sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Entenda por que somos responsáveis por nossas escolhas


Era o começo dos anos 1980. Eu, muito jovem, já tinha conseguido alguma independência e gostava de pensar que mandava em meu próprio nariz. Naquelas férias, viajei com amigos para os Estados Unidos e, uma vez lá, propus que visitássemos um dos símbolos do capitalismo e do american way of life: Las Vegas.

Saímos de carro de Los Angeles para uma viagem de cerca de quatro horas, em que se cruza a Califórnia por uma estrada perfeita, passando por pequenos povoados, inclusive a cidade fantasma de Calico, onde se espera ver um duelo na frente do saloon. De repente, após cruzar o deserto de Mojave, estamos em Nevada e, quando menos se espera, já se avistam as torres dos hotéis da Strip, no meio do nada. Las Vegas pulsa com luzes, pecados, risos, esperanças e desesperos. Em 2011, completou 100 anos de existência essa cidade artificial, construída no deserto do sonho norte-americano, para ser a capital dos prazeres.

Mas o que estaria eu, que não gosto de jogar nem palito, fazendo naquele lugar? Meus amigos não sabiam, mas o que eu queria mesmo não era ficar apostando fichas na mesa de black jack, e sim assistir a um show no lendário Golden Nugget, porque Las Vegas não é feita só de jogos, mas também de grandes espetáculos. O artista? Ele. A Voz. Frank Sinatra.

E Sinatra não decepcionou. Cantou Fly Me to the Moon, Strangers in the Night, New York, New York, fazendo o imenso teatro quase levitar; e de repente atacou uma música que mexeu comigo de um jeito que eu não esperava: My Way.

"I've lived a life that's full/ I traveled each and every highway/ And more, much more than this/ I did it my way"...

A música, adaptada por Paul Anka da francesa Comme d'Habitude, é o desabafo de um homem que confessa que viveu intensamente, amou, viajou, riu, chorou e sabe que, em alguns momentos, mordeu mais do que podia mastigar. Mas de nada se arrepende, pois tem a consciência de que, tudo que fez, fez porque quis e, acima de tudo, fez como quis. "Fiz do meu jeito", insiste - I did it my way.

O impacto sobre meu ser foi forte porque eu tinha duas dúvidas que ficaram mais fortes depois que eu refleti sobre a música. A primeira é se eu estava conduzindo minha vida do jeito que eu queria. A segunda é se, afinal, eu sabia que jeito era esse.

Autonomia e significado

Pelo menos uma coisa eu sabia: eu queria conduzir minha vida com base em minhas verdades (seja lá o que for uma verdade), e não baseado na dos outros, o que é uma empreitada e tanto.
Nietzsche costumava perguntar: "Você viveu sua vida? Ou foi vivido por ela? Escolheu-a, ou ela escolheu você? Amou-a ou a lamentou?" E, quando lhe pediam conselhos, o alemão dizia: "Não posso lhe ensinar como viver de forma diferente, pois, se o fizesse, você continuaria vivendo o projeto de outrem, e não o seu próprio". Ter um projeto próprio é uma busca demasiadamente humana. Mas... como?

A quantidade de influências que recebemos ao longo de nossa vida, com pessoas procurando nos moldar e nos transformar em uma espécie de replicantes, é imensa. E não há erro aparente nisso, pois qual é o pai que não quer o bem para a vida de seu filho e, nessa busca, acaba influenciando suas escolhas e seus caminhos?

Mas um pai não pode viver de novo sua vida por meio de seu filho. Ele pode orientar, alertar, ensinar, mas não viver a vida do filho, ou pelo filho. Dar raízes e asas, esse é o grande desafio da paternidade. Mas não é fácil, eu sei. É difícil lembrar que cada um nasce para viver sua própria vida.

E os professores? Qual o professor que não cumpre sua missão de educar mostrando qual seria a boa trilha a seguir pela vida? Educar é influenciar, não tem jeito. Mas educar é, ou deveria ser, acima de tudo, ensinar a pensar, e o pensamento com qualidade conduz, ou deveria conduzir, a duas lições que são as mais belas que um jovem pode aprender: a autonomia e o significado.

Ser autônomo significa fazer suas próprias escolhas e assumir responsabilidade por elas. Não quer dizer, cuidado, que se possa fazer o que se quer, atender a seus desejos desconsiderando totalmente as expectativas dos outros, do mundo. Autonomia é razão lúcida, equilíbrio, e pressupõe responsabilidade, maturidade, disposição para assumir seu destino. A razão emancipada nega a tutelagem e a subordinação. A razão esclarecida é a razão absoluta da autodeterminação.

E ter significado quer dizer estar conectado com uma atividade que faça sentido, que nos dê a certeza de que estamos no caminho certo, fazendo o que gostamos e que aquilo que fazemos torna o mundo melhor.

Mesmo sem saber, à medida que amadurecemos, buscamos, às vezes desesperadamente, essas duas grandes conquistas: a autonomia e o significado. Autonomia para gerir sua própria vida e significado para sentir prazer em viver. Enquanto a autonomia garante minha liberdade de escolher, o significado me dá a certeza de que estou vivendo a vida que eu quero viver. Do
meu jeito.

Naturalmente, o jovem é levado a providenciar, em primeiro lugar, a autonomia. Pagar suas contas, garantir sua sobrevivência, não depender mais de seus pais nem de ninguém. E isso está certo, pois quem continua dependente jamais caminhará com suas próprias pernas. O problema é que às vezes, na pressa pela autonomia, acabamos presos a um sistema que não
nos faz felizes. E é nessa armadilha que se encontra o grande inimigo do my way.

Conheci, recentemente, um jovem nem tão jovem assim, beirando os 40, que desabafou comigo, dizendo: "Eu queria ser músico, mas virei contabilista. Eu queria viajar pelo mundo, mas nunca saí da cidade. Eu queria ter meu próprio negócio, mas fui trabalhar em um banco".

Em primeiro lugar, é necessário dizer que não há nada de errado em estudar contabilidade, morar sempre na mesma cidade e trabalhar em um banco. Mas tem que ser por escolha. Conheço contabilistas felizes e músicos angustiados. Funcionários serenos e empreendedores estressados. Há de tudo. Em todos os caminhos. O que fica claro, estampado no rosto, transbordante pelo olhar, é a satisfação de estar fazendo o que se escolheu fazer.

O preço a pagar

Bem-vindo ao mundo real, em que o caminho é representado por um dilema: sem autonomia não posso lutar por aquilo que tem significado para mim, e sem trabalhar com significado dificilmente atingirei a verdadeira autonomia.

Eu percebi isso analisando minha própria história e a de outros. E também observando a vida, lendo livros e poemas, apreciando arte. Na estação Montgomery do metrô de Bruxelas, por exemplo, não é possível não se emocionar com a decoração feita por um dos mais importantes artistas belgas, Jean-Michel Folon. Pode ser que seja só comigo, mas Folon me faz refletir
sobre meu caminho e meu jeito de segui-lo.

Em seu quadro chamado Foule II, pessoas caminham como se estivessem hipnotizadas, seguindo por uma espécie de corredor, com comportamento de manada, e algumas setas sinalizam os caminhos que devem seguir.

Entretanto, em suas cabeças, grandes olhos brilham como luminosos, na expectativa de encontrarem seus próprios caminhos. No Yes to Freedom, um pássaro senta sobre a mão e aponta para o coração de um homem que tem uma gaiola na cabeça. No Un Monde, um menino senta-se pensativo e há um mundo em sua cabeça, querendo transbordar.

Folon foi, para mim, o Sinatra dos pincéis. Ambos me fizeram pensar sobre as imensas possibilidades dos campos da vida e sobre minha responsabilidade em construir meu caminho nessa paisagem. A história de um homem depende dele mesmo e depende também do mundo. Há os que creditam a construção de sua história apenas ao mundo. Estes são deterministas. Há
os que acreditam só em si mesmos. Estes são os possibilistas. E há os que confiam em seu discernimento para seguir a vida, mas não desconsideram o efeito do mundo, do acaso. Estes são os estrategistas.

Ser como se quer ser. Ousar sonhar seu próprio sonho. Ouvir os outros, mas depender apenas de si mesmo para tomar as decisões. Estas são as qualidades daqueles que dizem que vivem sua própria vida, e não as dos outros. Como diz Renato Teixeira em seu Tocando em Frente, que compôs com Almir Sater: "Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o do de ser capaz, e ser feliz".

Ao meu amigo contabilista eu quero dizer que nós precisamos que ele faça com que este mundo tenha o mínimo de organização. Imagine este planeta só com artistas e poetas. Quem colocaria ordem na casa? Por favor, organize o mundo, aplique as leis, crie estratégias de fluxo de caixa, faça as colunas de débitos e créditos fazerem as pazes entre si. Sem isso, o caos tomaria conta e a barbárie voltaria.

Seja um contabilista, mas seja o contabilista que você quer ser. Do seu jeito. Aliás, quando se fala em artes e artistas, eu me pergunto: quem é mais artista? Aquele que faz arte ou aquele que faz o que não é arte parecer arte? Cada vez mais aposto no segundo. Trata-se da arte de quem desenvolve a capacidade de fazer de seu jeito, por isso faz bem. Com autonomia e com significado.
Eugênio Mussak - Revista Vida Simples

SAIBA O QUE FAZER ENQUANTO O SAMU NÃO CHEGA


Em caso de acidente ou mal súbito, a primeira coisa a ser feita é chamar oSAMU, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Mas enquanto o socorro não chega, você pode agir para tentar salvar a vida da vítima.O coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso, explica que para isso é preciso perguntar o que fazer ao médico que atendeu o telefonema no número do SAMU, o 192. ”Quando ligou para a central e o médico orientou, e se ele não deu essa orientação a pessoa tem que perguntar: Doutor, até que a ambulância chegue eu posso fazer o que? É um trauma? Ele vai dizer: não mexa na vítima porque pode causar uma sequela. Se é um acidente de carro que tem líquido vazando tenta tirar a pessoa porque pode haver uma explosão. Quando é um caso clínico, ele orienta se deixa a vítima de lado, ou se deixa a vítima de bruços. Para cada caso tem uma série de orientações que a pessoa que está junto com aquela vítima, com aquele paciente, possa fazer até que a ambulância do SAMU chegue.”
Foi assim que o funcionário público Rogério Rocha salvou a vida do pai de 63 anos no ano passado.O aposentado Roldão Ambróseo teve uma crise de asma e simplesmente parou de respirar. ”Ele estava em casa, começou a passar mal, só que em um período muito curto de dez a quinze minutos, o estado dele foi se agravando, começou a apresentar rochidão nos lábios, na língua, nas extremidades dos dedos. Pedi para a minha irmã entrar em contato com o SAMU e ela ia orientando para o SAMU o que estava acontecendo com ele, até que ele parou de respirar. Imediatamente, sem muita técnica eu lembrei dos procedimentos de respiração boca-a-boca e fui fazendo a respiração, até que ele voltou a respirar. Mas graças a Deus, nesse momento que ele voltou a respirar, o SAMU apareceu e já estava sabendo o que estava acontecendo e já chegou com oxigênio e colocou nele.”
O SAMU está presente em todos os estados do País em quase dois mil municípios e atende hoje a 65 por cento da população brasileira, segundo dados do IBGE. Implantado em 2003 pelo Ministério da Saúde, o SAMU é um dos serviços disponíveis na Política Nacional de Atenção às Urgências do ministério. Qualquer pessoa que presenciar um acidente ou vir alguém passando mal pode pedir socorro ao SAMU pelo telefone 192.
Fonte.blog.saude.gov.br

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

8 FRUTAS PARA SUA SAÚDE!

Prorrogadas até fevereiro inscrições no Curso Nacional de Qualificação de Conselhos de Saúde


O Curso Nacional de Qualificação de Conselhos de Saúde (Quali Conselhos) prorrogou as inscrições de alunos para o dia 8 de fevereiro. Para concorrer a uma das vagas, é necessário ser conselheiro municipal ou estadual de saúde, ser indicado pelo respectivo conselho de saúde, possuir conhecimentos básicos de informática, ter um e-mail e disponibilidade de dez horas semanais para desempenhar as atividades propostas.
A Quali Conselhos é um curso livre nacional promovido pela Vice-Direção de Cooperação e Escola de Governo (VDCEG) da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) em parceria com a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) do Ministério da Saúde, com o apoio da Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública. O objetivo do curso é formar 24 mil alunos em três anos, sendo oito mil por ano entre 2012 e 2014, totalizando 80h na modalidade a distância e 36h de momentos presenciais a cada oferta.

O processo seletivo para a escolha de alunos é organizado em duas etapas: inscrição on-line e postagem de documentos, e a análise dos currículos. Para participar, o candidato deve se inscrever no site da EAD/ENSP. Nesta primeira oferta, são 12 vagas para cada um dos conselhos estaduais (Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) e 10 vagas para os demais estados. Já os conselhos municipais têm entre nove e 12 vagas para as capitais e entre quatro e oito para outras cidades.
Fonte portal da saude
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/8936/24/prorrogadas-ate-fevereiro-inscricoes-no-curso-nacional-de-qualificacao-de-conselhos-de-saude.html

Ministro Padilha convida gestores de saúde para encontro em Brasília


O Ministério da Saúde receberá em Brasília, entre os dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, as secretárias e os secretários municipais de saúde paraencontro de acolhimento aos novos gestores da área. Durante o evento serão apresentadas as principais políticas e linhas de financiamento do Ministério para os municípios brasileiros.
As inscrições para o evento podem ser feitas entre 14 e 25 de janeiro, no Portal da Saúde, e devem ser confirmadas até o dia final. Após essa data, a inscrição será feita apenas no local do evento. Os secretários e secretárias municipais de saúde terão prioridade nas inscrições e direito à hospedagem e alimentação.  Demais gestores podem fazer a inscrição e participar do evento, porém não terão direito à hospedagem e alimentação, com exceção para os casos em que estiverem representando o secretário ou a secretária.
Participe e conheça como funcionam os repasses, contratos e convênios entre o Ministério da Saúde e o seu município e saiba como estabelecer novas parcerias.

31 de janeiro

20h - Abertura: Conferência com ministro da Saúde, Alexandre Padilha: Os avanços e desafios do SUS no Brasil
22h - Coquetel

1º de fevereiro

8h30 - Apresentação e debate: Melhoria da qualidade e acesso na atenção básica

10h30 - Apresentação e debate: Regionalização e contrato organizativo de ação pública

12h30 - Horário reservado para almoço

14h30 - Apresentação e debate: Redes de atenção à Saúde no Brasil
Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/index.cfm?portal=pagina.visualizarTexto&codConteudo=8916&codModuloArea=966&chamada=programacao

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Homem é ridicularizado por amigos após diagnóstico de câncer de mama

Aos 50 anos de idade, o britânico Paul Caine foi diagnosticado com câncer de mama. Mas, por ser uma doença predominantemente feminina, nenhum de seus amigos acreditou que ele fora vítima desse tipo de câncer e ainda tiraram sarro da situação. As informações são do Daily Mail.

"A maioria dos homens acha que só as mulheres têm câncer de mama". 

Caine descobriu um caroço no seio esquerdo em maio do ano passado quando estava tomando banho.

"Pensei que fosse um cisto, pois nunca tinha ouvido falar de câncer de mama em homens.
Ele passou por uma cirurgia para remover o tumor e foi submetido à quimioterapia. O tratamento de radioterapia vai começar no final deste mês." "Ter câncer me deu uma perspectiva diferente sobre a vida. Eu nunca tinha pensado sobre o câncer antes."

Caine faz um apelo para que todos os homens façam exames de rotina com frequência.

Câncer de mama em homens

Os fatores de risco para o câncer de mama masculino incluem idade avançada, histórico familiar da doença, exposição a altos níveis de radiação, sobrepeso ou consumo de bebida alcóolica durante um longo período.

Os sintomas mais comuns são: mudanças na forma ou tamanho da mama, sangramento ou corrimento do mamilo, inchaço, nódulo na axila ou úlcera na pele da mama. Segundo informações do Daily Mail, o tumor é geralmente mais fácil de identificar porque o caroço no peito do homem é muito aparente.

O homem mais jovem a ser diagnosticada com a doença na Grã-Bretanha foi Nicky Avery, quando ele tinha apenas 24 anos de idade. Inicialmente, ele venceu o câncer, mas morreu com 28 anos, porque a doença retornou no fígado e ossos.

O câncer de mama atinge quase 50 mil mulheres e 350 homens a cada ano no Reino Unido.

Fonte: R7 no portal oncoguia

Cientistas testam método para matar linfoma sem quimioterapia

Pesquisadores da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, apresentaram um método para eliminar um tipo de linfoma - câncer no sistema imunológico – sem quimioterapia. A técnica consiste em matar as células cancerígenas de fome com a utilização de HDL sintético com nanopartículas de ouro.

A descoberta foi publicada na segunda-feira (21) na revista "PNAS”, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

A nova nanopartícula aparece para a célula cancerígena do linfoma como se fosse sua "refeição preferida”: o HDL natural, também conhecido como "colesterol bom". No entanto, ao grudar na célula, a partícula bloqueia a entrada do colesterol. Privada desse nutriente essencial, a célula morre.

No estudo, os cientistas apontam que as nanopartículas de HDL sintético mataram as células do linfoma de células B, forma mais comum da doença, em culturas de células humanas, e inibiram o crescimento do tumor de células B humanas em camundongos.

"A descoberta tem o potencial de tornar-se um tratamento não-tóxico para o linfoma de células B, sem envolver quimioterapia", disse Leo Gordon, coautor do estudo. "É uma descoberta preliminar animadora", acredita.

Golpe duplo

A nanopartícula – desenvolvida originalmente para um possível tratamento de doenças do coração – imita o HDL natural no tamanho, forma e química de superfície. No entanto, explicam os cientistas, há uma diferença fundamental: uma partícula de ouro de cinco nanômetros (bilionésimos de metro) no núcleo.

De acordo com o estudo, a nanopartícula atua como um "agente duplo”. Ao ligar-se às células cancerígenas, a superfície esponjosa do HDL sintético suga o colesterol, enquanto o núcleo de ouro impede que a célula absorva mais colesterol, tipicamente transportado no núcleo do HDL natural. "O ouro tem um bom histórico de ser compatível com sistemas biológicos", disse Colby Shad Thaxton, autor do estudo.

"No começo eu estava muito focado no desenvolvimento de nanopartículas que pudessem remover o colesterol das células, especialmente os envolvidos em doenças do coração", explicou Thaxton. "O trabalho com o linfoma ampliou esse foco para a forma como as partículas de HDL impactam na remoção e absorção do colesterol pelas células. Nós descobrimos que essas partículas são multitarefas", afirma.

Sem drogas

Os cientistas sabiam que pacientes com formas avançadas de linfoma de células B muitas vezes apresentavam queda dos níveis de colesterol. Além disso, a análise de células do linfoma de vários doentes revelou que eles tinham uma produção excessiva de receptores de HDL.

Com base nessas premissas, os pesquisadores testaram a nanopartícula de HDL sintético sem adição de medicamentos e a mesma partícula transportando drogas contra o câncer. O resultado revelou que a partícula sem drogas é tão eficaz em matar o linfoma de células B quanto às demais.

"Nós pensamos: Isso é estranho. Por que não precisamos da droga?”, lembra Gordon. Foi quando os cientistas começaram a se aprofundar no mecanismo pelo qual o HDL adere aos receptores, manipulando o transporte do colesterol.

Fonte: Bem Estar in www.oncoguia.org.br