segunda-feira, 18 de julho de 2022

Dia do amigo: entenda a origem da data comemorativa de 20 de julho

 O Dia do Amigo é comemorado em 20 de julho no Brasil - apesar de a data também ser lembrada em 30 de julho, Dia Internacional da Amizade, em algumas ocasiões. A data é comemorada oficialmente no calendário de alguns locais, como Belo Horizonte e a cidade e o Estado do Rio de Janeiro. 

"O Dia do Amigo foi instituído em Buenos Aires, na Argentina, e a partir daí foi gradualmente adotado em outras partes do mundo", informa a justificativa da lei nº 5.146, de 7 de janeiro de 2010, que institui o Dia do Amigo no Rio. "A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à Lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não comente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outra parte do universo",

A iniciativa deu certo e em 1979 o governo argentino criou oficialmente o Dia do Amigo, já que havia alguns anos que os restaurantes e bares ficavam lotados com amigos por conta da data. O fato também movimentava o comércio.

Nas décadas seguintes, a data foi abrangendo outros lugares. O Uruguai adotou o Dia do Amigo ainda nos anos 1970, Peru e México em 1980, e no Brasil a ideia chegou com mais força nos anos 1990.

Dia Internacional da Amizade

A Organização das Nações Unidas (ONU ), por sua vez, comemora o Dia Internacional da Amizade em 30 de julho. A data foi proclamada durante a assembleia geral da organização em 2011, com o intuito de que a amizade entre povos, países, culturas e indivíduos pode inspirar esforços pela paz e construir ligações mais fortes entre comunidades.

Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2021/07/20/interna_nacional,1168409/dia-do-amigo-entenda-a-origem-da-data-comemorativa-de-20-de-julho.shtml acesso em 18;07.22

sexta-feira, 8 de julho de 2022

CAR-T Cell: Butantan vai começar a testar tratamento inovador para poder ser incluído no SUS

 Pesquisadores brasileiros preparam-se para testar – a partir do primeiro semestre do ano que vem – uma nova alternativa para tratamento de um tipo de câncer no sangue, o linfoma não Hodgkin de células B

Trata-se de uma terapia com as chamadas CAR-T Cells – que são linfócitos (células de defesa) modificadas em laboratório para se tornarem capazes de identificar o tumor e atacá-lo com maior potência.

Pasternak: Sucessos da terapia gênica Tumores: Novas terapias aumentam sucesso no tratamento de câncer

A estratégia de tratamento em uso para esse estudo foi desenvolvida por especialistas do Instituto Butantan em parceria com o Hemocentro de Ribeirão Preto e alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O mesmo mecanismo desenvolvido por esses pesquisadores paulistas já foi utilizado por brasileiros, porém, através de ‘testes compassivos’, quando médicos – de maneira independente – decidem optar por uma terapia experimental ao se depararem com quadros em que as estratégias conhecidas de cuidado com o paciente estão esgotadas.

Agora, porém, a vontade dos centros de pesquisa é entender melhor o mecanismo das CAR-T Cells para tornar mais difundidas no país terapias com as mesmas .

– Quando realizamos um estudo clínico, pensamos além da saúde daquele único paciente participante, miramos adiante, para que aquela terapia seja melhor estudada e possa ser aplicada em escala, para mais pessoas – diz Gil Santis, um dos pesquisadores do estudo e médico do hemocentro de Ribeirão Preto.

A ideia é que a nova terapia entre em estudo no primeiro semestre do ano que vem. O teste engloba por volta de 30 pacientes com idades entre 18 e 70 anos. A pesquisa será bastante específica: terá foco em pacientes que tiveram retomada da doença após os tratamentos convencionais. Também participarão do estudo os pacientes que não preenchem os requisitos para o transplante de medula óssea.

– Nosso objetivo é oferecer esse tratamento a quem não tem esse recurso. Recebemos mensagens de pessoas desesperadas procurando por essa alternativa – afirma o pesquisador.

A duração da pesquisa será de um ano. Ao longo desse período, será avaliada a segurança do tratamento – isso é, se seus efeitos adversos podem ser tolerados pelos pacientes. Ainda será observada a resposta clínica do grupo de pesquisados, 30 e 90 dias após a infusão das células “turbinadas”. A ideia é observar também o impacto do tratamento na redução da doença e a sobrevida do paciente. Embora o estudo tenha previsão de apresentar resultados em 12 meses, os pacientes, por sua vez, serão acompanhados ao longo de 12 anos.

O Instituto Butantan informa que o custo do tratamento com as CAR-T Cells é bastante elevado – dada a complexidade de ‘preparo’ das células. A estimativa de cada tratamento, nos modelos atuais, é de R$ 500 mil. Uma produção em escala, porém, poderia baixar esse custo. A ideia da nova pesquisa clínica é incluir o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo está de mãos dadas com a criação de dois novos centros de terapia gênica, em São Paulo e Ribeirão Preto. As instalações, de acordo com o Butantan, incluem laboratórios de controle de qualidade, salas de produção de vírus e de armazenamento dos produtos a serem aplicados nos pacientes.

 

Fonte: O Globo Online in https://tjcc.com.br/noticias/car-t-cell-butantan-vai-comecar-a-testar-tratamento-inovador-para-poder-ser-incluido-no-sus/ acesso em 08.07.22 às 21;24hs

HPV: vacinação é ampliada para homens de até 45 anos imunossuprimidos

 O Ministério da Saúde anunciou hoje (7) a ampliação da vacinação contra o papilomavirus humano quadrivalente (HPV4) para homens de até 45 anos com imunossupressão. A ampliação de faixa etária segue recomendações de sociedades científicas. Isso significa que, a partir de agora, homens de até 45 anos transplantados, pacientes oncológicos ou vivendo com HIV/Aids podem se vacinar. O esquema tradicional de três doses continuará sendo usado, independente da idade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a estimativa é que haja entre 9 a 10 milhões de infectados por esse vírus no Brasil e que a cada ano surjam 700 mil novos casos da infecção no país. O risco de desenvolvimento de cânceres associados ao HPV é cerca de quatro vezes maior entre pessoas vivendo com HIV/Aids e transplantados, do que na população sem a doença ou transplante.

A imunossupressão crônica é um dos principais fatores de risco para aquisição e persistência do HPV, esclareceu o ministério, por meio da assessoria de imprensa. É também importante fator de risco para a progressão de lesões pré-cancerosas e neoplasias, especialmente em pessoas vivendo com HIV/Aids, transplantados de células-tronco hematopoéticas e órgãos sólidos e indivíduos em tratamento para câncer (rádio e/ou quimioterapia).

A vacina HPV quadrivalente previne os cânceres relacionados aos HPV 16 e 18; cânceres de colo do útero, de vulva e vagina; o câncer peniano e cânceres de orofaringe e anal em homens e mulheres, além das verrugas genitais nos dois sexos relacionadas ao HPV 6 e 11. Podem se vacinar contra o HPV meninas de 9 a 14 anos; meninos de 11 a 14 anos; e homens e mulheres imunossuprimidos, de 9 a 45 anos, que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos.

 Fonte: https://tjcc.com.br/noticias/hpv-vacinacao-e-ampliada-para-homens-de-ate-45-anos-imunossuprimidos/ acesso em 08.07.22 às 21;23hs

Sua Idade: a importância da rede de apoio diante do câncer de mama

 Em meio a bons debates sobre menopausa e carreira, a terceira edição de Vogue Sua Idade proporcionou também a conversa “O que toda mulher precisa saber sobre câncer de mama”, cuja temática foi o tipo de câncer que mais afeta as mulheres no Brasil. A mesa apresentada pela Roche foi mediada pela jornalista Claudia Lima, e contou com a presença da mastologista Fabiana Makdissi e da prisco-oncologista e fundadora do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

A começar pelas definições, o câncer de mama é multifatorial, ou seja, pode ter diferentes explicações. “Apenas o fato de ser mulher e envelhecer já é um risco”, aponta a Fabiana Makdissi, alertando para a importância de acompanhamento médico como forma de prevenção, especialmente a partir dos 40 anos. Na prática, a doença é uma multiplicação desordenada de células que pode ser desencadeada inesperadamente. Dentre os grupos de risco, é necessário levar em conta o histórico familiar e hábitos de vida, por exemplo. Além disso, dedicar mais atenção ao autocuidado pode levar a um diagnóstico precoce e mais agilidade na busca por ajuda.

A médica ainda apontou uma série de sinais de alerta, caso de caroços na mama, vermelhidão e secreção. Quando detectada no início, a doença pode ter mais chances de cura. “A mamografia é uma fotografia daquele momento. Se você achar algo diferente, volte ao médico”, explica Fabiana. A dupla frisou como a informação pode salvar vidas, especialmente com a percepção do caso nos estágios iniciais. “Hoje sabemos que são diferentes tipos de câncer, então existem tratamentos específicos para cada um deles”, aponta a psicóloga Luciana Holtz, para quem a informação é a base de tudo.

A equipe profissional que cerca o paciente — inclua aí psicólogos, nutricionistas, mastologistas e fisioterapeutas — faz toda a diferença, claro. Mas além da ajuda médica, ter uma rede de apoio é fundamental para quem está lidando com o diagnóstico. “Essa mulher vai passar por uma série de altos e baixos porque a rotina vai mudar, mas é preciso leveza e apoio ao encarar temas como sexualidade e fertilidade”, comenta Luciana Holtz.

Esse cuidado dos familiares, amigos e do parceiro é importante principalmente em uma cultura que ainda trata a doença como um tabu. Conforme um estudo conduzido pela Escolha de Medicina de Utah e pela Escola de Medicina da Universidade de Stanford aponta, as mulheres têm seis vezes mais chances de serem rejeitadas por seus parceiros após se tornarem pacientes oncológicas.

Além dos impactos no âmbito pessoal, a vida profissional também será alterada, por isso é essencial que as empresas se mostrem dispostas ao acolhimento. “A rede empregadora precisa saber que ela vai se ausentar para o tratamento, mas ela vai voltar a trabalhar. Muitas vezes, as mulheres se sentem desamparadas porque seus empregadores não entendem o contexto, então elas não voltam ou são demitidas”, pontua. Fabiana Makdissi.

Vem Falar de Vida

Em setembro de 2020, a Roche lançou o movimento Vem Falar de Vida, - um convite não só ao autocuidado, mas também para o cuidado com o outro diante do câncer de mama. Instituições, hospitais e serviços se uniram para uma jornada de conscientização sobre a doença. Afinal, como ilustra Luciana Holtz, “a informação qualificada salva vidas, possibilita que a paciente se empodere e participe ativamente de tudo que está vivendo. Há sempre avanços na medicina. Hoje é possível viver muito mais tempo mesmo com um câncer em estágio mais avançado.”

Fonte: Vogue Brasil acesso em 08.07.2022 às 21;14hs in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sua-idade-a-importancia-da-rede-de-apoio-diante-do-cancer-de-mama/15433/42/

terça-feira, 28 de junho de 2022

Mortes por câncer caem no Brasil, mas motivo é falta de diagnóstico

 O Brasil registrou queda do número de óbitos por câncer durante a pandemia, de acordo com os dados do Radar do Câncer divulgados durante o 12º Fórum Nacional Oncoguia, realizado virtualmente nesta terça-feira (26).

Os números, na comparação entre 2019 e 2021, revelam uma redução de 6,4% das mortes por câncer de mama; 6,6% por câncer de próstata; 8,1% por câncer de traqueia, brônquios e pulmão; 10,3% por câncer de esôfago; 13,4% por linfoma de Hodgkin; e 13,7% por câncer da cavidade oral.

A redução da mortalidade, no entanto, acende o alerta para a baixa adesão aos exames diagnósticos. De acordo com o levantamento, durante os primeiros dois anos de pandemia, exames de mamografia, biópsia, colonoscopia e PSA registraram baixas consideráveis.

Referente à mamografia, por exemplo, a queda dos últimos anos se acentuou mais em 2020, tendo sido de 42,1% na comparação com 2019. Em 2022, com base nos dados disponíveis até fevereiro, a queda é de 18,4%.

Já em relação ao PSA, exame que detecta o câncer de próstata, a queda registrada até fevereiro de 2022 já superou a do primeiro ano de pandemia: neste ano a redução foi de 68,1% e em 2020 de 42,2%.

O medo do contágio pelo coronavírus e o direcionamento dos serviços de saúde para o combate à pandemia são as principais causas do declínio dos números de rastreamento de casos de câncer no Brasil.

“Outro impacto com que ficamos estarrecidos é que alguns pacientes interromperam o tratamento e foram para casa. Com certeza, a doença também progrediu nesses pacientes, que perderam a chance de ficar curados. É o que nós chamamos das mortes indiretas pela pandemia, difícil de ser mensurada, mas muito presente na nossa prática clínica”, afirma o médico.

Ferrigno ressalta que a queda na realização de mamografias é um dos pontos mais preocupantes, já que o câncer de mama é o de maior incidência entre mulheres no Brasil.

“Aquelas mulheres que faziam mamografia e ultrassom todo ano para detectar um possível câncer de mama na fase inicial ficaram dois anos sem fazê-lo. Quando foram fazer agora, encontraram um tumor em fase mais avançada do que estaria se tivesse sido detectado há um ou dois anos. Isso representa a impossibilidade de essa paciente ficar curada”, afirma o médico.

Nesse sentido, os dados do Radar do Câncer revelam que o número de pessoas que chegam ao consultório com o tumor em estágio avançado também cresceu. Na comparação entre 2019 e 2021, por exemplo, houve um aumento de 12% em relação ao câncer de mama, 5% do câncer de próstata e de 11% sobre os casos de câncer da glândula tireoide.

A queda na realização de exames preventivos tem impacto menor para os casos de câncer de próstata, já que é um tipo de tumor de evolução mais lenta, segundo o oncologista, diferentemente do câncer de mama.

“A parte preventiva do câncer de próstata é importante porque, quanto mais precoce é o diagnóstico, menor é a intensidade do tratamento. Isso não muda o tempo de vida do paciente. Um caso que seria resolvido com cirurgia e radioterapia agora está mais avançado e será necessário introduzir outros tratamentos, como quimioterapia ou bloqueio de hormônios. É nisso que ele sai prejudicado”, afirma Ferrigno.

Alguns tipos de câncer, mesmo se não diagnosticados na fase inicial, podem ser controlados com outros tratamentos, mas essa não é a realidade para todos os tipos de tumor, de acordo com Ferrigno.

Tumores cerebrais de alto grau, cânceres no trato gastrointestinal como de estômago, esôfago e pâncreas, quando passam de determinada fase, perdem, de acordo com o oncologista, qualquer chance de cura.

Já para linfomas, alguns tipos de câncer de mama ou de pulmão é possível reverter a gravidade e aumentar a sobrevida do paciente com novos tratamentos.

“Graças ao avanço de novas medicações, é possível contornar algumas doenças oncológicas, mas isso seria à custa de maior toxicidade no tratamento, mas com possibilidade de ser eficiente para a cura. Depende muito do tipo de câncer. Com a imunoterapia, algo que está crescendo muito, é possível resgatar alguns desses pacientes”, afirma o médico.

A imunoterapia, conforme explica Ferrigno, tem sido importante para aumentar a sobrevida de pacientes com metástase — estágio em que o tumor se espalha para outras áreas do organismo. Vale destacar que a falta do diagnóstico precoce e a interrupção do tratamento são fatores que facilitam essa propagação do tumor.

“Hoje temos visto pacientes com metástase vivendo muito mais. O melanoma, por exemplo, mudou muito a curabilidade e o tempo de vida graças à imunoterapia. Antes, pacientes com metástase viviam dois, três meses, hoje eles vivem cinco, dez anos. Câncer de mama é outro exemplo: há pacientes com metástase que vivem15 anos porque algumas drogas estão controlandoa evolução”, afirma o médico.

É a variedade nas opções de tratamento que também possibilita que o câncer se torne uma doença crônica para algumas pessoas, segundo o oncologista, que conseguem viver cada vez mais com a doença controlada.

“Às vezes o paciente não é curado, mas o câncer vai se tornando como se fosse pressão alta, diabetes, que também não têm cura, mas é possível ir compensando e tratando os pacientes”, destaca Ferrigno.

Matéria publicada pelo portal R7 em 26/04/2022. in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/mortes-por-cancer-caem-no-brasil-mas-motivo-e-falta-de-diagnostico/15368/42/ acesso em às 21:20 de 28.06.2022

segunda-feira, 13 de junho de 2022

AULAS DE IOGA NO GRUPO SE TOQUE

 Acontece toda terça-feira às 14 horas na sede do Grupo Se Toque aula de ioga. 

Os interessados manter contato conosco.

terça-feira, 7 de junho de 2022

Reuniões semanais do Grupo Se Toque

 Toda terça-feira às 14 horas ocorre a reunião semanal do Grupo Se Toque.

 Momento de partilha, troca de informações e também de descontração.

 Para  participar é só comparecer:

 - Rua Monsenhor Moisés, 181 - Pontalzinho

 - Itabuna - Bahia