quinta-feira, 23 de março de 2017

Tomar refrigerante faz mal à saúde

Pode ser light, diet, zero ou o que for. A bebida açucarada traz riscos à saúde e deve ser evitada pelos brasileiros para reduzir os riscos de obesidade entre outros problemas de saúde. 
O refrigerante, com ou sem açúcar, é um produto repleto de aditivos alimentares e ausente de vitaminas, minerais, fibras e outras substâncias benéficas, que estão naturalmente presentes em alimentos in natura ou minimamente processados. Mesmo sendo sem açúcar, independentemente de suas diferentes dominações (zero, diet  e etc) é uma bebida isenta de calorias e açúcar, mas que não possui nutrientes e não agrega benefícios à saúde e, por isso, seu consumo também deve ser evitado.
Os refrigerantes sem açúcar ainda são ricos em aditivos alimentares que podem trazer danos à saúde. Quando consumidos em excesso, podem provocar contribuir para problemas de saúde como transtornos do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), neoplasias e hipersensibilidades alimentares manifestadas por urticária, dermatite atópica, púrpura, rinite, broncoespasmo, asma, cefaleia, dor abdominal, angioedema, vasculite e choque anafilático. Também vale lembrar que o refrigerante sem açúcar tem maior teor de sódio e o seu consumo pode prejudicar o controle da pressão arterial.
Em função da presença de adoçantes artificiais (ciclamato de sódio, acessulfame-K e aspartame) e outros aditivos, qualquer refrigerante não pode e nem deve ser indicado para hidratação e não substituem em nenhuma hipótese água ou sucos de frutas naturais. Sim,  mesmo sem açúcar.
Impacto no corpo
Refrigerantes, refrescos e muitas outras bebidas prontas com açúcar levam ao consumo de dietas de alto valor calórico e favorecem o ganho de peso. Logo, o alto consumo desses alimentos estão diretamente relacionado ao crescimento da obesidade.
Recentemente, O ministro da Saúde Ricardo Barros apresentou, durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, em Brasília, metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. O encontro faz parte da implementação da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016/2025), que incentiva o acesso universal a dietas mais saudáveis e sustentáveis. O Governo Brasileiro é um dos principais apoiadores da agenda da ONU. Saiba Mais: Em evento internacional, Brasil assume metas para frear o crescimento da obesidade.
O alto consumo de açúcar também contribui para o aparecimento das Doenças Crônicas Não transmissíveis como as do coração, hipertensão e diabetes, que respondem por 72% dos óbitos no Brasil.
 Consumo recomendado
A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS)  é que  o consumo diário de açúcar  não ultrapasse 10% das calorias ingeridas diariamente, em uma dieta saudável. Maiores benefícios à saúde podem ser alcançados se o consumo diário de açúcar for reduzido para 5% das calorias ingeridas (ou cerca de 25g de açúcar por dia).
Em média, quando você toma um refrigerante de 330 ml está ingerindo 35g de açucar. 
O açúcar total consumido diariamente é composto tanto pelo açúcar de mesa como pelo utilizado na preparação de refeições e os açúcares adicionados aos alimentos, refrigerantes e bebidas prontas para consumo, além do mel, xaropes e sucos de frutas com adição de açúcar.
Porém, vale um alerta. Boa parte dos açucares consumidos pela população brasileira está “escondido” em alimentos ultraprocessados, como refeições prontas, temperos, sucos industrializados e refrigerantes. Estes dados foram apresentados na última Pesquisa Nacional de Orçamentos Familiares (POF) realizada no ano de 2008/09 pelo IBGE.


Gabi Kopko, para o Blog da Saúde
 http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52448-tomar-refrigerante-faz-mal-a-saude acesso em 23/03/17 às 16:06h

Inscrições abertas para onze cursos de nefrologia

Profissionais de saúde interessados em aprofundar os seus conhecimentos sobre Doenças Renais Crônicas (DRC) já podem se inscrever na nova oferta do Projeto de Qualificação em Nefrologia Multidisciplinar da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), integrante da Rede UNA-SUS. Composto por 11 módulos independentes, com carga horária de 30h cada, a qualificação aborda as mais diversas facetas do atendimento ao portador de doença renal. Em 2016, a capacitação qualificou cerca de 12 mil profissionais em todo o Brasil.
As inscrições podem ser realizadas até 31 de outubro, pelo site.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença renal crônica (DRC) atinge 10% da população mundial, afetando pessoas de todas as idades. Em muitos casos, o diagnóstico precoce e o tratamento da doença nas fases iniciais podem ajudar a prevenir a progressão da doença para fases mais avançadas - em que sejam necessários tratamento com hemodiálise ou transplante de rim - reduzindo o sofrimento dos pacientes e os custos financeiros associados à DRC.
De acordo com a coordenadora geral da capacitação, Christiana Salgado, a capacitação foi desenvolvida para qualificar a atuação dos profissionais de saúde por meio do reconhecimento de ações que visem o cuidado integral do paciente com DRC, bem como estratégias de prevenção. “ O objetivo é que os profissionais sejam capazes de compreender o universo das doenças renais, tornando-se aptos para, em equipe, atender o paciente renal de forma integral”, destaca.
Os cursos seguem as diretrizes do Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e abordam desde aspectos nutricionais e farmacêuticos, passando pela identificação de grupos de risco e tratamentos específicos até estratégias de prevenção e políticas nacionais.
“Trabalhamos com uma abordagem multidisciplinar considerando que, para uma assistência integral ao paciente com doença renal, é necessário: uma articulação entre as diversas áreas da saúde; profissionais capazes de combinar ações de intervenção, promoção e prevenção na área das doenças renais; bem como a abordagem junto à família, de forma respaldada pelas políticas assistenciais aos pacientes com DRC”, explica Christiana.
Salgado destaca ainda que dez, dos onze módulos, são abertos para qualquer profissional de saúde de nível superior, vinculado à Rede de Assistência do Sistema Único de Saúde (SUS). “Apenas o curso ‘Manejo Clínico de Paciente com DRC - Módulo Avançado’ possui o critério de exclusividade para matrículas de médicos e enfermeiros, uma vez que o conteúdo foi todo formatado para esse público-alvo”, pontua.
Tendo em vista a formação multidisciplinar do profissional de saúde, a qualificação ganhou mais um módulo - Controle, avaliação e regulação dos serviços em saúde. Este aborda os sistemas de informação para a caracterização clinico-epidemiológica de pacientes com DRC e grupos de risco, apresenta a organização dos serviços de média e alta complexidade para atendimento ao paciente com DRC, bem como os sistemas de referência e contrarreferência da rede assistencial em saúde.
“É uma oportunidade única de conhecer todos os elementos essenciais para compreender o rim como órgão vital, de múltiplas funções para o corpo humano e, assim, contribuir para mitigar o impacto da doença renal que afeta mais de 10 milhões de indivíduos, na sua maioria de forma silenciosa”, finaliza a coordenadora.
O Projeto de Qualificação em Nefrologia Multidisciplinar é uma iniciativa de formação em larga escala, fruto da parceria da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) com a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) e a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES), e conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), por meio do Departamento de Prevenção de Doenças Renais.
Para saber mais sobre esse e outros cursos da rede UNA-SUS, acesse o link www.unasus.gov.br/cursos.
Fonte: SE/UNA-SUS http://www.blog.saude.gov.br/index.php/cursos-e-eventos/52451-inscricoes-abertas-para-onze-cursos-de-nefrologia acesso em 23/03/17 às 16:03h

Curso sobre Atenção à Mulher em Situação de Violência

Estão abertas até o dia 6 de abril próximo as inscrições para o curso de extensão “Atenção à Mulher em Situação de Violência” - modalidade Ensino à Distância (EAD). O treinamento é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do projeto Para Elas, desenvolvido em parceria com a Coordenação Geral de Saúde das Mulheres (Dapes/SAS), do Ministério da Saúde (MS). O objetivo é capacitar profissionais para a abordagem da mulher em situação de violência.
A formação tem a carga horária de 15, 30 ou 45 horas a depender de quantos módulos o participante cumprir. A próxima turma será na modalidade à distância com tutoria e os alunos receberão certificados pela participação.
As aulas terão início em 24 de abril. Os candidatos poderão fazer suas inscrições pelo link: https://goo.gl/forms/aZuMVve1264RxP4i2
Depois de feita a inscrição, cada candidato receberá uma senha, com a qual terá acesso à Plataforma e às atividades previstas para o período que precede o curso (período preparatório). Podem se inscrever profissionais de qualquer área de conhecimento, com preferência para os que atuam nas redes de enfrentamento da violência contra mulher, inseridos em diferentes setores. O único pré-requisito é que o candidato tenha terminado curso de nível superior.
Outras informações sobre o curso ou esclarecimentos de dúvidas podem ser obtidas pelo telefone para contato é (031) 3409-9945.
Por dentro do conteúdo
O curso é composto por três unidades:
  1. Bases Teórico-Metodológicas da Abordagem da Violência: Abordará de maneira introdutória, importantes teorias – clássicas e atuais – para explicar a disseminação da violência nas sociedades atuais e suas respectivas formulações de enfrentamento. Em seguida, apresenta os principais movimentos sociais que marcaram a história da humanidade e o papel da mulher nesses movimentos;
  2. Políticas Públicas, Leis e Programas voltados para a mulher em situação de violência: apresentará as políticas, as leis, as portarias, as estratégias, os decretos e os programas, alicerces do arcabouço político-institucional voltado para o enfrentamento da violência contra a mulher;
  3. O cuidado à mulher em situação de violência sexual: abordará, por meio da apresentação e discussão de casos, o cuidado prestado, integral, multidisciplinar, imediato e longitudinal, segundo o protocolo do MS, em vigor.
Fonte: Coordenação Geral de Saúde das Mulheres (Dapes/SAS), do Ministério da Saúde (MS)
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/cursos-e-eventos/52450-ms-e-ufmg-promovem-curso-sobre-atencao-a-mulher-em-situacao-de-violencia acesso em 23/03/17 às 15;45h

quarta-feira, 22 de março de 2017

Ações de conscientização em todo o País marcam o Dia Mundial da Água

Em São Paulo, grupo de chefs de cozinha participará de mutirão de limpeza na Represa Paiva Castro, reservatório que integra o Sistema Cantareira

A água é o recurso mais importante para garantir a vida na Terra. Sem ela, nada sobrevive. Entretanto, será que esse tema tem recebido a devida atenção por parte da sociedade? É por esse motivo que se celebra nesta quarta-feira (22) o Dia Mundial da Água, data marcada por eventos que visam conscientizar a população, o poder público e as empresas sobre a necessidade de se economizar e tratar adequadamente este precioso bem.


Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo não têm acesso a um abastecimento adequado. Ou seja, não têm à disposição pelo menos 20 litros diários de água a uma distância de até um quilômetro. Considerando a escassez, a entidade criou o Dia Mundial da Água em 1992 e, desde então, a data ganha importância a cada ano.

Na declaração da ONU Água feita em 2010 especificamente para essa data, a entidade destacou que “há uma necessidade urgente para a comunidade global – setores público e privado – de unir-se para assumir o desafio de proteger e melhorar a qualidade da água nos nossos rios, lagos, aquíferos e torneiras”.
Em 2015, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi assinada por 193 membros da ONU . O documento prevê 17 objetivos a serem cumpridos até 2030, entre ele a busca por “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”.
No Brasil, os ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente irão aproveitar a data para a divulgação de novas tecnologias. Será montado em Brasília um protótipo do projeto Salta-Z, que é um filtro alternativo para o tratamento de água muito utilizado nas comunidades rurais. O projeto foi criado na região Norte com o objetivo de providenciar água potável a comunidades ribeirinhas. Segundo o governo federal, o sistema é composto por carvão ativado de ossos bovinos, pedriscos, areia e por um clorador que realiza a desinfecção da água, tornando-a apta para consumo humano. O custo é 25% menor do que um filtro tradicional.
Em São Paulo, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) anunciou a criação do programa Água Legal, cujo objetivo é evitar a perda de 3,3 bilhões de litros em ligações clandestinas. Cerca de 600 mil pessoas serão beneficiadas. O investimento é de R$ 162 milhões até 2018.

Operação de limpeza

Nesta quarta-feira (22), será realizada a VI Megaoperação de Limpeza do Reservatório Juqueri/Paiva Castro, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo . O evento tem por objetivo fiscalizar, monitorar e retirar resíduos descartados de forma irregular na represa dentro dos limites da Unidade de Conservação de Proteção Integral. A ação contará com a presença de importantes nomes da gastronomia.


Represa Paiva Castro, que integra o Sistema Cantareira, receberá ação especial para o Dia Mundial da Água

“Participo desde a primeira operação e sempre colaborei como podia, oferecendo e preparando o almoço para os participantes. É uma ação muito importante para o meio ambiente e me sinto na obrigação de ajudar, de retribuir o que retiro da natureza, mesmo de forma consciente”, conta o chef Idolo Giusti, do Giusti Eventos, que desta vez resolveu fazer uma mobilização maior em torno da causa. Em uma ação voluntária inédita no evento, Giusti reunirá importantes nomes da gastronomia para promoverem o almoço, a ser feito no espaço da Sabesp.
Entre os chefs convidados estão Augusto Cincinato; Bel Coelho, do Clandestino; Eudes Assis, do Taioba, em Sertão do Camburi; Cris Mota, vencedora do programa Hell´s Kitchen do SBT; Danielle Dahoui, primeira mulher a apresentar o Hell´s Kitchen e proprietária dos Bistrôs Ruella; Felipe Cruz, do La Marina, do Guarujá; Maílson; Marcio Okumura, do Okumura Restaurante, de Santos; Pedro Roxo, do Manja Gastronomia e Rodrigo Oliveira, do Mocotó. “Essa turma está ligada diretamente aos maiores bens que esta operação preserva: ingredientes, biomas e água e se preocupam com isso”, explica.
Além de poder contribuir com a comida, o objetivo é ainda maior. “Quero que eles vivenciem essa experiência e que depois, de alguma forma, colaborem ainda mais com o tema, seja no desenvolvimento de novos processos no dia a dia ou de conscientização. Tudo terá um retorno bem positivo para a natureza. É uma forma de o nosso setor ser útil”, diz o chef, que também cozinhará no dia.
O Reservatório Juqueri/Paiva Castro é responsável pelo abastecimento de seis a oito milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. “Essa operação é importante para despertar o comprometimento de todo e qualquer cidadão de apoiar uma atividade que cuida do recurso principal à vida, que é a água e biodiversidade. O comprometimento de cada um para a melhora do todo, é fundamental”, enfatiza Francisco Honda, gestor do Parque Estadual do Juquery e organizador da megaoperação, que tem o apoio da Fundação Florestal.
Para se ter ideia da relevância, na última ação com cerca de 480 pessoas presentes entre funcionários, parceiros como Polícia Militar e Canil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar Rodoviária e voluntários do parque, foram retiradas cerca de seis toneladas de resíduos sólidos descartados de forma irregular ao longo das margens da represa. Quando se fala em unidade de conservação é preciso lembrar que a função vai além de preservar animais e plantas. “Tem que ressaltar a questão dos serviços ambientais que ela presta para os seres humanos, como quantidade e qualidade de água, equalização do clima, controle de solos, controle de processos erosivos, controle de curso da água e filtragem de qualidade de ar, que são diretamente prestados para a sociedade que não reconhece isso”, diz o gestor.
Os planos voltados ao parque e à população da região não devem ficar limitados ao Dia Mundial da Água. “Temos um projeto – em fase de desenvolvimento - que envolve gastronomia, ação social e sustentabilidade que será muito interessante”, antecipa Giusti.

    No Dia Mundial da Água, ONU critica desperdício e pede ações de reaproveitamento

    A previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) é que, até 2030, a demanda por água no mundo aumente em 50%. Ao mesmo tempo, mais de 80% do esgoto produzido pelas pessoas volta à natureza sem ser tratado. Diante desse cenário, neste Dia Mundial da Água, lembrado hoje (22), a organização mobiliza governos, setor privado e sociedade civil contra o desperdício, por melhoria nos sistemas de coleta e tratamento de esgoto e pelo reaproveitamento máximo das águas residuais urbanas.
    As águas residuais são os recursos hídricos utilizados em atividades humanas que se tornam impróprios para o consumo, mas podem ser utilizados para outros fins após tratamento. Segundo a ONU, os benefícios para a saúde humana e para o desenvolvimento e sustentabilidade ambiental são muito maiores que os custos da gestão dessas águas, fornecendo novas oportunidades de negócios.
    Na avaliação do coordenador de Implementação de Projetos Indutores da Agência Nacional de Águas (ANA), Devanir Garcia dos Santos, para o Brasil, é essencial discutir o reúso da água já que o recurso, apesar de abundante, não é distribuído uniformemente em todas as regiões do país. “Temos regiões que têm carência de água e que têm potencial de fazer reúso. Muitas demandas poderiam ser atendidas com o reúso”, disse, em entrevista à Agência Brasil.
    Segundo ele, além de atender às necessidades por água limpa, o reúso também significa o tratamento de esgotos e dos efluentes domésticos.
    “O Brasil tem um problema sério, a área atendida hoje é pequena. Em torno de 35% da população é atendida com tratamento de esgoto, mas isso está concentrado nos grandes centros. As capitais dos estados tem capacidade de tratamento. Quando se pega municípios com menos de 200 mil ou menos de 50 mil habitantes, praticamente tem muito pouco tratamento nessas áreas”, explicou o coordenador da ANA.
    Segundo a ONU, cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo usam fontes de água contaminadas por fezes para beber, e, a cada ano, 842 mil mortes são relacionadas a  falta de saneamento e higiene, bem como ao consumo de água imprópria.
    Por isso, para garantir a utilização sustentável dos recursos hídricos, é preciso implementar políticas eficazes de saneamento e de reúso. A organização aponta que as águas residuais podem ser reaproveitadas na indústria, em setores que não precisam tornar a água potável para utilizá-la como insumo. É o caso de sistemas de aquecimento e resfriamento, por exemplo.
    Reúso industrial
    Sozinha, a indústria é responsável por 22% do consumo de água mundial.
    Segundo Garcia, o reúso praticamente inexiste no Brasil, exceto em algumas iniciativas da grande indústria, que está se organizando e fazendo tratamento de esgoto para a reutilização. “A indústria tem um disciplinamento bom. Em tese, você tem um normativo que não deve utilizar água de boa qualidade, a não ser que esteja sobrando muito, para usos onde você tem condição de atender com água de qualidade inferior. É um ponto importante da gestão da água que precisamos observar e o reúso possibilita isso”, disse.
    Ele deu como exemplo uma iniciativa público-privada para a produção de água de reúso industrial, o Aquapolo, em São Paulo. Resultado de  uma parceria entre a Odebrecht Ambiental e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o sistema fornece por contrato 650 litros por segundo de água de reúso para o Polo Petroquímico da região do ABC Paulista, que a utiliza para limpar torres de resfriamento e caldeiras, principalmente. Isso equivale ao abastecimento de uma cidade de 500 mil habitantes.
    Há ainda iniciativas industriais localizadas que também são exemplos de boa gestão dos recursos hídricos. No Distrito Federal, o Grupotecno faz o reúso da água em sua usina de concreto. O sócio-proprietário Fábio Caribé conta que cerca de 30 mil litros de água são reutilizados por dia, provenientes do sistema de pulverização dos caminhões betoneira. Durante o processo de carregamento, eles precisam ser pulverizados com água para evitar a dispersão de poeira de cimento no ar.
    “Não estamos retirando essa água do meio ambiente. A minha preocupação sempre foi de implantar um sistema que utilize o mínimo necessário de água para operar. A água utilizada no abafamento dessa poeira volta para o sistema e fica indo e voltando”, disse, contando que a empresa entrou em atividade em 2013 já com o sistema de reciclagem de água.
    O processo de limpeza da água é feito através de separação física por decantação dos elementos contaminantes e por filtragem. A água residual é, então, utilizada no próprio sistema de pulverização e na manutenção da empresa, como umedecimento e limpeza dos pátios e lavagem dos caminhões.
    “Nós temos uma outorga que nos permite utilizar 100 mil litros de água por dia do solo. Dessa água utilizamos hoje de 75 a 89 mil litros de água por dia. Desse volume, 30 mil nós reciclamos por dia. Ou seja, é como se eu tivesse um reserva técnica para ampliar a produção da empresa sem necessariamente retirar mais água do subsolo”, explicou Caribé.
    Segundo ele, o custo de R$ 100 mil, em três anos, desse sistema de reciclagem está amortizado. “Já tivemos um retorno financeiro. E nosso passivo ambiental é muito menor do que seria se não tivéssemos o sistema”, explicou.
    Além da reciclagem de água, o Grupotecno também trabalha a reutilização de concretos excedentes em obras e pesquisa a utilização de materiais, como restos de plásticos, para incorporar ao concreto fabricado, sem que haja baixa na resistência e durabilidade. A empresa tem ainda uma tecnologia de concretos permeáveis, que permite a passagem da água, que podem ser instalados em calçadas e estacionamentos, por exemplo, além de desenvolver projetos residenciais com eficiência elétrica, térmica e hidráulica.
    “Nós temos tecnologia, o que falta é conhecimento e busca pelo uso. O Brasil é o país mais rico do mundo, a nossa vocação é ser um país de ponta, mas isso depende de decisões políticas. Vale a pena ser sustentável. Não é só a gente que agradece, é a coletividade. Se todo mundo pensasse assim, acho que teríamos uma realidade diferente”, destacou Caribé.
    Edição: Lílian Beraldo
    Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-03/no-dia-mundial-da-agua-onu-critica-desperdicio-e-pede-acoes-de-reaproveito acesso em 22.03.17 às 09:55h

    DIA MUNDIAL DA ÁGUA

    Cidade do Vaticano (RV) – A “necessidade de tutelar a água como bem de todos, valorizando também os seus significados culturais e religiosos”.
    Ao saudar a os fiéis de língua inglesa na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco recordou o Dia Mundial da Água instituído pela ONU há 25 anos e saudou os participantes do encontro organizado em Roma pelo Vaticano sobre a proteção dos recursos hídricos.
    “Encorajo em particular o vosso esforço no campo educativo, com propostas voltadas às crianças e aos jovens. Obrigado por aquilo que fazem, e que Deus vos abençoe”.
    De fato, cerca de 633 milhões de pessoas no mundo são privadas do acesso à água potável em suas moradias e cerca de 2,4 bilhões não tem acesso aos serviços higiênico-sanitários adequados, o que provoca a cada ano a morte de mais de 300 mil crianças abaixo dos 5 anos.
    Diante deste quadro que a ONU decidiu dedicar este 25º Dia Mundial da Água às águas residuais, ou seja, aquelas contaminadas por atividades domésticas, industriais e agrícolas, que são depuradas e reutilizadas segundo o objetivo sustentável fixado em 2015 pela ONU: “melhorar até 2013 a qualidade da água eliminando os despejos, reduzindo a poluição e a emissão de produtos químicos e descartes perigosos, reduzindo pela metade a quantidade de águas residuais e aumentando a reciclagem e o reemprego seguro a nível global”.
    Em 24 de fevereiro passado, o Papa havia falado de “uma grande guerra mundial pela água”, sublinhando, no entanto,  que “ainda não é tarde, mas urgente tomar consciência sobre a necessidade da água e de seu valor essencial para o bem da humanidade”.
    Neste sentido, o Pontifício Conselho da Cultura organizou no Augustianum a iniciativa “Watershed: replenishing the water values for a thirsty world”("Bacia hidrográfica: reabastecer os valores da água para um mundo sedento") conferência voltada, em particular aos representantes do Corpo Diplomático credenciado junto à Santa Sé e aos prelados da Cúria Romana.
    Entre os conferencistas estarão, entre outros, o Cardeal Peter Turkson, Presidente do dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e o Arcebispo Paul Richard Gallagher, Secretário para as Relações com os Estados.
    A iniciativa é uma resposta concreta que o dicastério procura dar às questões levantadas pela Encíclica Laudato Si, em colaboração com o Clube de Roma e a Escola Superior de Cultura Social e mediática de Toru, na Polônia.
    Sustentada por uma campanha no site http://worldwatervalues.org e nas redes sociais – que aposta no envolvimento dos jovens na defesa daquele que é um dos mais preciosos bens comuns – a iniciativa quer ser um verdadeiro divisor de águas na promoção de uma nova cultura do respeito pelo ambiente, centrada nos valores a serem oferecidos a um mundo sempre mais sedento.
    (JE)
    Fonte: http://br.radiovaticana.va/news/2017/03/22/papa_no_dia_mundial_da_%C3%A1gua;_tutelar_um_bem_de_todos/1300335 acesso em 22.03.17 às 09:51h

    Inscrições abertas para Chamada Pública de apoio a eventos técnico-científicos

    Estão abertas até o dia 24/04/2017 as inscrições para a Chamada Pública de Apoio a Eventos Técnico-Científicos em Saúde de 2017. O Ministério da Saúde oferece apoio financeiro de 50 a 100 mil reais a eventos a serem realizados de agosto a dezembro desse ano. O investimento total é de um milhão de reais.
    Podem participar instituições nacionais, sem fins lucrativos (órgãos da administração pública federal, estadual e municipal, instituições, fundações, associações ou sociedades científicas brasileiras e conselhos da área da saúde) que atendam aos critérios do edital e queiram realizar eventos de caráter técnico-científico na área da saúde entre 01/08/2017 e 15/12/2017.
    Os eventos devem contemplar um dos temas de pesquisa em saúde descritos no edital. As propostas serão avaliadas de acordo com os seus potenciais de contribuição para o aprimoramento e qualificação da gestão do SUS, de inovação e desenvolvimento tecnológico, de disseminação de conhecimento científico, consonância com a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, entre outros critérios. A divulgação dos resultados será feita a partir de 05/05/2017.
    Inscrições pelo site.
    Os projetos serão financiados por meio de Termo de Cooperação entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).


    Edital: clique aqui
    Instrutivo Carta-Acordo: clique aqui
    Inscrições: http://eventos.saude.gov.br/
    Mais informações: deciteventos@saude.gov.br
    Fonte: Coordenação-Geral de Gestão do Conhecimento em Ciência e Tecnologia – CGGC
    http://www.blog.saude.gov.br/index.php/cursos-e-eventos/52447-inscricoes-abertas-para-chamada-publica-de-apoio-a-eventos-tecnico-cientificos acesso em 22.03.17 às 09:30h