quinta-feira, 30 de março de 2017

Inca realiza seminário em comemoração ao Dia Nacional da Saúde e Nutrição

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), por meio da Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer, realizará nesta sexta-feira (31) o seminário técnico A Saúde Está na Mesa: Obesidade, Alimentação e Câncer no Contexto Atual. Destinado a profissionais de diversas áreas de atuação da saúde, o evento acontece na sede do INCA, no Centro do Rio, e vai debater temas relacionados ao impacto da obesidade e da má alimentação na saúde da população.
No seminário, em celebração ao Dia Nacional da Saúde e Nutrição, haverá o lançamento de um vídeo de animação sobre obesidade infantil produzido pela Unidade e que estará disponível no canal do Youtube do Instituto. 
 Profissionais e estudantes interessados em participar poderão inscrever-se no dia e no local do evento.
Programação 

9h30 – 10h | Solenidade de Abertura 

10h - 10h30 | Consumo de produtos ultraprocessados e seu impacto na qualidade da dieta e na ocorrência da obesidade na população brasileira
Palestrante: Carlos Augusto Monteiro – Médico, professor titular do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e coordenador científico do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP

10h30 - 11h | Prevenção de Câncer do campo à mesa: compromissos, políticas e ação nas Américas
Palestrante: Fabio da Silva Gomes – Assessor regional de Nutrição e Atividade Física para as Américas - Organização Pan-Americana da Saúde/ Organização Mundial da Saúde

11h - 11h30 | Implicações da obesidade no tratamento e na sobrevida dos pacientes com câncer
Palestrante: Gélcio Luiz Quintella Mendes - Médico oncologista, coordenador de Assistência do INCA

11h30 - 12h | Debate
Moderadora: Rosilene de Lima Pinheiro - Chefe do Serviço de Educação do Instituto Nacional de Câncer e coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional em Oncologia do INCA 

12h - 13h | Almoço 

13h - 13h30 | Cozinhar vai mudar a sua vida
Palestrante: Rita Lobo – chef, criadora do site Panelinha, apresentadora do Cozinha Prática do GNT

13h30 – 14h | A importância do ambiente na promoção da alimentação saudável
Palestrante: Michele Lessa – Coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição – SAS/ MS

14h - 14h30 | Interesses na área de alimentação e nutrição
Palestrante: Inês Rugani Ribeiro de Castro - Professora associada do Instituto de Nutrição da UERJ e coordenadora do Núcleo de Alimentação e Nutrição em Políticas Públicas - UERJ

14h30 - 15h | Debate
Moderadora: Paula Johns – Diretora-executiva da Aliança de Controle do Tabagismo - ACT+

15h – 15h30 | Lançamento do vídeo sobre obesidade infantil – Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer/Conprev

15h30 – 16h | Encerramento
Fonte: http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2017/03/30/inca-realiza-seminario-em-comemoracao-ao-dia-nacional-da-saude-e-nutricao/ acesso em 30/03/17 às 19:42h

LAMENTO PARA A MULHER

Por que morrem as mulheres?
Para que morrem as mulheres?
Por quem morrem as mulheres?
A destruição da mulher
O castigo da mulher
O fim da mulher
O dono
O amor
O feitor
Por amor
Por pavor
Por dispor

Acabou...


Sueli Dias

UFBA e Abrasco reúnem especialistas no ISC para debater surto de febre amarela no país

Um surto de febre amarela silvestre no Brasil, como há décadas não se registrava, tem chamado a atenção do governo, de profissionais de saúde pública e da sociedade. Para debater o assunto, especialistas de renome nacional se reunirão no auditório do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da UFBA, no dia 07/04, às 9h, no seminário “Febre Amarela: Situação Atual e Dificuldades de Controle”. O evento é promovido pelo ISC, com apoio da Reitoria, e pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), e terá transmissão ao vivo através do link http://aovivo.ufba.br/saude.
Entre dezembro passado e meados do mês de março, pelo menos 162 pessoas morreram vítimas de febre amarela no país, segundo o Ministério da Saúde (MS), que já confirmou 492 casos da doença e ainda investiga outras 1101 notificações. Trezentos e trinta e nove municípios de 17 estados das cinco regiões registraram nesse período 2104 notificações de casos suspeitos da doença (23,4% confirmadas até agora), o que levou o ministério a enviar 18,88 milhões de doses de vacina para serem aplicadas nos municípios considerados de risco.
“É o maior surto de febre amarela no país desde os anos 1980”, afirma a professora e pesquisadora do ISC Maria da Glória Teixeira, que coordena o evento. Ela pondera, contudo, que não se trata de um surto urbano da doença (que é mais grave, do ponto de vista epidemiológico), e sim do chamado surto silvestre, em áreas de floresta, que tem como principais vítimas os macacos. Os dados do MS apontam 387 casos confirmados de febre amarela em macacos (primatas não-humanos), e outros 432 em investigação em todo o Brasil.
As áreas com maior número de vítimas são as regiões norte e leste de Minas Gerais (375 casos confirmados, com 197 mortes) e o centro-sul do Espírito Santo (109 confirmações, com 57 mortes). Dez pessoas no Rio de Janeiro e uma em São Paulo também morreram vítimas da doença.
Na Bahia, 22 casos foram notificados em 15 municípios, mas até agora nenhum foi confirmado: 11 foram descartados, outros 11 seguem em investigação. No dia 29/03, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que foram encontrados quatro macacos mortos por febre amarela em Salvador, nos bairros da Vila Laura, Paripe e Itaigara. O fato levou a Sesab a intensificar a vacinação contra a doença, disponibilizando 2 milhões de doses.
No seminário, Eduardo Hage, do Instituto Sul Americano de Saúde de Governo em Saúde (Isags) abordará a “Situação atual” da doença; Pedro Luis Tauil, da Universidade de Brasília, falará sobre “Aspectos críticos do controle e risco de reurbanização”; Pedro Fernando Vasconcelos, do Instituto Evandro Chagas (do Pará, ligado ao MS) tratará da “Definição de áreas de risco: Vigilância de Epizootias e Diagnóstico Laboratorial”; e Reinaldo de Menezes Martins, do Biomanguinhos/Fiocruz-RJ abordará a “Vacina 17D: Perspectiva de Redução de Efeitos Adversos Graves”.
Silvestre x urbano
Glória Teixeira explica que não se trata de um surto urbano, que tem como vetor de transmissão o mosquito Aedes aegypti (o mesmo que transmite doenças como dengue, zika e chikungunya) e não é registrado no Brasil desde 1942. Trata-se de um surto silvestre, cujos vetores são os mosquitos do tipo Haemagogus e Sabethes, que têm como habitat áreas de mata e florestas. Segundo a pesquisadora, até o momento, a epidemia tem afetado em geral pessoas que adentraram ou vivem muito próximo a zonas de floresta e foram picadas por esses mosquitos.
Ela explica que, embora o vírus seja o mesmo nos dois tipos de surto, a contaminação do vetor urbano, o Aedes aegypti, não é um processo simples e rápido. Primeiro, é preciso que uma pessoa, após ter adquirido a doença em uma zona de mata, seja picada, pouco antes de adoecer ou logo nos primeiros dias da doença, por um mosquito Aedes aegypti. Em seguida, é preciso que parte do ciclo do vírus se processe no organismo desse mosquito (ciclo intrínseco), tornando-o capaz de transmitir o vírus a outras pessoas. “A transmissão da febre amarela não acontece de pessoa para pessoa, nem de macaco para macaco, nem de macaco para pessoa”, lembra Glória. Assim, não há nenhuma indicação de se eliminar macacos. A pesquisadora acredita que a resposta rápida do MS, com a intensificação da vacinação nas áreas de risco, deverá impedir o surto silvestre de se expandir para as áreas urbanas.
Paralelamente, primatólogos (especialistas em macacos e outras espécies de primatas) têm estudado a relação entre o desmatamento de áreas de floresta e os surtos da febre amarela. Uma das principais hipóteses é de que os desmatamentos, ao reduzir o tamanho do habitat natural dos macacos, acabam obrigando-os a concentrar-se em áreas menores. Mais concentrados, eles se tornariam presas mais fáceis para os mosquitos Haemagogus e Sabethes – que por sua vez, também por conta do desmatamento, tendem a encontrar circunstâncias mais propícias para proliferação.
Fonte: https://www.ufba.br/noticias/ufba-e-abrasco-re%C3%BAnem-especialistas-no-isc-para-debater-surto-de-febre-amarela-no-pa%C3%ADs acesso em 30/03/17 às 18:55h

ENCERRAMENTO DO MÊS DA MULHER NO GRUPO SE TOQUE

Em Itabuna, o Grupo Se Toque encerra o mês da mulher fazendo um balanço dos sonhos e medos das mulheres.
É que nas atividades realizadas no Dia Internacional da Mulher foi feita uma enquete durante a Ação Social  na Praça Olinto Leoni.
As mulheres foram convidadas a responder qual o seu grande medo, qual o seu grande sonho?
Vamos publicar uma análise dessas respostas.

Desigualdade faz mal à saúde

No inverno de 1846, uma epidemia de tifo, doença bacteriana transmitida por pulgas que causa febre alta, delírios e erupções cutâneas, assolava a região da Silésia, norte da Alemanha, provocando a morte de mais de 15 mil pessoas.
Sem saber o que fazer, o governo prussiano enviou ao local uma comitiva chefiada pelo jovem médico polonês Rudolf Virchow. Em 16 dias, ele chegou a uma conclusão: a epidemia era evitável, pois tinha como causas a pobreza, a fome, a corrupção e a desigualdade.
Além de formular leis que funcionavam só no papel, a aristocracia não reconhecia os mineradores de classes mais baixas como seres humanos. “É preciso deixar claro que não é mais uma questão de tratar um ou outro paciente com remédios, comida, moradia e roupas”, escreveu o médico em seu relatório. “Se nós de fato quisermos intervir na Silésia, temos de promover o avanço de toda a população e estimular um esforço comum.”
Naquela época, quando as causas das doenças ainda eram desconhecidas e acabavam sendo atribuídas a miasmas, as ideias de Rudolf Virchow provocaram incômodo.
No verão de 1986, uma doença que causava febre alta, manchas e dores no corpo afetava crianças e adultos na Baixada Fluminense, norte do Rio de Janeiro, naquele que seria o retorno das epidemias de dengue no Brasil.

Trinta e um anos depois, pouco mudou. A dengue se espalhou pelo país e chegou a capitais como São Paulo, onde bairros como a Brasilândia, periferia na zona norte recordista no número de casos na cidade, convivem com ela há pelo menos seis anos.
Há dois, transformou-se em uma nova epidemia: em seu auge, em 2015, foram 3,6 mil casos a cada 100 mil habitantes — para se ter uma ideia, uma doença é considerada epidêmica quando existem mais de 300 casos por 100 mil habitantes em uma região.
Lixões e esgoto a céu aberto, casas coladas umas nas outras, falta de informação sobre como se prevenir e falta de drenagem das águas de chuvas de verão permanecem cenários perfeitos para a proliferação do mosquito, que depois chegou a outros bairros da cidade.
Na Brasilândia, os moradores já não se perguntam se terão dengue, mas quando. E, enquanto a situação permanecer igual àquela da Baixada em 1986, não é exagero dizer que eles têm razão.
“As epidemias não apontam sempre para deficiências da sociedade? Pode-se considerar como causas as condições atmosféricas, as mudanças cósmicas gerais e coisas parecidas, mas em si e por si esses problemas nunca causam epidemias. Elas só podem existir onde, devido a condições sociais de pobreza, o povo viveu durante muito tempo em uma situação anormal”, disse Virchow no século 19, em uma constatação que parece cada vez mais atual.
O médico polonês é tido como um dos pais da medicina social, área que estuda como a estrutura social determina a saúde da população. Se em 1846 Virchow foi considerado revolucionário por apontar a pobreza como determinante de uma epidemia, algo que atualmente é aceito na medicina, os pesquisadores da área enfrentam hoje outro desafio: mostrar como a desigualdade social prejudica a saúde da sociedade toda, não só a dos mais pobres.
“Não adianta você se esconder atrás de muros em condomínios, uma hora as consequências vão chegar”, afirma a pesquisadora da Fiocruz Celia Landmann Szwarcwald. A dengue está aí para mostrar isso. No auge da epidemia em São Paulo, em 2015, o número de casos por 100 mil habitantes chegou a quase 400 no Itaim Bibi, um dos bairros mais ricos da cidade.
Szwarcwald é editora do suplemento A Panorama of Health Inequalities in Brazil (Um Panorama das Desigualdades em Saúde no Brasil), publicado no International Journal for Equity in Health no fim do ano passado. Nele estão reunidas análises realizadas com base na última Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em 2013.
Um dos resultados que mais chamam a atenção é o de que, embora a saúde do brasileiro tenha melhorado na sua totalidade, ainda existe uma diferença muito grande entre a expectativa de vida de cada região.
Pelas estatísticas, os moradores da região Sudeste, por exemplo, vivem em média cinco anos a mais do que os do Nordeste. Mesmo assim, os habitantes do Sudeste têm vida mais curta que a possível nos países nórdicos, conhecidos pelos bons índices de igualdade social.
O problema, no entanto, não está restrito ao Brasil, mostra outro estudo publicado em fevereiro na revista médica britânica The Lancet. Feita com 1,7 milhão de pessoas de Reino Unido, França, Suíça, Portugal, Itália, EUA e Austrália, a pesquisa mostrou que o risco de morrer antes dos 85 anos é 46% maior entre os mais pobres.
“Embora a saúde dos mais ricos não esteja necessariamente ameaçada, as desigualdades têm um custo alto para a sociedade e para os sistemas de saúde, então, a longo prazo, todos pagam por elas”, diz a epidemiologista Silvia Stringhini, da Universidade de Lausanne, na Suíça, uma das autoras do estudo.
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2017/03/desigualdade-faz-mal-saude.html acesso em 30/03/17 às 12:09h

quarta-feira, 29 de março de 2017

Saiba mais sobre a importância da vacinação oferecida pelo SUS

Olhar seu filho levar aquela picadinha nos primeiros dias de vida parece ser algo nada agradável, não é mesmo? Apesar da angústia dos pais, é importante reforçar que essa é a melhor maneira de prevenir seus filhos contra doenças. E essa proteção está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde – SUS. São oferecidas à população 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, criado em 1973, disponibiliza mais de 300 milhões de doses de vacinas por ano para os estados e municípios visando à imunização de crianças, adolescentes, adultos e idosos.
A vacina serve para defender dos vírus e bactérias que provocam doenças. Hoje, o Brasil conta com técnicas modernas para produzi-las em sete laboratórios públicos, atendendo a todo o processo de qualidade de produção exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As vacinas podem ser produzidas a partir de organismos enfraquecidos, mortos ou alguns derivados, podendo ser aplicadas por meio de injeção ou por via oral. Quando a pessoa é vacinada, seu corpo detecta a substância e produz uma defesa, os anticorpos, e são esses anticorpos que permanecem no organismo e evitam que a doença ocorra no futuro, que nós chamamos de imunidade.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, destaca que o Calendário Nacional de Vacinação beneficia a todos e ressalta a importância de procurar um posto de saúde. "Nos postos de saúde os profissionais poderão avaliar quais são as vacinas que estão faltando para completar esquema vacinal e podermos garantir mais saúde para população”, explica. Carla Domingues esclarece também que as pessoas devem ficar atentas à mudança do calendário de vacinação para diminuir a circulação de doenças na população. “É preciso que a população fique atenta às mudanças. Adolescentes e adultos também precisam manter esse documento de vacinação atualizada e em dia", comenta.
Além disso, hoje o Brasil tem 47 Centros de Referências de Imunobiológicos Especiais (Crie). Nesses centros são oferecidas vacinas para pessoas vulneráveis e com condições clínicas especiais, que por motivos imunológicos necessitam ter acesso às vacinas ou esquemas que não são disponibilizados nos postos de saúde, na rotina do PNI. “Esses centros atendem pessoas que necessitam de alguma vacina ou que tenham condições clínicas especiais. Essas pessoas devem receber essas doses nesses centros e não nos postos comuns”, destaca Carla Domingues. Entre essas pessoas estão infectados pelo HIV, imunodepressão, asplenia, transplante, ou por motivo de convívio com pessoas imunodeprimidas, como profissionais de saúde e parentes de imunodeprimidos.
Para aumentar e garantir uma maior proteção aos brasileiros, os Ministérios da Saúde e da Educação firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar a vacinação em crianças e adolescentes. As escolas vão atuar junto com as equipes de atenção básica para atualizar a caderneta dos estudantes. “Vacinando esses adolescentes nós vamos evitar que doenças aconteçam e estaremos protegendo nossa população”, fala.
Em 2016, o investimento do Ministério da Saúde na oferta de vacinas foi de R$ 3,9 bilhões um crescimento de 225% na comparação com o ano de 2010, quando foi investido R$ 1,2 bilhão. Para 2017 está previsto um investimento de R$ 3,9 bilhões. Conheça abaixo as vacinas disponíveis e não deixe passar nenhuma vacina!
HEPATITE A – A vacina hepatite A passa a ser disponibilizada para crianças de 15 meses a menores de 5 anos de idade. Antes, a idade máxima era até 2 anos.
TETRA VIRAL (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) – Em 2017, para as crianças, há ampliação da oferta da vacina tetra viral, passando a ser administrada de 15 meses até quatro anos de idade. Antes era administrada na faixa etária de 15 meses a menor de dois anos de idade. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação das crianças com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade (primeira dose) e aos 15 meses com a tetra viral (segunda dose com a varicela). Vale reforçar que em países que adotaram esquema de uma dose contra varicela (semelhante ao do Brasil) houve queda acentuada do número total de casos da doença, de hospitalizações e de óbitos a ela relacionados.
HPV – Também será ofertada, a partir de 2017, a vacina HPV para meninos. Desde 2014, a vacina é oferecida para meninas de 9 a 13 anos. Agora, o público-alvo incluirá também meninas de 14 anos. Ainda para este ano, além dos meninos, a vacina também será oferecida para homens de 9 a 26 anos de idade vivendo com HIV e aids, e para imunodeprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos. Desde 2015, as mulheres (9 a 26 anos) que vivem com HIV/Aids recebem a vacina.
MENINGOCÓCICA C – O Ministério da Saúde também passou a disponibilizar a vacina meningocócica C (conjugada) para adolescentes de 12 a 13 anos de idade. A faixa etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos crianças e adolescentes de 9 até 13 anos. A meta é vacinar 80% do público-alvo, formado por 7,2 milhões de adolescentes.
dTpa ADULTO – A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (acelular) tipo adulto passa a ser  recomendada para as gestantes a partir da 20ª semana de gestação. As mulheres que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação, devem receber uma dose de dTpa no puerpério, o mais precoce possível.
TRIPLICE VIRAL (sarampo, caxumba e rubéola) - Outra alteração se deu para a vacina tríplice viral, com a introdução da segunda dose para a população de 20 a 29 anos de idade. Anteriormente, a segunda dose era administrada até os 19 anos de idade.
Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52477-saiba-mais-sobre-a-importancia-da-vacinacao-oferecida-pelo-sus acesso em 29/03/17 às 11;30HS

Comunicação e saúde são tema de encontro na Fiocruz

O direito à saúde já é entendido há bastante tempo pela população como um direito básico. Mas de que forma? E como o direito à comunicação impacta nesta percepção? Além disso, como um sistema de mídia formado principalmente por poucas empresas privadas pode fragilizar a noção de saúde pública e do Sistema Único de Saúde (SUS)? Para discutir essas questões, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realiza, no próximo dia 5 de abril, a Pré-Conferência Livre de Comunicação e Saúde. O encontro – gratuito e aberto ao público externo – é uma preparação para I Conferência Nacional Livre de Comunicação em Saúde, que acontece de 18 a 20 de abril, em Brasília.
Pensando na importância da comunicação para a saúde e a disputa de ideias na sociedade, o documento preparatório da 15ª Conferência Nacional de Saúde defende a "democratização dos meios de comunicação – que reafirme o caráter público e a melhoria da regulação democrática das redes de internet, televisão, rádio e jornais". Assim, a ideia é pensar como a ausência de um marco regulatório atualizado das comunicações no Brasil e de mecanismos de controle social prejudica não só o acesso a informações de qualidade sobre o SUS, mas a própria democracia.
O SUS prevê, para seu funcionamento, mecanismos de controle social, sendo os principais deles o Conselho Nacional de Saúde e as conferências nacionais de saúde. Elas foram instituídas em 1937, no primeiro governo de Getúlio Vargas, e a primeira foi realizada em 1941. Desde então, já aconteceram 15 conferências nacionais. Com relação à comunicação, a situação é bem diferente: até o momento, apenas uma conferência foi convocada, em 2009, e as mais de 600 resoluções não se tornaram políticas públicas.
O documento de referência do encontro e outros materiais sobre o tema estão disponíveis em: www.pensesus.fiocruz.br/preconferencia  http://www.blog.saude.gov.br/index.php/cursos-e-eventos/52464-comunicacao-e-saude-sao-tema-de-encontro-na-fiocruz acesso em 29/03/17 às 11:26hs