terça-feira, 9 de abril de 2013

O QUE É O DIA SEGUINTE

A VIDA É...

PSICO-ONCOLOGIA: IMPORTANTE PARA O PACIENTE DE CÂNCER


A Psico-Oncologia no cenário brasileiro do câncer foi tema de entrevista com a presidente da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia (SBPO), Regina Liberato. Ela contou ao Portal Oncoguia que a teoria, que passou a ser pesquisada e praticada no Brasil na década de 90 e que objetiva oferecer apoio e cuidados específicos ao paciente, família e equipe de tratamento, tem ganhado progressivamente mais espaço e olhar dentro da oncologia clínica.
"Hoje em dia tem muito médico interessado. Creio que seja porque o câncer tem uma função social muito precisa. Ele demonstra que não somos nada sozinhos e que tudo o que conhecemos é pouco e, portanto, precisamos de conhecimentos específicos compartilhando entre vários profissionais”.
Liberato discorre também sobre a humanização da medicina e a maior aptidão das áreas envolvidas no tratamento oncológico em se interrelacionar, para promover mais qualidade no tratamento dos pacientes brasileiros.
A SBPO é uma entidade civil, sem fins lucrativos, criada em 1994 com o objetivo de congregar profissionais e estudantes da área da saúde e afins, para o estudo, divulgação e desenvolvimento da Psico-Oncologia em todo o território nacional.
Confira a entrevista na íntegra.
Instituto Oncoguia- Para quem a psico-oncologia é indicada?
Regina Liberato - A psico-oncologia entende que não há uma pessoa cuidada, mas uma unidade de cuidados. Porque não é só o paciente que sofre. É o paciente, a família e sua equipe de cuidados. Quando um tratamento não se desenvolve como o esperado, a equipe sofre. Nós inventamos essa coisa de neutralidade, que não existe! Não há a mínima possibilidade de se dizer, que quando cruzamos os corredores do hospital, não sofremos. Isso nem se diz mais, nem se sustenta. Até uma pessoa que está com câncer longe de mim, que está longe de mim, me faz sofrer... Porque me lembra da doença de alguém querido, lembra da minha doença, porque me lembra de que a doença é difícil, de que as questões de saúde precisam evoluir.
Instituto Oncoguia - E quando passou a ser aplicada no Brasil?
Regina Liberato - O primeiro congresso de psico-oncologia foi em 1994. Um grupo de profissionais trouxe o conhecimento para o país. À época, significava a interface entre áreas da saúde, afins com a medicina, o que se aplicava ao paciente oncológico. Hoje a área ainda tem a ver com produção interdisciplinar, mas também se preocupa com a implantação de serviços e pesquisas, por exemplo. A área é ampla e muitas vezes confundida com a psicologia relacionada à oncologia. Mas não é isso. São todos os setores que demandam aspectos psicossociais, relacionados à oncologia.
Instituto Oncoguia - Por exemplo?
Regina Liberato - Fisioterapia, medicina, fonoaudiologia, psicologia, psiquiatria, enfermagem, pedagogia, assistência social, advocacy, clínica da dor, psiquiatria, assistência espiritual, voluntariado (...). São pessoas que, de alguma maneira, se relacionam com o câncer, direta ou indiretamente (pacientes, família, profissionais de saúde, cuidadores formais ou informais) e que lidam com aspectos psicossociais envolvidos nessa demanda, de enfrentamento do câncer.
Instituto Oncoguia - Existem capacitações?
Regina Liberato - Existem diversas. Antes eram focadas em São Paulo, mas hoje o conhecimento é mais amplo e abrange todo o país, com cursos de aprimoramento e capacitações. A SBPO não oferece os cursos, mas reforça e divulga aqueles disponíveis no Brasil. A faculdade de Ciência Médicas Virtuais, por exemplo, tem uma especialização em Psico-oncologia em andamento.
Instituto Oncoguia - Quem adere mais aos cursos?
Regina Liberato - Hoje é muito diversificado. Ainda temos poucos médicos, mas temos psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermagem, farmacologistas ligados à oncologia. Gente que tem interesse em conhecer as demandas psicossociais envolvidas com o câncer, para aplicação no próprio trabalho. Nenhum profissional interfere no trabalho do outro. Os limites de cada profissão são respeitados, e o profissional adequa os conhecimentos dentro de seus princípios teóricos.
Instituto Oncoguia - E quantos profissionais estão associados hoje à SBPO?
Regina Liberato - Temos hoje poucos sócios, mas estamos crescendo. São cerca de 200. Há muitos ‘simpatizantes’, que nos acompanham na leitura de artigos, em congressos. O número é menos importante que o processo que está acontecendo... Muito mais pessoas olhando para isso. Pensando nisso.
Instituto Oncoguia - E será que a oncologia clínica está olhando para isso?
Regina Liberato - Eu tenho certeza. Já vivi época muito mais difícil para encontrar espaço de discussão da questão de maneira mais ampla e interferir na composição do tratamento clínico. Mas hoje em dia tem muitos médicos interessados. Creio que seja porque o câncer tem uma função social muito precisa. Ele demonstra que não somos nada sozinhos e que tudo o que conhecemos é pouco e, portanto, precisamos de conhecimentos específicos. Hoje a SBPO participa de congressos médicos, discute com oncologistas temas como humanização, tratamento personalizado, aspectos psicossociais que interferem em momentos específicos do tratamento em oncologia. Há uma aptidão maior, por parte de todos os profissionais que atuam na oncologia, em trocar informações que ajudam Na aderência do tratamento, no diagnóstico e no prognóstico da doença.

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/entrevista-a-psicooncologia-no-brasil/2776/8/

UM GRANDE PROBLEMA...

NÃO DESISTA NUNCA!

MANCHAS DE PELE QUE PRECISAM DE ATENÇÃO!


Você sabe o que é queratose actínica?
São manchinhas que surgem na pele, principalmente de pessoas idosas, de formato arredondado e de cor avermelhada, ásperas e sensíveis ao toque. Sim. Você pode estar imaginando agora que queratoses são as marcas senis, que qualquer pessoa desenvolverá com o avanço da idade.
Mas não é isso!
A queratose actínica é uma lesão causada pela exposição excessiva e desprotegida da pele ao sol ao longo da vida e que, embora poucos saibam, pode provocar o câncer de pele se não tratada e acompanhada.
Embora não existam registros sobre a incidência da doença no Brasil, a queratose actínica é uma das principais razões de visitas ao dermatologista no país. No entanto, mesmo com a grande procura, as pessoas acabam demorando a visitar o médico, pois o aparecimento lento e gradual da lesão faz com que se acostumem com ela e achem que seja algo normal.
O Blog Cuide Bem da Sua Pele, conversou com o Dr. Marcus Maia sobre a queratose actínica, apontando para os fatores de risco e a importância de conhecer os sinais da lesão. O dermatologista explica na entrevista que a queratose actínica, que potencialmente pode provocar o câncer de pele espinocelular, deve ser tratada rapidamente.
"O fato, é que a queratose actínica não pode ser tratada como uma lesão simples, pois ela é uma lesão pré-cancerosa”.
Confira na entrevista, multiplique a informação e colabore com a redução dos casos de câncer de pele no país. E não se esqueça: Cuide bem da sua pele, conhecendo-a, protegendo-se do sol e visitando regularmente o seu dermatologista.
Instituto Oncoguia - O que é queratose actínica?
Dr. Marcus Maia - A queratose actínica, clínica ou subclínica, é o que chamamos de campo de cancerização. Constitui, justamente, o território que pode modificar-se incorrendo no surgimento do câncer da pele. É um marcador de risco do câncer da pele.
Instituto Oncoguia - E por que surge a queratose actínica?
Dr. Marcus Maia - A radiação solar atinge exatamente o DNA e ocasiona o que chamamos de mutação. Essas células mutadas podem começar a apresentar a aparência clínica, que é justamente a queratose actínica. Tais mutações acabam juntando-se e formando um clone que deriva do câncer da pele. Então, podemos dizer que a queratose actínica é uma lesão pré-neoplásica, marcadora de risco, representada por um evento cumulativo da radiação solar ao longo da vida.
Instituto Oncoguia - A queratose pode ser visualizada? Como se apresenta?
Dr. Marcus Maia - Do ponto de vista clínico, apresenta-se por marcas arredondadas e ligeiramente vermelhas, com formação de cascas e asperezas sensíveis ao tato, principalmente nas áreas em que o indivíduo tomou mais sol – como braços, antebraços e face. Assim, elas podem ser facilmente visualizadas, tanto pela própria pessoa quanto pelo médico. No entanto, há queratoses que se apresentam de forma subclínica, ou seja, não são visíveis.
Instituto Oncoguia - São como as conhecidas ‘casquinhas’ que muita gente tenta tirar com a unha?
Dr. Marcus Maia – Sim. Mas a pessoa tenta, tenta, e não consegue retirar!
Instituto Oncoguia - E geralmente as pessoas demoram a buscar ajuda, não é?
Dr. Marcus Maia – Sim, os pacientes se acostumam com a tal mancha, pois ela vai surgindo lenta e progressivamente. É muito comum que os pacientes entendam as queratoses como um sinal de envelhecimento.
Instituto Oncoguia - E quem são os indivíduos com maior risco de apresentar a queratose actínica?
Dr. Marcus Maia - São pessoas de pele clara, olhos claros, cabelos claros e que têm antecedentes familiares de câncer da pele. O importante é que já se pode saber, desde o nascimento da criança, que ela tem o risco de desenvolver a lesão quando tornar-se idosa. Os pais poderiam, inclusive, ser alertados.
Instituto Oncoguia - Mas, então, a queratose é também uma doença causada pelo envelhecimento da pele?
Dr. Marcus Maia – Não. Na realidade, é uma lesão causada pelo envelhecimento da pele decorrente do sol, e não do envelhecimento natural. O sol causa uma série de alterações na pele, entre elas, a queratose. Outra lesão comum decorrente do sol, que muitos chamam de manchas senis, é a melanose solar, que acontece quando a célula que dá a cor para pele, o melanócito, sofre alterações produzindo o pigmento de forma desordenada. Muitas vezes, até pessoas mais jovens têm. Fora isso, o excesso de sol também deixa a pele fina, fácil de ser desprendida e frágil (causando hematomas mesmo nos pequenos traumas).
Instituto Oncoguia - Qual tipo de câncer de pele decorre da queratose actínica?
Dr. Marcus Maia - O carcinoma espinocelular.
Instituto Oncoguia - Como é feito o tratamento da queratose actínica?
Dr. Marcus Maia – Há diversas opções terapêuticas para isso, com intervenção direta do médico ou com supervisão médica. Não são terapias simples. O fato, é que a queratose actínica não pode ser tratada como uma lesão simples. É necessário que o dermatologista ‘pense oncologicamente’, que remova aquela lesão, pois é um perigo (...) se já não for um câncer.
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8 Decisões que os Homens podem tomar para Prevenir o Câncer


  • Não Fume
Segundo estimativas, o tabaco matará mais de um bilhão de pessoas apenas neste século. O fumo pode causar diversos tipos de câncer, entre eles o câncer de pulmão, bexiga, leucemia, entre outros. Se você fuma, é melhor parar! Se precisar de ajuda, existem vários remédios disponíveis para ajudá-lo e tornar essa tarefa menos difícil.
  • Faça Sexo Seguro
Além de deixá-lo vulnerável a diversos tipos de doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, o sexo desprotegido também deixa as pessoas vulneráveis ao HPV, vírus que pode dar origem ao câncer de pênis e ao câncer anal.
  • Cuide da Próstata
Mantenha os exames da próstata sempre em dia. Muitos homens relutam por medo ou preconceito, mas, além de simples, o toque retal, ajuda a diagnosticar o câncer na próstata precocemente.
  • Exercite-se
A atividade física regular pode ajudar a diminuir o risco do câncer. Mas se você não gosta de ir à academia, não se preocupe, pois existem outros tipos de exercícios físicos que você pode praticar e que não precisam de uma academia.
  • Mantenha uma Dieta Balanceada
Uma dieta pobre em gordura animal e rica em frutas frescas e vegetais é o ideal para diminuir o risco de ter um câncer. Estudos têm mostrado que dietas ricas em gordura animal têm aumentado o fator de risco para vários tipos de câncer. Frutas, legumes e hortaliças são excelentes antioxidantes contra o câncer.
  • Use Protetor Solar
Os homens, especialmente àqueles que trabalham expostos ao sol precisam usar protetor solar todos os dias. Mais de um milhão de casos de câncer de pele são diagnosticados a cada ano.
Evite também o bronzeamento artificial, pois tanto o sol quanto o bronzeamento artificial aumentam o risco de câncer de pele.
  • Realize o Autoexame dos Testículos Mensalmente
Você sabia que o câncer de testículo pode atingir os homens desde a sua adolescência? O autoexame dos testículos pode ajudar a detectar esse tipo de câncer ainda em estágio inicial.
  • Conheça seu Histórico Familiar
Conhecer o histórico de câncer da sua família é muito importante para ajudar a avaliar suas chances de desenvolver, e já prevenir, certos tipos de câncer. Sabe-se que alguns tipos, como o de mama e o de cólon podem ser hereditários. Se você sabe os tipos de canceres que atingiram a sua família, avise o seu médico, para que ele possa traçar um planejamento para tentar prever os riscos de você desenvolver um câncer e, se possível, prevenir ou fazer o diagnóstico precoce.
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