade de acesso a assistência médica, levando a quadros mais avançados”.

Como fazer a prevenção do linfoma, então?

O Dr. Schmidt reforça que não há uma recomendação bem definida já que não existe uma associação nítida com hábitos. O que ele acredita ser eficaz, é chamar a atenção de especialistas que normalmente lidam com os pacientes com predisposição. Então, alertar profissionais que cuidam de pacientes HIV positivos ou com HTLV; médicos que prescrevem medicações imunossupressoras e/ou cuidem de pacientes transplantados; reumatologistas e gastroenterologistas, que muitas vezes solicitam endoscopia e podem diagnosticar a presença do H. Pylori.

“É muito mais alertar esses pacientes, e seus médicos, que podem ter um maior risco de desenvolver a doença. Precisamos tentar identificar esse perfil de pacientes e nos antecipar aos sintomas de linfoma que podem surgir”, finaliza o Dr. Schmidt.

 

Fonte: https://revista.abrale.org.br/existem-fatores-de-risco-para-o-linfoma/ acesso em 05.09.20 as 16:56hs

 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Conscientização sobre o câncer de intestino

 O câncer intestinal (que compreende o cólon e reto) é o segundo tipo de câncer mais frequente no nosso país, seguindo o da próstata nos homens e o da mama entre as mulheres. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2020 serão contabilizados no Brasil 40.990 novos casos (sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres), um aumento de mais de 12% em relação ao índice anterior. Em todo o mundo, a incidência da doença vem crescendo entre os adultos jovens. Com a pandemia da Covid-19, quando muitas pessoas deixaram de fazer exames preventivos e interromperam processos de diagnóstico, esse índice tende a aumentar, já que a demora na descoberta pode agravar a doença e dificultar o tratamento e a cura.

Para alertar a população sobre os hábitos que podem prevenir o câncer de intestino e a importância do diagnóstico precoce, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) promove a Campanha de Prevenção do Câncer de Intestino. Devido ao isolamento social, este ano as ações serão concentradas nas redes sociais (Facebook: www.facebook.com/portalcoloprocto e Instagram: www.instagram.com/portaldacoloproctologia) e no Portal da Coloproctologia (www.portaldacoloproctologia.com.br).

Estimativas preocupantes

Estudo conduzido por pesquisadores da University College London (https://www.bmj.com/content/369/bmj.m1735) e que está em fase de revisão (em breve será publicado no The British Medical Journal) corrobora que os índices de câncer em geral tendem a piorar pelo fato de muitas pessoas terem postergado exames e tratamentos por receio do contágio em unidades de saúde. Os pesquisadores britânicos analisaram dados semanais de oito hospitais (o correspondente a 3,8 milhões de pacientes) e chegaram à conclusão que houve redução de 76% nos encaminhamentos urgentes de pessoas com suspeita de câncer e queda de 60% nos agendamentos de quimioterapia em comparação ao período anterior à pandemia. A estimativa é que cerca de 30 mil pacientes com câncer recém-diagnosticado antes da pandemia morrerão em até um ano na Inglaterra.

Presidente da SBCP, Dr. Sidney Nadal alerta que o câncer de intestino é passível de prevenção e que a pandemia pode ter atrasado o início de tratamento em muitos casos e postergado o diagnóstico, o que pode agravar a doença. “A campanha vem para lembrar as pessoas que os exames preventivos não podem ser postergados. Converse com seu médico, mesmo que seja por uma consulta on-line. Com seu histórico ele poderá orientá-lo sobre a melhor conduta a tomar”, destaca.

Pólipos

O câncer colorretal é um tipo de tumor que pode ser prevenido. “Cerca de 90% dos casos de câncer colorretal têm origem a partir de um pólipo, que é uma alteração causada pelo crescimento anormal da mucosa do intestino grosso. Inicialmente são pequenos e benignos, mas podem crescer e se transformarem em malignos”, alerta Dr. Nadal.

O presidente da SBCP acrescenta que os pólipos podem ser identificados e removidos por meio da colonoscopia, exame de imagem realizado com um aparelho flexível introduzido no ânus até o intestino com o paciente anestesiado. A recomendação é que a primeira colonoscopia seja realizada aos 50 anos. Se houver histórico de tumor intestinal na família, o rastreamento deve ser iniciado antes, de acordo com recomendação do coloproctologista.

O exame de sangue oculto nas fezes é outra opção mais acessível à população e que pode detectar a presença de sangue não visível a olho nu. Caso seja encontrado sangue na amostra de fezes, o especialista pode recomendar a realização da colonoscopia.

Prevenção

Para prevenir o câncer colorretal alguns hábitos são recomendados:

– Praticar exercícios físicos regularmente;

– Manter o peso sob controle;

– Não fumar;

– Não consumir bebidas alcoólicas em excesso;

– Ter uma alimentação rica em verduras, frutas, legumes, farelos e cereais integrais;

– Beber cerca de 2 litros de água por dia;

– Evitar o consumo em excesso de carne vermelha e alimentos processados e embutidos como salsicha, linguiça, salame, presunto etc.

Sintomas

Sangue nas fezes é o principal sinal de alerta para o câncer colorretal, mas outros sintomas podem ocorrer, como alterações dos hábitos intestinais (diarreia ou prisão de ventre persistente), cólica, dor na região anal, fraqueza, anemia e emagrecimento. Ao notar qualquer um desses sintomas, a recomendação é buscar um coloproctologista para diagnóstico e tratamento adequado.

Além de ser esclarecida sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer colorretal, a população deve saber que os tratamentos estão cada vez mais modernos e efetivos. Quando os tumores são pequenos, podem ser retirados por colonoscopia ou por resseções locais. Já os maiores e em estados avançados contam com opções cirúrgicas diferenciadas, como a laparoscopia, robótica ou as cirurgias abertas, disponíveis no SUS. Há ainda outras opções auxiliares de tratamento, como a radioterapia e a quimioterapia.

 Fonte: https://portaldacoloproctologia.com.br/noticia/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-cancer-colorretal/ acesso em 04.09.20 às 10:56hs