quarta-feira, 1 de maio de 2019

Indústria do tabaco ajudou a viciar crianças em bebidas adoçadas

A relação entre as estratégias utilizadas pela indústria do tabaco e a indústria de alimentos não é uma novidade para pesquisadores e ativistas em saúde pública. Um relatório da Universidade da Califórnia em São Francisco reforça ainda mais esta associação: nos anos 60, fabricantes de cigarros, proibidos de fazer publicidade desses produtos para crianças, empregaram seus conhecimentos em marketing para vender bebidas adoçadas a esse público.
Empresas de tabaco, como a Philip Morris e a R.J. Reynolds, adquiriram marcas de bebidas emblemáticas nos Estados Unidos, tais como Hawaiian Punch, Kool-Aid, Capri Sun e Tang, e usaram sua experiência com sabores e colorações artificiais, além de conhecimentos de marketing, para reforçar os atrativos dos produtos adquiridos.
A informação foi tema de reportagem no jornal norte americano The New York Times, divulgada no Brasil pelo jornal Folha de São Paulo. 
De acordo com o periódico, usando sabores testados em crianças, personagens de quadrinhos, brinquedos e milhões de dólares em publicidade, as empresas criavam fidelidade a produtos com excesso de açúcar.
Publicado no último dia 15 de março, o relatório faz parte do acervo digital conhecido como Truth Tobacco Industry Documents, criado como parte de um acordo entre as empresas de tabaco e representantes jurídicos de diversos estados americanos, após inúmeros processos que penalizaram as fabricantes.
“Esses documentos nos ajudam a compreender como as companhias de alimentos e bebidas, usando estratégia e táticas ardilosas, nos viciaram em produtos insalubres”, afirma Laura Schmidt, uma das autoras do estudo, à matéria do New York Times.
De acordo com Ana Paula Bortoletto, líder do Programa de Alimentação Saudável do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), o estudo também reforça a importância das medidas regulatórias para a restrição da publicidade de bebidas e outros produtos ultraprocessados, no mesmo sentido do que já foi realizado para o tabaco.
“No Brasil, as regras existentes também não são cumpridas, trazendo consequências graves para a saúde pública, como o aumento da obesidade infantil. As estratégias de marketing direcionadas para crianças são consideradas abusivas e, portanto, ilegais, segundo o Código de Defesa do Consumido”, explica.
Estratégias agressivas
Além de diversos testes realizados, algumas das estratégias para promover os produtos foram a criação de mascotes e o patrocínio a grandes fabricantes de brinquedos, ligas esportivas, estádios, parques temáticos e revistas – espaços propícios para influenciar o público infantil.
Um dos exemplos destacados é o do refresco Hawaiian Punch, que originariamente foi criado para ser uma mistura para coquetéis adultos e só tinha dois sabores. Após testes com crianças, a marca expandiu de dois sabores para pelo menos 16 sabores e 24 produtos.
Em um relatório interno da empresa, de 1985, o sucesso do produto é creditado a cientistas que haviam criado “uma fórmula para bebidas baseada no conhecimento de sabores que já produzimos ou já são parte de nossa biblioteca de sabores”. O documento ainda afirma que o objetivo “é deixar as pessoas querendo mais”.
A Philip Morris e a R.J. Reynolds não são mais proprietárias dessas marcas, mas os produtos e o marketing utilizado para criar fidelidade de crianças e jovens são usados até hoje.
“Já temos a comprovação de que tanto a indústria de alimentos quanto a do tabaco atuam com a mesma agressividade sobre as crianças, por isso devem ser tratados da mesma forma pelos órgãos responsáveis”, avalia Bortoletto.
Epidemia da obesidade
De acordo com um estudo publicado na revista médica The Lancet, o número de crianças e adolescentes (de cinco a 19 anos) obesos em todo o mundo aumentou dez vezes nas últimas quatro décadas. Se as tendências atuais continuarem, haverá mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição moderada e grave até 2022.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A organização também aponta que a redução do consumo de bebidas açucaradas é uma das principais medidas para reverter esse quadro.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é o 4º consumidor de açúcar no mundo. Mais da metade dos adultos está com o peso acima do recomendado e 19% são considerados obesos.


“Relatórios como esse reforçam a necessidade de que medidas imediatas sejam tomadas para regular a publicidade de produtos que fazem mal à saúde e contribuem diretamente para o aumento da obesidade e de outras doenças crônicas não transmissíveis”, finaliza Bortoletto.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Saúde mental da mulher em tratamento oncológico

Segundo informações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), os índices de depressão em mulheres com diagnóstico de câncer de mama saltaram de 7% para 25%. Para a psicóloga Silvana Aquino, é muito importante fortalecer a saúde mental de quem passa pelo enfrentamento do câncer e estar sempre em alerta para os índices de depressão. 
“Em cada etapa, desde a confirmação do diagnóstico até a realização dos procedimentos necessários para tratar o câncer de mama, as pacientes podem enfrentar não apenas os efeitos colaterais no organismo em decorrência do tratamento, mas também desequilíbrios no âmbito emocional, a exemplo da depressão, que é uma doença que merece atenção e cuidados específicos”, informa.
Para a especialista, deve-se destacar a figura da paciente muito além do momento que ela vive no enfrentamento do câncer, ou seja, a real importância do papel e da força que essa mulher exerce na sociedade. “Não é incomum ouvir, no consultório, nas sessões de psicoterapia, relatos de preocupação com a perda - ainda que momentânea - de diversos papéis que as mulheres exercem no momento do tratamento. A ajuda da psico-oncologia dá o devido suporte a muitas questões que causam fragilidade e angústia em mulheres que, desde que nasceram, foram ensinadas a cuidar e, no momento, estão sendo cuidadas”, pondera.
Outras práticas ajudam o paciente oncológico uma vez que o corpo e mente estão interligados, quem explica é a psicóloga Lilian Nobre. "É importantíssimo que as pessoas com câncer tenham uma perspectiva positiva sobre sua condição. Se manter ativo e ter uma vida social saudável, pode trazer benefícios para lidar com a doença, o estresse e a fadiga, que são comuns durante o tratamento".
Aliada no tratamento
Assim como para a população em geral, é essencial que a prática do exercício físico seja prazerosa para os pacientes. "É importante que estejam em um ambiente em que se sintam apoiados e tenham um convívio social. Por isso, atividades como a dança pode ser uma alternativa pois, além dos benefícios físicos no manejo dos sintomas, também é uma aula que promove suporte psicossocial. 
Fonte: Folha de Vitória in http://www.oncoguia.org.br/conteudo/saude-mental-da-mulher-em-tratamento-oncologico/12663/7/ acesso em 11.04.19 às 10:45hs

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Bolada nos testículos não causa câncer. Saiba mais sobre o tumor

1) Bolada nos testículos pode causar câncer? Não. O oncologista Diogo Bastos, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, afirma que, embora alguns atletas tenham sofrido pancadas nos testículos, não existe nenhuma evidência de que a batida ou uso de roupas apertadas que pressionem o local, sejam causadores de câncer na região. Porém, Bastos afirma que, caso os testículos sofram um trauma grave, com atrofia do órgão, há um aumento na chance de desenvolvimento do câncer.
2) Câncer de testículo é curável? Sim. Bastos afirma que o câncer de testículo, que corresponde a 5% dos cânceres entre os homens, é curável, tendo 99% de taxa de sobrevida caso o câncer afete apenas o órgão, e de 60% a 95% de taxa de sobrevida caso haja metástase deste câncer. O tratamento do câncer pode ser feito com a cirurgia de retirada de testículo e, quando há metástase, pode ser tratada com quimioterapia.
3) O câncer de testículo é mais frequente em jovens? Sim. Bastos afirma que o câncer de testículo ocorre em homens entre 20 e 40 anos, raramente ocorrendo após os 50 anos. O oncologista afirma que esse câncer não estaria associado a mutações genéticas hereditárias.
4) É possível fazer autoexame de testículo? Sim. O oncologista afirma que o câncer de testículo é um dos poucos cânceres que tem nódulos palpáveis, o que ajuda no diagnóstico precoce. Bastos afirma que alterações no tamanho dos testículos e na pele da bolsa testicular também ajudam no diagnóstico rápido, identificando a doença em estágios iniciais e elevando a taxa de cura.
5) Criptorquidia (não descida dos testículos) causa câncer no órgão? Segundo o oncologista, a não descida do órgão para a posição correta é a maior causa desse tipo de câncer, pois, com o órgão dentro do abdômen, e não na bolsa testicular, há uma elevação da temperatura do testículo, causando atrofia e alterações celulares, aumentando o risco de desenvolvimento do câncer. A posição dos testículos pode ser corrigida por meio de uma cirurgia (orquidopexia), que puxa o testículo para a posição correta.
6) O câncer de testículo está relacionado a outros cânceres do sistema reprodutor masculino, como o de pênis e o de próstata? Não. Bastos afirma que, de maneira geral, eles não teriam relação, especialmente entre pacientes que não tenham a necessidade de fazer o tratamento com quimioterapia o radioterapia. Caso o paciente precise desses tratamentos, a chance de desenvolvimento de outros cânceres pode aumentar.
7) Câncer de próstata deixa o homem infértil? Depende. O oncologista afirma que o testículo é o órgão responsável pela produção de espermatozoides e, quando há a remoção de um dos testículos, na maioria das vezes, o outro consegue manter essa produção normalizada. Em casos em que é necessário fazer a quimioterapia, é possível que o homem fique estéril, sendo recomendado que, antes do início do tratamento, o homem faça o congelamento de seu esperma para quando quiser ter um filho. Bastos afirma que cerca de 2/3 dos homens que fazem quimioterapia não ficam estéreis, voltando a produzir sêmen em até dois anos.
8) Relações sexuais desprotegidas aumentam as chances de desenvolver câncer de testículo? Não. Bastos afirma que não há qualquer relação entre o sexo desprotegido com o desenvolvimento de câncer de testículo. Entretanto, o médico recomenda que as relações sexuais sejam feitas com preservativos para evitar a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis e evitar casos de câncer de pênis entre os homens.
9) Câncer de testículo diminui o apetite sexual? Assim como a produção de sêmen, o testículo também é responsável pela produção da testosterona e, caso um deles seja removido, o outro testículo, geralmente, consegue manter a produção hormonal em níveis normais. Porém, caso o testículo remanescente tenha dificuldades em produzir uma quantidade de testosterona equivalente à anterior, é necessário que o homem faça tratamentos para a reposição hormonal.
Fonte: R7

GRUPO SE TOQUE - CAFÉ COM AMOR

O Café com Amor é uma iniciativa do Grupo Se Toque que acontece uma vez por semana na Unidade de Quimioterapia do SUS que é uma oportunidade de interação, entrosamento, aproximação. É um momento de muita emoção para todos que participam!
Oração, carinho, palavras de encorajamento enriquecem esse encontro.
É uma ação realizada por voluntários, pessoas generosas que se doam!
Qualquer pessoa de boavontade pode fazer parte!

terça-feira, 9 de abril de 2019

Conheça efeitos dos exercícios na saúde a curto, médio e longo prazos

As doenças cardiovasculares foram responsáveis por quase 18 milhões de mortes ao redor do mundo em 2015, sendo, portanto, um fardo para a saúde e, também, para a economia globais. Atualmente, se têm bem documentados os benefícios da atividade física e exercícios aeróbicos sobre a saúde cardiometabólica, com evidentes impactos positivos na pressão arterial (PA), glicemia, distúrbios do colesterol e função endotelial.
Quando se fala em exercício (treinamento) resistido – no inglês Resistance Exercise Training (RET) – sabe-se bem das implicações positivas sobre a manutenção da força e da massa muscular esquelética. Visando ampliar o conhecimento sobre o impacto do RET nas condições cardiometabólicas, um grupo do Reino Unido realizou uma revisão sistemática com metanálise, publicando o estudo em meados de 2018.
Os resultados foram os seguintes:
  • Pressão arterial de repouso com reduções de até 5 mmHg nos componentes sistólico (PAS) e diastólico (PAD), tanto para o médio, quanto para o longo prazo, sendo mais pronunciadas em indivíduos acima de 41 anos. Essas reduções foram semelhantes às encontradas nos estudos com exercícios aeróbicos.
  • VO2max: aumento no curto e médio prazo (parâmetro diretamente relacionado ao condicionamento físico do indivíduo), com maior impacto em indivíduos em elevado risco cardiovascular (RCV).
  • Função endotelial: importante melhora, a médio prazo, da dilatação arterial mediada por fluxo (flow-mediated dilatation, em inglês). O mecanismo de melhora está ligado ao metabolismo do óxido nítrico, não se restringindo apenas ao músculo exercitado, e sim com benefícios sistêmicos. Para efeito de causa, ressalta-se que uma piora de 1% neste parâmetro, aumenta em 13% o risco de algum evento cardiovascular futuro.
  • Biomarcadores sanguíneos: reduções importantes na insulina de jejum e no HOMA-IR. Em indivíduos mais velhos houve impacto positivo, a curto e médio prazo, sobre o colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos, glicemia de jejum e proteína C reativa.
Os pesquisadores concluem o estudo salientando que além dos inúmeros benefícios, há grande a segurança no RET, uma vez que mais de dois terços dos ensaios analisados não apresentaram efeito adverso algum.
Em tempo, a definição de RET é a atividade muscular, executada de forma programada e controlada, contra uma carga externa ou peso corporal. Logo, tal atividade pode ser mais fácil de ser implementada e sustentada em ambiente residenciais, uma vez que pode ser realizada em locais fechados, com espaço, tempo e equipamentos limitados. Obviamente, desde que previamente bem instruídos por profissional de educação e acompanhados pelo médico do esporte e exercício.
Autor: Renato Bordignon . Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ⦁ Pós-graduação em Medicina do Esporte e do Exercício pelo Instituto HZM ⦁ Médico da Prefeitura Municipal de Blumenau ⦁ Médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192/SC.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Brasil adota “imunização e vacinação” como tema do Dia Mundial da Saúde

No dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, o Brasil faz um alerta sobre a importância da vacinação e imunização para evitar a volta de doenças já erradicadas no mundo. O tema escolhido pelo país neste ano, se deve ao registro de baixas coberturas vacinais que permitiram o reaparecimento de doenças que já estavam eliminadas no país, como o sarampo.
O atual governo iniciou a gestão com taxas de imunização baixas, incluindo contra o sarampo. A vacinação contra o sarampo, por exemplo, atingiu um pico em 2003, mas, no geral, vêm caindo ano a ano, até chegarem próximo a 80% no ano passado, patamar longe da meta de, no mínimo, 95%. Por isso, pela primeira vez, o Governo Federal estabeleceu a vigilância e vacinação como meta prioritária de governo.
A população pode se vacinar gratuitamente nas mais de 36 mil salas de vacinação localizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. Para isso, basta comparecer a um posto de saúde com o cartão de vacinação em mãos. Caso você tenha perdido o cartão de vacinação, o Ministério da Saúde orienta procurar o posto de saúde mais próximo onde recebeu as vacinas e resgatar o histórico, assim como, refazer uma nova caderneta. É importante lembrar que a falta da Caderneta de Vacinação não é um impeditivo para vacinar.
Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente 19 vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação, protegendo contra 18 doenças imunopreveníveis cuja proteção inicia ainda nos recém-nascidos, podendo se estender por toda a vida.  São vacinas que contemplam crianças, adolescentes, idosos, gestantes e povos indígenas. Por ano, o Ministério da Saúde aplica mais de 300 milhões de doses de vacinas na população brasileira.
É importante ressaltar que todas as vacinas distribuídas pelo SUS são seguras. Elas passam desde o processo de produção por avaliação de qualidade e segurança. Além disso, por validação e aprovação de instituto reguladores e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

MONITORAMENTO DA VACINAÇÃO

Ainda no intuito de fortalecer a vacinação no país e no mundo, o Ministério da Saúde tem trabalhado na melhoria dos sistemas de informação e monitoramento para medidas de prevenção e controle; a ampliação das estratégias a adesão da população à imunização; a instituição de uma “força tarefa” para apoiar os estados e municípios na investigação e manejo de casos de doenças imunopreveníveis, entre outras ações.

SAÚDE UNIVERSAL 

 O tema escolhido pela Organização Pan-Americana da Saúde/ Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), para a campanha do dia Mundial da Saúde de 2019 foi “Saúde para todas e todos. Em todos os lugares”.
Os organismos internacionais chamam a atenção para a importância da saúde universal – que significa garantir que todas as pessoas e comunidades tenham acesso aos serviços de saúde sem qualquer forma de preconceito e sem sofrerem dificuldades financeiras.
Por Alexandre Penido, da Agência Saúde 
Atendimento à imprensa – Ascom/MS
(61) 3315-3315/2898

Câncer de Testículo

O tumor de testículo corresponde a 5% do total de casos de câncer entre os homens. É facilmente curado quando detectado precocemente e apresenta baixo índice de mortalidade.
Apesar de raro, preocupa porque a maior incidência é em homens em idade produtiva - entre 15 e 50 anos. Nessa fase, há chance de ser confundido, ou até mesmo mascarado, por orquiepididimites (inflamação dos testículos e dos epidídimos (canais localizados atrás dos testículos e que coletam e carregam o esperma) geralmente transmitidas sexualmente.
O que aumenta o risco:
  • Histórico familiar deste tumor
  • Lesões e traumas na bolsa escrotal
  • Criptorquidia (não descida de um ou dos dois testículos para a bolsa escrotal). Na infância, é importante o exame do pediatra para verificar se ocorreu normalmente a descida dos testículos 
  • Trabalhadores expostos a agrotóxicos podem apresentar risco aumentado de desenvolvimento da doença.
Sinais e sintomas:
O mais comum é o aparecimento de um nódulo duro, geralmente indolor, aproximadamente do tamanho de uma ervilha. Mas deve-se ficar atento a outras alterações, como aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, endurecimentos, dor imprecisa na parte baixa do abdômen, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos. Caso sejam observadas alterações, o médico, de preferência um urologista, deve ser consultado.

Detecção precoce:
A detecção precoce do câncer é a estratégia para encontrar o tumor em fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento.
A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento) mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.
Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de testículo traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.
Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados em seu tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas como:
  • Aumento de tamanho (não doloroso), de forma ou textura de testículo.
Na maior parte das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico.

Diagnóstico:
Se por um lado o câncer de testículo é um tipo agressivo, com alto índice de duplicação das células tumorais (que causam rápida evolução da doença), por outro, é de fácil diagnóstico e alto índice de cura, já que responde bem aos tratamentos quimioterápicos. O diagnóstico se faz pelo exame de ultrassonografia da bolsa escrotal e pela dosagem de marcadores tumorais no sangue.
Diagnóstico precoce
O autoexame dos testículos é um hábito importante para o diagnóstico precoce desse tipo de câncer.

Tratamento:
O tratamento inicial é sempre cirúrgico. Caso o nódulo seja pequeno e os marcadores tumorais sejam normais, pode-se optar por biópsia (retirada de um fragmento de tecido para ser examinado ao microscópio). O resultado do exame é dado ainda durante a cirurgia. Em caso positivo para câncer, o testículo é extraído, em parte ou totalmente. O mais comum é ocorrer a retirada completa do testículo afetado (marcadores previamente aumentados ou lesões maiores). A função sexual ou reprodutiva do paciente não é afetada, desde que o outro testículo esteja saudável.
O tratamento posterior poderá ser radioterápico, quimioterápico ou de controle clínico. A complementação dependerá de investigação, que avaliará a presença ou a possibilidade de disseminação da doença para outros órgãos.

Fonte: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-testiculo acesso em 05.04.19 às 14:55hs