quarta-feira, 20 de julho de 2022

CBROHI dá início à campanha para combate à mucosite oral, o Julho Bordô

 Julho Bordô é uma iniciativa do Colégio Brasileiro de Odontologia Hospitalar e Intensiva que tem o objetivo de alertar para cuidados com a mucosite oral em pacientes oncológicos. A Campanha gira em torno de conscientizá-los de que não precisam sofrer com a mucosite e sensibilizar as equipes médicas a respeito da importância do acompanhamento odontológico preventivo.

Mucosite oral e tratamento
A Mucosite oral é caracterizada pela inflamação da mucosa bucal que ocorre após utilização de agentes quimioterápicos e da radioterapia principalmente na região de cabeça e pescoço, e que pode ser agravada pela saúde bucal inadequada. Ela aparece normalmente no período de imunossupressão, que costuma acontecer alguns dias após o início da quimioterapia e/ou após as primeiras sessões de radioterapia.

Apesar de ser autolimitada, cicatrizando geralmente em duas a quatro semanas após o término ou interrupção do tratamento quimioterápico ou radioterápico, a mucosite oral causa dor e incômodo intensos, dificultando na alimentação diária. Além disso, ela pode evoluir e atingir todo o trato gastrointestinal, desde a cavidade oral até o ânus, com lesões atróficas e avermelhadas que podem se tornar úlceras hemorrágicas, aumentando os riscos para infecções secundárias. Todas essas complicações não só comprometem a qualidade de vida do paciente, como também podem interromper o tratamento oncológico.

O laser de baixa potência (laserterapia) traz benefícios clínicos e funcionais, sendo eficaz na prevenção e tratamento dessas complicações bucais, uma vez que apresenta ação anti-inflamatória, acelera o processo de cicatrização das úlceras e reduz o quadro doloroso.

Conscientização é essencial
A diretora acadêmica do CBROHI, Raquel Richelieu, destaca que a mucosite oral não é só uma ‘feridinha’, ela é debilitante e pode agravar a morbidade do paciente, além de deixar uma porta aberta para infecções e suspensão do tratamento oncológico.

Diante disso, entende-se a importância do paciente seguir as orientações dos profissionais de odontologia, com a concomitância multidisciplinar composta por dentista, tratamento oncológico, cuidados orais, remoções de foco e laserterapia.

Também é válido mencionar sobre a necessidade de capacitação dos cirurgiões-dentistas para o tratamento de pacientes oncológicos com mucosite oral: para atuar com a laserterapia, o cirurgião-dentista precisa ser capacitado, seu compromisso ético não pode ser deixado de lado! É preciso lutar constantemente para mostrar, tanto para os cirurgiões-dentistas quanto para a sociedade em geral, que a laserterapia é benéfica.

A campanha do Julho Bordô dialoga com o Julho Verde, promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), e que também procura conscientizar e esclarecer sobre a prevenção e tratamento da doença.

Resultados da Campanha
O CBROHI buscou, em ações junto ao Ministério da Saúde, que fosse criado o código específico da laserterapia na tabela do Sistema Único de Saúde. A vitória veio em julho de 2020, com o registro do procedimento 03.07.03.007-5 – TRATAMENTO DE LESÕES DA MUCOSA BUCAL.

O tratamento também já consta no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar pela Resolução Normativa RN Nº 387. A aprovação dos procedimentos depende dos acordos comerciais que os hospitais possuem com as operadoras de saúde, no caso da rede privada. Dependendo do tipo de plano ou categoria, o pedido será liberado ou não pela operadora, mesmo com a inclusão do procedimento no ROL da ANS. “Quem pode negar o procedimento é a operadora. Quando não existe acordo comercial entre o hospital e a operadora para algum procedimento, o sistema do hospital pode dar a informação de ‘não coberto’, o que não significa negado”, explica a presidente do CBROHI, Julia Lamy.

Fonte: https://cbrohi.org.br/2022/07/cbrohi-da-inicio-a-campanha-para-combate-a-mucosite-oral-o-julho-bordo/ acesso em 20.07.2022 às 21:01h

“Julho Amarelo”: Mês de luta contra as hepatites virais

 A campanha “Julho Amarelo” foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.802/2019 e tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais.

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.

Nem sempre a doença apresenta sintomas, mas quando aparecem, estes se manifestam na forma de cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No caso específico das hepatites virais, que são o objeto da campanha Julho Amarelo, estas são inflamações causadas por vírus classificados pelas letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E.

– Hepatite A: tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e se cura sozinha. Existe vacina.

– Hepatite B: é o segundo tipo com maior incidência; atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

– Hepatite C: tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado.  A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte. Não tem vacina.

– Hepatite D: causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

– Hepatite E: causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica, porém, mulheres grávidas que forem infectadas podem apresentar formas mais graves da doença.

Formas de contágio:

As hepatites virais podem ser transmitidas pelo contágio fecal-oral, especialmente em locais com condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos; pela relação sexual desprotegida; pelo contato com sangue contaminado, através do compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos perfuro-cortantes; da mãe para o filho durante a gravidez (transmissão vertical), e por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados.

O contágio via transfusão de sangue já foi muito comum no passado, mas, atualmente é considerado raro, tendo em vista o maior controle e a melhoria das tecnologias de triagem de doadores, além da utilização de sistemas de controle de qualidade mais eficientes.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para todos os tipos de hepatite, independentemente do grau de lesão do fígado.

A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso, a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste, gratuitamente, em qualquer posto de saúde e, em caso de resultado positivo, façam o tratamento que está disponível na rede pública de saúde.

Prevenção da hepatite A:

– a vacina contra a hepatite A é altamente eficaz e segura e é a principal medida de prevenção;
– lavar as mãos com frequência, especialmente após o uso do sanitário, trocar fraldas e antes do preparo de alimentos;
– utilizar água tratada, clorada ou fervida, para lavar os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos;
– cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e peixes;
– lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
– usar instalações sanitárias;
– no caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão, utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária;
– não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto;
– evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios;
– usar preservativos e higienizar as mãos, genitália, períneo e região anal, antes e após as relações sexuais.

Prevenção da hepatite B:

a vacina é a principal medida de prevenção contra a hepatite B, sendo extremamente eficaz e segura; usar preservativo em todas as relações sexuais; não compartilhar objetos de uso pessoal, tais como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.  A testagem das mulheres grávidas ou com intenção de engravidar também é fundamental para prevenir a transmissão de mãe para o bebê. A profilaxia para a criança após o nascimento reduz drasticamente o risco de transmissão vertical.

Prevenção da hepatite C:

Não existe vacina contra a hepatite C. Para evitar a infecção é importante:

não compartilhar com outras pessoas qualquer objeto que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas, alicates, escova de dente, etc); usar preservativo nas relações sexuais; não compartilhar quaisquer objetos utilizados para o uso de drogas; toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites B e C, HIV e sífilis. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas. O tratamento da hepatite C não está indicado para gestantes, mas após o parto a mulher deverá ser tratada.

Prevenção da hepatite D:

A hepatite D ocorre em pacientes infectados com o tipo B, portanto, a vacina contra a hepatite B, protege contra o tipo D, também.

Prevenção da hepatite E:

A melhor forma de evitar a doença é melhorando as condições de saneamento básico e de higiene, tais como as medidas para prevenir a hepatite do tipo A.

Fontes:

Agência de Vigilância Sanitária da Paraíba

Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis

Sociedade Portuguesa de Beneficência de Santos

https://bvsms.saude.gov.br/julho-amarelo-mes-de-luta-contra-as-hepatites-virais/ aceso em 20.07.22 às 20:48hs


SBCCP lança “Julho Verde”: conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço.

 julho verde 2022

Câncer de cabeça e pescoço pode alcançar até 90% de cura. SBCCP alerta para a importância da detecção precoce

Julho é verde! Verde esperança, a cor da confiança de que é possível mudar, por exemplo, situações que podem ser desfavoráveis à saúde. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) intensifica, no Julho Verde, suas ações de conscientização a respeito da importância da detecção precoce desse tipo de câncer, que pode alcançar até 90% de cura se tratado precocemente.

“O compromisso da nossa sociedade em busca de tratamentos cada vez mais eficazes no combate ao câncer e a todas as doenças que acometem a região da cabeça e pescoço é incansável, assim como as ações para orientar a população. A massificação, em âmbito nacional, por todos os órgãos do poder público das informações e orientações a respeito dos cuidados, tratamentos e detecção precoce do câncer de cabeça e pescoço ajudará, em muito, a salvar vidas. A população precisa estar cada vez mais consciente de que as chances de cura do câncer são muito maiores para os casos diagnosticados precocemente”, informa o presidente da SBCCP, Dr. Marco Aurélio Kulcsar.

A SBCCP participou, em 2014, na cidade de Nova Iorque (EUA), da escolha do dia 27 de julho como a data de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço. Pouco tempo depois, instituiu no Brasil o Julho Verde e, neste ano, os especialistas têm um incentivo a mais para intensificar os alertas e orientações a respeito da doença, já que o mês de julho foi oficialmente instituído em todo o território brasileiro, pela Lei nº 14.328, de 20 de abril de 2022, como o Mês Nacional do Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço.

Orientações
O Presidente da SBCCP orienta que todos procurem atendimento médico ao perceberem sintomas e sentirem desconfortos na região do pescoço, boca ou face (confira abaixo os principais sinais).

“É de suma importância não descuidar da saúde e procurar uma unidade de atendimento médico sempre que perceber alterações que sugerem uma possível doença”, reforça Kulcsar.

A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para este ano de 2022 é de que surjam 36.620 novos casos de câncer de cabeça e pescoço, incluídos nesse total os tumores de boca (cavidade oral), laringe e tireoide.

Ficando atento! Procurando um especialista na fase inicial da doença, as chances de obter sucesso no tratamento são grandes.

PREVENÇÃO

Procure manter uma alimentação saudável, pratique atividade física regularmente, mantenha sua higiene bucal em dia, evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, use protetor solar e abandone o fumo. Parar de fumar, inclusive, é a melhor maneira de evitar a maioria dos cânceres de boca, faringe e laringe.

Fique atento e vá ao médico regularmente.

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO

Para o câncer de cavidade oral (boca)

  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Exposição ao sol sem uso de protetor labial
  • Infecção por HPV (Papolomavírus Humano)

Para o câncer de tireoide

  • Dieta pobre em iodo
  • História de irradiação do pescoço
  • Radioterapia em baixas doses (principalmente na infância)
  • História familiar de câncer de tireoide
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Exposições hormonais
  • Poluentes ambientais

Para o câncer de laringe

  • Tabaco (cigarros, charutos, cachimbos, narguilés e produtos feitos por rolos)
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Excesso de gordura corporal
  • Exposição ocupacional de alguns elementos como pó de madeira, produtos químicos utilizados na metalurgia, petróleo, plásticos, indústrias têxteis e o amianto

Para o câncer de pele

  • Exposição prolongada ao sol (raios ultravioleta – UV), principalmente na infância e adolescência
  • Exposição ao sol sem uso de protetor solar
  • Exposição a câmeras de bronzeamento artificial
  • História familiar de câncer de pele

PRINCIPAIS SINTOMAS DO CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO

  • Aparecimento de nódulo no pescoço
  • Manchas brancas ou avermelhadas na boca
  • Ferida que não cicatriza em duas semanas
  • Dor de garganta que não melhora em 15 dias
  • Dificuldade ou dor para engolir
  • Alterações na voz ou rouquidão por mais de 15 dias

Esses sinais também são causados ​​por outras condições clínicas. Portanto, é importante conversar com seu médico.

ESTIMATIVA PARA 2022

  • Boca (cavidade oral) = 15.190, sendo 11.180 em homens e 4.010 em mulheres
  • Laringe = 7.650, sendo 6.470 em homens e 1.180 em mulheres
  • Tireoide = 13.780, sendo 1.830 em homens e 11.950 em mulheres


TOTAL = 36.620 novos casos de câncer de cabeça e pescoço, sendo 19.480 em homens e 17.140 em mulheres.

PROBABILIDADE DE CURA

Para câncer de tireoide – 90% em jovens (Fonte: Oswaldo Cruz – Centro Especializado em Oncologia)  https://centrodeoncologia.org.br/tudo-sobre-cancer/cancer-de-tireoide/

Para câncer de boca (cavidade oral) – até 80% de cura. (Fonte: Fundação do Câncer – https://www.cancer.org.br/blog/cancer-de-boca-tem-ate-80-de-cura/)

Para câncer de laringe – acima de 80% nos casos iniciais, sendo que, em 70%, a laringe é inteiramente preservada. (Fonte: resultados cirúrgicos dos principais serviços de cirurgia de cabeça e pescoço do Brasil)

Para câncer de pele – carcinoma basocelular (CBC) e carcinoma espinocelular (CEC) são as formas mais comuns do câncer de pele e têm 90% de chance de cura se forem identificados rapidamente. O melanoma é mais agressivo e sua taxa de ocorrência émenor, porém, pode se espalhar para outros órgãos caso seja detectado tardiamente. (Fonte: SBD – https://www.sbd.org.br/fique-atento-aos-possiveis-sinais-do-cancer-de-pele/)

Fonte: https://amb.org.br/noticias/sbccp-lanca-julho-verde-conscientizacao-sobre-o-cancer-de-cabeca-e-pescoco/ acesso em 20.07.22 às 20:38hs


segunda-feira, 18 de julho de 2022

Dia do amigo: entenda a origem da data comemorativa de 20 de julho

 O Dia do Amigo é comemorado em 20 de julho no Brasil - apesar de a data também ser lembrada em 30 de julho, Dia Internacional da Amizade, em algumas ocasiões. A data é comemorada oficialmente no calendário de alguns locais, como Belo Horizonte e a cidade e o Estado do Rio de Janeiro. 

"O Dia do Amigo foi instituído em Buenos Aires, na Argentina, e a partir daí foi gradualmente adotado em outras partes do mundo", informa a justificativa da lei nº 5.146, de 7 de janeiro de 2010, que institui o Dia do Amigo no Rio. "A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à Lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não comente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outra parte do universo",

A iniciativa deu certo e em 1979 o governo argentino criou oficialmente o Dia do Amigo, já que havia alguns anos que os restaurantes e bares ficavam lotados com amigos por conta da data. O fato também movimentava o comércio.

Nas décadas seguintes, a data foi abrangendo outros lugares. O Uruguai adotou o Dia do Amigo ainda nos anos 1970, Peru e México em 1980, e no Brasil a ideia chegou com mais força nos anos 1990.

Dia Internacional da Amizade

A Organização das Nações Unidas (ONU ), por sua vez, comemora o Dia Internacional da Amizade em 30 de julho. A data foi proclamada durante a assembleia geral da organização em 2011, com o intuito de que a amizade entre povos, países, culturas e indivíduos pode inspirar esforços pela paz e construir ligações mais fortes entre comunidades.

Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2021/07/20/interna_nacional,1168409/dia-do-amigo-entenda-a-origem-da-data-comemorativa-de-20-de-julho.shtml acesso em 18;07.22

sexta-feira, 8 de julho de 2022

CAR-T Cell: Butantan vai começar a testar tratamento inovador para poder ser incluído no SUS

 Pesquisadores brasileiros preparam-se para testar – a partir do primeiro semestre do ano que vem – uma nova alternativa para tratamento de um tipo de câncer no sangue, o linfoma não Hodgkin de células B

Trata-se de uma terapia com as chamadas CAR-T Cells – que são linfócitos (células de defesa) modificadas em laboratório para se tornarem capazes de identificar o tumor e atacá-lo com maior potência.

Pasternak: Sucessos da terapia gênica Tumores: Novas terapias aumentam sucesso no tratamento de câncer

A estratégia de tratamento em uso para esse estudo foi desenvolvida por especialistas do Instituto Butantan em parceria com o Hemocentro de Ribeirão Preto e alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O mesmo mecanismo desenvolvido por esses pesquisadores paulistas já foi utilizado por brasileiros, porém, através de ‘testes compassivos’, quando médicos – de maneira independente – decidem optar por uma terapia experimental ao se depararem com quadros em que as estratégias conhecidas de cuidado com o paciente estão esgotadas.

Agora, porém, a vontade dos centros de pesquisa é entender melhor o mecanismo das CAR-T Cells para tornar mais difundidas no país terapias com as mesmas .

– Quando realizamos um estudo clínico, pensamos além da saúde daquele único paciente participante, miramos adiante, para que aquela terapia seja melhor estudada e possa ser aplicada em escala, para mais pessoas – diz Gil Santis, um dos pesquisadores do estudo e médico do hemocentro de Ribeirão Preto.

A ideia é que a nova terapia entre em estudo no primeiro semestre do ano que vem. O teste engloba por volta de 30 pacientes com idades entre 18 e 70 anos. A pesquisa será bastante específica: terá foco em pacientes que tiveram retomada da doença após os tratamentos convencionais. Também participarão do estudo os pacientes que não preenchem os requisitos para o transplante de medula óssea.

– Nosso objetivo é oferecer esse tratamento a quem não tem esse recurso. Recebemos mensagens de pessoas desesperadas procurando por essa alternativa – afirma o pesquisador.

A duração da pesquisa será de um ano. Ao longo desse período, será avaliada a segurança do tratamento – isso é, se seus efeitos adversos podem ser tolerados pelos pacientes. Ainda será observada a resposta clínica do grupo de pesquisados, 30 e 90 dias após a infusão das células “turbinadas”. A ideia é observar também o impacto do tratamento na redução da doença e a sobrevida do paciente. Embora o estudo tenha previsão de apresentar resultados em 12 meses, os pacientes, por sua vez, serão acompanhados ao longo de 12 anos.

O Instituto Butantan informa que o custo do tratamento com as CAR-T Cells é bastante elevado – dada a complexidade de ‘preparo’ das células. A estimativa de cada tratamento, nos modelos atuais, é de R$ 500 mil. Uma produção em escala, porém, poderia baixar esse custo. A ideia da nova pesquisa clínica é incluir o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo está de mãos dadas com a criação de dois novos centros de terapia gênica, em São Paulo e Ribeirão Preto. As instalações, de acordo com o Butantan, incluem laboratórios de controle de qualidade, salas de produção de vírus e de armazenamento dos produtos a serem aplicados nos pacientes.

 

Fonte: O Globo Online in https://tjcc.com.br/noticias/car-t-cell-butantan-vai-comecar-a-testar-tratamento-inovador-para-poder-ser-incluido-no-sus/ acesso em 08.07.22 às 21;24hs

HPV: vacinação é ampliada para homens de até 45 anos imunossuprimidos

 O Ministério da Saúde anunciou hoje (7) a ampliação da vacinação contra o papilomavirus humano quadrivalente (HPV4) para homens de até 45 anos com imunossupressão. A ampliação de faixa etária segue recomendações de sociedades científicas. Isso significa que, a partir de agora, homens de até 45 anos transplantados, pacientes oncológicos ou vivendo com HIV/Aids podem se vacinar. O esquema tradicional de três doses continuará sendo usado, independente da idade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a estimativa é que haja entre 9 a 10 milhões de infectados por esse vírus no Brasil e que a cada ano surjam 700 mil novos casos da infecção no país. O risco de desenvolvimento de cânceres associados ao HPV é cerca de quatro vezes maior entre pessoas vivendo com HIV/Aids e transplantados, do que na população sem a doença ou transplante.

A imunossupressão crônica é um dos principais fatores de risco para aquisição e persistência do HPV, esclareceu o ministério, por meio da assessoria de imprensa. É também importante fator de risco para a progressão de lesões pré-cancerosas e neoplasias, especialmente em pessoas vivendo com HIV/Aids, transplantados de células-tronco hematopoéticas e órgãos sólidos e indivíduos em tratamento para câncer (rádio e/ou quimioterapia).

A vacina HPV quadrivalente previne os cânceres relacionados aos HPV 16 e 18; cânceres de colo do útero, de vulva e vagina; o câncer peniano e cânceres de orofaringe e anal em homens e mulheres, além das verrugas genitais nos dois sexos relacionadas ao HPV 6 e 11. Podem se vacinar contra o HPV meninas de 9 a 14 anos; meninos de 11 a 14 anos; e homens e mulheres imunossuprimidos, de 9 a 45 anos, que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos.

 Fonte: https://tjcc.com.br/noticias/hpv-vacinacao-e-ampliada-para-homens-de-ate-45-anos-imunossuprimidos/ acesso em 08.07.22 às 21;23hs

Sua Idade: a importância da rede de apoio diante do câncer de mama

 Em meio a bons debates sobre menopausa e carreira, a terceira edição de Vogue Sua Idade proporcionou também a conversa “O que toda mulher precisa saber sobre câncer de mama”, cuja temática foi o tipo de câncer que mais afeta as mulheres no Brasil. A mesa apresentada pela Roche foi mediada pela jornalista Claudia Lima, e contou com a presença da mastologista Fabiana Makdissi e da prisco-oncologista e fundadora do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

A começar pelas definições, o câncer de mama é multifatorial, ou seja, pode ter diferentes explicações. “Apenas o fato de ser mulher e envelhecer já é um risco”, aponta a Fabiana Makdissi, alertando para a importância de acompanhamento médico como forma de prevenção, especialmente a partir dos 40 anos. Na prática, a doença é uma multiplicação desordenada de células que pode ser desencadeada inesperadamente. Dentre os grupos de risco, é necessário levar em conta o histórico familiar e hábitos de vida, por exemplo. Além disso, dedicar mais atenção ao autocuidado pode levar a um diagnóstico precoce e mais agilidade na busca por ajuda.

A médica ainda apontou uma série de sinais de alerta, caso de caroços na mama, vermelhidão e secreção. Quando detectada no início, a doença pode ter mais chances de cura. “A mamografia é uma fotografia daquele momento. Se você achar algo diferente, volte ao médico”, explica Fabiana. A dupla frisou como a informação pode salvar vidas, especialmente com a percepção do caso nos estágios iniciais. “Hoje sabemos que são diferentes tipos de câncer, então existem tratamentos específicos para cada um deles”, aponta a psicóloga Luciana Holtz, para quem a informação é a base de tudo.

A equipe profissional que cerca o paciente — inclua aí psicólogos, nutricionistas, mastologistas e fisioterapeutas — faz toda a diferença, claro. Mas além da ajuda médica, ter uma rede de apoio é fundamental para quem está lidando com o diagnóstico. “Essa mulher vai passar por uma série de altos e baixos porque a rotina vai mudar, mas é preciso leveza e apoio ao encarar temas como sexualidade e fertilidade”, comenta Luciana Holtz.

Esse cuidado dos familiares, amigos e do parceiro é importante principalmente em uma cultura que ainda trata a doença como um tabu. Conforme um estudo conduzido pela Escolha de Medicina de Utah e pela Escola de Medicina da Universidade de Stanford aponta, as mulheres têm seis vezes mais chances de serem rejeitadas por seus parceiros após se tornarem pacientes oncológicas.

Além dos impactos no âmbito pessoal, a vida profissional também será alterada, por isso é essencial que as empresas se mostrem dispostas ao acolhimento. “A rede empregadora precisa saber que ela vai se ausentar para o tratamento, mas ela vai voltar a trabalhar. Muitas vezes, as mulheres se sentem desamparadas porque seus empregadores não entendem o contexto, então elas não voltam ou são demitidas”, pontua. Fabiana Makdissi.

Vem Falar de Vida

Em setembro de 2020, a Roche lançou o movimento Vem Falar de Vida, - um convite não só ao autocuidado, mas também para o cuidado com o outro diante do câncer de mama. Instituições, hospitais e serviços se uniram para uma jornada de conscientização sobre a doença. Afinal, como ilustra Luciana Holtz, “a informação qualificada salva vidas, possibilita que a paciente se empodere e participe ativamente de tudo que está vivendo. Há sempre avanços na medicina. Hoje é possível viver muito mais tempo mesmo com um câncer em estágio mais avançado.”

Fonte: Vogue Brasil acesso em 08.07.2022 às 21;14hs in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sua-idade-a-importancia-da-rede-de-apoio-diante-do-cancer-de-mama/15433/42/