quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Dezembro Vermelho: Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e Outras Infecções Sexualmente Transmissíveis

 A Campanha Dezembro Vermelho foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.504/2017 como forma de gerar mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).

A ação objetiva, ainda, chamar a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.

Constitui-se em um conjunto de atividades relacionadas ao enfrentamento ao HIV/Aids e às demais ISTs, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), de modo integrado em toda a administração pública, com entidades da sociedade civil organizada e organismos internacionais.

No Brasil, 92% das pessoas em tratamento já atingiram o estágio de estarem indetectáveis, ou seja, estado em que a pessoa não transmite o vírus e consegue manter a qualidade de vida sem manifestar os sintomas da Aids.

Essa conquista se deve ao fortalecimento das ações do Ministério da Saúde para ampliar a oferta do melhor tratamento disponível para o HIV, com a incorporação de medicamentos de primeira linha para tratar os pacientes.

Além disso, o SUS coloca à disposição da população as estratégias e tecnologias mais avançadas para a prevenção da infecção pelo vírus, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós Exposição (PEP); além de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ações específicas para populações-chave para resposta ao HIV, como pessoas trans, gays, homens que fazem sexo com homens, trabalhadores do sexo, população privada de liberdade e usuários de álcool e outras substâncias.

O movimento Dezembro Vermelho objetiva, ainda, conscientizar a todos a respeito das Infecções Sexualmente Transmissíveis, doenças causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos, transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de preservativo masculino ou feminino, com uma pessoa que esteja infectada.

A transmissão de uma IST pode ocorrer, também, verticalmente, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação, quando medidas de prevenção não são realizadas. De maneira menos comum, também podem ser transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções corporais contaminadas.

O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento, o diagnóstico e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

As ISTs podem se manifestar por meio de feridas, corrimento e verrugas anogenitais, entre outros possíveis sintomas, como dor pélvica, ardência ao urinar, lesões de pele e aumento de ínguas. Aparecem, principalmente, no órgão genital, mas podem surgir em outras partes do corpo, como palmas das mãos, olhos e língua.

Herpes genital, sífilis, gonorreia, tricomoníase, infecção pelo HIV, infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), hepatites virais B e C, infecção pelo vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV), são alguns tipos de ISTs.

Prevenção:

É importante observar o próprio corpo durante a higiene pessoal – isso pode ajudar a identificar uma IST no estágio inicial – e procurar o serviço de saúde ao perceber qualquer sinal ou sintoma.

O uso do preservativo, masculino ou feminino, em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais) é o método mais eficaz para evitar a transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), do HIV/Aids e das hepatites virais B e C.

Existem vários métodos anticoncepcionais, no entanto, o único que pode evitar a gravidez e também prevenir as ISTs é a camisinha (masculina ou feminina). Orienta-se que, sempre que possível, realizar a dupla proteção: uso da camisinha e de outro método anticonceptivo de escolha.

As unidades de saúde do SUS disponibilizam gratuitamente preservativos masculinos e femininos.

Importância do Sexo Seguro:

Geralmente, o termo “sexo seguro” é associado ao uso exclusivo de preservativos. Por mais que essa seja uma estratégia fundamental a ser sempre estimulada, possui limitações. Assim, outras medidas de prevenção são importantes e complementares para uma prática sexual segura, como as apresentadas a seguir:

– Usar preservativos;
– Imunizar-se para hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e HPV;
– Discutir com a parceria sobre a testagem para HIV e outras ISTs;
– Testar-se regularmente para HIV e outras ISTs;
– Tratar todas as pessoas vivendo com HIV;
– Realizar exame preventivo de câncer de colo do útero (colpocitologia oncótica);
– Realizar Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), quando indicado;
– Realizar Profilaxia Pós-Exposição (PEP), quando indicado;
– Conhecer e ter acesso à anticoncepção e concepção.

 

Fontes:

Correio dos Municípios (Alagoas)
Governo do Estado de São Paulo
Ministério da Saúde

https://bvsms.saude.gov.br/dezembro-vermelho-campanha-nacional-de-prevencao-ao-hiv-aids-e-outras-infeccoes-sexualmente-transmissiveis-2/ ACESSO EM 04.01.23 ÀS 21:57H

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

14 a 21/12 – Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea

 Transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue. Consiste na substituição das células de uma medula óssea doente ou deficitária por células normais, com o objetivo de reconstituir uma medula saudável.

O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente; alogênico, quando a medula vem de um doador; ou pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

O transplante tem indicação para tratar um conjunto de cerca de 80 doenças, incluindo casos de mieloma múltiplo, linfomas e doenças autoimunes; em doenças do sangue como a anemia aplástica grave, outras anemias adquiridas ou congênitas, e na maioria dos tipos de leucemias, como a mieloide aguda, mieloide crônica e a linfoide aguda.

A medula óssea é um tecido líquido que ocupa a cavidade dos ossos (conhecida popularmente como o tutano do osso), ou seja, é diferente da medula espinhal que tem como função transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo e é formada de tecido nervoso.

É na medula óssea que são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo o organismo e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do corpo e protegem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

Para a realização de um transplante de medula é necessário haver compatibilidade entre doador e receptor, caso contrário, a medula será rejeitada. Esta compatibilidade tecidual é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6.

Com base nas leis da genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%, enquanto que, entre indivíduos não aparentados, é, em média, de 1 em 100 mil.

A combinação de genes do doador e do paciente deve ser idêntica (100%) ou muito próxima do ideal (90%). A análise é realizada em testes laboratoriais específicos, a partir das amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade (HLA).

Quando não há um doador aparentado (um irmão ou outro parente próximo, geralmente um dos pais), a solução é procurar um doador compatível entre os indivíduos da população em geral, representada por diferentes grupos étnicos (brancos, negros, amarelos etc.) e suas combinações.

Desta forma, surgiram os primeiros registros de doadores de medula óssea, em que voluntários são cadastrados e selecionados para ajudar pacientes de todo o mundo. Hoje, já existem mais de 38 milhões de doadores em todo o mundo.

No Brasil, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) promove a busca de doadores no Brasil e nos registros estrangeiros.

O número de doadores voluntários tem aumentado expressivamente nos últimos anos. Em 2000, existiam apenas 12 mil inscritos. Naquele ano, dos transplantes de medula realizados, apenas 10% dos doadores eram brasileiros localizados no REDOME. Agora há mais 5 milhões de doadores inscritos.

A chance de se identificar um doador compatível, no Brasil, na fase preliminar da busca é de até 88%, e ao final do processo, 64% dos pacientes têm um doador compatível confirmado.

O Brasil tornou-se o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos registros dos Estados Unidos e da Alemanha. A evolução no número de doadores deveu-se aos investimentos e campanhas de sensibilização da população, promovidas pelo Ministério da Saúde e órgãos vinculados, como o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Essas campanhas mobilizaram hemocentros, laboratórios, ONGs, instituições públicas e privadas e a sociedade em geral.

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário cumprir alguns critérios definidos pelo Ministério da Saúde, como por exemplo:

– Ter entre 18 e 35 anos de idade;
– Estar em bom estado geral de saúde;
– Não ter doença infecciosa ou incapacitante;
– Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.

Além dos pré-requisitos acima, é necessário procurar o hemocentro do seu estado e agendar uma consulta de esclarecimento ou palestra sobre doação de medula óssea. O voluntário à doação irá assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), preencher uma ficha com informações pessoais e colher uma pequena amostra de sangue para análise das características genéticas que vão ser cruzadas com os dados de pacientes que necessitam de transplantes para determinar a compatibilidade.

Quando houver um paciente com possível compatibilidade, o voluntário será consultado para decidir quanto à doação. Por este motivo, é necessário manter os dados sempre atualizados.

Para seguir com o processo de doação serão necessários outros exames para confirmar a compatibilidade e uma avaliação clínica de saúde. Somente após todas estas etapas concluídas o doador poderá ser considerado apto e realizar a doação.

Há dois tipos de procedimento para a doação e a escolha do mais adequado é feita pelo médico:

– Procedimento I: O doador passará por internação hospitalar e será anestesiado em centro cirúrgico. A medula é retirada do interior dos ossos da bacia por meio de punções (pequenas perfurações feitas com agulha). Serão retirados aproximadamente de 500 a 700 ml da medula.
O doador retorna às suas atividades habituais cerca de uma a duas semanas após a doação e o tempo mínimo de internação hospitalar é de 24 horas.

– Procedimento II: A coleta das células-tronco hematopoiéticas será feita diretamente do sangue periférico e para isso o doador recebe algumas doses de medicação injetável que estimula a migração destas células da medula para o sangue, permitindo sua retirada por meio do procedimento de aférese (doação automatizada), através de uma punção venosa, parecido com o processo de doação de sangue. Neste caso, não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos por via sanguínea.

A medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples.

Já o receptor deve se submeter a um tratamento que destrói as células sanguíneas doentes de sua medula óssea, e recebe as células sadias, como em uma transfusão de sangue. Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos, devendo ser mantido internado no hospital, onde recebe cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos.

 

A Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea é uma campanha instituída pela Lei nº 11.930/2009 e visa a conscientização de toda a sociedade sobre a importância de se tornar um doador.

No período de 14 a 21 de dezembro devem ser desenvolvidas atividades de esclarecimento e incentivo à doação de medula óssea e à captação de potenciais doadores cujos dados, como, nome, endereço, resultados de exames e características genéticas ficarão cadastrados no REDOME.

Esse cadastro que reúne as informações de pessoas que se dispõem a doar medula para o transplante foi criado em 1993 e desde 1998 é coordenado pelo INCA.

Como existe um cruzamento de dados mundial, caso haja um doador compatível, em qualquer lugar do País ou no exterior, essa pessoa é acionada e tem todas as despesas de deslocamento e hospedagem custeadas pelo Ministério da Saúde.

As ações, atividades e campanhas publicitárias devem envolver órgãos públicos e entidades privadas a fim de informar e orientar sobre os procedimentos para o cadastro de doadores e a importância da doação para salvar vidas. Quanto mais pessoas se cadastrarem, maiores serão as chances dos pacientes que aguardam pelo transplante.

Para quem já se cadastrou como doador em um hemocentro, é importante estar atento para mantê-lo atualizado. É possível atualizar os dados pelo aplicativo REDOME, disponível nas lojas de aplicativos de celular. Além de manter os dados, o voluntário pode gerar sua carteira de doador e também uma declaração de que é doador de medula óssea!

 

Fontes:

Hospital Nossa Senhora da Conceição – Pará de Minas/MG
Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Ministério da Saúde
Secretaria de Estado de Saúde de Goiás
Secretaria da Saúde do Estado de Tocantins

https://bvsms.saude.gov.br/14-a-21-12-semana-de-mobilizacao-nacional-para-doacao-de-medula-ossea-3/ ACESSO EM 14.12.2022 AS 22:17H

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

DEZEMBRO LARANJA

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza neste mês a campanha anual de prevenção ao câncer de pele, o chamado Dezembro Laranja, que tem como mote “Não espere até sentir na pele”. A edição de 2022 coloca no centro dos debates os trabalhadores urbanos e rurais que estão diariamente expostos aos raios solares em virtude de sua profissão e em momentos de lazer. A iniciativa, que tem o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), já faz parte do calendário nacional da saúde e ocorre desde 2014, sempre estimulando ações e medidas que visam trazer qualidade de vida e saúde para a população. 

“A prevenção ao câncer da pele é importante em todas as esferas da sociedade: desde aqueles que se expõe ao sol por lazer, até àqueles que precisam trabalhar ao ar livre todos os dias. Por isso, queremos mostrar as formas possível de fotoproteção, como o uso de filtro solares e de barreiras físicas, como bonés, chapéus, óculos”, explica o coordenador da campanha e do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, Renato Bakos.

A prevenção ao câncer da pele pode ser feita diariamente e de forma simples: evite a exposição ao sol e proteja a pele dos efeitos da radiação UV. Entre as medidas indicadas pelos especialistas estão o uso de chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares; evite a exposição solar e permaneça na sombra entre 10 e 15 horas; use filtro solares com FPS 30 ou mais diariamente, e não somente em horários de lazer; consulte um médico ao menos uma vez ano para um exame completo.

Atendimentos – Este ano, a SBD retomou os mutirões gratuitos para identificação da doença, que foram realizados no dia 3 de dezembro, das 9h às 15h. Foram cerca de 100 postos espalhados pelo Brasil, nos quais os pacientes contaram com o atendimento de especialistas da SBD e receberam informações sobre prevenção ao câncer da pele. Pacientes que tiveram alguma lesão suspeita foram encaminhados para tratamento.

Outra ação presente nesta edição da campanha é a iluminação de prédios públicos e monumentos históricos ao redor do País na cor laranja na tentativa de chamar a atenção dos moradores para o tema. Entre as entidades que já confirmaram apoio à campanha estão a Prefeitura do Rio de Janeiro; Governo do Estado do Rio de Janeiro; Câmara Municipal de Niterói; Governo do Estado de São Paulo; Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais; Teatro Amazonas; Associação Médica Brasileira (AMB); o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2); o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP); o Conselho Nacional de Justiça (CNJ); a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas; entre outras.

Fonte: https://portal.cfm.org.br/noticias/dezembro-laranja-incentiva-a-populacao-a-se-proteger-contra-o-cancer-de-pele/ acesso em 04.01.23 às 21:46h

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

27/11 – Dia Nacional de Combate ao Câncer

 O Dia Nacional de Combate ao Câncer foi instituído pela Portaria MS/GM nº 707/1988 com o objetivo de ampliar o conhecimento da população brasileira sobre o câncer, principalmente sobre a sua prevenção.

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.

O câncer surge a partir de uma mutação genética, ou seja, de uma alteração no DNA da célula, que passa a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados proto-oncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os proto-oncogenes tornam-se oncogenes, responsáveis por transformar as células normais em células cancerosas.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

O câncer pode surgir em qualquer parte do corpo. Entretanto, alguns órgãos são mais afetados do que outros; e cada órgão, por sua vez, pode ser acometido por tipos diferenciados de tumor, mais ou menos agressivos. Entre eles está o pulmão, o mais comum entre os tumores malignos, apresentando aumento de 2% ao ano na sua incidência mundial. Em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco.

Causas:

O câncer não tem uma causa única. Há diversas causas externas (presentes no meio ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Os fatores podem interagir de diversas formas, dando início ao surgimento do câncer.

Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os hábitos e o estilo de vida podem aumentar o risco de diferentes tipos de câncer.

Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente de trabalho (indústrias químicas e afins), o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) e o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores alteram a estrutura genética (DNA) das células.

As causas internas estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Apesar de o fator genético exercer um importante papel na formação dos tumores (oncogênese), são raros os casos de câncer que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos.

Existem ainda alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais suscetíveis à ação dos agentes cancerígenos ambientais. Isso parece explicar porque algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno.

O envelhecimento natural do ser humano traz mudanças nas células, que as tornam mais vulneráveis ao processo cancerígeno. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica, em parte, o porquê de o câncer ser mais frequente nessa fase da vida.

Fatores de risco:

O termo “risco” é usado para definir a chance de uma pessoa sadia, exposta a determinados fatores, ambientais ou hereditários, desenvolver uma doença.

Os fatores associados ao aumento do risco de se desenvolver uma doença são chamados fatores de risco. O mesmo fator pode ser de risco para várias doenças – o tabagismo e a obesidade, por exemplo, são fatores de risco para diversos cânceres, além de doenças cardiovasculares e respiratórias.

Vários fatores de risco podem estar envolvidos na origem de uma mesma doença. Estudos mostram, por exemplo,
a associação entre álcool e tabaco com o câncer da cavidade oral.

Nas doenças crônicas como o câncer, as primeiras manifestações podem surgir após muitos anos de uma exposição única (radiações ionizantes, por exemplo) ou contínua (no caso da radiação solar ou tabagismo) aos fatores de risco.
A exposição solar prolongada sem proteção adequada durante a infância pode ser uma das causas do câncer de pele no adulto.

Os fatores de risco podem ser encontrados no ambiente físico, herdados ou resultado de hábitos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural.

Prevenção:

A prevenção do câncer engloba ações realizadas para reduzir os riscos de ter a doença.

O objetivo da prevenção primária é impedir que o câncer se desenvolva. Isso inclui evitar a exposição aos fatores de risco de câncer e a adoção de um modo de vida saudável.

O objetivo da prevenção secundária é detectar e tratar doenças pré-malignas (por exemplo, lesão causada pelo vírus HPV ou pólipos nas paredes do intestino) ou cânceres assintomáticos iniciais.

Confira aqui as 12 dicas para prevenir o câncer!

Fontes:

Instituto Nacional de Câncer (INCA)
Sociedade Mineira de Pneumologia e Cirurgia Torácica

https://bvsms.saude.gov.br/27-dia-nacional-de-combate-ao-cancer/#:~:text=O%20Dia%20Nacional%20de%20Combate,principalmente%20sobre%20a%20sua%20preven%C3%A7%C3%A3o. acesso em 23.11.22 às 09:25h

21 DIAS PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E MENINAS

 A campanha busca conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres em todo o mundo

Campanha Mundial “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher'' que, no Brasil, acontece de 20 de novembro a 10 de dezembro e é chamada de "21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres", pois seu início ocorre em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, considerando a dupla vulnerabilidade da mulher negra.

A campanha busca conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres em todo o mundo. Trata-se de uma mobilização anual, empreendida por diversos atores da sociedade civil e do poder público.

Em escala mundial, a celebração ocorre em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, até 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que também tem o objetivo de propor medidas de prevenção e combate à violência, além de ampliar os espaços de debate com a sociedade.

Em Itabuna, as atividades começaram dia 21.11.22 com a sessão solene na Câmara de Vereadores de Itabuna, com o tema: Educando pela Resistência: Práticas e Saberes no Chão da Escola.

domingo, 20 de novembro de 2022

Novembro Azul: Ministério da Saúde reforça cuidados com saúde do homem

O mês de novembro é dedicado à conscientização e prevenção do câncer de próstata, que é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não melanoma). A partir desta terça-feira (1º), o Ministério da Saúde irá abordar, ao longo do mês, a saúde do homem como um todo, reforçando a importância dos cuidados, prevenção do câncer de próstata e doenças em geral e incentivando os homens a buscarem atendimento nas Unidades Básicas de Saúde espalhadas pelo Brasil, a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. O SUS oferece tratamento em hospitais habilitados em oncologia, incluindo exames clínicos, procedimentos cirúrgicos e tratamentos, como prevê a Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC).

Dentre os exames estão: biopsia de próstata, ultrassonografia de próstata por via abdominal, ultrassonografia de próstata (via transretal) e a dosagem de antígeno prostático especifico. Entre os exames para diagnóstico estão ainda exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos.

O “Novembro Azul”

A iniciativa internacional “Novembro Azul” teve origem na Austrália no ano de 2003 e foi comemorado no Brasil pela primeira vez em 2008. O Novembro Azul tem como objetivo sensibilizar e conscientizar a população masculina em relação aos cuidados com a saúde e a importância da realização dos exames de prevenção contra o câncer de próstata. O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata é no dia 17 de novembro.

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/novembro/novembro-azul-ministerio-da-saude-reforca-cuidados-com-saude-do-homem acesso em 20.11.2022 às 19:27h

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

OUTUBRO ROSA 2022 - OAB ITABUNA 07.11.22

 PROJETO: OUTUBRO ROSA

"Mulher à Flor da Pele e de Peito Aberto"