sábado, 4 de agosto de 2018

Autoperdão: como se libertar da culpa, mágoas e ressentimentos

Perdoar é uma das atitudes mais nobres que o ser humano pode tomar em relação aos outros, já que todos nós erramos. É importante e libertador perdoar o próximo, mas muito mais importante e libertador para a nossa vida é aprender a perdoar a si mesmo: praticar o autoperdão.
Nenhum de nós é perfeito. Erramos, mesmo na intenção sincera de acertar. Magoamos a nós mesmos e aos outros. E, nisso, muitas pessoas acabam levando essas culpas pela vida. “Se eu tivesse feito isso… se eu não tivesse dito aquilo…” e por aí seguem as acusações internas que nos paralisam.
Estagnados na culpa, não conseguimos progredir e aceitar-nos melhor enquanto seres humanos. Assim, o autoperdão é fundamental para obtermos uma vida plena e cheia de significado.
Não há nada mais nocivo à saúde mental — e também à física — do que vivermos nos culpando e agredindo-nos interiormente. Fazer isso consigo mesmo, além de não ajudar a melhorar em nada enquanto pessoa, aumenta muito a chance de desenvolver depressão, ansiedade, insônia e hipertensão.
Ao nos perdoarmos, eliminamos uma grande fonte de estresse e ansiedade. O autoperdão nos deixa até mais leves. Quando paramos de carregar culpas e ressentimentos, aceitando-nos como realmente somos, a vida fica mais fácil.
Em muitos casos, a culpa que carregamos pode vir de algum erro cometido no passado. Intencional ou não, a atitude que tomamos naquele momento não pode mais ser desfeita. Portanto, é inútil ficarmos remoendo aquilo a todo instante. Não podemos voltar para consertar.
É preciso enterrar o passado e deixá-lo no passado. Compreender isso é uma atitude que nos trará paz de espírito, deixando nossa mente livre para olhar para o futuro e encarar tudo com mais maturidade.
Muita gente confunde o autoperdão com resignação. Algo do tipo: “deixe tudo como está, eu sou assim mesmo”. Não caia nesse erro. Praticar o autoperdão significa identificar, sim, nossas falhas, mas sempre aceitando que somos seres humanos e sujeitos a erros.
Certamente, podemos errar em algum momento. Mas não simplesmente ignorar os fatos e deixar tudo como está. O autoperdão também implica assumir a responsabilidade dos nossos atos.
A prática está relacionada a entender que certas atitudes que tomamos, por mais que possam nos parecer questionáveis, estão relacionadas ao que consideramos, no nosso íntimo, naquele momento, que era o melhor a se fazer.
Assim, se não gostamos do que fizemos no passado, podemos e devemos trabalhar isso em nós de forma a não repetir tais atitudes no futuro. Isso é muito melhor e mais útil do que ficar simplesmente se culpando eternamente.
O autoperdão tem a ver com aceitar o passado, para poder abraçar o presente com coragem e compreensão, de modo que nos tornemos plenamente responsáveis pelas nossas atitudes.
Tenha como meta de vida daqui para frente: não se recrimine mais, não se condene mais. Agradeça sempre pela pessoa maravilhosa que foi, que é, e pela que ainda se tornará.
Texto do blog Adailton Soares que trabalha com o desenvolvimento de pessoas.
Fonte: https://www.adailtonsoares.com.br/sobre-adailton-soares/ acesso em 04.08.2018 às 06:42hs

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A ALIMENTAÇÃO PODE AJUDAR NA QUIMIOTERAPIA

Nutrição e a Ciência dos Alimentos na Quimioterapia

O principal aqui é que valorizemos os alimentos, uma vez que além da propriedade terapêutica que ele apresente, ele vai muito além de uma característica. O mesmo alimento que auxilia no enjoo, também tem nutrientes para melhorar a imunidade, desintoxicar o fígado e ainda, o essencial:  É comida! Tem sabor significados envolvidos, culturais, sociais, emocionais… O alimento sempre é benefício ilimitado quando usado de forma adequada.
Como vimos na tabela anterior os sintomas e efeitos colaterais do tratamento, vamos as estratégias nutricionais para  os mais comuns deles:

Náuseas

Gengibre ( pedaços para mascar)  ou Chá gelado de gengibre
Cubos de gelo de suco de limão
Suco de acerola bem gelado
Purê de batata sem leite
Cenoura ralada crua
Evite ficar perto da preparação da comida, para que o cheiro não provoque enjoo.
Evite alimentos condimentados e com odores fortes
Evite sopas e preparações líquidas e quentes
Prefira tudo que for seco e gelado

 

Vômitos

Tomar água bem gelada de “golinhos”, não tome tudo de uma vez
Evite preparações líquidas para “não voltar” mais rápido e provocar mais vômitos
Evite óleos e gorduras para não dificultar a digestão
Prefira frutas digestivas : abacaxi doce, mamão
Mascar hortelã ou chá gelado
Chás digestivos: camomila e erva doce, pode fazer cubo de gelos com eles para aliviar o enjoo e os vômitos
Evite saladas cruas , casca de frutas e  alimentos de difícil digestão como carnes inteiras. Use sempre carne moída, frango desfiado, tudo o mais cozido possível para que o “calor já digira o alimento” e não force o estomago.
Verificar com seu nutricionista sobre dosagem de vitamina b6 50mg em veículo sublingual


Queda de Cabelo

Pode ocorrer por deficiência de nutrientes e desequilíbrio hormonal, principalmente da testosterona ( desequilíbrio fica acentuado no tratamento quimioterápico)
Consumir mais alimentos ricos em:
vitamina A: cenoura, mamão, manga, pimentão organico
vitamina do complexo B : cereais integrais, aveia, gema do ovo, castanhas
Suplementar via sublingual e não comprimido por conta da abdorção no intestino: vitamina D (2000UI) e Vitamina B12 350mcg no mínimo mas é essencial que você veja com seu nutricionista a dose ideal para você
Outro nutriente importante é o zinco que é depletado durante a quimioterapia, por isso aumente o consumo de carnes sem hormônios e antibióticos,  cacau, kefir, castanha de caju, grão de bico, espinafre
Verificar o consumo de proteína: Seja ela vegetal ou animal ( família do feijão: lentilha, ervilha, grão de bico) carnes, frango sem hormônios, peixes de preferencia frescos)
Veja a quantidade ideal para você com seu nutricionista, mas para casos de quimioterapia no câncer de mama o ideal é de 1.6 g de Proteina por kilo de peso do paciente
Castanha do Pará pelo menos 2 unidades por dia antes de dormir
Mucosite
Evitar alimentos ácidos :  frutas ácidas, café, leite e derivados, açúcar refinado
Evitar alimentos gordurosos: frituras, óleos, esfirra, coxinha, empadinha, bolos com recheios, bolachas recheadas
Hidrate-se . Mesmo que haja dificuldade de deglutir mas tente aos pouquinhos. É extremamente importante. O mecanismo de dor do corpo aumenta quando estamos desidratados.
Prefira alimentos/ preparações  frias, já que a inflamação na boca/garganta irá ficar mais sensível com calor
Atenção para alimentos crocantes pois os pedacinhos podem irritar e cortar a mucosa que já está super sensível
Tomar 3x ao dia suco de aloevera  puro, 2 colheres de sopa. Verifique a procedência dele. De preferencia orgânico (Sugestão de Marcas: Biovea, Aloe, Forever)

Queda da Imunidade

A imunidade tem um segredo: intestino! Vamos falar muito sobre ele nos próximo posts.
Além da absorção dos nutrientes estarem falhas, pelo processo de regeneração do tecido do intestino que é afetado pela quimioterapia, o intestino é responsável pelas células do sistema imune. Por isso veja com seu nutricionista se precisa de suplementação dos nutrientes e quais deles podem vir via alimento, de preferencia sempre, a comida!
Normalmente a falta de vitamina A, E , selênio, Zinco e Proteína são os responsáveis pela falta de imunidade.
Para melhorar a função do intestino precisamos muito mais que apenas fibras como aveia, linhaça, chia, sementes, frutas, verduras. Precisamos das bactérias do bem, os famosos probióticos que podem vir naturalmente de kefir, iogurtes de alta qualidade, probióticos de conserva de repolho/ batata.
Outra forma é manipulação em farmácia de extrema confiança, pelo menos 5 bilhões de bactérias de preferencia em sachês e diluídos no chá de erva doce. Probiótico possui uma difícil capacidade de “morar” no nosso intestino, por isso devemos sempre consumir a noite como o ultimo item/alimento que o intestino vai receber, assim durante o sono é possível do probiótico fazer seu trabalho e se fixar de forma mais fácil.

Perda de Peso
O câncer é uma doença que acelera muito o metabolismo e com isso consome muita energia do corpo. Além disso há uma perda de apetite por conta da quimioterapia, dessa forma a perda de peso é acelerada. Coma de pouquinho e de forma espaçada para não concentrar grandes volumes, sentindo -se mais leve, dando tempo para a sua digestão.
Aumenta a densidade calórica, ou seja,  pode comer uma porção pequena, mas que ela tenha quantidade calórica suficiente para o seu dia e suas necessidades, por isso procure sue nutricionista
Alguns exemplos:
  • Se você consumir um purê de batata, que tenha além da batata, leite (pode ser vegetal), azeite extra virgem, queijo de boa qualidade, lascas de amêndoas…
  • Se temos uma banana, consumir a banana picada com leite em pó (pode ser leite de coco em pó/ coco ralado) + aveia + mel + nozes + óleo de coco

Dor de Cabeça ( normalmente por intoxicação do fígado)

Cada câncer tem um mecanismo no nosso corpo completamente diferente.  E peço para que vocês não tomem suplementos ou chás diferentes dos que foram indicados pelo seu nutricionista/médico, pois pode implicar em malefícios para o seu tratamento.
Especificamente no câncer de mama, podemos usar para os casos de dor de cabeça o chá de boldo associado com frutas vermelhas e hortelã.
Ferva o boldo por 2 minutos, adicione  1 colher de sopa de frutas vermelhas secas ou 1/3 xic  de fruta vermelha in natura. Se for usar sachê de frutas, use ao menos 2 sachês. Abafe por mais 8 minutos.
Adicione mais alimentos fontes de vitamina B6, B3, Magnésio e Potássio na mesma refeição:
Escolha pelo menos 1 : Magnésio: Aveia, banana, Uva, Gergelim, beterraba, batata, peixes, couve, espinafre
Escolha mais 1 desse grupo: Vitamina B6: Salmão, banana, ervilha, truta, avelã, nozes, ameixa, camarão, abacate, suco de tomate
Complemente  com algúem do grupo da B3: folhas verde escuras (espinafre, couve, agrião, rúcula), carnes sem antibiótico, frango sem hormônio, amendoim
E finalize com a família do Potássio: leite e derivados de alta qualidade, abacate, água de coco,  laranja, folha de beterraba, semente de girassol, banana, melancia, melão, mamão.

Fonte: http://nutrisecrets.com.br/nutricao-terapeutica-veja-como-a-alimentacao-pode-contribuir-na-quimioteesso em 01.08.18 às 17:08hs

PRINCIPAIS TIPOS DE TRATAMENTO DE CÂNCER

Depois de confirmado o câncer, o médico irá discutir com o paciente as melhores opções de tratamento para o caso específico. Conheça agora os principais tipos de tratamentos de câncer:
• Cirurgia – é a modalidade de tratamento mais antiga e mais definitiva, principalmente quando o tumor está em estágio inicial e em condições favoráveis para sua retirada.
• Quimioterapia – a quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.
• Radioterapia – é o mais utilizado para tumores localizados que não podem ser retirados por cirurgia (ressecados) totalmente, ou para tumores que costumam retornar ao mesmo local após a cirurgia.
• Hormonioterapia – a hormonioterapia é um tratamento que tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. A hormonioterapia age bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão alvo.
• Terapia Oral – O tratamento antineoplásico oral é uma preferência dos pacientes oncológicos, pela menor necessidade de visitas ao consultório médico e pela praticidade da administração. Do ponto de vista técnico-assistencial, não há necessidade de acesso venoso, nem de internação do paciente. Muitas terapias orais atualmente são usadas de forma contínua, com resultados animadores e em termos de custos de tratamento oncológico, há inúmeros estudos que apontam para um impacto positivo desses tratamentos, independentemente do estágio e de seu caráter.
• Terapia Alvo – em sua definição mais simples, a terapia alvo implica em um tratamento que tem um alvo molecular específico. Para receber esse nome de forma mais apropriada, deveria agir sobre um processo biologicamente importante, preferencialmente um processo que seja central na fisiopatologia da neoplasia. Esse alvo deve ser mensurável na clínica e deve estar correlacionado com o resultado clínico quando essa terapia alvo for administrada. Torna-se patente, então, a necessidade de testes laboratoriais apropriados capazes de garantir a correlação entre os alvos biológicos e a clínica médica.
A cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia podem ser realizadas de forma isolada ou em combinação, lembrando que a melhor opção de tratamento deve ser definida pelo médico segundo o tipo de câncer e o estágio da doença.

FONTE: http://www.sbcancer.org.br/conheca-os-principais-tipos-de-tratamentos-de-cancer/ ACESSO EM 01.08.18 ÀS 14:37HS

domingo, 29 de julho de 2018

MEDOS E FOBIAS

Medo Trata-se de uma emoção natural do ser humano. O medo atua como um aliado, protegendo-nos e funcionando como um sinalizador para precaução contra perigos reais. Se procurarmos nos livros e estudos de Psicologia, encontraremos inúmeras conceituações sobre esta emoção, entre elas, a de que o medo é resultante de uma ameaça à rotina da existência.

Fobia A fobia é uma espécie de medo acentuado, excessivo, desmedido, na presença ou previsão de encontro com o objeto ou situação que causa ansiedade em um grau elevadíssimo.

Quando costuma ocorrer:
Medo
Em situações que exigem atenção, como quando precisamos atravessar a rua e olhamos para ter certeza que o carro parou. Em situações que exigem um preparo adequado, com antecedência, por exemplo, quando vamos dar uma boa palestra ou queremos fazer bonito na apresentação de uma dança ou peça de teatro.
Medo: nosso grande aliado
Crescemos ouvindo que é feio sentir medo. Por isso, tantas pessoas têm dificuldade em falar ou expressar seus medos. Elas se consideram fracas, evitando ao máximo que os outros descubram o que elas sentem. E, ao contrário, o medo é uma emoção natural do ser humano. Não dá para imaginar nossa vida sem que em algum momento nós não tenhamos nos deparado com ele. O medo nos protege. Ele funciona como uma espécie de aviso para nos precavermos de perigos reais. A própria sobrevivência da espécie ocorreu por ter, como aliado, o medo.
Frente às ações e objetivos a serem alcançados o medo atua como regulador da inteligência que é estimulada no sentido da melhor escolha, visando evitar o fracasso das metas estipuladas.
Fobias
Como você viu anteriormente, a fobia é uma espécie de medo acentuado, excessivo, desmedido, na presença ou previsão de encontro com o objeto ou situação que causa ansiedade, num grau
elevadíssimo. Embora os cientistas ainda não consigam explicar por que uma fobia ocorre, os estudos e pesquisas têm apontado para algumas possibilidades como:
Perfil psicológico das pessoas ansiosas ou fóbicas
São, em geral, competentes, detalhistas, inteligentes, organizadas, responsáveis, humanas, porém não gostam de críticas. Sofrem geralmente de ansiedade antecipatória isto é, querem o resultado antes mesmo de fazer.
Perfil que corresponde também a fobia de dirigir, pequisado e divulgado pela primeira vez em 1996, pela psicóloga Neuza Corassa, que rapidamente ficou conhecido em âmbito Nacional.
Quando se deve tratar a fobia
Quando a pessoa perceber que a sua vida está ficando limitada e a dificuldade está interferindo nas outras áreas de sua vida. Algumas fobias não terão necessidade de serem tratadas (por exemplo, se a pessoa tem fobia de cobras, mas mora na cidade, poderá conviver com este fato sem maiores problemas).
Como se deve tratar a fobia
Trata-se através de psicoterapia em que se organiza uma escala de exposição ao objeto, ou situação que causa ansiedade. A aproximação deve ser de maneira gradual, gradativa. Mas deve se manter uma certa freqüência de pelo menos 2 vezes por semana de exposição ao objeto ou da situação que causa ansiedade alta, para poder obter bons resultados.
Análise Funcional (Diagnóstico)
O diagnóstico é apropriado quando a pessoa começa a se esquivar o tempo todo em relação ao objeto fóbico, ou quando ocorre ansiedade antecipatória ante a possibilidade de chegar perto do referido objeto ou da situação que causa ansiedade elevada, como uma apresentação, chegando a afetar a sua rotina diária e social. Tudo é cercado de muito sofrimento.
Características que ajudam a identificar pessoas propensas a desenvolver fobias. Dados levantados pelo CPEM:
  • Competentes
  • Excesso de responsabilidade
  • Detalhistas
  • Importar-se com o olhar do outro
  • Dificuldade de receber críticas
  • Organizadas
  • Críticas
  • Sensíveis aos sentimentos
  • Inteligentes
  • Elevada consciência social
  • Sentem necessidade de ter o controle
Fobia de doenças
O que caracteriza essa fobia é o medo exagerado de estar com alguma doença, como câncer, AIDS, algum problema cardíaco e, conseqüentemente, morrer dessa doença.
As pessoas que sofrem desse tipo de fobia evitam ler ou assistir a programas na televisão que tratem do assunto. Evitam entrar em hospitais e até mesmo conversas cujo tema gire em torno de doenças, ou de pessoas que estejam doentes.
Constantemente se examinam, observando o aspecto da sua língua, coloração dos olhos ou apalpam seu corpo à procura de algo errado. Marcam consultas freqüentes com médicos, geralmente clínicos gerais, para se reassegurarem de que não há nada grave.
É diferente de hipocondria, pois nesta, o medo é difuso e envolve diversas doenças.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Barros Neto, T. P. (1999) Sem medo de ter medo. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Bernick, M. A (1989). Ansiedade. Revista Brasileira de Medicina. Vol. 46, no 4, p. 99.
Corassa, N. (1996). Síndrome do carro na garagem.Suplemento Viver Bem da Gazeta do Povo. Ano XIII, no 661, p. 24.
___________ (1996) Medo pede carona. Revista Veja. Ano 29 , no 44, p. 100.
____________ (2000). Vença o medo de dirigir – como superar-se e conduzir o volante da própria vida.São Paulo: Gente.
DSM-IV (1994). Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais.
Falcone, E. (1995). Cap. 14 A relação entre o estresse e as crenças na formação dos transtornos de ansiedade.
Em Zamignani, Vol. 3: Sobre Comportamento e Cognição. Santo André: ARBytes.
Wolpe, J. (1978). Prática de terapia comportamental.São Paulo: Brasiliense.

Fonte: https://www.medos.com.br/medos-e-fobias/  Neuza Corassa - Psicóloga - acesso em 29.07.18 às 16:53hs

quinta-feira, 26 de julho de 2018

JULHO VERDE - Prevenção do câncer de boca começa na cadeira do dentista

Três vezes mais comum nos homens, os tumores na cavidade oral representam o quinto tipo de câncer mais comum entre os brasileiros, com 14,7 mil novos casos previstos para 2018 (11,2 mil na população masculina). As estimativas são do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Desse total de diagnósticos, 70% a 80% ocorrem em fase mais avançada da doença, resultando em pior qualidade de vida, maiores taxas de morbidade e mortalidade, maior risco de mutilação e maior complexidade no tratamento e na reabilitação do paciente.

O levantamento SEER, do ministério da saúde dos Estados Unidos, mostra que a sobrevida em cinco anos é realidade para mais de 80% dos pacientes quando descobrem a doença no estágio mais inicial. Se há metástase, esta taxa cai para 20%. O Líder do Núcleo de Estomatologia do A.C.Camargo Cancer Center, Fábio de Abreu Alves, destaca que o cenário de predominância de diagnóstico tardio pode ser revertido por meio de atuação desde a saúde primária, já na cadeira do dentista.

"O dentista é capaz de detectar sinais como placas esbranquiçadas, lesões avermelhadas e feridas que não cicatrizam. Estas últimas já podem ser sinal de um câncer invasivo. Uma investigação clínica mais acurada é importante toda vez que o paciente passa pelo dentista. Todas as partes da mucosa da boca devem ser examinadas. Se houver alguma suspeita, é fundamental que ele encaminhe o paciente para um centro de referência em diagnóstico. A partir disso, o médico ou o dentista especializado (estomatologista) avaliará a necessidade de se pedir outros exames para confirmar ou não o diagnóstico”, afirma.

O atraso no diagnóstico, na opinião de Alves, se dá possivelmente pela ausência de programas de rastreamento e de políticas de educação em saúde. "É importante a sociedade saber que é possível prevenir e fazer diagnóstico precoce de câncer oral na cadeira do dentista. Quanto ao profissional, conforme aumenta sua capacitação, mais ele saberá identificar uma lesão suspeita que esteja em locais de difícil visualização como a borda posterior da língua e o palato mole”, explica.

Julho Verde
Este mês está sendo celebrado o Julho Verde, mês de conscientização mundial sobre o câncer de cabeça e pescoço. Entre as principais mensagens do período estão a importância de alertar a sociedade sobre como prevenir a doença e não negligenciar a procura por um especialista, assim como reforçar o papel do profissional na interpretação das lesões na boca e na identificação da existência de sinais e sintomas que podem sugerir a existência de câncer.

Fonte: Istoé IN http://www.oncoguia.org.br/conteudo/prevencao-do-cancer-de-boca-comeca-na-cadeira-do-dentista/12012/7/ acesso em 26.07.18 às 20:11hs

Época negócios: Protetor solar funciona, mas pessoas aplicam errado, alertam cientistas

A exposição à radiação ultravioleta é a principal causa de câncer de pele, mas ela pode ser evitada com o uso de protetores solares. Acontece que a aplicação correta do produto é essencial para evitar danos ao DNA, alerta estudo publicado nesta quarta-feira no periódico "Acta Dermato-Venereology”. Nos testes dos fabricantes, dizem os pesquisadores, é aplicada uma camada de 2 miligramas por centímetro quadrado para alcançar o fator de proteção indicado, quantidade difícil de mensurar. E o uso típico é de apenas 0,75 mg/cm².

— A maioria das pessoas não aplica essa quantidade, ninguém quer se empastar e o filtro solar ainda é caro no Brasil — afirma Sílvia Schmidt, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia. — É fácil para as fabricantes testarem em laboratório, mas medir essa quantidade no dia a dia é muito complicado.

No experimento, os pesquisadores da Universidade King’s College London dividiram 16 voluntários de pele branca em dois grupos, com três mulheres e cinco homens cada. Um dos grupos passou por apenas uma exposição à radiação, enquanto o outro passou por exposições em cinco dias consecutivos. Todos cobriram partes da pele com diferentes quantidades de filtro — 0,75 mg/cm², 1,3 mg/cm² e 2 mg/cm² — e deixaram um pedaço sem proteção.

No grupo que recebeu mais de uma exposição, os níveis de radiação foram em diferentes níveis de intensidade, para simular condições em destinos turísticos comuns entre os britânicos, como Tenerife, Flórida e São Paulo. Para avaliar a proteção, os pesquisadores retiraram pequenas amostras de pele de cada área exposta de cada um dos participantes para a realização de biópsias.

Os resultados mostram danos consideráveis ao DNA em áreas que não receberam filtro solar no grupo que recebeu múltiplas exposições, mesmo com níveis de radiação baixos. Com 0,75 mg/cm², os danos foram reduzidos, mas a proteção com 2mg/cm² foi substancialmente maior, mesmo com doses mais altas de radiação ultravioleta.

Os pesquisadores destacam que cinco dias de exposição com altas doses de radiação ultravioleta, com camada de 2 mg/cm², mostrou menos danos ao DNA da pele que apenas um dia com baixa dose de radiação sem proteção em todos os participantes. Para Antony Young, autor principal do estudo, os resultados reforçam a eficácia dos protetores solares.

— Não há discussão sobre a importante proteção que os filtros solares fornecem contra o câncer causado pelo impacto dos raios ultravioletas do Sol — conclui Young. — Entretanto, o que esta pesquisa mostra é que a forma como o protetor é aplicado tem papel importante na sua eficiência.

No laboratório, aplicar a quantidade recomendada pelos fabricantes é simples. Como a área de testes na pele foi delimitada em zonas de cinco por sete centímetros, bastava pesar 70 miligramas de protetor e aplicar da forma mais homogênea possível. Mas no dia a dia, essa medição é inviável. Por isso, a recomendação é usar filtros com fatores de proteção altos e reaplicar o produto constantemente.

— Existe o mito de que o filtro com fator de proteção 15 já é suficiente. Em teoria, sim, mas na prática é inviável seguir o uso correto. Por isso, é recomendável o uso de filtros com fatores de proteção maiores, de 30 ou 50 — alerta Sílvia. — E não esquecer de reaplicar, principalmente em passeios na praia.

Fonte: Época Negócios in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/epoca-negocios-protetor-solar-funciona-mas-pessoas-aplicam-errado-alertam-cientistas/12048/7/acesso em 26.07.18 às 20:05hs

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Port-A-Cath (Cateter totalmente implantado). O que você precisa saber?

A quimioterapia compreende várias vias de tratamento, como por exemplo: via oral, via endovenosa, subcutânea, intracavitária, intratecal, entre outros. Porém a mais comum ainda é a via endovenosa, ou seja, através dos nossos vasos sanguíneos, semelhante ao processo de quando se toma um soro no hospital. Ocorre que, os quimioterápicos não são tão mocinhos quanto um soro fisiológico e por isso, alguns deles, podem ser agressivos as nossas veias, em especial as periféricas e pouco calibrosas, como, as veias da dobra do braço e dorso da mão. Um exemplo clássico que demanda muita atenção e cuidado são as antraciclinas (p. ex. Doxorrubicina) as quimios “vermelhas” – que, por terem um Ph baixo, têm um perfil ácido e bastante agressivo (vesicantes). Desse modo, todo o esforço deve ser empreendido para que as drogas não extravasem o vaso, devido às lesões que podem ser causadas a partir do extravasamento. Na tentativa de tornar o tratamento menos agressivo, uma estratégia amplamente empregada atualmente, trata da implantação de um cateter Port-A-Cath(totalmente implantado), que reduz a índices muito baixos os riscos de algum incidente relacionado à infusão e extravasamento, trazendo maior segurança e conforto ao paciente.
Port-A-Cath (cateter totalmente implantado)             Localização em veia cava                                       Aspecto após implantação recente








A implantação desse dispositivo é de competência do médico especialista, normalmente cirurgião vascular, feito em um centro cirúrgico é considerado um procedimento simples que leva em torno de 30 minutos à 1 hora. O paciente recebe anestesia local e um sedativo ou anestesia geral, normalmente tem alta no mesmo dia e inclusive pode receber a infusão do medicamento logo após o procedimento. A implantação é no tecido subcutâneo e introduzido numa veia calibrosa, geralmente na veia cava superior, próximo à entrada do coração. Após a implantação o acesso ao cateter é feito através de punção da pele sobre ele, é feito com uma agulha específica para esse fim. Esse procedimento deve ser realizado por enfermeiro treinado, capacitado e com rigorosa técnica asséptica. Após 7-10 dias os pontos são removidos e a cicatrização ocorre de forma normal.

Punção de Port-A-Cath (cateter totalmente implantado)
O cateter totalmente implantado apresenta algumas vantagens quando comparado a outros tipos de cateter, por exemplo: sua durabilidade, pois pode permanecer no corpo por anos; considerável diminuição do risco de infecções, pois fica sob a pele; minimiza o risco de trombose; permite tratamento ambulatorial em alguns protocolos que exigiriam a internação para infusão contínua de medicação, que pode ser feito através de um infusor portátil ligado ao cateter; não interfere nas atividades diárias, embora atividades de grande impacto devam ser evitadas como p. ex. futebol, luta entre outros; ligado a um grande vaso diminuiu a os danos causados pela medicação; leva a quase zero a possibilidade de extravasamentos; entre outras tantos fatores positivos.
Entretanto, em raros casos, pode ocorrer complicações relacionadas ao Port-A-Cath, como vermelhidão no local, sangramento, presença de secreção e febre, que podem ser relacionado a infecções, no local da incisão e/ou no cateter e, por isso, esses sintomas devem ser imediatamente investigados. Ao primeiro sinal notado pelo paciente, ele deve entrar em contato com seu médico ou enfermeiro para que o mesmo seja avaliado e as medidas corretas tomadas, o que pode variar entre uso de antibiótico local e sistêmico e, em últimos casos, a remoção do dispositivo para implantação de um novo.
Punção para heparinização
Mesmo após o tratamento finalizado é necessário alguns cuidados especiais com o cateter, em média a cada 30 dias o paciente deve procurar um centro especializado para fazer a heparinização (lavagem do cateter com heparina), visando a manutenção da qualidade, permeabilidade e vida útil desse acesso. A permanência do cateter pode ser somente durante o tratamento, entretanto, alguns médicos optam por deixar o cateter por um tempo mais prolongado.  A retirada acontece por um procedimento semelhante ao de implantação, algo considerado simples.
O uso desses dispositivos vem ganhando força, principalmente na oncologia, por todas suas funcionalidades descritas aqui, a avaliação da necessidade é feita geralmente pelo médico juntamente com a equipe de enfermagem, que juntos avaliam os acessos e as possibilidades para cada paciente. Os pacientes e seus familiares são orientados com informações pertinentes sobre a cirurgia necessária pra implantação e da necessidade do uso, visando o melhor para cada paciente de forma individualizada sempre.
Caso você tenha dúvidas, a melhor forma de compreender isso é conversando com seu médico, com a equipe de enfermagem, ou com o farmacêutico da equipe que lhe atende. Aqui na Oncocentro contamos com uma equipe especializada, multiprofissional e empenhada em assistir de forma integral a todos pacientes e seus familiares, a fim de garantir todo o suporte necessário para que as dúvidas sobre o tratamento não se tornem um obstáculo para o paciente.

Fontes:
– Instituto Oncoguia
– Manual de Procedimentos e Cuidados Especiais – INCA

Lucas Baco – CRF/RS 17351
Farmacêutico Responsável Técnico – Oncocentro
https://oncocentrosm.com.br/port-a-cath-cateter-totalmente-implantado-o-que-voce-precisa-saber/ acesso em 23.07.18 às09:16hs