domingo, 13 de dezembro de 2015

MENSAGEM DE NATAL

FELIZ NATAL
O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.
Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.
O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.
Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.
Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.
A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.
Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.
A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.
Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.
A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.
O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.
O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.
Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.
A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.
Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.
Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.
Papa Francisco

sábado, 12 de dezembro de 2015

Receita para arrancar poemas Presos por Viviane Mosé

“A maioria das doenças que as pessoas têm
São poemas presos.
Abscessos, tumores, nódulos, pedras são palavras
calcificadas,
Poemas sem vazão.
Mesmo cravos pretos, espinhas, cabelo encravado.
Prisão de ventre poderia um dia ter sido poema.
Mas não.
Pessoas às vezes adoecem da razão
De gostar de palavra presa.
Palavra boa é palavra líquida
Escorrendo em estado de lágrima
Lágrima é dor derretida.
Dor endurecida é tumor.
Lágrima é alegria derretida.
Alegria endurecida é tumor.
Lágrima é raiva derretida.
Raiva endurecida é tumor.
Lágrima é pessoa derretida.
Pessoa endurecida é tumor.
Tempo endurecido é tumor.
Tempo derretido é poema
Você pode arrancar poemas com pinças,
Buchas vegetais, óleos medicinais.
Com as pontas dos dedos, com as unhas.
Você pode arrancar poemas com banhos
De imersão, com o pente, com uma agulha.
Com pomada basilicão.
Alicate de cutículas.
Com massagens e hidratação.
Mas não use bisturi quase nunca.
Em caso de poemas difíceis use a dança.
A dança é uma forma de amolecer os poemas,
Endurecidos do corpo.
Uma forma de soltá-los,
Das dobras dos dedos dos pés, das vértebras.
Dos punhos, das axilas, do quadril.
São os poema cóccix, os poemas virilha.
Os poema olho, os poema peito.
Os poema sexo, os poema cílio.
Atualmente ando gostando de pensamento chão.
Pensamento chão é poema que nasce do pé.
É poema de pé no chão.
Poema de pé no chão é poema de gente normal,
Gente simples,
Gente de espírito santo.
Eu venho do espírito santo
Eu sou do espírito santo
Trago a Vitória do espírito santo
Santo é um espírito capaz de operar milagres
Sobre si mesmo.”
Viviane Mosé
Quem preferir ouvir…

OMS classifica carnes processadas como cancerígenas

26/10/2015 - O consumo de carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon e presunto, aumenta o risco de câncer do intestino em humanos, afirma relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado nesta segunda-feira (26). De acordo com o documento, a carne processada é um fator de risco certo para a doença, e carnes vermelhas, de um modo geral, são fatores de risco "provável".

As carnes processadas agora  estão classificadas no grupo 1 de carcinogênicos para os quais já há evidência suficiente de ligação com o câncer. Na mesma classificação estão tabaco, amianto e fumaça de óleo diesel. O relatório foi feito pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), da OMS.
Em artigo publicado na revista científica The Lancet, pesquisadores da Iarc, definem a carne processada como "produtos transformados por salgamento, curagem, fermentação, defumação e outros processos para realçar sabor ou melhorar a preservação".

Estudo de meta-análise (que avaliou diversos outros estudos) estima que cada porção diária de 50 gramas de carne processada aumente o risco de câncer colorretal em 18%. Esse tipo de câncer é hoje o segundo mais diagnosticado em mulheres e o terceiro em homens, e está matando 694 mil pessoas por ano (segundo dados de 2012 da OMS, os mais recentes).
A associação de embutidos com o risco de desenvolvimento de câncer já era conhecida, mas sua inclusão na lista negra da OMS serve de alerta para os brasileiros, que, segundo a nutricionista Sueli Couto, da Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer do INCA, têm aumentado o consumo de  embutidos. Mesmo àqueles produzidos a partir de carnes brancas como peito de peru defumado, blanquet, e outros, são prejudiciais à saúde.
Esses produtos passam pelo mesmo processo nas indústrias que os feitos a partir da carne vermelha. São adicionadas substâncias para realçar o sabor e dar mais tempo nas prateleiras, enfatizou Sueli.
Carne vermelha
A carne vermelha - de boi, porco, carneiro, bode e cavalo - foi classificada pela Iarc como um carcinógeno (produto capaz de provocar câncer) "provável" e entrou na lista do grupo 2A. Esta classificação é reflexo de evidências limitadas de que a carne vermelha  causa câncer.  A carne vermelha é considerada uma fonte importante de nutrientes.
A recomendação é que seja ingerida até duas vezes na semana, podendo ser substituída, nos outros dias, pelas carnes brancas, ovos e outras combinações de alimentos com valor proteico semelhante, como arroz com feijão.  
A alimentação saudável requer variedade e deve contemplar os diversos tipos de alimentos, dentre os quais destacam-se as frutas e hortaliças, considerados protetores contra o câncer. As carnes complementam a alimentação, porém, há que se observar que a quantidade consumida está relacionada com o risco de desenvolver câncer. Quanto maior o consumo, maior o risco de ter a doença, afirma Sueli.
"Essas descobertas dão mais suporte às recomendações sanitárias atuais para limitar o consumo de carne", afirmou Christopher Wild, diretor da Iarc. "Ao mesmo tempo, a carne vermelha tem valor nutricional", afirmou o médico, sugerindo que as novas recomendações não sejam encaradas de maneira alarmista. "Esses resultados são importantes para permitir governos e agências regulatórias internacionais para conduzirem avaliações de risco, de modo a equilibrar riscos e benefícios de comer carne vermelha ou processada e para fornecer as melhores recomendações diárias possíveis."

De acordo com o artigo, "a maior parte das carnes processadas contém porco ou boi, mas também pode conter outras carnes vermelhas, frango, miúdos (fígado, por exemplo), ou subprodutos da carne, como o sangue".

A classificação mais branda para a carne vermelha é reflexo de "evidências limitadas" de que ela causa câncer. O Iarc descobriu ligações principalmente com o câncer de intestino, mas também observou associações com tumores no pâncreas e na próstata.

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2015/oms_classifica_carnes_processadas_como_cancerigenas

Próteses de Silicone: Minha Mama ficará Natural?

Quando uma mulher recebe a notícia de um câncer de mama, além das dúvidas e medos que provoca o diagnóstico, há um elemento a mais para inquietar: a possibilidade de passar por uma mastectomia e ter de fazer a reconstrução mamária. 

Isso é mais que natural. Afinal, as mamas de uma mulher são a grande representação de seu gênero, sua feminilidade e sexualidade e estão intimamente ligadas à sua autoestima.

Com a certeza da mastectomia, radical ou conservadora, vêm os questionamentos: O SUS ou plano de saúde me garantem a reconstrução mamária? Poderei colocar o implante logo após a cirurgia de retirada do câncer? Meu seio ficará natural? Será que terei coragem de me despir diante de meu parceiro?

A primeira dúvida fundamental de se esclarecer é que a cirurgia de reconstrução mamária é direito garantido a pacientes do SUS e de planos de saúde. Isso quer dizer que, independente do momento do tratamento – isso acontece caso a caso – a mulher receberá o implante de silicone. 

Saiba mais sobre o direito à reconstrução mamária. 

Sobre beleza e naturalidade das mamas, a notícia é muito boa também. A evolução nos implantes de silicone e das técnicas cirúrgicas garantem resultados muito satisfatórios. 

Mamoplastia: O grande desejo

O cirurgião plástico de São Paulo, Dr. Marcelo Olivan conta que a mamoplastia para a colocação de implante de silicone "foi sempre uma das cirurgias mais procuradas pelas mulheres”. Isso porque, esta é a segunda parte do corpo que elas menos gostam, perdendo apenas para o abdome. Foi o que apontou a pesquisa "Tamanho é Documento”, realizada em 2013, com 400 voluntárias de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília.

O estudo constatou que o tamanho dos seios é o principal motivo que leva as mulheres a cogitarem a cirurgia (39%). Os outros seriam para se sentirem desejadas (35%), em razão da insatisfação com o formato dos seios (19%) e da mudança nas mamas após a gravidez e amamentação (15%).

Ainda segundo a pesquisa, 94% das mulheres entrevistadas acreditam que colocar próteses mamárias pode aumentar sua autoestima. 

Evelin ScarelliA fisioterapeuta, blogueira e membro da equipe do Projeto Espaço Cor de Rosa, do Instituto Oncoguia, Evelin Scarelli, passou pela reconstrução mamária há dois anos, imediatamente após a cirurgia de retirada de um tumor na mama. Com apenas 23 anos na ocasião, a jovem afirma que o que a ‘salvou’ no processo do câncer foi ter a certeza de que "estava perdendo alguma coisa que seria reposta imediatamente”.

Scarelli é uma garota do tipo ‘mignon’ – magrinha, esbelta e delicada. Como desde a adolescência se incomodava com o tamanho dos seios, ao saber que teria de passar pela mastectomia, fez do limão a limonada. 

"Sempre procuro o que é bom, mesmo nas situações ruins. Então, decidi aumentar o tamanho dos meus seios. Colocar uma prótese maior e aumentar o tamanho da outra mama. Amo minhas próteses. São visualmente muito naturais. Não há como dizer que fiz uma reconstrução”, afirma. 

A evolução


A evolução nas próteses de silicone de mama do início da década de 60 – quando foram desenvolvidas por cirurgiões plásticos americanos – para cá foi imensa. Além dos ganhos estéticos, as atuais são mais seguras e menos suscetíveis a vazamentos. 

Dr. Olivan explica que já surgiram no mercado 5 gerações de próteses. A primeira era composta de próteses de formato anatômico, com revestimento liso e preenchida por gel viscoso, apresentando alto índice de contratura capsular. O problema da ruptura diminuiu na década seguinte (1970), mas houve um aumento do índice de ruptura e difusão do silicone através do envelope externo. 

"A maior segurança das próteses de silicone veio nos anos 80, quando uma nova camada se uniu ao conjunto envelope/preenchimento: a barreira de difusão. Essa camada intermediária evita que o gel de silicone do interior da prótese extravase para o exterior”, explica. 

O médico acrescenta que as próteses de quarta e quinta gerações, ambas do final da década de 90 e que permanecem até hoje, têm como diferenciais o formato ainda mais anatômico e a forma estável de preenchimento, com menos ondulações. 

As atuais: Aspecto natural – As próteses de silicone são maiores hoje e, com diversos modelos comercializados, têm aspecto muito natural. No Brasil estão disponíveis 3 modelos de próteses anatômicas, além da redonda e a cônica, e, segundo Dr. Olivan, foram desenvolvidas por um dos maiores fabricantes de implantes mamários do mundo especialmente para a mulher brasileira. 

O Brasil na dianteira 


"Terei de passar por mais um procedimento cirúrgico...”, lastimam muitas pacientes, já impactadas pela cirurgia de retirada do câncer. Mas não se preocupem, mulheres. O Brasil é o país do mundo que mais realiza cirurgias plásticas e é um grande exportador de conhecimentos nesta área. 

"Os cirurgiões brasileiros são pioneiros na cirurgia da mama, tanto em casos estéticos quanto reparadores”, conta Dr. Olivan. 

Sobre o mito de que as próteses de silicone fazem mal a saúde, o cirurgião plástico esclarece:

"Os implantes são feitos de silicone e seu conteúdo pode ser silicone em gel ou solução salina. No primeiro caso, os implantes preenchidos com gel de silicone grau médico é livre de impurezas e testado em humanos. As próteses que utilizamos têm uma camada que funciona como barreira, evitando que o gel saia da prótese. Ademais o gel de silicone é de alta coesividade, semelhante a uma gelatina bem densa, razão pela qual não se espalha pelo corpo caso haja o rompimento da prótese. Não há indicativos de que o implante em gel seja um fator de risco para o câncer de mama, doenças do tecido conectivo ou doenças autoimunes”.
Fonte: oncoguia
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/reportagem-proteses-de-silicone-minha-mama-ficara-natural/5700/8/

Tratamento do câncer em gestantes não impacta qualidade de vida dos bebês após o nascimento

Estudos internacionais apresentados durante a ESMO 2014 demonstraram que as crianças expostas à quimioterapia ou radioterapia na fase pré-natal não sofrem impactos negativos sobre o desenvolvimento mental ou cardíaco após o nascimento.

"Quando a quimioterapia é administrada após o primeiro trimestre da gravidez, não podemos discernir qualquer tipo de problema futuro nas crianças associado ao tratamento", disse Frederic Amant, da Universidade de Leuven, na Bélgica, líder da investigação. "O medo sobre os riscos da administração de quimioterapia não deve ser um motivo para interromper a gravidez, atrasar o tratamento do câncer para a mãe, ou entregar um bebê prematuramente", esclareceu.

Preocupações com o impacto potencial do tratamento do câncer em crianças ainda não nascidas são um problema real na prática dos oncologistas, muitas vezes hesitantes na hora de administrar tratamentos oncológicos para pacientes grávidas.

Na expectativa de dar respostas a essas questões, o grupo de pesquisa liderado por Amant apresentou em Madri as conclusões de três novos estudos.

No primeiro, 38 crianças expostas à quimioterapia no período pré-natal foram recrutadas em um banco de dados mantido pela Rede internacional de câncer, infertilidade e gravidez (INCIP - International Network on Cancer, Infertility and Pregnancy) e avaliadas para o desenvolvimento mental e saúde cardíaca. Seus resultados foram comparados com 38 crianças do grupo controle não expostas à quimioterapia.

Em uma idade média de quase dois anos de idade, o desenvolvimento mental estava na faixa normal para ambos os grupos de crianças, e os dados não foram significativamente diferentes. Dimensões e funções cardíacas também estavam dentro da normalidade em ambos os grupos.

Os investigadores destacaram que este é o primeiro estudo de caso-controle sobre o desenvolvimento de crianças expostas à quimioterapia na fase pré-natal e que as conclusões mostram que a quimioterapia durante a gravidez pode ser considerada segura para o neurodesenvolvimento e o funcionamento cardíaco da criança, dizem os autores.

O estudo dá relevo a uma questão muito importante, que é a segurança a longo prazo da exposição pré-natal à quimioterapia, assim como reforça a noção de que a quimioterapia durante a gestação não representa perigo para o feto e para seu desenvolvimento posterior. No entanto, trabalhos futuros e um acompanhamento de mais longo prazo são necessários para corroborar os resultados.

A segunda pesquisa conduzida por Amant e colegas explorou o impacto da radioterapia sobre os filhos de mulheres tratadas para câncer na fase gestacional. O estudo incluiu 16 crianças e 10 adultos que haviam sido expostos à radioterapia na fase intrauterina. Este é o primeiro estudo de longo prazo com crianças expostas à radiação no pré-natal e mostra que os resultados neuropsicológicos, comportamentais e de saúde estão dentro da normalidade. Apenas uma criança revelou atraso cognitivo grave, mas não foi possível atribuir o problema isoladamente à radioterapia pré-natal.

"Nossos dados vão informar os médicos e pacientes e ajudá-los a tomar decisões em uma situação difícil", disse Amant.

Novas técnicas de radiação e simulações mais sofisticadas de dose fetal têm transformado o cenário da radioterapia, mas a cautela permanece obrigatória ao indicar o tratamento em pacientes grávidas.

BIÓPSIA DE SENTINELA É SEGURA EM MULHERES GRÁVIDAS COM CÂNCER

A biópsia do linfonodo sentinela tem sido tema de intensa investigação nas últimas duas décadas, em substituição ao método mais antigo e mais invasivo de linfadenectomia axilar para mulheres com câncer de mama com axila clinicamente suspeita. Em mulheres grávidas, a segurança da biópsia do linfonodo sentinela foi avaliada pelo estudo da Universidade de Leuven.

Este método remove o primeiro linfonodo (ou 'sentinela') a receber a drenagem linfática do tumor, portanto com maior probabilidade de conter células metastáticas. Quando o ‘sentinela’ não contém a doença, o restante dos linfonodos não têm que ser removidos, poupando assim o paciente de efeitos secundários associados, como é o caso do linfedema.

"Nosso objetivo é acrescentar ao corpo de evidências dados de que a biópsia do linfonodo sentinela é possível durante a gravidez e deve ser considerada uma opção", explicou Sileny Han, da Universidade de Leuven, durante a apresentação dos resultados do estudo na ESMO 2014.

Os pesquisadores estudaram 97 gestantes com câncer de mama que se submeteram a biópsia do linfonodo sentinela. Seu objetivo era avaliar se o procedimento é seguro para a mãe do ponto de vista oncológico. Depois de um período de acompanhamento médio de 35 meses, oito pacientes tinham experimentado uma recaída loco-regional, incluindo dois que desenvolveram tumores em nódulos linfáticos. Quatro pacientes desenvolveram metástases à distância, dos quais três morreram de câncer de mama.

Os resultados mostram que a biópsia do linfonodo sentinela durante a gravidez tem uma taxa de recorrência axilar baixa. "É um método que pode ser considerado durante a gravidez, em lugar do padrão de dissecção dos linfonodos axilares no estadio inicial", concluiu a pesquisadora.

Para o grupo de pesquisa belga, é uma mudança de paradigma. "Os dados de diferentes instituições da Europa e dos Estados Unidos demonstram que em pacientes não grávidas, a biópsia de linfonodo sentinela é um procedimento de teste eficaz que mantém resultados equivalentes aos da linfadenectomia, com a vantagem de promover melhora da mobilidade do braço, redução da dor e dormência nas axilas, com menor tempo de internação. Por que devemos negar este procedimento para pacientes grávidas com câncer de mama?”

GRAVIDEZ NÃO PLANEJADA DURANTE O TRATAMENTO DO CÂNCER

Outro estudo do grupo de Amant mostra a importância de se pensar sobre a contracepção durante o diagnóstico e tratamento do câncer. Os pesquisadores verificaram o banco de dados do INCIP e selecionaram entre as 897 mulheres cadastradas aquelas que engravidaram durante o diagnóstico de câncer ou durante o tratamento.

Em geral, 3,23% (29/897) das pacientes registradas no banco de dados ficou grávida após o diagnóstico de câncer ou durante o tratamento. Desses 29 pacientes, três gestações foram identificadas em exames de diagnóstico para a suspeita de malignidade, mas antes do diagnóstico definitivo; 18 foram confirmadas durante o tratamento, e sete após o diagnóstico de câncer, antes de iniciar o tratamento.

"A mensagem central de nossos resultados é que é vital para os médicos e pacientes discutir contracepção durante o diagnóstico e o tratamento do câncer", lembraram os autores.

TAKE HOME MESSAGE

Maria Nirvana Formiga, oncologista clínica do A.C.Camargo Cancer Center, acompanhou a apresentação dos pesquisadores de Leuven, na ESMO 2014, e  comenta as lições aprendidas com o estudo belga:
 
A quimioterapia após o primeiro trimestre é segura para o bebê. Isso já é feito no nosso serviço quando temos pacientes grávidas com câncer de mama. Esse estudo confirma o que dados retrospectivos já mostraram. Agora, temos evidência da segurança da quimioterapia em relação ao desenvolvimento neuropsíquico e cardiológico da criança.
 
Em relação à radioterapia, os dados apresentados agora na ESMO mostram a segurança das novas técnicas, permitindo cálculo das doses de radiação com proteção da criança intra-útero.
 
O estudo mostrou segurança da biópsia do linfonodo sentinela na grávida, com redução do risco de recidiva axilar, sem o risco de linfedema associado a esvaziamento axilar.O cuidado que devemos ter é não fazer o método com o azul patente, que pode causar hipóxia fetal.

Autora: Valéria Hartt

Fonte: OncoNews in oncoguia

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Depressão em mulheres com câncer de mama contribui para óbito, diz estudo

Mulheres com câncer de mama que posteriormente tiveram diagnóstico de depressão tiveram um risco 45% maior de morte, conclui estudo conduzido pelo Kings College em Londres (Reino Unido). A descoberta, segundo os pesquisadores, pode ajudar a direcionar e apoiar as mulheres em maior risco da doença. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (30) na Psycho-Oncology.

Pesquisadores britânicos analisaram registros hospitalares de 77.173 mulheres diagnosticadas com câncer de mama entre 2000 e 2009. Dessas, 422 já tinham um histórico de depressão antes do diagnóstico do câncer de mama e 533 tinham um novo diagnóstico de depressão registrado após o câncer.

A ligação entre um novo diagnóstico de depressão e a sobrevivência permaneceu depois que os pesquisadores levaram em conta fatores como idade mais avançada, estágio da doença, status socioeconômico e outras doenças. Depois de excluir essas variáveis, o risco relativo de morte durante o período foi de 1,45 vezes, ou 45% maior.

Mulheres com um registro pré-existente de depressão também possuem menor taxa de sobrevivência,  mas a associação foi principalmente relacionada com outros fatores, como idade mais avançada no momento do diagnóstico, menor nível socioeconômico e câncer mais avançado no momento da descoberta.

No geral, 55% de todas as mulheres com um histórico da doença estavam vivas cinco anos após o diagnóstico de câncer de mama, em comparação com 75% que não apresentavam sintomas depressivos.  

Os pesquisadores sugerem que a depressão pode facilitar com que comportamentos não benéficos para o tratamento se instaurem, como um estilo de vida menos saudável, estresse crônico, e dificuldade em receber ou cumprir as etapas da terapia.

"Depressão é uma reação compreensível para um diagnóstico de câncer de mama e os médicos olham pra isso. Mas estes achados reforçam a necessidade de perguntar aos pacientes com câncer sobre seu humor. É  importante que elas vejam que podem falar sobre esses sentimentos e que não se sintam culpadas sobre a dificuldade de enfrentamento do câncer”, diz Elizabeth Davies, autora do estudo.

Um outro fator destacado no estudo é que os prontuários de pacientes com câncer podem ser preenchidos de forma incompleta. Os pesquisadores encontraram depressão em 1,2% dos prontuários dos pacientes com câncer de mama, mas pesquisas que questionaram os pacientes diretamente relataram um índice em torno de 10-25%.

Fonte: Brasileiros

Brasil deve registrar 596 mil novos casos de câncer em 2016

O Brasil deverá registrar no próximo ano 596.070 novos casos de câncer. Entre os homens, são esperados 295.200 novos casos, e entre as mulheres, 300.870. A informação é do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), que anunciou as estimativas nacionais e regionais de casos novos da doença para 2016 (válida também para 2017).

O tipo de câncer mais incidente em ambos os sexos será o de pele não melanoma (175.760 casos novos a cada ano, sendo 80.850 em homens e 94.910 em mulheres), que corresponde a 29% do total estimado. Depois desse, para os homens, os cânceres mais incidentes serão os de próstata (61.200 novos casos/ano), pulmão (17.330), cólon e reto (16.660), estômago (12.920), cavidade oral (11.140), esôfago (7.950), bexiga (7.200), laringe (6.360) e leucemias (5.540). Entre as mulheres, as maiores incidências serão de cânceres de mama (57.960), cólon e reto (17.620), colo do útero (16.340), pulmão (10.860), estômago (7.600), corpo do útero (6.950), ovário (6.150), glândula tireoide (5.870) e linfoma não-Hodgkin (5.030).

Analisando-se as taxas brutas (número de casos a cada 100 mil habitantes) nas diferentes regiões, observa-se algumas variações importantes. Entre as mulheres, a Região Norte é a única onde o câncer de mama não será o mais incidente, excluindo-se o câncer de pele não melanoma. Lá, o tipo da doença que afeta o sexo feminino mais frequentemente é o câncer do colo do útero. Já na região Sul, colo do útero é o quarto tipo mais comum, com os cânceres de cólon e reto e o de pulmão ocupando o segundo e o terceiro lugares, respectivamente. "O Brasil é um país extenso e diversificado cultural e economicamente. A realidade do País demanda ações, tanto gerais quanto específicas para determinados grupos, regiões e seus respectivos fatores de risco, como o combate ao fumo de forma geral, mas com ações direcionadas às mulheres jovens, especialmente adolescentes, o combate à obesidade, o incentivo à prática regular de atividade física e a disseminação de informações”, explica Luiz Felipe Ribeiro Pinto, vice-diretor-geral do INCA.

No sexo masculino, sem levar em consideração o câncer de pele não melanoma, o câncer de pulmão é o segundo mais incidente no País. Já no Norte e no Nordeste, os tumores malignos de estômago ocupam esta colocação. Este tipo de câncer pode estar relacionado a condições socioeconômicas menos favoráveis (o tabagismo e o consumo de alimentos conservados no sal contribuem para o aumento do risco). As leucemias aparecem em sexto lugar na região Norte, mas na classificação nacional são o nono tipo mais incidente. A magnitude do câncer está relacionada aos fatores de risco, qualidade da assistência prestada, qualidade da informação e envelhecimento da população. Geralmente, quanto maior a proporção de pessoas idosas (tal como a população dos países da Europa, Estados Unidos e Canadá), maiores as taxas de incidência, especialmente dos tipos de câncer associados ao envelhecimento, como mama e próstata.

"Com o envelhecimento da população, as doenças crônicas não transmissíveis tornam-se cada vez mais comuns. Hoje, as doenças cardiovasculares e o câncer já são as principais causas de morte entre os brasileiros. O câncer destaca-se como um importante desafio à saúde pública e que demanda foco em ações de prevenção e controle da doença. Mas é importante ressaltar que, em comparação com os países desenvolvidos, o impacto do câncer no País (incidência e mortalidade) encontra-se em nível intermediário”, ressalta Marise Rebelo, gerente da Divisão de Vigilância e Análise de Situação.

Fatores de risco

O câncer é uma doença multifatorial, o que significa que diversos fatores concorrem e podem se sobrepor, favorecendo seu desenvolvimento. O excesso de gordura corporal, por exemplo, pode estar na origem de boa parte desses novos casos. Estudos apontam evidências que relacionam o excesso de peso e o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como os de cólon e reto, mama (na pós-menopausa), ovário, próstata, esôfago e endométrio.

As regiões Sul e Sudeste possuem características mais semelhantes aos países desenvolvidos, que se refletem nos principais tipos de câncer estimados para estas regiões, como próstata, mama e cólon e reto. Tais características incluem uma elevada prevalência de excesso de peso e obesidade, inatividade física e consumo de carnes processadas (salsicha, presunto, linguiça, carne seca etc.).

O tabagismo tem relação com vários tipos de câncer (pulmão, cavidade oral, laringe, esôfago, estômago, bexiga, colo do útero e leucemias). Fumantes chegam a ter 20 vezes mais chances de ter câncer de pulmão que não fumantes, 10 vezes mais chances de ter câncer de laringe e de duas a cinco vezes mais chances de desenvolver câncer de esôfago. A manutenção do sucesso do Programa Nacional de Controle do Tabagismo deverá impactar na redução destes tipos de câncer na população brasileira.

Estimativas

Desde 1995, o INCA estima o número de novos casos dos principais cânceres que afetam a população brasileira com base nas informações geradas pelos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Inicialmente a divulgação era anual, mas desde 2006 é feita a cada dois anos.

Neste ano, foram considerados 19 tipos específicos de câncer, com base na magnitude e no impacto. As informações estão apresentadas de forma consolidada para o País e de forma desagregada para as regiões. As estimativas servem para subsidiar gestores federais, estaduais e municipais no planejamento de ações e políticas públicas de controle do câncer. Os números de 2016/2017 não podem ser comparados com anos anteriores, uma vez que não têm como referência a mesma metodologia e as mesmas bases de dados. Há constantes melhorias na quantidade e qualidade das informações que servem de base para o cálculo das estimativas, permitindo o aprimoramento dos números publicados.

Fonte: O Progresso