sábado, 10 de setembro de 2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Setembro Dourado: cura do câncer infantil chega a 70% dos casos com diagnóstico



O câncer infantil figura atualmente como a segunda causa de morte na faixa etária entre 1 e 19 anos, perdendo apenas para causas externas, como acidentes e violência. Apesar disso, o índice de cura pode chegar a 70% dos casos se houver diagnóstico precoce. O alerta é da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica e da Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer que promove a campanha Setembro Dourado no intuito de ampliar a conscientização em prol da causa.
De acordo com as entidades, no Brasil, a taxa de cura do câncer infantil gira em torno de 50% dos casos – índice bastante distante de países como os Estados Unidos, onde a taxa é de 80%. A campanha destaca que o tratamento, nestes casos especificamente, vai muito além do papel exercido por hospitais e defende o empenho de diversos setores na luta contra a doença.
Câncer em crianças X câncer em adultos
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam 12 mil novos diagnósticos de câncer infantil no Brasil a cada ano, com pico de incidência na faixa de 4 a 5 anos e um segundo pico entre 16 e 18 anos.
Os tipos mais comuns de câncer entre adultos são os carcinomas (como câncer de pulmão e câncer de mama), provocados, em parte, por fatores ambientais e estilos de vida. Já em crianças, os tipos mais comuns são leucemia, tumores no sistema nervoso central e linfomas (câncer dos gânglios linfáticos), geralmente com origem em células que se desenvolveram em estágios iniciais da gestação.
Câncer infantil é doença familiar
A campanha defende ainda que o profissional de saúde que atende uma criança com câncer deve estender o tratamento a toda a família do paciente, uma vez que o câncer infantil é visto por especialistas como uma espécie de câncer familiar e não de um único indivíduo apenas.
A proposta é que a sociedade civil organizada exerça papel fundamental de dar apoio psicológico, principalmente aos que estão em outra cidade para o tratamento e o acolhimento da família e da criança.
“A luta pelo câncer infantojuvenil é de todos – governantes de todas as esferas, pais, educadores, profissionais da saúde, voluntários, cidadãos. Assim, quanto mais informações sobre a doença forem disseminadas na sociedade e cada um assumir o papel de promoção pela cura, alcançaremos a meta, pois não há prêmio melhor do que uma criança curada.”
Sinais a serem investigados
Os principais sinais de investigação em relação ao câncer infantil são:
- vômitos associados a dores de cabeça (sem náusea)
- desequilíbrio ao andar
- dificuldade na visão
- dores ósseas ou nas articulações
- movimentos limitados
- palidez insistente
- febre persistente
- emagrecimento
- fraqueza
- irritabilidade
- sudorese excessiva
- manchas roxas no corpo ou em pálpebras
- sangramento em geral
- diarreias crônicas
- dores frequentes nos dentes, não associadas a cáries
- dores abdominais prolongadas
- ínguas, gânglios ou nódulos indolores, com rápido crescimento, principalmente no pescoço, axila ou virilhas
- nódulos ou pintas na pele, que crescem ou mudam de cor
- secreção crônica drenada pelo ouvido
- desenvolvimento precoce de caracteres sexuais
- na região dos olhos, pupila branca ou totalmente dilatada, protrusão do globo ocular.
Edição: Maria Claudia in http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-09/setembro-dourado-cura-do-cancer-infantil-chega-70-dos-casos-com-diagnostico


DEFICIENCIAS - MÁRIO QUINTANA

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A DOENÇA TEM OUTROS SIGNIFICADOS

Resultado de imagem para A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Câncer de colo do útero: saiba como identificar e prevenir a doença

Os dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) impressionam: com cerca de 5 mil mortes por ano, uma a cada 90 minutos, o câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais comum da doença entre as brasileiras. Com um alcance tão grande e sendo tão perigoso, parece improvável que o mal seja ignorado pelas mulheres. Mas, novamente, as estatísticas surpreendem – e preocupam. Em abril, uma pesquisa encomendada ao Instituto Datafolha pela empresa farmacêutica Roche divulgou que 73% da população não conhece ninguém que sofra ou tenha sofrido da doença. Dentre as mulheres entrevistadas, menos de um terço (29%) disse conhecer os sintomas do problema, indicando que desinformação e risco caminham lado a lado.

O estudo inspirou médicos e organizações da área da saúde a idealizar, em parceria com a Roche, o Movimento #ForçaAmiga. Lançada em agosto, a campanha busca apoiar dentro e fora da internet as mulheres que enfrentam o câncer, chamando a atenção da sociedade para o problema. A iniciativa aposta no conhecimento como forma de controlar a doença, que, segundo o Inca, deve registrar mais de 16 mil novos casos neste ano.

– A maioria das pessoas não sabe que ela é causada por um vírus sexualmente transmissível – diz Samantha Cabral, oncologista clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

O câncer decorre de uma infecção crônica pelo papilomavírus humano (HPV), que ataca a porção mais baixa do útero. Geralmente, o vírus é transmitido pelo contato direto com a mucosa infectada, seja da vagina, seja da boca ou do ânus. Com mais de 150 subtipos, o HPV é bastante comum entre a população, e na sua versão benigna, provoca verrugas genitais. A maioria das mulheres contrai o vírus ainda na adolescência e não chega a desenvolver problemas, eliminando-o naturalmente no período de um ano. Porém, quando o corpo não reage a ele, a infecção persiste e provoca lesões no colo uterino. Sem o tratamento adequado, as lesões evoluem para o câncer e podem se estender para a vagina e outros pontos da região pélvica.

O desenvolvimento da doença é lento e os primeiros sintomas, como sangramentos e dores abdominais, podem surgir até 20 anos após o contágio pelo HPV. Normalmente, esse prazo alcança as mulheres na faixa dos 40 anos, levando à morte prematura. Mulheres de baixa renda, que tenham problemas no sistema imunológico, sejam fumantes ou façam uso da pílula estão entre os grupos de risco para o surgimento do problema.

Diagnóstico e tratamento

As chances de cura e o sucesso do tratamento dependem do estágio em que o câncer é diagnosticado. Como a evolução da doença é discreta, detectá-la no início nem sempre é fácil. No Brasil, mais de 70% das pacientes chegam ao consultório quando o câncer já está avançado.

– A falta de conhecimento, a vergonha e a dificuldade de acesso aos exames preventivos são fatores que atrasam o diagnóstico – resume Alvaro Machado, integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), uma das apoiadoras do #ForçaAmiga.

A saúde do colo uterino é monitorada pelo exame de Papanicolaou, que deve ser feito anualmente por todas as mulheres sexualmente ativas. O teste coleta material para análise em laboratório e, caso haja alterações, encaminha a paciente para uma biópsia (colposcopia).

– O rastreamento não só detecta a lesão antes de ela virar câncer, como também diminui a mortalidade na paciente que é diagnosticada – explica Samantha.

Nos estágios iniciais da doença, a mulher é operada para remover as lesões pré-cancerígenas. Quando o quadro é mais avançado, o tratamento utiliza a radioterapia com quimioterapia associada, além de medicamentos para melhorar a qualidade de vida. Samantha observa que cerca de 60% dos casos mais graves têm boas chances de recuperação, mas a alta demanda nos serviços públicos de saúde ainda deixa muitas pacientes sem a assistência médica necessária.

Prevenção

Ao contrário de outros tipos de câncer, o de colo do útero pode ser evitado. Confira algumas atitudes simples que fazem a diferença no combate à doença:

• Vacinar as meninas contra o HPV: a medida protege contra quatro subtipos do vírus, inclusive os que mais comumente geram câncer. A vacina é aplicada em duas doses e está disponível na rede pública para meninas de 9 a 13 anos. O recorte etário busca imunizá-las antes que sejam expostas ao HPV com o início da vida sexual.

Desde 2014, as campanhas de vacinação no país esbarram na resistência de muitas famílias a levar suas meninas aos postos de saúde:

– Apesar de ser segura do ponto de vista médico e eficaz no seu propósito, a vacina precisa vencer uma barreira cultural: o argumento de que ao imunizar as meninas, estamos liberando o sexo para elas – explica Machado.

O médico conta que na Austrália, onde a vacina é aplicada há dez anos, já foi registrada uma queda de 90% nas infecções pelo HPV e de 50% nos casos de câncer de colo do útero.

  • Consultar o ginecologista regularmente: fazer todos os anos o exame de Papanicolaou ou o teste de HPV é fundamental para evitar o desenvolvimento da doença;
  • Usar camisinha: o preservativo serve como barreira física à infecção pelo HPV. O risco de contrair o vírus aumenta em mulheres que iniciaram a vida sexual cedo ou têm múltiplos parceiros;
  • Atentar para possíveis sintomas: sangramentos anormais (fora do período menstrual, após o sexo ou durante a menopausa, por exemplo) são um importante sinal de alerta para a doença. Em fases mais avançadas, o câncer também causa dores na região pélvica e abdominal e secreções vaginais com mau cheiro.

Fonte: Revista Donna
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cancer-de-colo-do-utero-saiba-como-identificar-e-prevenir-a-doenca/9812/7/

Aplicativo de doação de sangue auxilia milhares de doadores no país

Os amigos Thiago Azevedo e Thiago Luccas, doadores de sangue há mais de 10 anos, sempre tiveram vontade de ajudar a aumentar o número de voluntários. Por isso, eles idealizaram um aplicativo para ajudar os Hemocentros do Rio Grande do Norte (RN) a controlar demandas de estoque e os doadores de sangue a controlar o registro de doações.
Depois de pronta, a ideia precisava sair do papel. Foi ai que Arlindo Rodrigues e Fred Castro, analistas de sistemas, se uniram aos amigos doadores para dar vida ao aplicativo. “Quando o Thiago (Azevedo) trouxe a ideia, a gente não sabia como fazer e também não tinha dinheiro, então chamamos os dois como parceiros”, lembra Thiago Luccas, que se diferencia do colega pelo sobrenome.
Assim, em abril de 2014, nasceu o Hemoliga. Hoje, dois anos depois da criação, mais de 50 mil pessoas estão conectadas ao aplicativo em sete estados brasileiros: Rio Grande no Norte (RN), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Pará (PA), Paraíba (PB).
Com o Hemoliga, através da tela do celular ou do computador, você pode: registrar suas doações e consultar seu histórico, verificar informações atualizadas sobre quais sangues estão em falta nos bancos da sua região, e ainda recebe notificações sobre campanhas em curso e em qual data você pode realizar sua próxima doação.
Desde 2014 já foram registrados mais de 10 mil doações de sangue no aplicativo. Luccas comemora: “Se você parar para pensar que uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, e que tudo isso partiu de uma ideia simples, são muitas vidas salvas. Isso é maravilhoso”.
As redes sociais da Hemoliga também são portas para as pessoas interagirem. “Às vezes compartilhamos alguma campanha no facebook ou no instagram e em questão de minutos conseguimos os doadores. É algo muito incrível”, comemora Luccas.
A Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados, do Ministério da Saúde, considera que os aplicativos de incentivo à doação de sangue para celulares podem aproximar os doadores de sangue dos hemocentros, auxiliando inclusive na fidelização desses doadores. Desde que os princípios da voluntariedade e altruísmo da doação de sangue sejam respeitados, a ferramenta pode ser muito útil no fortalecimento da doação de sangue no país.
Para baixar o aplicativo no celular, ou criar o cadastro na web, basta entrar no site www.hemoliga.com.br. Também é possível curtir as páginas do projeto no facebook e no instagram.
Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

terça-feira, 6 de setembro de 2016