sábado, 22 de junho de 2013

Veja como se prevenir da próstata aumentada

De acordo com estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com mais de 10 mil homens em 11 estados brasileiros, 65% deles têm indícios de próstata aumentada. No mundo, o número chega a 72%

Não é apenas a barriga que costuma ganhar mais medidas com o decorrer do tempo. A partir dos 50 anos, uma condição torna-se bastante comum entre os homens, o crescimento da próstata.

Esta pequena glândula, de apenas 15 gramas e responsável pela produção do esperma, chega a pesar de 30 a 120 gramas com o passar do tempo, condição chamada de hiperplasia prostática, a doença mais comum na próstata.

De acordo com estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com mais de 10 mil homens em 11 estados brasileiros, 65% deles têm indícios de próstata aumentada. No mundo, o número chega a 72%.

"A hiperplasia prostática é um inchaço da glândula que obstrui parcial ou totalmente a uretra. A doença começa silenciosa, sem alardes, aumentando aos poucos a frequência de urinar.

Com o tempo, pode causar dor e a sensação de que a bexiga nunca se esvazia, o que prejudica toda a vida do homem, que precisa ir ao banheiro várias vezes durante o dia e à noite.

Ele não consegue participar de uma reunião, dormir a noite toda, ir à uma sessão de cinema ou viajar. Casos graves levam o homem à retenção ou incontinência urinária ou até a insuficiência renal”, explica o urologista Sandro Faria, do Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital Vera Cruz e um dos maiores pesquisadores sobre o tema.

Veja abaixo dez dicas sobre a condição, seu tratamento e prevenção:

Dica 01- A chance de apresentar hiperplasia benigna dobra a cada década do homem. É a doença mais comum da próstata.

Dica 02 - A hiperplasia prostática prejudica a qualidade de vida do homem e muda sua rotina, afetando o desempenho no trabalho, no humor, no casamento, na vida sexual. O principal sintoma é o aumento da frequência para urinar.

Dica 03 - Algumas condições favorecem o crescimento da próstata: fatores genéticos, diabetes, obesidade e tabagismo. Ter uma vida saudável, com alimentação equilibrada e sem cigarro, podem ajudar a diminuir as chances de apresentar o problema. É importante também procurar o urologista com frequência após os 40 anos.

Dica 04 - O diagnóstico é feito pela história clínica e toque retal. O ultrassom e o estudo urodinâmico são necessários em alguns casos.

Dica 05 - A dificuldade, segundo o especialista, é que a hiperplasia benigna ainda é negligenciada. "Há muitos casos de subdiagnóstico. Não temos dados estatísticos no Brasil, mas estima-se que, de seis milhões de pessoas que precisariam receber atenção ao problema, apenas 300 mil estão em tratamento".

Dica 06 - O crescimento da próstata não evolui para o câncer de próstata. São patologias concomitantes, como enfisema e câncer de pulmão.

Dica 07 - Não há nada comprovado que uma taça de vinho por dia ou alimentos como tomate e castanha ajudem a prevenir a doença na próstata.

Dica 08 – Casos mais leves são tratados com medicamento e, de acordo com o especialista, 30% dos pacientes precisam de cirurgia para reduzir o tamanho da próstata, que pode ser tradicional – de ressecção transuretral convencional para retirada fragmento da próstata pela uretra, ou a laser, que vaporiza a próstata.

Dica 09 - O tratamento mais avançado no Brasil atualmente é a cirurgia a laser, não invasiva, sem limite para o volume de próstata, o que aumenta o número de pessoas beneficiadas pela cirurgia. A tecnologia chamada de GreenLight reduz o tempo de internação e recuperação, e o paciente tem alta, em média, em até 24 horas. Mais de 600 estudos comprovam a eficácia e segurança do GreenLight, com mais de 500 mil pacientes tratados em todo o mundo.

Dica 10 - O tratamento com laser verde é um avanço para pacientes com doenças do coração, que precisam utilizar drogas anticoagulantes e antes não tinham alternativas de cirurgia. Como o sangramento é mínimo, não há necessidade de suspender o medicamento.

Fonte: Exame.com in www.oncoguia.org.br

Fotos Atividades do Grupo em 18.06.2013







sexta-feira, 21 de junho de 2013

O tempo da minha vida

 Achei que minha vida era sem fim.
De repente me disseram que já teria um fim.
De imediato, para ser exato, chorei.
Clamei, pedi mais um tempo.
Em vão, percebi que nada podia.

E nessa agonia me debati.
Olhei para os lados, pedi ajuda.
Quanta agonia, nenhum alento.
Nessa sinfonia deduzi o fim.

Mas como não era tão imediato.
Tive que aprender a viver.
E de novo encontrar prazer.
Em pequenas coisas fazendo crer.

Crer nessa vida pequenina.
Tão minha, tão sua, tão sem dono.
Nesse caminho percebi de novo
que as certezas são passageiras.

Não há o que temer,
nem do que fugir.
Ainda posso tentar,
ser feliz na eternidade
de um momento.

Lili



Saúde anuncia medidas para ampliar atendimento e recuperar finanças das Santas Casas

O Ministério da Saúde anuncia um conjunto de medidas para recuperação econômica dos hospitais filantrópicos e das Santas Casas do país. O governo federal encaminha, nesta sexta-feira (21), em caráter de urgência, um projeto de lei que cria um programa de apoio financeiro a essas unidades. Com a medida, em um prazo máximo de 15 anos, os débitos das instituições que aderirem ao programa serão quitados. Em contrapartida, os hospitais devem ampliar o atendimento de exames,cirurgias e atendimentos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o valor repassado pelo Ministério da Saúde de incentivo à contratualização vai dobrar, com um adicional de R$ 2 bilhões em 2014.
“A grande preocupação do Ministério da Saúde é ajudar as Santas Casas a melhorar e ampliar o atendimento à população. Principalmente, aumentar atendimentos pediátricos, exames para detectar problemas do coração, diagnóstico de câncer, entre outros.  Estamos atuando em duas frentes: uma delas é resolver um problema histórico dessas unidades, que é o acúmulo de dívidas; e a outra é aumentar o incentivo para o atendimento SUS. Quem aderir ao programa terá incentivo em dobro. A proposta é que essas instituições troquem dívidas por ampliação do atendimento SUS”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Outra grande vantagem ao aderir essa nova estratégia é que, além de poder zerar suas dívidas, as entidades filantrópicas receberão certidões que permitem contratar empréstimo junto a instituições financeiras”, acrescentou.
Por meio do PROSUS, como será chamado o programa de fortalecimento das Santas Casas, as entidades terão o apoio doFundo Nacional de Saúde (FNS) para manter em dia o pagamento de débitos correntes, evitando, assim, o aumento da sua dívida e quitando gradativamente o valor total. Para isso, todo mês, o FNS vai reter dos recursos destinado ao custeio o valor equivalente à dívida corrente das unidades que aderirem ao programa, garantindo o seu pagamento. Essa dinâmica funcionará por 15 anos (180 meses) e, após esse prazo, as unidades que mantiverem os pagamentos em dia e aumentarem em 5% os servidos oferecidos ao SUS, terão seus débitos zerados. Com a medida, as entidades voltam a ter acesso ao crédito bancário, passam a poder realizar contrato público, entre outras vantagens.
INCENTIVO – Além do apoio para recuperação financeira, o Ministério da Saúde destinará mais R$ 2 bilhões por ano para aumentar o número de hospitais filantrópicos contratualizados e ampliar o incentivo repassado a essas unidades para atendimento de pacientes do SUS. A previsão para este ano é firmar parceria com mais de 200 hospitais, gerando impacto financeiro de R$ 305,7 milhões/ano. O restante do valor, equivalente a R$ 739 milhões/ano, serão destinados à expansão dos serviços nas unidades e melhoria da qualidade da assistência prestada. Atualmente, 1.700 hospitais filantrópicos prestam serviços ao SUS.
O Projeto de Lei que cria o PROSUS (Programa de Fortalecimento das Entidades Privadas Filantrópicas e das Sem Fins Lucrativos que atuam na área de saúde e que participam de forma complementar do Sistema Único de Saúde – SUS) será encaminhado, em regime de urgência, ao Congresso Nacional. Para aderir ao programa, a entidade privada de saúde filantrópica ou sem fins lucrativos deverá encaminhar requerimento à Receita Federal próxima da sua sede até o dia 6 de dezembro este ano. O prazo de 15 anos para pagamento da dívida passa a contar a partir da adesão ao programa. O abatimento da dívida, começando pelas mais antigas, será feita primeiramente dos débitos inscritos na Dívida Ativa da União, seguido pelos débitos no âmbito da Recita Federal.
AÇÕES – Esse conjunto de medidas soma-se a uma série de outras iniciativas adotadas pelo Ministério da Saúde em apoio a sustentabilidade das entidades filantrópicas e Santas Casas. Em 2012, houve incremento de R$ 572,3 milhões no total investido nas unidades que atendem pelo SUS. Os recursos adicionais foram repassados aos hospitais que aderiram à Rede Cegonha, que prevê a assistência integral a gestante e ao bebê, e à Rede de Urgência e Emergência (RUE), voltada à melhoria da atenção nos prontos-socorros. Soma-se a esse valor, o aumento do incentivo à contratualização, os repasses para reformas e compra de equipamentos e o reajuste no valor das cirurgias oncológicas.
Em um ano, os incentivos pagos aos principais hospitais filantrópicos para o atendimento de usuários do SUS saltaram 185%, chegando a R$ 968,6 milhões em 2012, contra R$ 340 milhões em 2011. Nos últimos cinco anos foram feitos quatro reajustes, sendo dois só em 2012. São recursos que garantem a contratualização dos serviços e estão vinculados ao cumprimento de metas. Também houve aumento de 50% no valor destinado a obras e compra de equipamentos, que passou de R$ 400 milhões, em 2011, para R$ 600 milhões, em 2012.
O reajuste no valor das cirurgias oncológicas fez com que os repasses nessa área mais que dobrassem – de R$ 56 milhões para R$ 116 milhões. Além disso, o MS passou a destinar 20% a mais aos 60 hospitais filantrópicos que atendem 100% SUS – o equivalente a R$ 83,4 milhões em 2012. Para o custeio total dos serviços, foram repassados R$ 9,7 bilhões para o atendimento e mais R$ 1,8 bilhão de incentivo, totalizando R$ 11,7 bilhões.
Regina Xeyla / Agência Saúde

Quatro avanços no combate ao câncer

A exemplo da cirurgia realizada por uma equipe japonesa no Estado na semana passada, que possibilitou menos dor e sofrimento no tratamento, o avanço da oncologia oferece procedimentos com menor agressividade e com resultados mais eficazes. A maior limitação, entretanto, é a cobertura de planos de saúde e da rede de assistência pública.

Zero Hora consultou especialistas que comentaram as principais inovações no tratamento de tumores. Veja o que eles apontaram:

1 - Ressurgimento da imunoterapia

Medicamentos que estimulam o sistema imunológico do paciente estão mais eficientes

Como funciona: O medicamento estimula rotas que se utilizam do sistema imunológico do próprio paciente para combater células doentes. A imunoterapia tinha sido abandonada por apresentar alta toxidade, mas novos imunoterápicos têm apresentado prognósticos melhores.

Que tipos de câncer envolve: Melanoma, leucemia, rim, intestino, linfoma e mama.

Principais vantagens: Associado a outros medicamentos, aumenta a capacidade de resposta ao tratamento.

Custo: Depende do imunoterápido, pode variar entre R$ 10 mil e R$ 260 mil por mês, sendo o tempo de administração do remédio também variável em cada paciente.

Cobertura: Não é disponibilizado pelo SUS, alguns planos de saúde cobrem.

2 - Medicina personalizada

Torna possível obter informações mais sofisticadas sobre como um tumor age em um paciente em específico.

Como funciona: Por meio de um painel de distribuição dos genes do paciente, é possível identificar o comportamento biológico da doença, bem como mutações que encaminham para um tratamento personalizado.

Que tipos de câncer envolve: Mama, pulmão, intestino, melanoma.

Principais vantagens: Tratamento individualizado. Em vez de se basear apenas na clínica, na patologia ou na biópsia, que, de certa forma, generalizam os casos, é possível analisar as moléculas do tumor e oferecer ao paciente um tratamento menos agressivo e mais inteligente.

Custo: Dependendo do nível de detalhamento, um sequenciamento genético pode custar de R$ 1 mil a R$ 10 mil.

Cobertura: Somente na rede particular. O exame não é oferecido pelo SUS e não tem cobertura de planos de saúde.

3 - Remédios via oral

A quimioterapia, administrada em hospitais com aplicações intravenosas, passa a ser feita por meio de comprimidos.

Como funciona: O paciente toma o medicamento em casa, sob supervisão médica e com cuidados em relação ao armazenamento. A dosagem pode ser única ou cíclica, como normalmente ocorre na quimioterapia intravenosa. O uso de comprimidos não exclui os efeitos colaterais do tratamento.

Que tipos de câncer envolve: Pulmão, rim, fígado, mama, melanoma, leucemia, cerebral, cólon.

Principais vantagens: O paciente faz o tratamento em casa. O deslocamento fragiliza o paciente - as aplicações intravenosas são feitas de três em três dias e muitas vezes o paciente precisa viajar quilômetros até o hospital. Além disso, no ambiente hospitalar, o paciente fica mais exposto a infecções por microorganismos multirresistentes.

Custo: De R$ 4 mil a 20 mil por mês, variando o tempo de tratamento.

Cobertura: Há comprimidos para tratar câncer de mama e de intestino oferecidos pelo SUS. Convênios estão desobrigados a pagar medicamentos orais, mas a Agência Nacional de Saúde Suplementar já anunciou que irá rever essa regra a partir do ano que vem.

4 - Procedimentos menos invasivos

Cirurgias com técnicas de videolaparoscopia e robótica substituem procedimentos abertos.

Como funciona: Depende do procedimento.

Que tipos de câncer envolve: Intestino, estômago, ovários, útero, próstata.

Principais vantagens: Recuperação mais rápida. Muitas vezes, o paciente volta para casa no mesmo dia. Cortes menores, menos agressão aos tecidos, reduzindo risco de hemorragias e infecções. Também há menor risco de sequelas do processo cirúrgico.

Custo: É muito específico a cada procedimento.

Cobertura: Há procedimentos de videolaparoscopia cobertos pelo SUS e por planos de saúde, mas algumas das mais modernas técnicas ainda não estão contempladas. Uma das alternativas para que alguns pacientes tenham acesso a esses procedimentos é a inclusão em protocolos de pesquisa.

Fonte: Zero Hora in www.oncoguia.org.br

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O DESAFIO DE VIVER

Viver é mesmo muito difícil.
São tantas decisões a tomar,
tantas perdas, tantas escolhas...
Mas, como fugir de tantas possibilidades?
Perder o cheiro de mato, de flor, de fruta,
de tantos aromas, impossível!
E a emoção de ver o mar, as ondas brincando sem parar,
o rio correndo sem nunca cansar,
o passarinho tão pequenino e
tão feliz, cantando tão forte,
tão confiante: sem conta-corrente,
cartão de crédito ou outros bens...
Como perder tantas músicas
que tocam por aí formadas
pelo vento, pelo pensamento,
pelas folhas e por crianças...
Como perder o toque de
um tronco de árvore tão  forte,
tão áspero; a delicadeza de uma
pétala de rosa, a maciez do pelo do animal.
São tantas oportunidades!
Não é possível recuar.
Desistir de tentar encontrar um cheiro,
um sabor, uma sensação, será sempre
um caminho a mais e tentar,
mesmo quando não há vontade,
de repente posso achar
a tal felicidade.

Lili


TEMPO DE VIDA


Publicado no Agora nas Ruas em 04/11/2012